Sabatina do Barão | Economia – Gabarito comentado #1

Futuras e futuros diplomatas,

Hoje, a nossa sabatina é na disciplina de Economia!

Confiram a questão abaixo sobre Economia Brasileira e respondam quais são os itens corretos e/ou errados.

 

QUESTÃO:

O Plano Cruzado, estabelecido pelo Decreto-lei nº 2.283, de 28 de fevereiro de 1986, consistia em um plano de combate à inflação por meio de um choque heterodoxo. Considerando essa afirmação, julgue (C ou E) os itens a seguir:

I. A política monetária expansionista com taxas de juros reais negativas ajudou a equilibrar o mercado de ativos.

II. O congelamento de preços associado ao excesso de demanda acabou por provocar o desabastecimento de
determinando produtos.

III. As perdas de receitas fiscais pelo congelamento das tarifas públicas não impactaram as contas públicas.

IV. A taxa de câmbio foi fixada aos níveis de 27 de fevereiro e no dia 12 de junho, a taxa de câmbio foi desvalorizada com uma política de minidesvalorizações diárias do Cruzado a partir de então.

 

Comentários da professora

No vídeo abaixo, vocês podem conferir as respostas e os comentários da caríssima professora Vivian Almeida sobre cada item da questão. Assistam e anotem as explicações!

 

GABARITO: ECEC

 

Continuem treinando com orientações da professora, no modelo da prova objetiva de Economia no CACD! 

 

Colaboração especial neste post:

Vivian Almeida – Doutora e mestre em Economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), possui graduação em Ciências Econômicas pela mesma instituição. Atualmente, é Pesquisadora Assistente no Ipea, Professora Adjunta no Ibmec e professora de Economia nos cursos da área de Diplomacia e Carreiras Internacionais do Clio – Damásio.

O Internacional em Debate #11: Eleições no Brasil: perspectivas domésticas e internacionais

Minhas caras e meus caros,

No último dia 28 de outubro, tivemos o segundo turno de uma das eleições presidenciais mais decisivas para o Brasil nos últimos anos. Isso porque a votação deste ano não será lembrada apenas como um simples processo eleitoral. A polarização observada no país torna o pleito de 2018 único, com uma sequência de fatos pouco usual, que passaram pela prisão do candidato – até então – líder das pesquisas eleitorais e um grave ataque a faca ao outro candidato – quando este também já era, por sua vez, líder das pesquisas eleitorais.

A mudança no quadro político brasileiro levará a uma reorganização das forças, com um novo papel para a direita e para a esquerda, e com relevantes alterações de curso em matéria de economia e de política externa. Ainda que esses temas tenham soado estéreis para as campanhas eleitorais, eles fazem uma enorme diferença para as condições de vida no país nos próximos anos, e para a posição do Brasil no cenário internacional.

Por esse motivo, realizamos a 11ª edição da série O Internacional em Debate no intuito de discutirmos acerca dos temas sobre os quais pouco se falou na disputa presidencial. Para tanto, contamos com a participação dos grandes professores Daniel Sousa, Rodrigo Armstrong e Tanguy Baghdadi, que forneceram suas análises e explicações das questões econômicas e políticas nos âmbitos interno e internacional. Assistam ao vídeo completo do evento a seguir!

Participações especiais neste post:

Daniel Sousa – Mestre em Economia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Possui Especialização em Innovation in Business Learning por Boston College e graduação em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atua como Comentarista do Estúdio i da Globo News e Coordenador do GLOBAL MBA do Ibmec Rio de Janeiro. É professor na pós-graduação de Relações Internacionais e nos cursos da área de Diplomacia e Carreiras Internacionais do Clio – Damásio. Leciona na pós-graduação do Ibmec (GLOBAL e MBA) em disciplinas de Teoria Econômica e correlatas. Áreas de atuação: Economia Brasileira, Economia Internacional, Mercado Financeiro e Investimentos.

Rodrigo Armstrong – Mestre em Economia Política Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e graduado em Relações Internacionais pela Tufts University. Foi escolhido para o Director’s Leadership Council, núcleo de estudantes representantes do programa de Relações Internacionais da universidade. É professor nos cursos da área de Diplomacia e Carreiras Internacionais do Clio – Damásio. Seus interesses de pesquisa envolvem os seguintes temas: História das Relações Internacionais, Política Externa Brasileira, Economia Política Internacional e Finanças Internacionais.

Tanguy Baghdadi – Mestre em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e graduado em Relações Internacionais pela Universidade Candido Mendes (UCAM). É professor de Política Internacional nos cursos da área de Diplomacia e Carreiras Internacionais do Clio – Damásio. Atua como coordenador pedagógico de Carreiras Internacionais e da pós-graduação em Relações Internacionais do Damásio Educacional. Tem experiência na área de Política Internacional, atuando principalmente nos seguintes temas: política externa brasileira, desarmamento nuclear, integração regional, terrorismo e organizações internacionais.

#PassandoDeFase no CACD – Noções de Economia

Minhas caras e meus caros,

Diferente do que muitos pensam, a prova de “Noções de Economia” na Terceira Fase do CACD não é uma tarefa extremamente difícil, repleta de análises econômicas profundas e cálculos matemáticos mirabolantes. Trata-se de um exame composto por quatro questões discursivas, que geralmente se baseiam em três grandes “universos” da disciplina: Microeconomia, Macroeconomia e Economia Brasileira. Nesse sentido, possuir um bom entendimento desses conteúdos e habilidade para redigir textos dissertativo-argumentativos organizados e bem estruturados já são meio-caminho-andado para um bom desempenho nessa etapa.

É preciso apenas lembrar que, como havíamos visto anteriormente, a disciplina foi a que mais sofreu alterações de conteúdo programático no Edital 2017, com diversos temas inéditos em cada uma das partes mais exploradas pela banca na prova discursiva. Portanto, o programa dos assuntos econômicos, que costumava ser curto em relação a outras matérias, tornou-se mais robusto e extenso.

Observem, abaixo, as informações sobre o exame discursivo de Economia.

 

Data e horário da prova:

  • 07 de outubro (sábado)
  • Início: 15h00
  • Término: 19h00

 

Composição da prova:

  • duas questões de 60 linhas para resposta – 30 pontos cada uma
  • duas questões de 40 linhas para resposta – 20 pontos cada uma
  • Pontuação máxima: 100 pontos

 

Conteúdo programático requerido:

  ITENS* SUBITENS
1 Microeconomia 1.1 Demanda do Consumidor 1.1.1 Preferências.
1.1.2 Equilíbrio do consumidor.
1.1.3 Curva de demanda.
1.1.4 Elasticidade-preço e elasticidade-renda.
1.2. Oferta do Produtor 1.2.1 Fatores de produção.
1.2.2 Função de produção.
1.2.3 Elasticidade-preço da oferta.
1.2.4 Rendimentos de fator.
1.2.5 Rendimentos de escala.
1.2.6 Custos de produção.
1.3 Tipos de Mercados e de bens 1.3.1 Concorrência perfeita, monopólio e oligopólio.
1.3.2 Comportamento das empresas.
1.3.3 Determinação de preços e quantidades de equilíbrio.
1.3.4 Tipos de bens.
1.3.5 Bens públicos.
1.3.6 Bens rivais.
1.3.7 Recursos comuns e Bens comuns.
1.3.8 Externalidades.
1.4 Noções de Teoria dos Jogos 1.4.1 Jogo, estratégia, perfil e pay-off.
1.4.2 Estratégias dominantes.
1.4.3 Equilíbrio de Nash.
1.4.4 Melhora de Pareto.
1.4.5 Dilema do Prisioneiro.
1.4.6. Aplicações ao estudo de oligopólios: Modelos de Cournot, Bertrand e Stackelberg.
1.5 Introdução à análise de custo-benefício  —-
2 Macroeconomia 2.1 Contabilidade Nacional 2.1.1 Os conceitos de renda e produto.
2.1.2 Determinação da renda, do produto e dos preços.
2.1.3 Oferta e demanda agregadas.
2.1.4 Contas Nacionais do Brasil.
2.1.5 Conceito de deflator implícito da renda.
2.1.6 Indicadores econômicos.
2.2 Contas Externas 2.2.1 Os conceitos de déficit e superávit nas contas externas.
2.2.2 Balanço de pagamentos: a conta de transações correntes, a conta de capital e financeira.
2.2.3 Atualizações Metodológicas do Balanço de Pagamentos.
2.2.4 Indicadores de Liquidez Externa.
2.2.5 Indicadores de Solvência Externa.
2.3 Economia do Setor Público e Política Fiscal 2.3.1 Gastos e receitas do governo.
2.3.2 Política orçamentária e equilíbrio orçamentário.
2.3.3 Conceitos de superávit e déficit público.
2.3.4 Abordagem Ricardiana da Dívida Pública.
2.3.5 Endividamento e responsabilidade fiscal.
2.3.6 Papel do Governo.
2.3.7 Objetivos e instrumentos de política fiscal.
2.3.8 Efeitos fiscais sobre a 28/30 política monetária.
2.3.9 Consumo, investimento, poupança e gasto do governo.
2.4 O modelo IS-LM-BP  —-
2.5 Teoria e Política monetária 2.5.1 Funções da moeda.
2.5.2 Criação e distribuição de moeda.
2.5.3 Oferta da moeda e mecanismos de controle.
2.5.4 Procura da moeda.
2.5.5 Tipos de Inflação.
2.5.6 Moeda e preços no longo prazo.
2.5.7 Teoria Quantitativa da Moeda.
2.6 Política Monetária 2.6.1 Papel do Banco Central.
2.6.2 Objetivos e instrumentos de política monetária.
2.6.3 Inflação e Taxa de Juros.
2.6.4 Política Monetária Não-Convencional.
2.6.5 Conceitos Básicos da Regulação e Supervisão do Sistema bancário, financeiro e do Mercado de Capitais.
2.7 Crescimento e Desenvolvimento Econômico 2.7.1 Teorias de Crescimento Econômico.
2.7.2 O papel da inovação no crescimento econômico: os modelos Solow e Schumpeteriano.
2.7.3 Fundamentos teóricos do desenvolvimento econômico sustentável.
2.7.4 A armadilha da renda média.
2.7.5 Experiências bem-sucedidas de desenvolvimento socioeconômico no pós-Segunda Guerra Mundial.
2.7.6 Experiências bem-sucedidas de política industrial e de inovação no pós-Segunda Guerra Mundial.
2.7.7 Princípios de economia institucional.
2.7.8 Arranjos institucionais e desenvolvimento econômico.
2.7.9 Crenças, Contratos e Instituições.
2.8 Teorema de Coase  —-
2.9 Emprego e renda 2.9.1 Conceito de Desemprego.
2.9.2 Tipos de Desemprego.
2.9.3 Determinação do nível de emprego.
2.9.4 Indicadores do mercado de trabalho.
2.9.5 Lei de Okun.
2.9.6 Distribuição de renda no Brasil.
2.9.7 Causas da distribuição de renda no Brasil.
3 Economia internacional 3.1 Teorias de Comércio 3.1.1 Teorias clássicas, Neoclássicas e contemporâneas do comércio internacional.
3.1.2 Teorias explicativas do comércio de bens industrializados.
3.1.3 O comércio intrafirma e intrassetorial.
3.1.4 O papel das economias de escala e da concorrência imperfeita para o comércio internacional.
3.1.5 Cadeias Globais de Valor.
3.1.6 A crítica de Prebisch e da Cepal.
3.1.7 Deterioração dos termos de troca.
3.2 Macroeconomia aberta 3.2.1 Os fluxos internacionais de bens, capitais e serviços.
3.2.2 Regimes de câmbio.
3.2.3 Taxa de câmbio nominal e real.
3.2.4 Determinantes da Política Cambial.
3.2.5 A relação câmbio-exportações no curto e no longo prazo.
3.2.6 A Curva “J”.
3.2.7 A relação poupança externa-crescimento econômico.
3.2.8 A relação câmbio-jurosinflação.
3.2.9 A Trindade Impossível de Mundell-Fleming.
3.3 Comércio e Investimentos Internacionais 3.3.1 Política Comercial e de Investimentos.
3.3.2 Efeitos de tarifas, quotas, subsídios e outros instrumentos de política comercial.
3.3.3 A utilização de medidas não tarifárias como barreiras ao comércio internacional.
3.3.4 O papel dos acordos de investimentos na atração de investimentos diretos no país (IDP).
3.3.5 Modelos de acordos de investimentos.
3.3.6 O ambiente de negócios e a atração de investimentos diretos no país (IDP). 3.3.7 A importância da internacionalização das empresas brasileiras para a economia do Brasil.
3.3.8 As agências e órgãos governamentais brasileiros responsáveis pela formulação, coordenação e implementação das políticas de comércio exterior.
3.4 O Sistema de Comércio Internacional 3.4.1 Sistema multilateral de comércio: origem e evolução.
3.4.2 As rodadas negociadoras do GATT e da OMC.
3.4.3 A Rodada Uruguai.
3.4.4 A Rodada Doha.
3.4.5 Os mega acordos regionais e os novos temas das negociações comerciais multilaterais.
3.4.6 Os acordos bilaterais e plurilaterais OMC-Plus e OMC-Extra.
3.4.7 O Brasil e as negociações comerciais internacionais.
3.4.8 Integração econômica e comercial na América do Sul.
3.5 Sistema financeiro internacional 3.5.1 Padrão-ouro.
3.5.2 Padrão dólar-ouro.
3.5.3 Principais elementos da arquitetura financeira de Bretton Woods.
3.5.4 Fim da conversibilidade do dólar.
3.5.5 A nova arquitetura financeira e monetária internacional.
3.5.6 Crises econômico-financeiras nos últimos 20 anos.
3.5.7 As inovações financeiras, a grande crise de 2008 e as reformas regulatórias.
3.5.8 Os Acordos de Basileia.
3.5.9 A nova Governança do Sistema Financeiro Internacional.
3.6 O Papel do G20 como principal foro de cooperação financeira global 3.6.1 Arranjo Contingente de Reservas dos BRICS.
3.6.2. O papel dos novos bancos regionais e multilaterais no financiamento ao desenvolvimento.
3.6.3 O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura.
4 História econômica brasileira 4.1 A economia brasileira no Século XIX 4.1.1 A economia cafeeira.
4.2 Primeira República 4.2.1 Políticas econômicas e evolução da economia brasileira.
4.2.2 Crescimento industrial.
4.2.3 Políticas de valorização do café.
4.3 A Industrialização Brasileira no Período 1930-1945 4.3.1 O Modelo de Industrialização por Substituição de Importações (ISI)
4.3.2 Falhas e Críticas ao Modelo de Industrialização por Substituição de Importações 29/30 (ISI).
4.4 A década de 1950 4.4.1 O Plano SALTE.
4.4.2 O Plano de Metas.
4.4.3 O pós-guerra e a Nova Fase de Industrialização.
4.5 O Período 1962-1967 4 5.1 A desaceleração no crescimento.
4.5.2 O Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social.
4.5.3 Reformas do Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG).
4.5.4 A Importância das reformas do PAEG para a retomada do crescimento em 1968.
4.6 A retomada do crescimento 1968-1973 4.6.1 Causas do “Milagre Econômico”.
4.6.2 O Primeiro Plano Nacional de Desenvolvimento (I PND).
4.7 Desaceleração econômica e o segundo Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND)  —-
4.8 A crise dos anos oitenta 4.8.1 A interrupção do financiamento externo e as políticas de ajuste.
4.8.2 Aceleração inflacionária e os planos de combate à inflação.
4.8.3 O debate sobre a natureza da inflação no Brasil.
4.9 Economia Brasileira nos anos noventa 4.9.1 Abertura (comercial e financeira) parcial da economia brasileira.
4.9.2 O êxito do Plano Real. 4.9.3 Os Benefícios da estabilidade econômica.
4.9.4 As reformas institucionais do Governo Fernando Henrique Cardoso
4.10 A economia brasileira na primeira década do século XXI 4.10.1 As diferenças na política econômica entre o primeiro e o segundo mandato do Governo Lula.
4.10.2 Os efeitos positivos das políticas distributivas de renda.
4.11 Tópicos atuais de discussão 4.11.1 A deterioração das contas públicas e seus impactos sobre a economia brasileira.
4.11.2 A Nova Matriz Econômica.
4.11.3 A baixa produtividade da economia brasileira.
4.11.4 A relação entre abertura comercial, produtividade e inovação.
4.11.5 A economia política da política comercial brasileira.
4.11.6 A redução relativa e precoce do setor industrial no PIB brasileiro.
4.11.7 Resiliência do processo inflacionário.
4.11.8 Os desafios da implementação de reformas estruturais na previdência social, nas regras trabalhistas e no sistema tributário.
4.11.9 O desenvolvimento de mecanismos de financiamento privado para o financiamento do investimento em infraestrutura.

* OBS.: o conteúdo destacado em vermelho corresponde aos novos temas da disciplina inseridos no Edital 2017.

Baixe aqui a tabela em PDF

Alguns desses novos tópicos apareciam nas questões de forma implícita, inseridos no contexto de temáticas mais amplas, e, agora, estão sendo requeridos oficial e individualmente. Outros pontos, porém, são completamente inusitados e precisam ser estudados com bastante atenção. Uma preparação adequada, então, deve se basear no aprendizado teórico aliado à prática de exercícios – lembrando que nossos queridos Guias de Estudos e provas anteriores estão aí para isso. Depois, é fundamental aprofundar e intensificar os estudos com um treinamento direcionado ao aprimoramento das respostas dissertativas, focando na forma e no conteúdo.

A seguir, o estimado mestre de Economia Daniel Sousa explica mais sobre os aspectos de formato e de conteúdo das questões discursivas dessa disciplina, e dá dicas primorosas para vocês obterem a almejada nota 100 na prova da Terceira Fase!

Assistam ao vídeo:

 

Participação especial neste post:

avatar_sousa

 

Daniel Sousa – Mestre em Economia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); especializado em Innovation in Business Learning pela Boston College e professor de Economia na área de Carreiras Internacionais do Damásio Educacional – Clio.

 

 

VEJA TAMBÉM:

#PassandoDeFase no CACD – História do Brasil

#PassandoDeFase no CACD – Direito Internacional Público

#PassandoDeFase no CACD – Língua Espanhola e Língua Francesa

#PassandoDeFase no CACD – Língua Inglesa

#PassandoDeFase no CACD – Política Internacional

#PassandoDeFase no CACD – Direito Interno

.

O Mundo em 3 Minutos #10: Relatório da OMC sobre o Brasil

Digníssimas e digníssimos,

Nesta semana, a Organização Mundial do Comércio (OMC) divulgou seu relatório periódico sobre a política comercial do Brasil no período entre 2013 e 2016. O documento gerou uma certa polêmica em território nacional por ter apresentado críticas contundentes a diversas práticas comerciais e problemas estruturais da economia brasileira no que diz respeito à inserção do internacional do país. Além disso, autoridades do governo ligadas a esse tema, como o Ministério da Fazenda, chegaram a declarar que não irão realizar comentários acerca da recente avaliação da OMC.

O relatório da OMC faz parte do Mecanismo de Revisão de Política Comercial (TPRM – sigla em inglês), responsável por analisar as políticas e práticas comerciais de cada membro da organização periodicamente. Além de analisar por setor e por medida comercial, os relatórios também avaliam o âmbito econômico do país de forma geral. Os diagnósticos consistem em três partes principais: um relatório independente da Secretaria da OMC, um relatório do governo do país avaliado e as observações finais da Presidência do Órgão de Revisão da Política Comercial após a discussão da revisão. Tais documentos sobre o Brasil podem ser acessados nos links a seguir:

As revisões comerciais são realizadas com base em três objetivos principais: 1) aumentar a transparência e a compreensão das políticas e práticas comerciais dos países, através de monitoramento regular; 2) melhorar a qualidade do debate público e intergovernamental sobre as questões e 3) permitir uma avaliação multilateral dos efeitos das políticas no sistema de comércio mundial. Todos os membros da OMC estão sujeitos a avaliação sob o TPRM. A frequência das análises depende do tamanho da participação dos países no comércio mundial. Sendo assim, os quatro maiores “comerciantes” internacionais (União Europeia, Estados Unidos, Japão e China) são revisados a cada dois anos; os dezesseis membros depois desses, a cada quatro anos e os demais integrantes da organização são avaliados a cada seis anos, com a possibilidade de um período provisório mais longo para os países menos desenvolvidos.

E o que será que o órgão multilateral disse sobre o Brasil em sua avaliação periódica? No vídeo abaixo, nosso querido mestre de Economia, Daniel Sousa, faz um excelente resumo do relatório sobre as políticas comerciais brasileiras. Assistam e fiquem por dentro, pupilos e pupilas!

 

Participação especial neste post:

De Olho na Banca: CACD – Economia

Caras pupilas e caros pupilos,

Chegou a hora de falarmos sobre as características e especificidades da disciplina de Economia no CACD – Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata. A princípio, a matéria pode causar um certo receio nos candidatos por remeter a cálculos e problemas matemáticos, porém essa é uma impressão equivocada. É certo que as provas dessa disciplina se diferenciam bastante dos exames de outras seleções, mas isso não significa que as questões sejam extremamente difíceis e impossíveis de serem respondidas. Com a análise adequada das demandas da banca e a dedicação necessária nos estudos, vocês conseguirão ter um ótimo desempenho! E é para isso que estamos aqui, não é mesmo? 😉

Economia é mais uma disciplina cobrada tanto na primeira como na terceira fase do concurso, mas as exigências de cada etapa são bem diferentes. Não obstante, as provas são intituladas “Noções de Economia” em ambos os momentos, o que indica que os conteúdos requeridos são proporcionais ao nível de conhecimento necessário a um (a) futuro (a) diplomata. Já em relação à composição das provas, são seis questões objetivas – geralmente no modelo “certo e errado” – na primeira fase, e quatro discursivas na terceira fase, sendo duas com limite de 60 linhas de resposta e duas com extensão máxima de 40 linhas. Portanto, podemos dizer que se trata de um exame “mais leve” em relação aos de outras matérias.

Agora, passarei a palavra para quem realmente entende do assunto, nosso mestre admirável Daniel Sousa! Confiram, no vídeo abaixo, as excelentes explicações do professor sobre as particularidades da Economia no CACD e o que vocês precisam saber para se darem bem nas provas dessa disciplina!

 

Participação especial neste post:

9 verdades e 1 mentira do Barão: Economia

Caríssimas e caríssimos,

 

É claro que a disciplina de Economia não poderia ficar de fora da brincadeira! Nosso querido professor Daniel Sousa preparou uma intrigante listagem, com dados e curiosidades econômicas sobre o Brasil e o mundo. De antemão, confesso que eu não consegui descobrir qual é a mentira até agora!

Será que vocês conseguem adivinhar a assertiva que não procede aí, pupilos? Tô curioso! 😁

 

9 verdades e 1 mentira de Economia:

  1. Campos Sales ficou conhecido como o “econômico” tamanha a intensidade do ajuste fiscal levado a cabo por seu governo.
  1. Hermes da Fonseca ficou conhecido como “homem da urucubaca” por ser considerado muito azarado.
  1. O Brasil não decretou nenhuma moratória da dívida externa durante o Império.
  1. Cortar despesa com juros ajudaria a melhorar o resultado primário do governo.
  1. O Brasil teve seis moedas distintas impressas pelo Banco Central entre 1985 e 1995.
  1. O PIB per capita de São Cristóvão e Nevis é maior que o do Brasil.
  1. O governo do Japão é muito mais endividado (%PIB) do que o da Grécia.
  1. O PIB per capita de Portugal é aproximadamente o dobro do que o Brasil.
  1. O yuan é uma das moedas de referência do Fundo Monetário Internacional (FMI).
  1. O IDH (2014) da Venezuela é maior que o do Brasil.

 

Gabarito em breve.

 

[Atualização em 05 de maio: a mentira é o número 4.]

 

 

Participação especial neste post:

O Internacional em Debate #2: Saúde pública e economia brasileira pós-Operação Carne Fraca

Minhas caras e meus caros,

No segundo vídeo da nossa série de debates, abordamos a influência da Operação Carne Fraca na política doméstica, no comércio exterior e na reputação internacional do Brasil, com potenciais repercussões para a saúde global. Deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira, dia 17 de março, a Operação Carne Fraca expôs um esquema de corrupção envolvendo empresas do setor alimentício, incluindo gigantes exportadoras de carne e de proteína animal que ajudaram a posicionar o Brasil como um dos grandes produtores do planeta.

Para além da discussão nacional sobre mais um episódio de corrupção, a Operação desencadeou um crescente escândalo, inspirando reportagens nos principais veículos de mídia e justificando o banimento temporário de importações de proteína animal brasileira na China, no Chile e na Coreia do Sul. Na União Europeia, a divulgação das descobertas sobre as más condições sanitárias da carne brasileira já tem inspirado pressões do setor pecuário irlandês (nosso principal competidor naquele continente) por mais um banimento significativo. As consequências para a economia brasileira já se sentem, com ações de grandes empresas despencando, e prometem se acirrar.

img_20170324_184200

Enquanto isso, especialistas em saúde pública e em segurança alimentar observam alarmados e exigem maiores informações sobre os desdobramentos dos procedimentos de adulteração de produtos impróprios para uso para o bem-estar de humanos e animais que os vêm consumindo. Descontando possíveis narrativas de pânico, a confirmação desses riscos cria oportunidades para um debate mais profundo sobre sustentabilidade na cadeira produtiva brasileira.

Neste episódio de O Internacional em Debate, os mestres Daniel Sousa e Manoela Assayag explicam as consequências da Operação da Polícia Federal no que diz respeito à economia brasileira e à saúde pública internacional. Confira, abaixo, essa discussão importante e que nos ajuda entender em que medida um procedimento interno de um país pode afetar diretamente as suas relações exteriores.

 

Participações especiais neste post:

avatar_sousaDaniel Sousa – Professor de Economia de Carreiras Internacionais do Clio/Damásio. Possui mestrado em Economia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Especialização em Innovation in Business Learning por Boston College. Seus principais objetos de estudo são análise de investimentos, regulamentação e avaliação econômica.

 

avatar_manoela

Manoela Assayag – Professora de Língua Inglesa de Carreiras Internacionais do Clio/Damásio. Doutora em Relações Internacionais e Ciência Política e Mestre em Estudos Internacionais e Ciência Política pelo Institut de Hautes Études Internationales et du Développement (IHEID), Genebra, Suíça. Seus principais objetos de estudo são governança global, desenvolvimento sustentável, saúde global e meio ambiente.

O Mundo em 3 Minutos #1: Operação Carne Fraca e seus impactos econômicos

Queridas pupilas e queridos pupilos,

Diversos temas sobre política, economia, comércio, diplomacia, entre outros são noticiados e debatidos diariamente ao redor do globo e acompanhar todas as discussões correntes, por vezes, se torna uma tarefa um tanto quanto difícil. Como estou aqui com a honrosa missão de ajudar-lhes nos desafios que surgem no decorrer dos estudos e da preparação, convidei professores e profissionais especializados para comentar e explicar as temáticas internacionais em alta no momento e apresentar a vocês O Mundo em 3 Minutos, a mais nova série em vídeos do blog!

Como o nome já dá a entender, em cada vídeo, o (a) convidado (a) da vez irá abordar e esclarecer as principais dúvidas sobre um tópico mundial, para que vocês possam se informar e se atualizar sobre o assunto de maneira tranquila e satisfatória. 😉

Na semana passada, um assunto em particular ganhou destaque nos noticiários nacionais e estrangeiros. A execução da Operação “Carne Fraca” pela Polícia Federal, em seis estados e no Distrito Federal brasileiros, identificou um esquema de funcionários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento suspeitos de receber propina para liberar carnes para venda sem serem devidamente inspecionadas. Não por menos, tal fato gerou uma grande preocupação nos consumidores internos e externos do produto. Em âmbito internacional, os principais importadores de carne do Brasil pediram a suspensão das encomendas oriundas das unidades de produção envolvidas na investigação. Diante da grande repercussão, União Europeia, China, Coreia do Sul e Chile anunciaram restrições temporárias à entrada de carne brasileira na última segunda-feira (20/03).

O ministro brasileiro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que o posicionamento desses países é natural após o amplo noticiário sobre a operação e salientou que é possível que a decisão seja revertida à medida que as informações forem esclarecidas. No entanto, há o receio de que esse impasse possa resultar em uma queda significativa das exportações brasileiras em 2017, conforme destacou o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto Castro. Tendo em vista que levará um certo tempo para que os países obtenham as explicações necessárias do Governo brasileiro e executem seus próprios controles, a perda comercial pode chegar a números expressivos.

Para esclarecer as principais questões e impactos decorrentes da Operação “Carne Fraca” na economia brasileira, no primeiro episódio d’O Mundo em 3 Minutos, contamos com o vasto conhecimento do nosso querido mestre de Economia, Daniel Sousa. Confira, abaixo, as valiosas explicações do professor e deixe sua impressão ou considerações sobre o tema nos comentários!

 

Participação especial neste post: