Manuais, Guias e Provas: materiais oficiais e gratuitos para o CACD!

Barões e Baronesas,

Os estudos para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) são vistos como um desafio por grande parte dos candidatos. Isso se deve, em certa medida, ao caráter amplamente multidisciplinar desse processo seletivo: são onze disciplinas – Direito Internacional, Direito Interno, Economia, Geografia, História do Brasil, História Mundial, Língua Espanhola, Língua Francesa, Língua Inglesa, Língua Portuguesa e Política Internacional – abordadas ao longo das três fases do certame. Por vezes, a tarefa de desenvolver uma estratégia própria de preparação, com base na experiência acadêmica individual, se torna ainda mais complicada em virtude de alguns contratempos práticos como, por exemplo, a dificuldade de se obter recursos e materiais confiáveis e de qualidade para o aprendizado das matérias.

Uma das melhores formas de contornar esse obstáculo, meus caros, é fazendo uso dos riquíssimos conteúdos que são elaborados e disponibilizados gratuitamente pelo próprio Ministério das Relações Exteriores e órgãos relacionados. São eles: os livros da série “Manual do Candidato” produzidos pela Fundação Alexandre de Gusmão (Funag), os Guias de Estudos do Instituto Rio Branco (IRBr) e as provas anteriores do concurso, formuladas pelas bancas Iades (2019) e Cebraspe/Cespe (2018 e anos anteriores). Para ajudá-los a encontrar e entender melhor tais materiais, fizemos este post especial com informações sobre cada uma dessas ferramentas de grande utilidade nos estudos. Confiram a seguir e façam bom proveito, pupilos e pupilas!

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MANUAIS DO CANDIDATO – FUNAG

A série “Manual do Candidato” da Funag é composta por livros que versam sobre o conteúdo de cada disciplina abordada no CACD e são produzidos por especialistas das respectivas áreas do conhecimento, como Bertha Becker (Geografia), Paulo Visentini (História Mundial Contemporânea), nosso mestre João Daniel Almeida (História do Brasil), entre outros. Os manuais configuram uma importante referência teórica, analítica e bibliográfica e permitem aos candidatos a imersão nas matérias com o nível de profundidade e reflexão crítica que são requeridos pelo processo seletivo. É importante ressaltar que esses materiais por si só não esgotam as leituras necessárias para a adequada preparação do candidato. Todavia, eles podem ser considerados um excelente ponto de partida para os estudos e até mesmo um instrumento oportuno para a revisão dos temas do edital.

Atualmente, há dez edições dos manuais, atualizadas a partir de 2012, disponíveis no site da Funag e todos os volumes podem ser adquiridos no formato digital (PDF) sem custos. Para aqueles que preferem os livros físicos, também são disponibilizadas essas versões para compra na página.

Curiosamente, a disciplina de Língua Portuguesa é a única que foge a essa regra. As últimas publicações dessa matéria datam de 2001, 2009 e 2010 e não há informações sobre as mesmas no site da Fundação. Porém, após vasculhar os alfarrábios online, encontramos os arquivos em PDF e conseguirmos disponibilizá-los aqui também, especialmente para vocês!

Eis a lista com os links para download de todos os volumes:

Além dessas publicações específicas para o CACD, a biblioteca digital e gratuita da Funag possui um riquíssimo acervo de textos e livros sobre temas relacionados a diplomacia pública, relações internacionais e política externa, e que podem ser bastante proveitosos na preparação para o concurso do Instituto Rio Branco. Portanto, vale a pena fazer um passeio virtual por lá de vez em quando, meus caros! 😉

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PROVAS E GABARITOS – Iades e Cebraspe/Cespe

Após absorver o conteúdo teórico das disciplinas por meio dos Manuais do Candidato e de outras leituras obrigatórias e complementares para o CACD, o melhor a se fazer é colocar todo o conhecimento adquirido em prática. Para isso, as provas das edições anteriores do concurso, disponibilizadas pelo Cebraspe/Cespe e pelo Iades são um recurso indispensável!

Analisar e responder às questões já aplicadas em um certame é a melhor maneira de conhecer as exigências e particularidades da banca organizadora e, com efeito, ficar mais familiarizado com o perfil de avaliação dos examinadores. Assim sendo, deixamos a seguir a relação dos links onde vocês podem baixar facilmente as provas e os gabaritos dos concursos anteriores. Mãos à obra!

* Aproveito para lembrar, meus caros, que vocês podem complementar os estudos para as fases do CACD, após a realização das provas anteriores, com as aulas de correção e comentários de todos os exames de 2019 por um time de professores especializados e com ampla experiência no certame. O acesso aos vídeos é gratuito e pode ser feito pelos links abaixo!

 

Primeira Fase Comentada – CACD 2019

Segunda Fase Comentada – CACD 2019

 

GUIAS DE ESTUDOS E PADRÕES DE RESPOSTAS – IRBr

A partir de 1996, o Instituto Rio Branco (IRBr), em parceria com o Cespe, passou a elaborar anualmente o Guia de Estudos do CACD, uma coletânea das questões discursivas, abordadas na Segunda e na Terceira Fase, do concurso do ano anterior e das respostas que receberam nota máxima por parte das respectivas bancas examinadoras. Esse material tem o objetivo de orientar e auxiliar os candidatos durante a preparação, oferecendo uma análise mais abrangente acerca do que é esperado deles nos exames. Além disso, conforme orientação do IRBr, os guias são conteúdos que complementam os Manuais do Candidato e, juntos, esses recursos permitem ao candidato iniciar sua preparação e identificar os conteúdos mais importantes nos seus estudos.

Em 2013, a produção oficial dos guias foi descontinuada pela administração do Instituto, porém os materiais não deixaram de ser disponibilizados aos aspirantes à Carreira de Diplomata. Por iniciativa voluntária, os candidatos aprovados e então alunos do IRBr passaram a elaborar os conteúdos anuais de forma independente. Nesse novo formato, os modelos começaram a possuir novas características: são intitulados com nomes de animais inusitados para representar o espírito da nova turma de diplomatas; apresentam também as respostas que receberam as notas mais baixas da banca e incluem dados sobre o perfil dos aprovados no último concurso. Assim, os ceacedistas conseguem ter uma visão ainda mais ampla sobre o processo seletivo como um todo e podem aprimorar seus estudos com base na análise do que podem ou não fazer nas etapas discursivas do concurso.

A seguir, deixamos os links para download de todos os Guias de Estudos do CACD.

