Plantão do Barão: As bancas da 1ª Fase do CACD 2019 | Comentários dos professores

[Atualizado em 25/09/19]

 

Futuras e futuros diplomatas,

Foi divulgada a relação dos integrantes da Banca Examinadora das provas da Primeira Fase do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) de 2019! A informação consta na Portaria de 26 de agosto de 2019, publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A relação de nomes dos componentes da banca examinadora das provas é uma das informações mais desejadas pelos candidatos. Isso porque, ao saber quem são os integrantes desse grupo, os “ceacedistas” podem ter uma melhor noção do que pode vir a ser cobrado nos exames, com base nas áreas de interesse e linhas de trabalho ou pesquisa de cada examinador. Esse conhecimento, portanto, pode ser um bom trunfo para o incremento das leituras e dos exercícios, sobretudo nesta reta final dos estudos. Assim sendo, nossos professores haviam preparado comentários sobre a composição da banca de cada disciplina para dar-lhes uma forcinha nisso.

Contudo, no dia 3 de setembro, o Instituto Rio Branco (IRBr) divulgou uma nova Portaria sobre a banca da Primeira Fase, com mudanças em todas as disciplinas. Dentre os nomes divulgados anteriormente, foi mantido apenas um examinador em cada matéria. 

Vejam, a seguir, a listagem completa dos responsáveis pela elaboração (em destaque) e correção dos exames neste ano, e os comentários dos mestres sobre suas áreas de atuação e seus temas de interesse – considerando a primeira Portaria sobre a banca (26 de agosto).

 

Língua Portuguesa
  • Alessandro Warley Candeas
  • Simone Silveira de Alcantara – nome retirado
  • Stefania Caetano Martins de Rezende Zandomênico – nome retirado

Comentários da professora Isabel Vega:

Como já esperávamos, em Português, nada de novo no CACD 2019. Assim como, no edital, todos os conteúdos programáticos foram mantidos, apenas houve, na banca deste ano, troca entre nomes da 1ª e da 2ª fase do concurso de 2018. Podemos, então, inferir que o IADES vai cuidar apenas da logística (impressão, aplicação e fiscalização das provas), enquanto o Embaixador Alessandro Warley Candeas representará o Itamaraty, garantindo a lisura e a tradição do certame e das ideias, e as professoras Simone Silveira de Alcantara e Stefania Caetano Martins de Rezende Zandomênico (ambas saídas da banca da 2ª fase de 2018, ambas com graduação na UnB, onde também foram professoras substitutas) avaliarão os conceitos linguísticos e gramaticais, com uma “pegada” mais moderna, propondo certo equilíbrio. Vale ressaltar que a área de pesquisa da primeira professora é Literatura, com autores e temas atuais, como Arnaldo Antunes, cinema e MPB. A área da segunda é Linguística, com foco no estudo do Português Brasileiro, principalmente, da concordância verbal. Acredito, entretanto, que, na disputa entre tradição e modernidade das regras gramaticais, vencerá aquela, como em 2018, já que o contratante do concurso é o Instituto Rio Branco.

 

História do Brasil
  • Antonio José Barbosa de Oliveira – nome retirado
  • Bruno Miranda Zétola
  • Luiz César de Sá Júnior – nome retirado

Comentários do professor Marcus Dezemone:

Em 2019, a banca examinadora de História do Brasil para a prova objetiva do CACD foi completamente alterada em relação à edição de 2018. Ano passado, a banca foi composta por dois professores dos quadros da UNB – Marco Aurélio de Paula Pereira e Neuma Brilhante Rodrigues -, ambos com formação e atuação em História, respectivamente, História Moderna e História do Brasil Monárquico. Eles cedem seus lugares a três novos integrantes: Antonio José Barbosa de Oliveira (UFRJ – Biblioteconomia), Bruno Miranda Zétola (MRE) e Luiz César de Sá Júnior (UNB – História). É importante registrar que todos possuem formação superior em História, da graduação ao doutorado. Além disso, tanto Antonio José Barbosa de Oliveira quanto Luiz César de Sá Júnior integram a banca examinadora de História Mundial na prova desse ano.

Antonio José Barbosa de Oliveira, apesar de professor do curso de Biblioteconomia, possui formação em História em diferentes instituições no Rio de Janeiro. Sua trajetória de pesquisa se concentrou em temas como Informação, Memória, História e Formação no Ensino Superior, orientando ainda diversos trabalhos em nível de graduação, mestrado e doutorado nessas linhas. Tudo isso sugere a possibilidade de exploração do ponto 11, inserido no edital de 2019, a saber, “Os impactos tecnológicos e digitais nas transformações políticas e sociais do Brasil no século XXI”, que exigirá cautela e cuidado da banca com a abordagem escolhida devido à sensibilidade política associada ao item.

A novidade em relação a 2018 é a presença de um diplomata de carreira na elaboração das questões objetivas. Tendo ingressado no Instituto Rio Branco em 2006, Bruno Miranda Zétola passou por um processo seletivo num modelo muito próximo ao da prova atual. Ele certamente é o membro da banca que mais familiaridade possuí com as especificidades do CACD, além do conhecimento do debate sobre política externa brasileira em razão da preparação para o concurso, do curso de formação no IRBr e de sua trajetória no Ministério. Sua formação acadêmica em História pela UFPR, da graduação ao doutorado, se concentrou no estudo das relações diplomáticas na Idade Média – temática ausente do edital -, perpassando aspectos da hierarquia eclesiástica e da Igreja. Chamou atenção um trabalho de sua autoria sobre o Padre Antonio Vieira. O autor de “Os sermões”, que viveu durante a União Ibérica e assistiu a ocupação holandesa do Nordeste no século XVII, poderia inspirar questões muito interessantes.

Por fim, Luiz César de Sá Júnior é professor da UNB, na área de Teoria e Metodologia da História, possuindo sólida trajetória de pesquisa que sugere maior engajamento com a Época Moderna e a América Portuguesa em temáticas como a atuação de elites letradas. Sua formação e interesses profissionais reforçam as possibilidades de exploração do item 1.2 no edital, sobre As dimensões econômicas e sociais da América Portuguesa, introduzido em 2019.

