Brasil na Copa e nos estudos #2: relações com a Bélgica

Brasil na Copa e nos estudos #2: relações com a Bélgica

Caras e caros aprendizes,

Amanhã, dia 06 de julho, o Brasil terá um novo desafio na Copa do Mundo 2018; dessa vez, disputaremos a etapa das quartas de final contra a seleção da Bélgica. Enquanto o momento de torcer não chega, vamos entender como funciona a dinâmica bilateral entre essas duas nações!

A Bélgica é parceiro tradicional do Brasil. A consolidação de suas relações diplomáticas se deu por meio do Tratado de Comércio e Navegação entre o Império do Brasil e o Reino da Bélgica, assinado em 1834. Desde então, as duas nações estabeleceram parcerias que vêm se renovando e abrangendo novas áreas. Vejamos, a seguir, alguns pontos de destaque desse relacionamento.

  • A expertise belga em setores nos quais o Brasil necessita de mais tecnologia e investimentos confere caráter estratégico às relações. Vive-se momento favorável à expansão dos investimentos e do comércio bilateral, sendo particularmente promissoras as perspectivas de parcerias em áreas que envolvem alta tecnologia, como microeletrônica, biotecnologia, química farmacêutica e química fina.
  • A cooperação educacional é outra prioridade no relacionamento bilateral. As diversas iniciativas já executadas no passado são enriquecidas pelo Programa Ciência sem Fronteiras, que tem contribuído para a formação de estudantes brasileiros e permitido maior aproximação entre setores acadêmicos dos dois países.
  • A Bélgica busca desenvolver novas parcerias com países emergentes, conferindo especial atenção ao Brasil – identificado como “país-alvo” –, com foco nos setores de infraestrutura e logística. Nesse contexto, o Príncipe Philippe realizou visita ao país, à frente de missão empresarial, em 2010.
  • A Presidenta Dilma Rousseff realizou visita à Bélgica em 2011, durante a qual foram definidos campos prioritários para a cooperação entre os dois países: ciência tecnologia e inovação, com ênfase na cooperação nuclear; educação; infraestrutura e logística e, em particular, na intensificação de intercâmbios entre a Agência Espacial Brasileira e o Centro Espacial de Liège.
  • Em 2012, representantes do Governo brasileiro visitaram a Bélgica para intensificar as relações na área de transportes, particularmente no que tange a investimentos em portos, aeroportos e sistemas viários. Além de apresentar às autoridades belgas o novo quadro regulatório brasileiro para concessões em portos, colheu informações detalhadas sobre o sistema de transportes belga e sua legislação. Foi firmado Acordo de Cooperação Técnica entre a Secretaria Especial de Portos do Governo brasileiro e o Centro de Treinamento do Porto de Antuérpia (APEC). Em novembro de 2013 teve início curso para funcionários de diversos portos brasileiros.
  • A Bélgica caracteriza-se por uma organização regionalizada e as possibilidades para aproximação com o Brasil não se limitam ao plano federal. Há mais de dez anos, o Governo regional da Valônia mantém, em São Paulo, escritório da Agência de promoção de exportações e investimentos valã (AWEX). Recentes missões brasileiras à Bélgica mantiveram interlocução direta com governos regionais.

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Fonte: Ministério das Relações Exteriores

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