A partir do CACD 2017, o Instituto Rio Branco disponibilizou, junto ao Cespe, padrões de resposta para as provas discursivas da segunda e da terceira fases do concurso. Os arquivos possuem orientações a respeito do conteúdo e da forma como os candidatos deveriam construir suas respostas argumentativas em cada questão, a fim de receberem a nota máxima.

 

Não deixem de acessar e conferir atentamente esses materiais preciosos no decorrer da preparação, meus queridos! 😉

Concurso Diplomacia: em qual etapa da preparação você está?

Caríssimos pupilos e pupilas,

É comum nos questionarmos, ao longo da nossa vida, sobre nossas decisões e, ainda, duvidar se o caminho tomado é realmente o correto… (Isso me lembra o poema “The Road Not Taken”, do meu amigo Robert Frost)

E, assim, como diz o poema, é importante pegar a estrada que nos leva pelo caminho que garantirá o sucesso – isso faz toda a diferença!

Pensando em auxiliá-los, escrevo essas simples linhas, com o objetivo de tornar o caminho para o Itamaraty mais curto, para meus barões e baronesas!

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Até eu já fui um bebê, pupilos! E o que a gente sabe dessa vida, na nossa mais tenra idade, não é mesmo?

No momento em que você decide que quer seguir a carreira diplomática, é importante, antes de tudo, conhecer muito bem o processo seletivo, o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD)! E como fazer isso?

Lendo com cuidado o edital e dando uma olhadela nas provas! É importante conhecer o terreno, antes de lançar-se à preparação!

Para isso, os iniciantes na empreitada diplomática devem ficar atentos aos arquivos existentes no site do Iades (banca do concurso em 2019 e 2020) e do Cespe (banca dos anos anteriores)!

Editais do CACD:

2010             2011             2012
2013             2014             2015
2016             2017             2018

2019             2020

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Após ficar por dentro de como a seleção acontece, pupilos, é importante passar da teoria à prática!

Alguns pensam em iniciar a leitura das bibliografias sozinhos, organizar o tempo e iniciar a preparação de uma forma mais solitária. Tenho que assumir, meus caros, admiro quem tem a disciplina e o foco necessários para administrar o tempo e manter a procrastinação longe – esses corajosos merecem, certamente, uma ode!

O Barão que vos fala indica procurar ajuda especializada! É importante, nesse momento, deixar as preocupações relativas a organização e seleção de livros com profissionais com experiência na preparação para o CACD. Você receberá grades de estudo de cada disciplina e planejamento de estudos de acordo com o que necessita nessa fase primordial, tendo somente que focar na leitura das bibliografias indicadas – essas também selecionadas meticulosamente para a fase inicial da sua preparação.

Conhecer a “jurisprudência” das bancas do CACD, fichar leituras e familiarizar-se com os temas mais recorrentes na prova também são indicados no início da sua jornada de estudos.

É realmente importante dar os primeiros passos de forma sólida!

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Para os pupilos que já iniciaram a familiarização com a bibliografia relacionada à Primeira Fase, que tal incrementar os estudos adicionando disciplinas importantes para a próxima fase?

É uma boa hora para incluir disciplinas como Redação – Língua Portuguesa, uma das bases da Segunda Fase; e aulas de Língua Francesa e Língua Espanhola, cobradas na terceira etapa do CACD.

Muitos barões e baronesas já têm conhecimento de Francês e de Espanhol, mas isso não é suficiente para ter uma boa pontuação na prova dessas disciplinas – é importante conhecer como a banca interpreta o uso de cada uma delas, e como esses dois idiomas são cobrados na última fase do certame.

O mesmo para Redação – Língua Portuguesa! Não basta conhecer a fundo a última flor do Lácio, apresentar ritmo e estilo na prosa, ou conhecer toda a obra machadiana… É necessário compreender como o léxico deve ser utilizado para a dissertação e a interpretação ceacedianas!

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Após passar pelas bibliografias e já estar iniciado nas disciplinas da Primeira Fase, é hora de praticar! Afinal de contas, meus caros, a prática leva à perfeição!

O pupilo e a pupila já mais experientes devem treinar por meio de exercícios no formato da Primeira Fase do CACD, e já se aventurar na realização dos exercícios da Segunda e da Terceira Fases.

É mister o aprofundamento nos moldes de cada uma das fases, já que diferentes elementos são enfatizados em cada uma delas. Para esse momento da preparação, há que se fazer muitas questões de 40, 60 e 90 linhas, e exercícios de Redação – Língua Inglesa!

Então, vamos praticar!

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Para as pupilas e pupilos que já passaram pelos estágios anteriores, a hora é de focar em preparação voltada para as suas necessidades pessoais!

Sim, chega uma hora da preparação em que você já está sabendo a matéria com segurança, mas ainda há lacunas a serem preenchidas. Por que não adotar uma estratégia mais específica, conversar diretamente com professores que possam te auxiliar naquele ponto ou em outro que ficaram pendentes?

E não descuidem, meu caro e minha cara, dos idiomas! Aprimorem seu Inglês, Espanhol e Francês por meio de leituras mais avançadas e pratiquem por meio dos exercícios, pratiquem sempre!

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Em todas as fases, meus caros, tenham certeza de duas coisas: vocês são capazes, e poderão sempre contar com esse amigo que vos fala, e é seu torcedor número 1!

Mãos à obra e ótimos estudos! 😉

 

 

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Manuais, Guias e Provas: materiais oficiais e gratuitos para o CACD!

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Bolsa-Prêmio de Vocação para Diplomacia – o que é e como funciona?

Digníssimas e digníssimos,

Em 2002, o Instituto Rio Branco (IRBr) deu início ao Programa de Ação Afirmativa (PAA) – Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com participação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e da Fundação Cultural Palmares (FCP). O Programa tem a finalidade de ampliar as condições de ingresso de pessoas negras na Carreira Diplomática, e consiste na concessão de bolsas para o custeio de estudos preparatórios para o Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD), realizado anualmente pelo IRBr.

O PAA é realizado conforme a disponibilidade orçamentário-financeira dos parceiros do programa. Desde a sua criação, foram realizadas sete edições do processo seletivo para a concessão das bolsas. Nos anos de 2009 a 2013 e 2015, o valor total da bolsa-prêmio, concedido a cada candidato selecionado, foi de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais).

No edital do Programa lançado em 2016, ocorreram algumas mudanças em seu funcionamento. No novo modelo, a inscrição no PAA foi condicionada à inscrição no CACD, e a concessão das bolsas passou a ser feita apenas aos candidatos que, tendo apresentado desempenho satisfatório nas primeiras etapas do concurso, não obtiveram média de notas necessária à aprovação final. Houve também alteração no valor da bolsa-prêmio para a R$ 30.000,00 (trinta mil reais).