As novidades pontuais e as permanências majoritárias nos conteúdos do edital, a alteração na composição da banca examinadora, sua ampliação de dois para três membros, e o perfil dos novos integrantes corroboram as indicações que forneci ao longo dos cursos ministrados em 2019, atentas às mudanças ocorridas no MRE e seus eventuais impactos na prova objetiva de História do Brasil.

 

História Mundial
  • Antonio José Barbosa de Oliveira – nome retirado
  • Fábio Moreira Farias
  • Luiz César de Sá Júnior – nome retirado

Comentários do professor Daniel Araújo:

Camaradas, futuros diplomatas, qualquer análise sobre a banca sem estar presente na elaboração da prova é muito subjetiva. Por exemplo, eu tenho um livro sobre a Ditadura Civil-Militar brasileira mas li um livro ótimo que fala da Guerra da Crimeia, ressaltando os fatores religiosos em detrimento daqueles geopolíticos para a sua eclosão. Ou seja, se eu estivesse na banca iria sugerir uma questão sobre um assunto (Guerra da Crimeia) totalmente fora da minha área de pesquisa. Dessa forma, não se “prendam” aos assuntos estudados pelos membros da banca pois estes são apenas uma “pista” sobre o que os mesmos podem abordar na prova de domingo.

Antonio José Barbosa de Oliveira:

* Historiador formado pela UFRJ, passou pela UERJ e UNIRIO para fazer especializações, atuando em cargos diretivos na federal do Rio de Janeiro.

* Sua produção acadêmica está muito ligada a História e Memória de Instituições sendo a sua tese de doutorado sobre Identidade Institucional, enquanto a dissertação de mestrado sobre a construção da cidade universitária do Rio de Janeiro

* Acredito que será o responsável pelas questões sobre a República no Brasil e também sobre o Brasil Pombalino, período por ele estudado em sua graduação

Fábio Moreira Farias:

* Fábio é um administrador de empresas formado pela FGV em São Paulo e aluno da faculdade de História da Universidade de Brasília. É diplomata, concluindo o mestrado no IRBR em 2005. Desde então atua na área de economia, relações internacionais e relações públicas.

* Como está em contato com a a academia, Fabio Moreira tem o potencial de trazer uma nova e diversa historiografia para o concurso. As questões mais relacionadas a História da Diplomacia Brasileira e História Mundial provavelmente possuirão da sua visão de mundo. Acredito que, devido às suas credenciais, Fábio Moreira atuará na interface entre a prova do concurso e as novas diretrizes do IRBR

Luiz César de Sá Júnior:

* Luiz César de Sa Júnior é historiador formado pela Universidade de Juiz de Fora, realizando seu mestrado na mesma instituição de ensino. Na UFRJ fez seu doutorado em História Social, passando um período na  École des hautes études en sciences sociales.

* Hoje professor da UNB, Luiz César tem uma vasta produção acadêmica voltada para a prática letrada durante a idade moderna, mais especificamente nos primórdios do período colonial brasileiro.

* Certamente as questões de Brasil Colonial, que sempre tiveram destaque no concurso, deverão ganhar peso com a presença de Luiz César na banca. Seu último artigo pública foi “A autoridade entre os antigos” na Revista de História da Unisinos, volume 23.

 

Geografia
  • Adriano Botelho 
  • Fernando Luiz Araújo Sobrinho – nome retirado
  • Juscelino Eudâmidas Bezerra – nome retirado

Comentários do professor João Felipe Ribeiro:

A banca de geografia teve a manutenção de professor da UNB Fernando Luiz Sobrinho. Além de estudos de urbanização, ele tem o turismo como importante área de estudo.

Um dos 2 novos membros da banca é o também professor da UNB, Juscelino Eudâmidas Bezerra.

Em teoria, sua presença aumenta a probabilidade de questões sobre a produção agropecuária brasileira, sua área de estudo. Imaginamos que essa ou essas questões terão menos ênfase nos impactos socioambientais do agronegócio, como ocorreu em 2017 e 2018.

O outro membro novo da banca é Adriano Botelho, diplomata, mestre e doutor em geografia. Seu mestrado e doutorado foram em temas que se tornaram tradicionais na geografia nas últimas décadas: impactos espaciais do pós-fordismo e segregação espacial.

Na nossa análise, essa banca não indica uma mudança radical na geografia do CACD, apesar de imaginarmos que esse ano teremos provas com abordagens distintas das de 2017 e 2018, notadamente quanto à valorização de conflitos sociais no território brasileiro e impactos ambientais.

 

Língua Inglesa
  • João Augusto Costa Vargas
  • Ofal Ribeiro Fialho – nome retirado
  • Raquel Lourenço Corrêa – nome retirado
  • Thiago Blanch Pires – nome retirado

Comentários da professora Manoela Assayag:

A banca de 2019 é, em certa medida, uma velha conhecida: três de seus membros, todos acadêmicos, foram parte da banca de segunda fase em anos anteriores (2016-2018), com a bem-vinda inclusão do diplomata e mestre em História das Relações Internacionais João Augusto Costa Vargas. O que posso prever é uma banca rigorosa, no esquema habitual da 1a fase deste concurso: vocabulário criterioso, interpretações em temáticas variadas e textos de fontes respeitadas. Minha aposta aponta para artigos e trechos de obras sobre carreira e história diplomática, política internacional (olho em vocabulário de Guerra Fria e de redistribuição do poder) e história mundial (o 75o aniversário do Dia D e os 100 anos do Tratado de Versalhes podem não passar em branco). Também não me parece absurdo imaginar um ou mais textos de ficção ou falando sobre produção de ficção — cabendo aos candidatos recordar que celebramos em 2019 os bicentenários de Herman Melville (lembrado na segunda fase de 2018) e do poeta Walt Whitman. Em suma, não acho que haja motivo para se assustar.

 

Política Internacional
  • Alcides Costa Vaz – nome retirado
  • Antonio Jorge Ramalho da Rocha – nome retirado
  • Christian Philip Klein – nome retirado
  • Luiz Eduardo Fonseca de Carvalho Gonçalves

Comentários do professor Paulo Velasco:

A Banca de Política Internacional de 1a fase do CACD 2019 traz dois nomes muito conhecidos e tradicionalmente presentes no concurso, que são os professores Alcides Costa Vaz e o professor Antonio Jorge Ramalho da Rocha, ambos da Universidade de Brasília, e outro nome bem menos conhecido que é o professor Christian Philip Klein, da Universidade Católica de Brasília.

O professor Alcides Costa Vaz, que também esteve na banca de 1a fase em 2018, concentra suas pesquisas em temas ligados ao regionalismo, especialmente sul-americano, com trabalhos muito conhecidos sobre Mercosul, como o clássico Cooperação, Integração e Processo Negociador: a Construção do Mercosul, publicado em 2002. Nos últimos tempos, o professor tem privilegiado questões relacionadas a segurança e defesa no entorno estratégico regional do Brasil, com destaque para a cooperação em defesa no seio da Unasul.

O professor Antonio Jorge Ramalho da Rocha é um dos principais nomes da academia de Relações Internacionais brasileira nos estudos sobre segurança internacional e defesa, tendo analisado recentemente desafios sul-americanos como o processo de paz na Colômbia e a crise na Venezuela. Vale lembrar que o professor foi escolhido como diretor da Escola de Defesa Sul-americana da Unasul.

O professor Christian Philip Klein fez tese de doutorado em Relações Internacionais sobre empresas de cosméticos amazônicos, mobilizando questões como sustentabilidade e mercado verde. O restante de sua produção acadêmica gira mais em outras áreas como linguística e educação, por vezes adentrando em questões ligadas à cultura nas Relações Internacionais.

Luiz Eduardo Fonseca de Carvalho Gonçalves é diplomata de carreira, e tem dois trabalhos publicados pela Funag que dão um pouco a dimensão do que ele pesquisou ao longo da carreira. Ele tem um livro sobre a Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), “As Relações Brasil-CEPAL”, e um livro mais recente sobre o Egito da Primavera Árabe, de 2011 a 2015, “Egito – Revolução e Contrarrevolução (2011-2015)”. Vale lembrar que ele serviu como diplomata na embaixada do Brasil no Cairo, o que o levou a ter dados e informações que alimentaram esse livro. Por não ser acadêmico, ele não tem pesquisas de maior fôlego ou alcance, mas isso já dá uma dimensão do que ele pode gostar, eventualmente, para incluir na prova.

 

Economia
  • Andrea Felippe Cabello – nome retirado
  • Daniel Klug Nogueira – nome retirado
  • Fabiano Burkhardt

Informações sobre o examinador:

Fabiano Burkhardt é Bacharel em Comunicação Social – Jornalismo (2000), mestre (2006) e doutor em Sociologia (2012) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Diplomata de carreira desde 2008, serviu nas embaixadas do Brasil em Jacarta (2010-2012), Buenos Aires (2012-2016) e Nova Delhi (2016-2018). No Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, na condição de funcionário da Divisão de Negociações de Serviços, participou, em 2018, das negociações dos capítulos de serviços e investimentos dos acordos de livre comércio entre Brasil e Chile; Mercosul e União Europeia; Mercosul e Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA); e Mercosul e Canadá. Desde janeiro de 2019, é assessor do ministro de estado das Relações Exteriores e professor assistente do Instituto Rio Branco (IRBr). Tem experiência nas áreas de Sociologia do Trabalho, Sociologia das Desigualdades, Comércio Internacional, Economia do Desenvolvimento, Jornalismo e Relações Internacionais.

Informações coletadas do Lattes em 25/09/2019.

 

Direito Interno e Direito Internacional Público
  • Leonardo de Camargo Subtil – nome retirado
  • Gustavo Oliveira de Lima Pereira – nome retirado
  • Mamede Said Maia Filho – nome retirado
  • Valéria Mendes Costa Paranhos

Comentários do professor Guilherme Bystronski (Direito Internacional):

Dentre os quatro integrantes da banca de Direito, três são da área de Direito Internacional: Leonardo de Camargo Subtil, Gustavo Oliveira de Lima Pereira e Valéria Mendes Costa Paranhos.

O primeiro, Leonardo de Camargo Subtil, tem formação em Direito do Mar fundamentalmente e trabalhou no Tribunal Internacional de Direito do Mar, na solução de controvérsias. No Lattes dele, há informações relativas a formação em matéria de Meio Ambiente. Então, em relação a esse examinador, acredito que ele tenha como preferências pessoais (e pode cobrar na prova) temas relacionados a Direito do Mar e Direito Internacional do Meio Ambiente.

O Gustavo Oliveira de Lima Pereira possui formação no contexto de Direitos Humanos. Então, pode cair alguma coisa sobre Direito Internacional de Direitos Humanos, Direito Internacional Humanitário, refúgio e asilo. Essa é a formação acadêmica dele.

A última examinadora, Valéria Mendes Costa Paranhos, é diplomata (primeira-secretária) e o último posto que ela desempenhou foi em matéria de Comércio Internacional. Então, há uma boa chance de cair na prova desse ano alguma coisa sobre Direito Internacional do Comércio.

Comentários do professor Ricardo Macau (Direito Interno):

A partir da análise da produção acadêmica dos membros da banca de Direito do CACD 2019, é possível deduzir que um dos quatro examinadores deverá atuar na elaboração das questões de Direito Interno:

Mamede Said Maia Filho – já integrava a banca em 2018, o que indica que não devemos ter mudanças significativas no perfil das questões elaboradas por ele – mesmo considerando que o edital de 2019 trouxe novos temas e ampliou o conteúdo de Direito Administrativo. A produção acadêmica deste examinador concentra-se em temas de Direito Constitucional. Logo, acredito que devemos esperar, da parte dele, uma prova carregada em temas clássicos de Direito Constitucional, em especial Federação brasileira, Poder Executivo, processo legislativo e controle de constitucionalidade.

É isso! Força aos CACDistas e vamos pra cima!

Beijos e abraços (a quem de direito), Macau.

 

Possivelmente, as bancas examinadoras da Segunda Fase do concurso também serão reveladas pelo Instituto Rio Branco em breve. Mas não se preocupem… caso surjam novidades nesse sentido, o Barão continuará mantendo-lhes informados por aqui! 😉

Abraços e ótimos estudos, meus queridos!

Plantão do Barão: As bancas da 1ª Fase do CACD 2018!

Futuras e futuros diplomatas,

Foi divulgada, hoje, a relação dos integrantes da Banca Examinadora das provas da Primeira Fase do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) de 2018! A informação consta na Portaria de 30 de julho de 2018, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de hoje. Vejam, a seguir, a listagem completa dos responsáveis pela elaboração e correção dos exames neste ano, e as mudanças ocorridas em relação ao CACD 2017.

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INTEGRANTES DAS BANCAS – PRIMEIRA FASE:

 

  • Língua Portuguesa

Alessandro Warley Candeas

Eloisa Nascimento Silva Pilati

Sandra Lúcia Rodrigues da Rocha

⚠ Mudanças: saída de Luís Felipe Silvério Fortuna; entrada de Alessandro Warley Candeas.

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  • História do Brasil

Marco Aurélio de Paula Pereira

Neuma Brilhante Rodrigues

⚠ Mudanças: saída de Francisco Fernando Monteoliva Doratioto; entrada dos dois novos integrantes.

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  • História Mundial

Marco Aurélio de Paula Pereira

Neuma Brilhante Rodrigues

⚠ Mudanças: saída de Arthur Alfaix Assis e Francisco Fernando Monteoliva Doratioto; entrada dos dois novos integrantes.

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  • Geografia

Everaldo Batista da Costa

Fernando Luiz Araújo Sobrinho

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  • Língua Inglesa

Alessandra Ramos de Oliveira Harden

Manuel Adalberto Carlos Montenegro Lopes da Cruz

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  • Política Internacional

Alcides Costa Vaz

Norma Breda dos Santos

⚠ Mudanças: saída dos integrantes anteriores Arthur Alfaix Assis, Francisco Fernando Monteoliva Doratioto e Kassius Diniz da Silva Pontes; entrada dos dois novos membros.

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  • Noções de Economia

Andrea Felippe Cabello

Daniel Klug Nogueira

Luciana Acioly da Silva

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  • Noções de Direito e Direito Internacional Público

Letícia Frazão Alexandre de Moraes Leme

Mamede Said Maia Filho

⚠ Mudanças: saída de George Rodrigo Bandeira Galindo; entrada de Letícia Frazão Alexandre de Moraes Leme.

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Até o ano passado, a veiculação dos nomes da banca examinadora não era uma prática regular do CACD. Havia apenas divulgações esporádicas desses dados, que, geralmente, ocorriam algum tempo depois da finalização da seleção, como foi o caso do CACD 2015. No entanto, na última edição do concurso, verificamos uma maior transparência neste aspecto a partir da disponibilização da relação dos membros de todas as fases do certame, ainda no decorrer do processo seletivo.

A relação dos nomes dos elaboradores e avaliadores das provas é uma das informações mais desejadas pelos candidatos. Isso porque, ao saber quem são os integrantes desse grupo, os “ceacedistas” podem ter uma melhor noção do que pode vir a ser cobrado nos exames, com base nas áreas de interesse e linhas de trabalho ou pesquisa de cada examinador. Portanto, esse conhecimento pode ser um bom trunfo para o incremento das leituras e dos exercícios, sobretudo nesta reta final dos estudos, pupilos.

Possivelmente, as bancas examinadoras das fases posteriores do concurso também serão reveladas pelo Instituto Rio Branco em breve. Mas não se preocupem… caso surjam novidades nesse sentido, o Barão irá mantê-los informados por aqui! 😉

Abraços e ótimos estudos, meus queridos!

Plantão do Barão: As bancas da 2ª e 3ª Fases do CACD 2018!

Queridas e queridos CACDistas,

No último dia 31 de julho, o Instituto Rio Branco (IRBr) divulgou os nomes dos integrantes da banca da prova de Primeira Fase do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata – CACD 2018, confirmando a ideia de que, desde o ano passado, o órgão tem buscado conferir maior transparência ao certame. Hoje, portanto, é a vez de verificarmos quem fará parte das bancas das provas discursivas: há pouco, foi publicada a Portaria de 3 de setembro de 2018 com a relação completa dos formuladores e examinadores da Segunda e da Terceira Fases da seleção.

A seguir, vocês podem conferir a lista dos professores responsáveis pelos exames, bem como as alterações realizadas em relação ao concurso anterior.

 

SEGUNDA FASE:

 

  • Língua Portuguesa

Eugenia Barthelmess

Alessandro Warley Candeas

Eduardo Pereira e Ferreira

Marco Túlio Scarpelli Cabral

Alzira Neves Sandoval

Simone Silveira de Alcântara

Stefania Caetano Martins de Rezende Zandomênico

⚠ Mudanças: saída de Luís Felipe Silvério Fortuna, Michel Arslanian Neto, Regina Maria Furquim Freire da Silva, Roberto Doring Pinho da Silva e Sandra Lúcia Rodrigues da Rocha; entrada de Eugenia Barthelmess, Eduardo Pereira e Ferreira, Marco Túlio Scarpelli Cabral, Alzira Neves Sandoval, Simone Silveira de Alcântara e Stefania Caetano Martins de Rezende Zandomênico.

 

  • Língua Inglesa

Affonso José Santos

Avram Stanley Blum

Thiago Blanch Pires

⚠ Mudanças: saída de Alessandra Ramos de Oliveira Harden, Jorio Dauster Magalhães e Silva e Ofal Ribeiro Fialho; entrada dos três atuais integrantes.

 

TERCEIRA FASE:

 

  • História do Brasil

Marco Aurélio de Paula Pereira

Neuma Brilhante Rodrigues

Norma Breda dos Santos

⚠ Mudanças: saída de Antônio José Barbosa e Francisco Fernando Monteoliva Doratioto; entrada de Marco Aurélio de Paula Pereira.

 

  • Geografia

Everaldo Batista da Costa

Fernando Luiz Araújo Sobrinho

⚠ Mudanças: saída de Nelba Azevedo Penna e Waleska Valença Manyari.

 

  • Política Internacional

Alcides Costa Vaz

Ary Norton de Murat Quintella

Norma Breda dos Santos

⚠ Mudanças: saída de Benoni Belli, Francisco Fernando Monteoliva Doratioto, Gisela Maria Figueiredo Padovan e Pio Penna Filho; entrada dos três atuais integrantes.

 

  • Noções de Economia

Daniel Klug Nogueira

Hélio Silva Filho

Renato Coelho Baumann das Neves

⚠ Mudanças: saída de José Carlos de Oliveira e Luciana Acioly da Silva; entrada de Hélio Silva Filho.

 

  • Noções de Direito e Direito Internacional Público

Diogo Palau Flores dos Santos

João Ernesto Christófolo

Jorge Luiz Fontoura Nogueira

Letícia Frazão Alexandre de Moraes Leme

⚠ Mudanças: saída de George Rodrigo Bandeira Galindo, Mamede Said Maia Filho e Marcos Mauricio Toba; entrada de Diogo Palau Flores dos Santos, João Ernesto Christófolo e Letícia Frazão Alexandre de Moraes Leme.

 

  • Língua Espanhola

Dulce Maria Cassilha Andrigueto

Maria Luisa Ortíz Alvarez

⚠ Mudanças: saída de Maria Del Mar Paramos Cebey e Pedro Delgado Hernandez; entrada das duas atuais integrantes.

 

  • Língua Francesa

Alice Maria de Araújo Ferreira

Sophie Céline Guerin Mateus

⚠ Mudanças: saída de Germana Henriques Pereira de Sousa, Jerome Christian Aurelien Bertheau e Sabine Gorovitz; entrada das duas atuais integrantes.

 

Como já vimos, essas informações são bastante úteis para que os candidatos possam ter uma ideia melhor do que pode aparecer nas questões ou dos perfis de avaliação dos examinadores, com base nas áreas de interesse e linhas de trabalho ou pesquisa de cada avaliador. Sendo assim, aproveitem esse conhecimento para incrementar as leituras e a realização dos exercícios nesta reta final dos estudos, meus caros. Porém, não deixem que esses novos dados virem uma preocupação exacerbada nesse momento; sigam em frente com sua preparação e confiem no conhecimento já adquirido até aqui!

Bons estudos e excelentes provas, pupilos e pupilas! 🙂

Plantão do Barão: As bancas do CACD 2017!

Caros pupilos e caras pupilas,

Uma das informações mais desejadas nas edições do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) é a relação de nomes dos componentes da banca examinadora das provas. Isso porque, ao saber quem são os integrantes desse grupo, os candidatos podem ter uma melhor noção do que pode vir a ser cobrado nos exames dos anos posteriores, com base nas áreas de interesse e linhas de trabalho ou pesquisa de cada examinador. Convenhamos que esse é um trunfo e tanto para o incremento das leituras e dos exercícios do plano de estudos!

Geralmente, a divulgação desses dados costuma ocorrer algum tempo depois da finalização do processo seletivo vigente, como foi o caso do CACD 2015, quando o Instituto Rio Branco (IRBr) publicou uma Portaria (26 de outubro de 2015) informando a composição da banca da Terceira Fase. No entanto, a veiculação dos nomes da banca examinadora não é uma prática regular do CACD, até mesmo se a informação for solicitada por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). A propósito, no início deste ano, resolvi dar uma de abelhudo e requisitei ao IRBr a relação dos examinadores das três fases do Concurso de 2016, porém a informação não me foi concedida. Confiram a resposta na íntegra:

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Obs.: o nome do solicitante foi ocultado na imagem para preservamos a identidade secreta do nosso querido Barão. 😛

 

Há poucos dias, porém, o órgão informou a composição da banca da Terceira Fase de 2016 (exceto Língua Inglesa), em resposta a um pedido feito pela equipe do Clipping CACD no sistema da LAI. Além disso, nessa mesma divulgação, o Diretor-Geral do IRBr – autor da resposta – comunicou que os nomes dos examinadores do CACD 2017 seriam revelados antes mesmo da finalização do processo seletivo.

E não é que isso ocorreu mesmo, meus caros?! Foi publicada, hoje, no Diário Oficial da União (DOU) a Portaria de 2 de outubro de 2017, informando a relação completa dos integrantes das bancas de todas as fases do concurso deste ano. Um acontecimento inédito na história da seleção para a Carreira de Diplomata! Vejam, abaixo, a listagem completa dos responsáveis pela elaboração e correção das provas.

 

INTEGRANTES DAS BANCAS DO CACD 2017:

 

PRIMEIRA FASE

  • Língua Portuguesa

Eloisa Nascimento Silva Pilati

Luís Felipe Silvério Fortuna

Sandra Lúcia Rodrigues da Rocha

  • História do Brasil

Francisco Fernando Monteoliva Doratioto

  • História Mundial

Arthur Alfaix Assis

Francisco Fernando Monteoliva Doratioto

  • Geografia

Everaldo Batista da Costa

Fernando Luiz Araújo Sobrinho

  • Língua Inglesa

Alessandra Ramos de Oliveira Harden

Manuel Adalberto Carlos Montenegro Lopes da Cruz

  • Política Internacional

Arthur Alfaix Assis

Francisco Fernando Monteoliva Doratioto

Kassius Diniz da Silva Pontes

  • Noções de Economia

Andrea Felippe Cabello

Daniel Klug Nogueira

Luciana Acioly da Silva

  • Noções de Direito e Direito Internacional Público

George Rodrigo Bandeira Galindo

Mamede Said Maia Filho

 

SEGUNDA FASE

  • Língua Portuguesa

Alessandro Warley Candeas

Luís Felipe Silvério Fortuna

Michel Arslanian Neto

Regina Maria Furquim Freire da Silva

Roberto Doring Pinho da Silva

Sandra Lúcia Rodrigues da Rocha

  • Língua Inglesa

Alessandra Ramos de Oliveira Harden

Jorio Dauster Magalhães e Silva

Ofal Ribeiro Fialho

 

TERCEIRA FASE

  • História do Brasil

Antônio José Barbosa

Francisco Fernando Monteoliva Doratioto

Neuma Brilhante Rodrigues

Norma Breda dos Santos

  • Geografia

Everaldo Batista da Costa

Fernando Luiz Araújo Sobrinho

Nelba Azevedo Penna

Waleska Valença Manyari

  • Política Internacional

Benoni Belli

Francisco Fernando Monteoliva Doratioto

Gisela Maria Figueiredo Padovan

Pio Penna Filho

  • Noções de Economia

Daniel Klug Nogueira

José Carlos de Oliveira

Luciana Acioly da Silva

Renato Coelho Baumann das Neves

  • Noções de Direito e Direito Internacional Público

George Rodrigo Bandeira Galindo

Jorge Luiz Fontoura Nogueira

Mamede Said Maia Filho

Marcos Mauricio Toba

  • Língua Espanhola

Maria Del Mar Paramos Cebey

Pedro Delgado Hernandez

  • Língua Francesa

Germana Henriques Pereira de Sousa

Jerome Christian Aurelien Bertheau

Sabine Gorovitz

 

Como vimos acima, essas informações são bastante interessantes para se ter uma ideia do que pode aparecer nas questões ou dos perfis de avaliação dos examinadores. Por outro lado, neste momento de vésperas dos exames de Terceira Fase, uma notícia dessas pode ser motivo de preocupação para os candidatos mais ansiosos. Para ajudá-los a evitar essa tensão desnecessária, o queridíssimo mestre Tanguy Baghdadi trouxe algumas dicas de como vocês podem usar essa novidade de forma favorável e positiva, especialmente nas revisões e estudos finais para as provas do próximo fim de semana. Assistam ao vídeo abaixo e aproveitem, meus queridos futuros diplomatas! 😉

 

Participação especial neste post:

De Olho na Banca: CACD – Língua Espanhola

Caríssimas e caríssimos,

Chegamos à última disciplina da nossa análise sobre a banca Cespe/UnB no âmbito do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD)! A Língua Espanhola, assim como Língua Francesa, é uma das matérias de menor peso relativo no certame, já que é cobrada apenas na terceira e última fase do processo seletivo. Precisamos ter em mente, porém, que o Edital 2017 trouxe alterações importantes no conteúdo programático e no formato da prova de Espanhol. Desse modo, os estudos dessa disciplina, cujo exame possui caráter eliminatório e classificatório, devem ser organizados sem negligências e de forma proporcional ao seu grau de importância.

Visto que a Língua Espanhola divide uma mesma prova com Língua Francesa, registrada como “Prova de Língua Espanhola e Língua Francesa” pelo edital do concurso, o histórico de aspectos de configuração de ambas disciplinas é também o mesmo. Portanto, em termos estruturais, o exame de Espanhol nos últimos anos seguiu o que vimos anteriormente na análise da banca de Francês: questões discursivas curtas de interpretação de texto nas edições de 2009 a 2013 e perguntas objetivas do tipo “certo ou errado” no período de 2014 a 2016.

No CACD 2017, a prova retornará para o modelo escrito, todavia, requerendo respostas mais elaboradas e aprofundadas em termos de conteúdo. O edital vigente prevê duas questões de Língua Espanhola, com valor de 25 pontos cada uma, da seguinte forma:

1) formulação de um resumo, em Espanhol, a partir de texto escrito em Língua Espanhola e

2) produção de uma versão (tradução) de um texto da Língua Portuguesa para o Espanhol.

A nova versão da avaliação de Língua Espanhola também terá demandas específicas em relação ao conteúdo teórico da disciplina. Para entendermos melhor todos os detalhes dessas exigências, nosso estimado mestre Juan Martín explica, no vídeo a seguir, como eram e como estão atualmente as características e particularidades da banca de Espanhol no CACD. Assistam atentamente e guardem bem as orientações do professor, pois, em breve, elas precisarão ser colocadas em prática!

 

A análise completa das bancas de todas as disciplinas do CACD pode ser visualizada bem aqui, pupilos! Se vocês perderam alguma edição ou quiserem assistir aos vídeos novamente, basta acessar essa página. 🙂

 

Participação especial neste post:

De Olho na Banca: CACD – Língua Francesa

Queridos pupilos e queridas pupilas,

Estamos na reta final da análise da banca examinadora do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD)! Hoje, vamos verificar como são as características e particularidades da prova de Língua Francesa, uma disciplina abordada em apenas uma etapa do certame e que, por isso, tem um peso bem menor em relação as outras matérias. No entanto, como já vimos antes, isso não é motivo para descuidar dos estudos de Francês, afinal, seu exame possui caráter tanto eliminatório como classificatório no processo seletivo. Ademais, dentre as novidades significativas trazidas pelo Edital 2017 do CACD estão as mudanças no conteúdo programático de Língua Francesa. Portanto, meu caros, apresar de ser cobrada em menor escala no concurso, essa disciplina também merece uma atenção especial durante a preparação!

As provas de Língua Francesa variaram entre dois formatos nos últimos anos: questões discursivas curtas de interpretação de texto (2009 a 2013) e perguntas objetivas do tipo “certo ou errado” (2014 a 2016). A grande inovação trazida pela edição deste ano do certame foi o retorno da prova de Língua Francesa para o formato discursivo, porém, com um grau de dificuldade consideravelmente maior. Conforme o programa atual da disciplina, o exame consistirá em dois exercícios:

1) elaboração de um resumo, em Francês, a partir de texto escrito em Língua Francesa e

2) produção de uma versão (tradução) de um texto do Português para o Francês.

Vale destacar que esse padrão de provas discursivas mais trabalhosas de Francês já foi utilizado pelo Instituto Rio Branco (IRBr) no passado, como parte do antigo Exame Vestibular ao Curso de Preparação à Carreira de Diplomata. Nos Anuários do IRBr de 1980 a 1990, por exemplo, estão disponíveis alguns exercícios de tradução que foram requeridos pela instituição naquela época. Aconselho vocês a darem uma olhadela nesse conteúdo para conhecerem e se familiarizarem com esse tipo de questão!

Além disso, nosso querido mestre da Língua Francesa, Frédéric Estève, veio explicar a vocês os principais aspectos e as mudanças ocorridas nas provas da disciplina, e orientá-los quanto a nova configuração do exame e a melhor forma de se preparar para mais esse desafio do CACD 2017. Assistam e aproveitem as dicas supimpas do professor no vídeo a seguir! 😉

 

Lembrando, caríssimos, que vocês podem conferir todos os detalhes do CACD 2017 na nossa análise completa sobre o Edital, disponível bem aqui! 🙂

 

Participação especial neste post:

De Olho na Banca: CACD – Língua Portuguesa

Queridos mancebos e moçoilas,

Continuando a análise das bancas do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), hoje, vamos nos centrar nos aspectos das provas de Língua Portuguesa, uma disciplina que, tradicionalmente, apresenta um peso bastante significativo no certame. Isso ocorre, porque, além da matéria contar com um número de questões expressivo na Primeira Fase, a Segunda Fase consistia apenas na prova discursiva de Redação em Português até o ano passado, ou seja, uma etapa inteira do processo seletivo versava somente sobre essa disciplina. Podemos dizer, então, que a Língua Portuguesa merece um certo destaque nos planos de estudos, pupilos e pupilas!

No CACD 2017, ocorreram duas mudanças relacionadas às provas de Português. Uma delas foi a diminuição do número de questões objetivas (modelo “certo ou errado”) da primeira etapa para dez – nos anos anteriores a quantidade ficava em torno de catorze. Todavia, apesar disso, a disciplina continua sendo uma das que possuem maior peso na fase inicial do concurso. A outra alteração foi relativa à etapa discursiva: como vimos acima, a prova de Redação Português compunha toda a Segunda Fase até a última edição do certame; neste ano, a prova escrita de Língua Portuguesa – formada por uma redação de 600 a 650 palavras e dois exercícios de interpretação de 120 a 150 palavras – será acompanhada pelo exame discursivo de Língua Inglesa, cuja análise da banca foi feita neste post anterior.

Assim como as demais disciplinas, as provas de Português no CACD apresentam alguns traços específicos sobre o conteúdo, que não são comuns a outros concursos públicos. Por isso, os nossos mestres da última flor do Lácio, Isabel Vega e Fernando Entratice, vieram explicar em detalhes todas essas particularidades para vocês, meus caros! No primeiro vídeo, a professora Isabel aborda as características das questões objetivas da Primeira Fase e explica um elemento fundamental que torna essa prova tão singular. Em seguida, o professor Fernando esclarece os detalhes acerca do exame escrito da Segunda Fase, mostrando como o mesmo exerce uma função extremamente importante no que diz respeito ao cargo para o qual os candidatos se aplicam.

Vejam as explicações de cada mestre a seguir!

 

Parte 1 – Professora Isabel Vega:

https://www.youtube.com/watch?v=AqePHcnp73c

 

Parte 2 – Professor Fernando Entratice:

 

Aproveito para lembrar, pupilos, que vocês podem conferir todos os detalhes sobre as provas do CACD 2017 na nossa análise completa sobre o Edital, que está disponível bem aqui! 🙂

 

Participações especiais neste post:

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Isabel Vega –  Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Leciona a disciplina de Língua Portuguesa no Colégio Pedro II e nos cursos preparatórios de Carreiras Públicas e Internacionais do Damásio Educacional / Clio.

 

avatar_entraticeFernando Entratice – Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de São Paulo (USP). Leciona a disciplina de Técnicas de Redação em Português, com ampla experiência na análise de correções da banca Cespe/UnB, nos cursos preparatórios de Carreiras Internacionais do Damásio Educacional / Clio.

 

De Olho na Banca: CACD – Direito Interno

Queridos futuros e futuras diplomatas,

A banca da vez para ficarmos de olho vivo no CACD (Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata) é Direito Interno. Essa é mais uma disciplina que aparece em duas etapas do concurso, porém com demandas bem distintas em cada uma delas. Ademais, como vimos anteriormente, o Direito Interno (DIR) está inserido na mesma prova que o Direito Internacional Público (DIP) em ambas as fases. Trata-se de um exame que se difere bastante de outros processos seletivos, mas que não é impossível de ser realizado, meus caros!

Em termos estruturais, a prova da Primeira Fase costuma ter uma divisão equivalente do conteúdo das duas matérias: são seis questões objetivas, no modelo “certo ou errado”, sendo três relativas a Direito Interno e outras três relacionadas a Direito Internacional. Na Terceira Fase, a prova é composta por quatro questões discursivas – duas com extensão de 60 linhas e duas de 40 linhas –, porém as temáticas de DIR aparecem em menor escala em relação aos tópicos de DIP. Apesar disso, é preciso ter uma atenção especial nesta etapa, pois, além do conhecimento teórico da disciplina, a banca também cobra uma resposta organizada e coesa.

Agora, passo a palavra para o nosso mestre do Direito Interno especializado no CACD, Ricardo Macau, dar mais explicações e orientações sobre as particularidades dessa banca para vocês! Dentre as várias dicas supimpas dadas, o professor cita uma ferramenta importantíssima, sobretudo para a Terceira Fase do concurso: os guias de estudos baseados nos concursos anteriores. Em breve, teremos um post especial aqui no blog falando sobre esse material valioso… fiquem de olho! 😉

Confiram as explicações do professor Macau:

 

Participação especial neste post:

De Olho na Banca: CACD – Língua Inglesa

Barões e Baronesas,

A publicação do Edital 2017 do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) acionou a contagem regressiva dos estudos para as rigorosas provas formuladas pelo Cespe/UnB neste certame. Agora, mais do que nunca, vocês precisam estar afiados e cientes de todas as características dessa banca para evitarem surpresas negativas durante os exames, meus caros! Hoje, então, vamos analisar uma disciplina que sofreu algumas mudanças importantes na edição deste ano do concurso, tanto na fase objetiva como na discursiva.

A Língua Inglesa possuía um peso significativo na Primeira Fase do CACD, sendo a matéria com maior número de questões (treze) na prova objetiva, depois de Língua Portuguesa (com catorze). Neste ano, o formato “certo ou errado” único das questões se manteve, porém a quantidade foi consideravelmente reduzida para nove. Isso pode fazer com que a prova se torne menos cansativa, afinal, são menos quatro perguntas a serem analisadas e respondidas. Por outro lado, o nível de complexidade dos textos pode aumentar, já que o exame dessa disciplina costuma cobrar dos candidatos um nível de conhecimento da língua mais aprofundado – compreensão de textos escritos em Inglês e itens gramaticais relevantes para entendimento dos conteúdos semânticos.

Em relação à etapa discursiva, a alteração não ocorreu na estrutura da prova, mas sim em sua “localização” no concurso: em vez de compor a Terceira Fase como nos anos anteriores, a disciplina de Língua Inglesa integrará a Segunda Fase, junto à Língua Portuguesa. Já o formato e o conteúdo requeridos nas questões escritas continuaram os mesmos: redação com extensão de 400 a 450 palavras (com expressão em nível avançado; domínio da gramática; qualidade e propriedade no emprego da linguagem; organização e desenvolvimento de ideias), tradução de um texto do Inglês para o Português e versão de um texto do Português para o Inglês (ambas com fidelidade ao texto-fonte; respeito à qualidade e ao registro do texto-fonte; correção morfossintática e lexical) e um resumo, em Inglês, a partir de um texto também em Língua Inglesa (com capacidade de síntese e de reelaboração em Inglês correto).

Além desses fatores estruturais, as provas de Língua Inglesa do CACD possuem aspectos bem específicos em relação à abordagem do conteúdo, e isso é o que mais as diferencia dos exames de outros processos seletivos. Para deixá-los craques nessas especificidades, nossos mestres do idioma anglo-saxão, Manoela Assayag e Rodrigo Armstrong, vieram dar mais explicações sobre o que esperar das questões em ambas as etapas e dicas fantásticas para vocês tirarem todas elas de letra. Confiram nos vídeos a seguir! 🙂

 

Parte 1 – Professora Manoela Assayag:

 

Parte 2 – Professor Rodrigo Armstrong:

 

Participações especiais neste post:

 

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Manoela Assayag – Doutora em Relações Internacionais e Ciência Política e Mestre em Estudos Internacionais e Ciência Política pelo Institut de Hautes Études Internationales et du Développement (IHEID) em Genebra, Suíça. Professora de Língua Inglesa na área de Carreiras Internacionais do Damásio Educacional – Clio.

 

avatar_armstrong-pqnRodrigo Armstrong – Graduado em Relações Internacionais pela Tufts University (Estados Unidos) e Mestre em Economia Política Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professor de Língua Inglesa na área de Carreiras Internacionais do Damásio Educacional – Clio.

De Olho na Banca: CACD – História

Meus queridos e minhas queridas,

Agora que temos a confirmação do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) neste ano, vamos continuar a análise de sua banca organizadora – a Cespe/UnB (Cebraspe) – com força total! Já pudemos entender melhor o funcionamento das provas de Política Internacional, Geografia, Economia e Direito Internacional no certame. No vídeo de hoje, vocês vão aprender mais sobre os exames de História do Brasil (HB) e de História Mundial (HM), que, por sinal, se diferenciam bastante das provas de outros concursos que também possuem essas disciplinas em seus editais, como as seleções para Oficial de Chancelaria e para Oficial de Inteligência da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) por exemplo.

A prova de História como um todo (HB e HM) no CACD é considerada a mais difícil de todos os concursos públicos. Isso se justifica, em grande parte, pela forma como o conteúdo da matéria é requerido, com demandas específicas que não são vistas em outros processos seletivos. Entretanto, isso não deve ser motivo de desânimo, meus caros! Como eu já disse algumas vezes, o segredo para um bom resultado está em conhecer a fundo as particularidades da banca e é exatamente isso que fazemos aqui! 😀

O peso da disciplina no concurso é alto, pois ela é cobrada em duas fases e o número de questões em cada etapa é relativamente grande. Na Primeira Fase, a prova consiste em dezessete questões objetivas – geralmente, no modelo “certo ou errado” –, sendo onze questões de História Mundial e seis de História do Brasil. A etapa discursiva, por sua vez, requer conhecimentos mais aprofundados de História do Brasil apenas, por meio de uma prova com quatro questões – duas com limite de noventa linhas e outras duas com extensão máxima de sessenta linhas para resposta.

Bom, agora é hora de ouvir o que o especialista da vez tem a dizer sobre as especificidades dessas provas trabalhosas e a melhor forma de lidar com elas. Para isso, contamos com o vastíssimo conhecimento e experiência do mestre João Daniel no CACD para apresentar as principais características da banca de História do Brasil e de História Mundial e lhes passar umas dicas de ouro* para um ótimo desempenho no certame.

* A inscrição no curso gratuito Primeira Fase Comentada CACD 2010 a 2016, mencionado pelo professor no vídeo, pode ser feita aqui. Depois, basta acessar a Área do Aluno para iniciar seu treinamento das questões! 😉

Confiram as orientações do mestre:

 

Participação especial neste post: