Sabatina do Barão | História do Brasil – Gabarito comentado #1

Estimadas e estimados aspirantes a diplomata,

Chegou a vez da nossa sabatina de História do Brasil!

Quais são os itens certos e/ou errados na questão abaixo sobre a política externa do II Império?

QUESTÃO:

Com relação a política externa do II Império, julgue (C ou E) os itens seguintes.

I. Em tempos de hegemonia brasileira na Bacia do Prata, o Paraguai de Carlos López era o maior parceiro do Ministério dos Negócios Estrangeiros, firmando acordos favoráveis ao Império em troca de empréstimos vultosos mediados por José Maria da Silva Paranhos.
II. Diante do fracasso das Colônias de Parceria e a consequente proibição da imigração de prussianos para o Brasil, em 1859 uma solução apresenta-se como alternativa a vinda de europeus: o comerciante Manuel de Almeida Cadoso traz 300 chineses de Cingapura inaugurando uma colônia sino-brasileira em Campinas.
III. Ministro dos EUA no Rio de Janeiro, o general Webb rompe relações entre a pioneira república americana e o Brasil, declarando o governo imperial sua inconformidade com os atos de um agente que emprega “de preferência a linguagem violenta, o insulto e a ameaça”.
IV. Em tempos de contestação ao Império, sendo o lançamento do Manifesto Republicano um símbolo, o Império do Brasil rejeita a cessão de asilo a líderes da malograda Comuna de Paris em maio de 1871.

 

Comentários do professor

No vídeo abaixo, vocês podem conferir as respostas e os comentários do caríssimo professor Daniel Araújo sobre cada item da questão. Confiram e aproveitem todas as explanações!

 

GABARITO: EECE

 

Continuem treinando com orientações do professor, no modelo da prova objetiva de História do Brasil no CACD! 

 

Colaboração especial neste post:

#PassandoDeFase no CACD – História do Brasil

Estimados pupilos e pupilas,

A Primeira Fase do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) 2017 passou e, agora, a missão é olhar para frente! Afinal de contas, falta apenas pouco mais de um mês para a realização das temidas provas discursivas da segunda e da terceira etapa do processo seletivo.

Mas será que há, realmente, motivos para tanto temor, meus caros? É verdade que as questões discursivas são mais exigentes e trabalhosas, todavia, posso garantir que elas não são nenhum bicho de sete cabeças! Como já vimos na série De Olho na Banca, um dos segredos para desmistificar as provas do CACD é conhecer bem as características comuns e recorrentes da banca examinadora e, assim, ficar cada vez mais afinado com as demandas que estão por vir. Quais temas costumam ser cobrados com frequência? E os assuntos que raramente aparecem? O que não pode ser feito de jeito nenhum nas respostas? Qual é o melhor método de estudos para os exames discursivos? Essas são algumas das perguntas que vocês precisam ter em mente para estruturar uma preparação adequada para a Segunda e a Terceira Fase do concurso.

Assim como num jogo de videogame onde os jogadores adaptam suas estratégias conforme conquistam o level up, os candidatos de um processo seletivo precisam saber reajustar seus planos de estudos de acordo com as necessidades de cada estágio do certame. Por isso, a partir de hoje, teremos aqui no blog uma série de posts especiais, que poderão ajudá-los nessa tarefa um tanto quanto minuciosa. Para tanto, contaremos com explicações e muitas dicas dos mestres mais especializados e experientes no CACD!

Vamos começar por História do Brasil, disciplina que compõe a Terceira Fase e, junto com Política Internacional, possui a prova mais extensa dessa etapa.

Data e horário da prova:

  • 06 de outubro (sexta-feira)
  • Início: 15h00
  • Término: 19h00

Composição da prova:

  • 2 questões de 90 linhas para resposta e valor de 30 pontos (cada uma)
  • 2 questões de 60 linhas para resposta e valor de 20 pontos (cada uma)
  • Pontuação máxima: 100 pontos

Conteúdo programático requerido:

ITENS SUBITENS
1 O período colonial 1.1 A configuração territorial da América Portuguesa.
1.2 O Tratado de Madri e Alexandre de Gusmão.
2 O processo de independência 2.1 Movimentos emancipacionistas.
2.2 A situação política e econômica europeia.
2.3 O Brasil sede do Estado monárquico português.
2.4 A influência das ideias liberais e sua recepção no Brasil.
2.5 A política externa.
2.6 O Constitucionalismo português e a independência do Brasil.
3 O Primeiro Reinado (1822- 1831) 3.1 A Constituição de 1824.
3.2 Quadro político interno.
3.3 Política exterior do Primeiro Reinado.
4 A Regência (1831-1840) 4.1 Centralização versus descentralização: reformas institucionais.
4.2 O Ato Adicional de 1834 e revoltas provinciais.
4.3 A dimensão externa.
5 O Segundo Reinado (1840-1889) 5.1 O Estado centralizado; mudanças institucionais; os partidos políticos e o sistema eleitoral; a questão da unidade territorial.
5.2 Política externa: as relações com a Europa e os Estados Unidos da América; questões com a Inglaterra; a Guerra do Paraguai.
5.3 A questão da escravidão.
5.4 Crise do Estado Monárquico.
5.5 As questões religiosa, militar e abolicionista.
5.6 Sociedade e cultura: população, estrutura social, vida acadêmica, científica e literária.
5.7 Economia: a agroexportação; a expansão econômica e o trabalho assalariado; as políticas econômico-financeiras; a política alfandegária e suas consequências.
6 A Primeira República (1889-1930) 6.1 A proclamação da República e os governos militares.
6.2 A Constituição de 1891.
6.3 O regime oligárquico: a “política dos estados”; coronelismo; sistema eleitoral; sistema partidário; a hegemonia de São Paulo e Minas Gerais.
6.4 A economia agroexportadora.
6.5 A crise dos anos 20 do século XX: tenentismo e revoltas.
6.6 A Revolução de 1930.
6.7 A política externa: a obra de Rio Branco; o pan-americanismo; a II Conferência de Paz da Haia (1907); o Brasil e a Grande Guerra de 1914; o Brasil na Liga das Nações.
6.8 Sociedade e cultura: o Modernismo.
7 A Era Vargas (1930-1945) 7.1 O processo político e o quadro econômico financeiro.
7.2 A Constituição de 1934.
7.3 A Constituição de 1937: o Estado Novo.
7.4 O contexto internacional dos anos 1930 e 1940; o Brasil e a Segunda Guerra Mundial.
7.5 Industrialização e legislação trabalhista.
7.6 Sociedade e cultura.
8 A República Liberal (1945-1964) 8.1 A nova ordem política: os partidos políticos e eleições; a Constituição de 1946.
8.2 Industrialização e urbanização.
8.3 Política externa: relações com os EUA; a Guerra Fria; a “Operação Pan-Americana”; a “política externa independente”; o Brasil na ONU; o Brasil no Rio da Prata; o Brasil e a expulsão de Cuba na OEA.
8.4 Sociedade e cultura.
9 O Regime Militar 26/30 (1964-1985) 9.1 A Constituição de 1967 e as modificações de 1969.
9.2 O processo de transição política.
9.3 A economia.
9.4 Política externa: relações com os EUA; o “pragmatismo responsável”; relações com a América Latina, relações com a África; o Brasil na ONU.
9.5 Sociedade e cultura
10 O processo democrático a partir de 1985 10.1 A Constituição de 1988.
10.2 Partidos políticos e eleições.
10.3 Transformações econômicas.
10.4 Impactos da globalização.
10.5 Mudanças sociais.
10.6 Manifestações culturais.
10.7 Evolução da política externa.
10.8 MERCOSUL.
10.9 O Brasil na ONU.

Baixe aqui a tabela em PDF

Como dá para perceber, caríssimos, o conteúdo cobrado pela prova é bastante extenso e isso requer que os candidatos planejem e executem uma rotina de estudos eficiente e objetiva. Além disso, um dos elementos que não podem faltar nesse momento da preparação é a prática contínua de exercícios, pois, somente assim, será possível identificar os pontos que carecem de atenção e melhorias de desempenho. Assim, as provas anteriores e os Guias de Estudos (com as melhores e piores respostas avaliadas pela banca) se tornam peças-chave a partir de agora. Vocês podem conferir mais informações e baixar todos esses materiais nesse post que publicamos há alguns dias. 😉

Agora, diante de tantos assuntos a serem estudados, como saber quais deles merecem mais atenção, definir as prioridades e identificar os pontos de atenção no decorrer da preparação? Nosso queridíssimo mestre de História do Brasil João Daniel veio fornecer algumas dicas e orientações especializadas nesse sentido. No vídeo a seguir, vocês podem conferir explicações do professor sobre as características da prova nos últimos anos, aspectos atuais e temas que, em sua análise, possuem grandes chances de serem cobrados neste ano. Assistam e aproveitem todas as instruções, queridos CACDistas!

 

Participação especial neste post:

De Olho na Banca: CACD – História

Meus queridos e minhas queridas,

Agora que temos a confirmação do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) neste ano, vamos continuar a análise de sua banca organizadora – a Cespe/UnB (Cebraspe) – com força total! Já pudemos entender melhor o funcionamento das provas de Política Internacional, Geografia, Economia e Direito Internacional no certame. No vídeo de hoje, vocês vão aprender mais sobre os exames de História do Brasil (HB) e de História Mundial (HM), que, por sinal, se diferenciam bastante das provas de outros concursos que também possuem essas disciplinas em seus editais, como as seleções para Oficial de Chancelaria e para Oficial de Inteligência da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) por exemplo.

A prova de História como um todo (HB e HM) no CACD é considerada a mais difícil de todos os concursos públicos. Isso se justifica, em grande parte, pela forma como o conteúdo da matéria é requerido, com demandas específicas que não são vistas em outros processos seletivos. Entretanto, isso não deve ser motivo de desânimo, meus caros! Como eu já disse algumas vezes, o segredo para um bom resultado está em conhecer a fundo as particularidades da banca e é exatamente isso que fazemos aqui! 😀

O peso da disciplina no concurso é alto, pois ela é cobrada em duas fases e o número de questões em cada etapa é relativamente grande. Na Primeira Fase, a prova consiste em dezessete questões objetivas – geralmente, no modelo “certo ou errado” –, sendo onze questões de História Mundial e seis de História do Brasil. A etapa discursiva, por sua vez, requer conhecimentos mais aprofundados de História do Brasil apenas, por meio de uma prova com quatro questões – duas com limite de noventa linhas e outras duas com extensão máxima de sessenta linhas para resposta.

Bom, agora é hora de ouvir o que o especialista da vez tem a dizer sobre as especificidades dessas provas trabalhosas e a melhor forma de lidar com elas. Para isso, contamos com o vastíssimo conhecimento e experiência do mestre João Daniel no CACD para apresentar as principais características da banca de História do Brasil e de História Mundial e lhes passar umas dicas de ouro* para um ótimo desempenho no certame.

* A inscrição no curso gratuito Primeira Fase Comentada CACD 2010 a 2016, mencionado pelo professor no vídeo, pode ser feita aqui. Depois, basta acessar a Área do Aluno para iniciar seu treinamento das questões! 😉

Confiram as orientações do mestre:

 

Participação especial neste post:

9 verdades e 1 mentira do Barão: História do Brasil

Minhas caras e meus caros,

 

O desafio que trago hoje é sobre a disciplina de História do Brasil! Preparados (as)?

Descubram a mentira nessa lista supimpa de curiosidades, do excelente mestre João Daniel! 😉

 

9 verdades e 1 mentira de História do Brasil:

  1. O republicano Silva Jardim morreu ao cair no vulcão Vesúvio.
  1. A música “Pare de tomar a pílula” de Odair José foi proibida pelo regime militar brasileiro.
  1. Quem compôs o hino da presidência da República da Argentina foi D. Pedro I.
  1. O Barão do Rio Branco, jovem, ganhou na loteria, gastou o dinheiro todo na Europa e inventou, inadvertidamente, o carnaval fora de época no Brasil.
  1. O ex-presidente Café Filho foi goleiro de futebol. E Juscelino Kubitschek, médico proctologista, alegava, privadamente (sem trocadilhos), que com sua experiência podia consertar o Brasil.
  1. Getúlio Vargas consultava um médium italiano na Tijuca (Rua Professor Gabizo, no RJ) chamado de “professor”. Esse médium, que deu posteriormente consulta privada a Perón na casa Rosada, afirmava que Getúlio fora, em vidas passadas, Confúcio, Arquimedes e Demóstenes.
  1. Fernando Collor, em entrevista à revista Playboy, afirmou que era a reencarnação de D. Pedro I e seu irmão Pedro Collor, de D. Miguel. Por isso, ele foi denunciado. Vingança de outras vidas.
  1. Em 1910, a marinha brasileira tinha mais poder de fogo que a norte-americana e, em 1941, a produção cinematográfica nacional era a 2ª maior do mundo. Só perdia pra Hollywood.
  1. Em 1640, os paulistas coroaram um bandeirante rei contra o governo português e se separaram de Lisboa. O rei, no entanto, recusa o cargo e se esconde.
  1. Carlos Lacerda foi membro do Partido Comunista e seu nome é uma homenagem a Marx e Engels.

 

E aí, pupilos? Algum palpite? Comentem aqui com suas respostas!

 

Trarei o gabarito em breve.

 

[Atualização em 05 de maio: o gabarito é o número 5.]

 

 

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