EDITAL 2020

Na data de hoje, 06 de novembro, foi publicado o edital que estabelece as regras para a realização do PAA – Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia em 2020, e convoca candidatos para o procedimento complementar à autodeclaração dos candidatos negros. Um dos critérios para concorrer a bolsa é ter se inscrito no CACD 2019, conforme o Edital nº 1, de 5 de julho de 2019, para concorrer às vagas reservadas às pessoas negras.

Nesta edição, serão concedidas até 28 bolsas-prêmio no valor total de R$ 30.000,00 (trinta mil reais), cujo pagamento será feito pelo CNPq. A classificação para fins de concessão da bolsa será conforme o desempenho dos candidatos no CACD 2019, em ordem decrescente na nota final na Primeira Fase.

Requisitos para a participação no PAA 2020:

  • ser brasileiro nato;
  • estar em dia com as obrigações eleitorais;
  • estar em dia com as obrigações do serviço militar, para os candidatos do sexo masculino;
  • ter concluído curso de graduação de nível superior ou estar habilitado a concluir curso dessa natureza até a data de convocação dos candidatos selecionados;
  • ter completado a idade mínima de 18 anos até a data de convocação dos candidatos selecionados;
  • possuir currículo cadastrado e atualizado na Plataforma Lattes;
  • ter se inscrito no CACD 2019 para concorrer às vagas reservadas às pessoas negras;
  • ter sido aprovado na Primeira Fase do CACD 2019 e convocado para a Segunda Fase do certame, conforme o Edital de 5 de julho de 2019;
  • ter sua autodeclaração como pessoa negra confirmada, por comissão de heteroidentificação, em procedimento complementar à autodeclaração dos candidatos negros; e
  • não ter recebido mais do que quatro bolsas-prêmio.

Os candidatos que já foram beneficiários da bolsa-prêmio também podem pleitear a concessão de nova bolsa no PAA 2020. Para isso, além dos requisitos acima, devem ser observadas as seguintes condições:

  • a primeira renovação da bolsa-prêmio é condicionada à aprovação na Primeira Fase do CACD 2019;
  • a segunda renovação da bolsa-prêmio é condicionada à obtenção das notas mínimas de aprovação de 60,00 pontos, na prova de língua portuguesa, e de 50,00 pontos, na prova de língua inglesa, ambas da Segunda Fase do CACD 2019; e
  • a terceira renovação da bolsa-prêmio é condicionada à aprovação na Segunda Fase do CACD 2019.

O edital com todas as regras do PAA 2020 pode ser acessado no site do Diário Oficial da União, disponível em: https://www.in.gov.br/web/dou/-/edital-de-5-de-novembro-de-2020bolsa-premio-de-vocacao-para-a-diplomacia-286807280

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Os editais, comunicados e demais informações referentes ao PAA de anos anteriores podem ser consultados no site oficial do Instituto Rio Branco: http://www.institutoriobranco.itamaraty.gov.br/editais.

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Para finalizar, meus caros, listamos abaixo algumas das dúvidas mais comuns sobre o PAA e as devidas respostas, com base nas informações do site do Instituto Rio Branco. Confiram e fiquem por dentro de todos os detalhes!

O Programa de Ação Afirmativa oferece bolsa-prêmio também para pessoas de baixa renda, indígenas e seus descendentes ou com deficiência?

Atualmente, o Programa prevê a concessão de bolsas-prêmios exclusivamente a pessoas negras. Pessoas com deficiência podem fazer uso dos benefícios da Lei nº 7.853/1989 e do Decreto nº 3.298/1999.

Qual é a idade mínima para participar do PAA?

Para beneficiar-se do Programa, o candidato deverá haver completado a idade mínima de 18 anos até a data da publicação do resultado final do processo seletivo.

Se um candidato que possui trabalho fixo for selecionado no Programa de Ação Afirmativa, ele terá de parar de trabalhar?

Não. A concessão de bolsa-prêmio não exige que o candidato interrompa seu vínculo empregatício.

Alunos de pós-graduação com bolsa de estudos podem se candidatar à bolsa-prêmio do Programa de Ação Afirmativa?

Podem. Não há restrições em relação a pós-graduandos que recebem bolsas de outras instituições.

É possível participar mais de uma vez do Programa? Qual o limite de participações?

O nível de exigência do CACD exige muita dedicação e estudos, e é possível que o candidato não seja aprovado na primeira tentativa. Assim, a fim de que o candidato possa se preparar por mais de uma temporada, o Programa prevê a concessão de novas bolsas a uma mesma pessoa de acordo com os seguintes critérios:

– a primeira renovação da bolsa-prêmio é condicionada à aprovação na Primeira Fase (prova objetiva) do CACD;

– a segunda renovação da bolsa-prêmio é condicionada à aprovação e classificação na Primeira Fase (prova objetiva) e à convocação para a Segunda Fase (provas escritas) do CACD;

– a terceira renovação da bolsa-prêmio é condicionada à aprovação e classificação na Primeira Fase (prova objetiva), na Segunda Fase (provas escritas) e na Terceira Fase (provas escritas) do CACD.

Fonte:

Instituto Rio Branco – http://www.institutoriobranco.itamaraty.gov.br/perguntas-frequentes

CACD 2020 – Panorama completo do concurso e dicas de estudos

Futuras e futuros diplomatas,

Tivemos, hoje, a notícia que aguardávamos com grande expectativa: foi publicado o Edital do CACD 2020 – o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata deste ano!

Na Portaria divulgada no dia 14 de maio, já pudemos observar orientações importantes sobre a estrutura e o funcionamento da seleção. O edital recém-publicado, por sua vez, traz informações detalhadas do certame, que merecem bastante atenção dos candidatos e candidatas. Assim sendo, neste post, vocês podem obter um panorama especial das informações do concurso, com uma explicação detalhada sobre as características das provas deste ano.

Leiam atentamente e aproveitem o conteúdo para organizar seus planos de estudos nesta reta final!

 

 

* Importante:

O candidato que optar por concorrer às vagas reservadas às pessoas negras poderá optar, também, no período de inscrição, por meio de link específico disponível no endereço eletrônico www.iades.com.br, por concorrer à bolsa-prêmio da edição subsequente do Programa de Ação Armativa do Instituto Rio Branco (PAA/IRBr).

 

 

Tempo para realização das provas:

– Primeira Fase: dois períodos: o primeiro, iniciando-se às 9 horas e 30 minutos, com duração de 3 horas; e o segundo, iniciando-se às 15 horas, com duração de 3 horas.

– Segunda Fase: início às 14 horas, com duração de 5 horas, nos dois dias.

– Terceira Fase: dois períodos em cada dia: o primeiro, iniciando-se às 9 horas, com duração de 4 horas; e o segundo, iniciando-se às 15 horas, com duração de 4 horas.

 

 

 

 

 

Primeira Fase: prova objetiva, constituída de questões do tipo “C ou E” (certo ou errado).

 

Segunda Fase: provas compostas por questões discursivas.

 

Terceira Fase: provas compostas por questões discursivas.

 

Todas as informações e atualizações sobre o CACD 2020 estão disponíveis no site do IADES – instituição organizadora do concurso.

 

Para auxiliá-los no entendimento de todos os detalhes do certame, nosso time de professores especializados realizou uma live especial de análise do edital por disciplina, para dar orientações sobre o conteúdo programático e dicas especiais para os estudos nesta reta final da preparação. Assistam e aproveitem! 👇

 

Agora, é sebo nas canelas e força total na preparação, minhas queridas e meus queridos! Ótimos estudos! 💚

 

DICAS EXTRAS DO BARÃO

Aproveitem os cursos CACD Primeira Fase Comentada 2019 e CACD Segunda Fase Comentada 2019 – 100% online e gratuitos – de correção e comentários de todas as provas de 2019 por um time de professores especializados no concurso. Inscrevam-se e comecem já a se preparar para o CACD 2020.

Confiram o post Manuais, Guias e Provas: materiais oficiais e gratuitos para o CACD, e saibam como utilizar os conteúdos livres e complementares nos estudos para o concurso!

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O Guia da Esperança Equilibrista – Novo guia de estudos para o CACD!

Caríssimas e caríssimos aspirantes a diplomata,

Acaba de ser divulgado o Guia da Esperança Equilibrista, a versão 2020 do Guia de Estudos para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), elaborado pelos aprovados na última edição do certame, em 2019.

O download do material em PDF pode ser feito no site criado pelos alunos do Instituto Rio Branco (IRBr) para disponibilização dos guias aos atuais candidatos à seleção do Itamaraty.

 

O que são os Guias de Estudos?

Para aqueles que ainda não conhecem esse material, o Barão explica:

A partir de 1996, o Instituto Rio Branco (IRBr), em parceria com o Cespe, passou a elaborar anualmente o Guia de Estudos do CACD, uma coletânea das questões discursivas, abordadas na Segunda e na Terceira Fase, do concurso do ano anterior e das respostas que receberam nota máxima por parte das respectivas bancas examinadoras. Esse material tem o objetivo de orientar e auxiliar os candidatos durante a preparação, oferecendo uma análise mais abrangente acerca do que é esperado deles nos exames. Além disso, conforme orientação do IRBr, os guias são conteúdos que complementam os Manuais do Candidato e, juntos, esses recursos permitem ao candidato iniciar sua preparação e identificar os conteúdos mais importantes nos seus estudos.

Em 2013, a produção oficial dos guias foi descontinuada pela administração do Instituto, porém os materiais não deixaram de ser disponibilizados aos aspirantes à Carreira de Diplomata. Por iniciativa voluntária, os candidatos aprovados e então alunos do IRBr passaram a elaborar os conteúdos anuais de forma independente. Nesse novo formato, os modelos começaram a possuir novas características: são intitulados com nomes de animais inusitados para representar o espírito da nova turma de diplomatas; apresentam também as respostas que receberam as notas mais baixas da banca e incluem dados sobre o perfil dos aprovados no último concurso. Assim, os ceacedistas conseguem ter uma visão ainda mais ampla sobre o processo seletivo como um todo e podem aprimorar seus estudos com base na análise do que podem ou não fazer nas etapas discursivas do concurso.

A seguir, deixo os links para download de todos os Guias de Estudos do CACD. Não deixem de acessar e conferir atentamente esse material precioso no decorrer da preparação, meus queridos!

A partir do CACD 2017, o Instituto Rio Branco disponibilizou, junto ao Cespe, padrões de resposta para as provas discursivas da segunda e da terceira fases do concurso. Os arquivos possuem orientações a respeito do conteúdo e da forma como os candidatos deveriam construir suas respostas argumentativas em cada questão, a fim de receberem a nota máxima.

 

 

VEJA TAMBÉM:

Manuais, Guias e Provas: materiais oficiais e gratuitos para o CACD!

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Leituras essenciais para o CACD | Indicações e comentários dos professores

Estimadas e estimados aspirantes a diplomata,

Uma das perguntas mais comuns entre aquelas e aqueles que se lançam à jornada de preparação para o Concurso de Admissão à Carreira Diplomata (CACD) é: “quais livros e conteúdos devo ler para construir e consolidar meus estudos em cada disciplina do certame?”

Certamente, todos vocês já se questionaram sobre isso em algum momento da vida “ceacediana”, não é mesmo?

Para início de conversa, meus caros, faço questão de frisar que essa é uma dúvida absolutamente normal e compreensível, até mesmo para os estudantes que já estão se preparando há algum tempo. Afinal de contas, uma das principais marcas do CACD é a sua multidisciplinaridade, isto é, a junção de conhecimentos de várias disciplinas – das quais algumas se diferem bastante de outras. Há, portanto, uma grande atmosfera de livros, artigos, periódicos, entre outros materiais, na qual os CACDistas têm de sobrevoar e desbravar na busca dos conhecimentos necessários em cada matéria.

No intuito de dar-lhes um empurrãozinho para decolar e aprumar esse voo, recorri, mais uma vez, ao nosso time de professores especializados no concurso para trazer a vocês as orientações de leituras essenciais em todas as disciplinas! A compilação segue abaixo, pupilos, com as indicações bibliográficas e os comentários dos mestres e mestras, para que vocês tenham o melhor aproveitamento no aprendizado dos conteúdos.

Confiram e façam ótimo proveito! 🙂

 

 

Direito Internacional – Professor Guilherme Bystronski

O livro que recomendo, em particular para os alunos iniciantes, chama-se Direito Internacional Público e Privado (https://bit.ly/2WSS5JG). É do Paulo Henrique Portela, que já foi diplomata. É a obra no Brasil que mais se aproxima das exigências da minha disciplina no contexto do CACD. Ao invés de ficar mencionando posições pessoais, ele se preocupa em verificar quais posições são majoritárias, e traz questões de concursos para mostrar como temas de DIP são cobrados aqui no Brasil.

Indico outro livro para ser lido, em particular para os alunos que desejam aprofundar sues estudos para a 3a Fase do CACD – o International Law do Malcolm Shaw. A edição mais recente em inglês é a oitava (https://amzn.to/2A1dhE4), mas há versão em português publicada pela Martins Fontes (https://bit.ly/2Tu2FEO). Essa tradução foi feita em cima da sexta edição dessa obra, mas não está tão desatualizada assim. E para aqueles que têm dificuldade com termos jurídicos, especialmente em inglês, essa versão é a recomendada.

Gosto de sempre mencionar essa obra porque ela proporciona ao candidato uma visão do DIP muito mais alinhada com a prática dos órgãos internacionais que participam junto com os Estados na criação e aplicação do Direito Internacional do que aquela proporcionada por livros aqui no Brasil. Como a prova de DIP de 3a Fase exige do candidato maior profundidade nas discussões, conhecer, por exemplo, o posicionamento de tribunais internacionais e de tribunais de outros países sobre os temas mais relevantes nessa disciplina faz toda a diferença na hora de elaboração da resposta.

Abraços,

Guilherme

 

Direito Interno – Professor Ricardo Macau

No CACD, a preparação em Direito Interno pode ser resumida na seguinte frase “menos é mais”!

Isso porque o concurso preza por objetividade e precisão na aplicação dos conceitos e raciocínios jurídicos relacionados aos temas do edital. O ideal é realizar leituras de obras especializadas para concursos públicos, que deixam o “juridiquês” de lado e que tratam dos assuntos com clareza e preocupação em alertar os candidatos sobre as “pegadinhas” e pontos de maior incidência em provas.

Duas obras são recomendadas em Direito Interno: “Direito Constitucional Descomplicado” e “Direito Administrativo Descomplicado”, ambas de autoria de Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo.

Agora, vem o mais importante… procure estudar por edições recentes desses livros. Evite ler o conteúdo por meio de edições muito antigas, porque a banca certamente pode cobrar temas que sofreram alterações nos últimos anos (seja mudanças legislativas, seja novos entendimentos jurisprudenciais).

E, por último, é preciso lembrar sempre que “livro de concurso não é romance”… Isso significa que não é necessário estudar todos os capítulos para entender a matéria cobrada no CACD. É imprescindível estudar essas duas obras indicadas em consonância com o último edital do concurso, o que permitirá identificar de modo “cirúrgico” e orientado quais capítulos de cada uma das duas obras referidas precisam efetivamente ser estudados.

É isso! Bons estudos e sucesso no concurso a todos!

 

 

Professora Vivian Almeida

O início dos estudos sobre Economia demanda algumas etapas para ser efetivo. Num primeiro momento, o reconhecimento sobre o que é Economia, qual objeto de estudo e instrumentos de análise que a teoria utiliza para propor soluções para questões econômicas e sociais. Assim, nossos estudos iniciam com manuais clássicos e amplamente utilizados, como os manuais introdutórios do Mankiw e do Krugman. Tipicamente, iniciamos os cursos de Economia com a análise Microeconômica. Nessa parte, apresentamos o processo de toma de decisão e os efeitos na vida de consumidores e produtores. Nessa parte, os livros de Microeconomia do Pindyck e do Varian são mais utilizados. Direcionando os estudos para a Macroeconomia e, portanto, para o entendimento de variáveis agregadas, podemos listar como leituras essenciais o Manual de Macroeconomia de Olivier Blanchard, bem como o Manual de Macro da USP.
E, com o arcabouço teórico desenvolvido nas aulas de Micro e de Macro, podemos avançar para Economia Brasileira em que os livros Ordem do Progresso e Economia Brasileira Contemporânea são leituras obrigatórias para êxito nos estudos.

Fontes:

  1. Mankiw, N. Gregory. Introdução à economia. Cengage Learning, 2009.
  2. Krugman, Paul, and Robin Wells. Introdução à economia. Vol. 3. Elsevier Brasil, 2016.
  3. Varian, Hal R. Microeconomia-princípios básicos. Elsevier Brasil, 2006.
  4. Pindyck, Robert S., Daniel L. Rubinfeld, and Esther Rabasco. Microeconomia. Pearson Italia, 2013.
  5. Blanchard, Olivier, et al. Macroéconomie. Vol. 3. Pearson Education, 2001.
  6. Lopes, Luiz Martins, and Marco Antonio Sandoval de Vasconcellos. “Manual de macroeconomia: nível básico e nível intermediário.” (2008).
  7. Abreu, Marcelo de Paiva. “A ordem do progresso: dois séculos de política econômica no Brasil.” São Paulo: Campus (2014).
  8. Giambiagi, Fabio, and André Arruda Villela. Economia brasileira contemporânea. Elsevier Brasil, 2005.

 

 

Professor João Felipe Ribeiro

O nome do livro é A natureza do espaço, do Milton Santos. Geografia não tem um livro-base; não há um livro de Geografia que dê conta do programa ou da maior parte do programa. O programa tem 7 itens e, na verdade, esse livro “A natureza do espaço” é bom porque serve de embasamento. Ele trabalha com os conceitos fundamentais da Geografia, e acaba sendo importante – pensando no concurso como um todo, tanto no TPS [Primeira Fase], quanto na prova discursiva [Segunda Fase] – porque ele traz o CACDista, o candidato, para o ambiente geográfico, para o universo geográfico, para a linguagem geográfica. Então, ele trabalha os conceitos; o Milton Santos faz um trabalho muito denso em cima dos conceitos fundamentais (de espaço, lugar, território, região, paisagem). E, por mais que seja uma leitura difícil, ela é muito importante para solidificar, para dar uma base melhor para o que o candidato vai ter que fazer na preparação no restante do programa. Depois, ele vai ter que procurar outras leituras, para população, urbanização, geografia agrária, geografia política. Esse [A natureza do espaço] é um livro de embasamento. Ele também não dá conta do programa, mas, na verdade, ele é um alicerce para as outras leituras que o candidato tem que fazer.

 

 

História do Brasil – Professor Marcus Dezemone

Escolher um único livro para indicar como essencial à preparação para o CACD é uma tarefa muito difícil. Por essa razão, peço licença para trapacear, com a melhor das intenções, indicando uma coletânea composta por cinco volumes, em linguagem acessível e ao mesmo tempo atualizada com a historiografia recente.

A obra em questão é História do Brasil Nação, dirigida por Lília Moritz Schwarcz, com o ambicioso objetivo de contemplar o longo recorte temporal iniciado em 1808, que se entende até 2010.

Para vencer o desafio da extensa temporalidade, cada livro se concentra num período específico, com organização de um especialista reconhecido, responsável por escrever a introdução ao volume. O primeiro livro trata da Crise Colonial e da Independência, da transferência da sede do Império Português aos anos finais do Primeiro Reinado, sendo organizado pelo embaixador Alberto da Costa e Silva. No segundo volume, o historiador José Murilo de Carvalho, membro da Academia Brasileira de Letras, reuniu acadêmicos para apresentarem o cenário da Construção Nacional, do conturbado Período das Regências até o fim do Segundo Reinado, com o fim da escravidão e a proclamação da república. A Primeira República, de 1889 a 1930, é o período em tela no terceiro volume, sob organização da própria Lilia que dirige a coletânea. Os dois últimos livros abordam recortes muito amplos, não tanto pela cronologia, mas pela complexidade: da Revolução de 1930 ao Golpe de 1964, com a coordenação de Angela de Castro Gomes, e da crise dos anos 1960 até 2010, sob os auspícios de Daniel Aarão Reis Filho. Ambos discutem as transformações aceleradas pelas quais o país passou, com urbanização e industrialização, autoritarismo e democracia.

A estrutura de cada livro é a mesma, sempre com 5 artigos, dedicados à população e sociedade, política interna, política externa, economia e cultura. Os artigos sobre polícia, economia e política externa são leituras obrigatórias, tendo sido utilizados como textos de questões objetivas e discursivas desde a publicação da primeira edição em 2011.

Por tudo isso, a coletânea História do Brasil Nação é obra indispensável aos que estão iniciando seus estudos, revisando sua preparação ou buscando aprofundamento para as provas do CACD, auxiliando inclusive em outras disciplinas, como História Mundial, Economia e Política Internacional. É investimento necessário e altamente recomendável a todos que pretendem conciliar rigor acadêmico com clareza para o estudo da história nacional.

 

História Mundial – Professor Daniel Araújo

Um dos livros fundamentais para a preparação ao CACD é o História das Relações Internacionais Contemporâneas, organizado pelo professor José Flávio Sombra Saraiva. Nessa obra, quatro autores fazem análises panorâmicas sobre diversos assuntos que estão sempre presentes nos TPS, que vão desde o Congresso de Viena até os tempos atuais. Alguns capítulos apresentam conteúdo bastante denso, como o “Apogeu e colapso do sistema internacional europeu (1871-1918)”, escrito por Wolfgang Dopcke, que desperta interesse sobre um assunto que muito é cobrado nos TPS. Sem dúvidas, é uma das obras de referência para a preparação do candidato nos assuntos relacionados a História Mundial.

 

 

Professor Paulo Velasco

Em Política Internacional, diferentemente de outras disciplinas para o CACD, não existe um manual de referência. Isso em função, sobretudo, do perfil da prova, que foca muito em temas contemporâneos da realidade internacional e deixa obsoleto, em pouco tempo, qualquer livro candidato a manual. Apesar dessa característica singular, é possível apontar dois livros fundamentais na preparação para a prova de Política Internacional: o super conhecido História da política exterior do Brasil, de Amado Cervo e Clodoaldo Bueno, e Relações Internacionais do Brasil: temas e agendas, de Antonio Carlos Lessa e Henrique Alternai de Oliveira.

O primeiro dá uma base importante no conhecimento da evolução histórica e conceitual da política externa brasileira e o segundo (dividido em dois volumes) traz análises fundamentais das relações bilaterais do país e da sua atuação em distintos espaços e agendas multilaterais, embora já esteja defasado por não sofrer nenhuma revisão ou atualização há muitos anos. Para compensar essa rápida obsolescência dos livros de Política Internacional, recomenda-se fortemente a leitura de periódicos especializados, sobretudo aqueles que contam com a contribuição de diplomatas brasileiros e permitem um acompanhamento dos permanentes ajustes e novidades ocorridos na esfera internacional e na atuação diplomática do Brasil, com destaque para a Cadernos de Política Exterior, publicação do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais da Fundação Alexandre de Gusmão (IPRI – FUNAG).

 

 

Professora Isabel Vega

Olá, meninas e meninos!

Não consegui escolher um livro só e ficar em dois já foi difícil.

Indico o Vários escritos, do Antonio Candido, e Leituras brasileiras, de Mariza Veloso e Angélica Madeira. Os dois tratam de Literatura brasileira, mas com enfoques diferenciados.

O primeiro prioriza autores, como Machado de Assis, Drummond e Guimarães Rosa, entre outros. Com o estilo claro e envolvente de Candido, os ensaios são lidos de modo bem prazeroso, acrescentando muitas informações acerca dos estilos pessoais, de época e das obras.

O segundo traz, como eixo transversal, o tema da identidade brasileira, abordando as obras de pensadores que contribuíram muitíssimo para essa discussão, como Mário de Andrade, Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda.

As duas leituras são importantíssimas e interessantíssimas para o CACD.

 

 

Professor Rodrigo Armstrong

Seguem duas recomendações quanto a livros para a prova de inglês.

O primeiro é Elements of Style (https://amzn.to/3g9HjpP), o livro mais usado no que concerne a recomendações sobre como escrever bem em inglês. Está entre os dez livros mais lidos nas universidades americanas, junto a obras de autores como Adam Smith, Platão e Darwin. É essencial para uma escrita concisa e objetiva.

O outro livro é The Sense of Style (https://amzn.to/2zWsMxa), uma abordagem moderna da boa escrita em inglês, por Steven Pinker, renomado professor de linguística e psicologia da Harvard e do MIT. Ele desenvolve e atualiza as ideais contidas no The Elements of Style.

 

 

Professor Juan Martín

Olá futura e futuro “cacdista”, ¿cómo estás? Deseo que muy bien.

Hoje vim para te trazer uma dica que considero muito importante na sua preparação para o estudo da língua espanhola para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata. Estou me referindo duas produções linguísticas que ajudarão você no seu objetivo de aprovação.

A primeira é a obra “Gramática didáctica del español”, de Leonardo Gómez Torrego. O livro resolve dúvidas gramaticais com explicações claras e vários exemplos e soluções (que estão no final). É muito fácil de usar, pois está organizado sob a forma de arquivos e índice temático que vai apresentando o conteúdo indispensável da gramática espanhola. Temas como os determinativos (possessivos, demonstrativos), pronomes, verbos, advérbios, preposições, conjunções, ortografia, acentuação e pontuação, dentre outros tópicos apresentados que integram a morfologia e sintaxe, elementos fundamentais que são cobrados na prova do CACD.

 

 

Por outro lado, um outro livro que considero irá ajudar você no entendimento das interferências entre o espanhol e português, á a tese doutoral da autora Gisela Massana Roselló“La adquisición de la competencia traductora portugués – español: un estudio en torno a los falsos amigos” (editorial “UAB – Universidad Autónoma de Barcelona) o qual, embora seja uma tese doutoral,  especificamente no seu capítulo 3, apresenta uma interessantíssima classificação dos “falsos amigos”, mas num formato onde se pode apreciar as principais distorções entra ambas as línguas: falsos amigos ortográficos, morfológicos, sintáticos, semânticos, pragmáticos, culturais, dentre outros.

Espero haberte ayudado con estos consejos útiles y que te sirvan en tu preparación.

Atentamente,

Prof. Juan Manuel Martín

 

 

Professor Frédéric Estève

A prova de Língua Francesa no CACD consiste em dois exercícios: 1 de resumo em Francês de um texto em Francês, de registro jornalístico e sobre um tema atual geralmente referente à França; 1 de versão em Francês de um texto em Português. O nível exigido para realizar tais provas é bem alto e necessita um domínio amplo do vocabulário, gramática, conjugação e morfossintaxe francesa. Para alcançar tal nível e aumentar seu vocabulário, são necessárias leituras regulares de jornais de língua francesa, assim como o estudo ou revisão profundos das regras e estruturas da língua.

Para tal efeito, existe um livro de referência « Grammaire Progressive du Français – Perfectionnement », editora CLE (capa marrom), que abrange desde o nível intermediário até o nível além do avançado, permitindo assim conhecer ou revisar toda a gramática e estrutura da língua exigida na prova. Para quem inicia na língua, existe na mesma coleção a versão « débutant ». A leitura deste livro, organizado de forma progressiva e por tema e assunto específico, vai providenciar uma melhor compreensão do texto em francês, assim como fornecerá as estruturas necessárias para elaborar o resumo e entender os paralelos e diferenças entre as línguas portuguesa e francesa, para poder construir sua versão.

Ao mesmo tempo, as leituras regulares de jornais de língua francesa continuam fundamentais para ampliar seu vocabulário. Bon examen de Français!

 

 

VEJA TAMBÉM:

Concurso Diplomacia: em qual etapa da preparação você está?

Edital CACD 2020 à vista: saiu a Portaria!

Alvíssaras, caríssimos e caríssimas CACDistas!

Começamos o dia de hoje com uma notícia fantástica: a realização do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) deste ano foi confirmada, por meio da publicação da Portaria nº 178, de 13 de maio de 2020! O informativo consta no Diário Oficial da União (DOU) e dá alguns detalhes sobre as provas de cada etapa do certame e o número de vagas para o cargo de Terceiro-Secretário – a classe inicial da carreira.

Vejam o documento na íntegra:

 

 

Com base nessas orientações iniciais, já podemos destacar alguns pontos importantes do processo seletivo:

  • No CACD 2020, serão oferecidas 25 vagas para a classe inicial da Carreira de Diplomata – ou seja, tivemos um aumento neste número, já que o último concurso ofereceu um total de 20 vagas;
  • O período entre a publicação do Edital do Concurso e a realização da prova de Primeira Fase não sofreu alteração, e continuará sendo de dois meses – a Portaria traz essa informação expressa, nos termos do artigo 41, § 2º, do decreto nº 9.739/2019;
  • A Primeira Fase consistirá de prova objetiva, de caráter eliminatório, constituída de questões de: Língua Portuguesa; História do Brasil; História Mundial; Geografia; Língua Inglesa; Política Internacional; Economia; e Direito (possivelmente Direito e Direito Internacional Público).
  • A Segunda Fase sofreu mudanças e voltará a ser composta apenas pelas provas discursivas de Língua Portuguesa e de Língua Inglesa, sendo de caráter eliminatório e classificatório;
  • A Terceira Fase volta a existir no concurso, sendo de caráter eliminatório e classificatório e composta pelas provas escritas de: História do Brasil; Política Internacional; Geografia; Economia; Direito (possivelmente Direito e Direito Internacional Público); Língua Espanhola e Língua Francesa;
  • Ao que tudo indica, a prova de Língua Espanhola e Língua Francesa permanecerá com o modelo de questões discursivas dos últimos concursos;

 

De modo geral, a Portaria nos permite concluir que o CACD 2020 ocorrerá nos mesmos moldes do último concurso, com poucas mudanças em sua estrutura e funcionamento.

Agora, é aguardar pela publicação do nosso tão esperado edital e colocar força total nos estudos, meus caros! No ano passado, o documento foi publicado 19 dias após a emissão da portaria. Então, é possível que esse período seja mantido neste ano. Fiquemos de olho nas notícias dos próximos dias!

 

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Sabatina do Barão | História Mundial – Gabarito comentado #1

Estimadas e estimados aspirantes a diplomata,

Chegou a vez da nossa sabatina de História Mundial!

Quais são os itens certos e/ou errados na questão abaixo sobre o período da Guerra Fria?

QUESTÃO:

Sobre a Guerra Fria, julgue as sentenças em C (certa) ou E (errada):

I. Na Guerra Fria Clássica, a definição da bipolaridade ocorreu com a criação de instituições como a OTAN e o Pacto de Varsóvia, o Plano Marshall e a Comecon, e a Aliança para o Progresso e o Comintern, em fins dos anos 1940 e começo da década de 1950.
II. Sob Stalin, com a doutrina do “socialismo num só país”, o bloco socialista conteve seu ímpeto expansionista, construindo as bases da chamada “coexistência pacífica”.
III. Kissinger foi o principal responsável pela “vietnamização” da guerra no sudeste asiático, promovendo a retirada das tropas dos EUA, o que abriu caminho para a unificação do país sob o socialismo na década de 1970.
IV. Na Nova Guerra Fria, Reagan soube muito bem tirar propósito da fragilidade soviética, visto que o regime comunista se mostrou incapaz de promover quaisquer reformas na política e na economia.

 

Comentários do professor

No vídeo abaixo, vocês podem conferir as respostas e os comentários do caríssimo mestre Marcus Dezemone sobre cada item da questão. Confiram e aproveitem todas as explanações!

 

GABARITO: EECE

 

Continuem treinando com orientações do professor, no modelo da prova objetiva de História Mundial no CACD! 

 

Colaboração especial neste post:

Marcus Dezemone – Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atualmente, é professor adjunto de História do Brasil República da UFF, professor adjunto de História do Brasil da UERJ, e professor de História nos cursos da área de Diplomacia e Carreiras Internacionais do Clio – Damásio.

Sabatina do Barão | Língua Inglesa – Gabarito comentado #1

Futuras e futuros diplomatas,

Hoje, a nossa sabatina é na disciplina de Língua Inglesa!

Confiram a questão abaixo sobre trecho do livro Capital in the Twenty-First Century, de Thomas Pikettye respondam quais são os itens corretos e/ou errados.

 

QUESTÃO:

 

Malthus, Young, and the French Revolution

 

When classical political economy was born in England and France in the late eighteenth and early nineteenth century, the issue of distribution was already one of the key questions. Everyone realized that radical transformations were under way, precipitated by sustained demographic growth—a previously unknown phenomenon—coupled with a rural exodus and the advent of the Industrial Revolution. How would these upheavals affect the distribution of wealth, the social structure, and the political equilibrium of European society?

 

For Thomas Malthus, who in 1798 published his Essay on the Principle of Population, there could be no doubt: the primary threat was overpopulation. Although his sources were thin, he made the best he could of them. One particularly important influence was the travel diary published by Arthur Young, an English agronomist who traveled extensively in France, from Calais to the Pyrenees and from Brittany to Franche-Comté, in 1787–1788, on the eve of the Revolution. Young wrote of the poverty of the French countryside.

 

His vivid essay was by no means totally inaccurate. France at that time was by far the most populous country in Europe and therefore an ideal place to observe. The kingdom could already boast of a population of 20 million in 1700, compared to only 8 million for Great Britain (and 5 million for England alone). The French population increased steadily throughout the eighteenth century, from the end of Louis XIV’s reign to the demise of Louis XVI, and by 1780 was close to 30 million. There is every reason to believe that this unprecedentedly rapid population growth contributed to a stagnation of agricultural wages and an increase in land rents in the decades prior to the explosion of 1789. Although this demographic shift was not the sole cause of the French Revolution, it clearly contributed to the growing unpopularity of the aristocracy and the existing political regime.

 

Nevertheless, Young’s account, published in 1792, also bears the traces of nationalist prejudice and misleading comparison. The great agronomist found the inns in which he stayed thoroughly disagreeable and disliked the manners of the women who waited on him. Although many of his observations were banal and anecdotal, he believed he could derive universal consequences from them. He was mainly worried that the mass poverty he witnessed would lead to political upheaval. In particular, he was convinced that only the English political system, with separate houses of Parliament for aristocrats and commoners and veto power for the nobility, could allow for harmonious and peaceful development led by responsible people. He was convinced that France was headed for ruin when it decided in 1789–1790 to allow both aristocrats and commoners to sit in a single legislative body. It is no exaggeration to say that his whole account was overdetermined by his fear of revolution in France. Whenever one speaks about the distribution of wealth, politics is never very far behind, and it is difficult for anyone to escape contemporary class prejudices and interests.

 

When Reverend Malthus published his famous Essay in 1798, he reached conclusions even more radical than Young’s. Like his compatriot, he was very afraid of the new political ideas emanating from France, and to reassure himself that there would be no comparable upheaval in Great Britain he argued that all welfare assistance to the poor must be halted at once and that reproduction by the poor should be severely scrutinized lest the world succumb to overpopulation leading to chaos and misery. It is impossible to understand Malthus’s exaggeratedly somber predictions without recognizing the way fear gripped much of the European elite in the 1790s.

 

Piketty, Thomas. Capital in the Twenty-First Century

 

Considering the ideas and the vocabulary in text, mark the following items as right (C) or wrong (E):

  1. In the eighteenth century, the population growth rate in France was higher than the one in England.
  2. It can be inferred from the text that both the Industrial and French Revolution were upheavals.
  3. In the sentence “France at that time was by far the most populous country in Europe and therefore an ideal place to observe.” the underlined word can be replaced by nevertheless without a change in the meaning of the sentence.
  4. The observations made by Arthur Young in his diary were biased.
  5. It can be inferred from the text that until the 18th century humanity has never experienced an upholding populational growth.
  6. The demographic shift witnessed by Young was the main cause of the of the French Revolution.


Comentários da professora

No vídeo abaixo, vocês podem conferir as respostas e os comentários da caríssima professora Juliana Carvalho sobre cada item da questão. Assistam e anotem as explicações!

 

GABARITO:

1 2 3 4 5 6
E C E C C E

 

Continuem treinando com orientações da professora, no modelo da prova objetiva de Língua Inglesa no CACD! 

 

Colaboração especial neste post:

Juliana Carvalho – Professora de Inglês nos cursos da área de Diplomacia e Carreiras Internacionais do Clio – Damásio. Tem experiência de dez anos no ensino da língua inglesa e sua aplicação a produções e atividades acadêmicas e nas áreas de Administração Pública e de Empresas. Doutoranda em Administração de Empresas pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (EBAPE/FGV).

Sabatina do Barão | Geografia – Gabarito comentado #1

Futuras e futuros diplomatas,

Hoje, a nossa sabatina é na disciplina de Geografia!

Confiram a questão abaixo sobre geografia urbana no Brasil, e respondam qual é a única alternativa correta.

 

QUESTÃO:

A urbanização brasileira seguiu a tendência do processo em países da periferia do capitalismo mundial, o que não elimina a existência de certas especificidades. Com relação a esse processo, assinale a alternativa correta:

(A) O Brasil vivenciou um processo de urbanização a partir de 1930 porque antes dessa data não tivemos nenhum momento em que a população urbana crescesse mais do que a população rural.

(B) O processo de urbanização ainda é muito desigual regionalmente porque o Sudeste e o Sul possuem elevado percentual de pessoas que residem em áreas urbanas enquanto no Nordeste, no Norte e no Centro Oeste a taxa de urbanização é reduzida.

(C) Durante parte expressiva do nosso processo de urbanização as maiores cidades lideraram o crescimento populacional, gerando uma metropolização exagerada e a formação de grandes regiões metropolitanas.

(D) São Paulo é a grande cidade global brasileira, mas vem sofrendo redução da sua importância na rede urbana do país, devido ao processo de descentralização industrial  e  aumento da relevância das cidades médias.

 

Comentários do professor:

No vídeo abaixo, vocês podem conferir as respostas e os comentários do caríssimo mestre João Felipe Ribeiro sobre cada item da questão. Assistam e anotem as explicações!

 

GABARITO: C

 

Continuem treinando com orientações do professor, no modelo da prova objetiva de Geografia no CACD! 

 

Colaboração especial neste post: