Manuais, Guias e Provas: materiais oficiais e gratuitos para o CACD!

Barões e Baronesas,

Os estudos para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) são vistos como um desafio por grande parte dos candidatos. Isso se deve, em certa medida, ao caráter amplamente multidisciplinar desse processo seletivo: são onze disciplinas – Direito Internacional, Direito Interno, Economia, Geografia, História do Brasil, História Mundial, Língua Espanhola, Língua Francesa, Língua Inglesa, Língua Portuguesa e Política Internacional – abordadas ao longo das três fases do certame. Por vezes, a tarefa de desenvolver uma estratégia própria de preparação, com base na experiência acadêmica individual, se torna ainda mais complicada em virtude de alguns contratempos práticos como, por exemplo, a dificuldade de se obter recursos e materiais confiáveis e de qualidade para o aprendizado das matérias.

Uma das melhores formas de contornar esse obstáculo, meus caros, é fazendo uso dos riquíssimos conteúdos que são elaborados e disponibilizados gratuitamente pelo próprio Ministério das Relações Exteriores e órgãos relacionados. São eles: os livros da série “Manual do Candidato” produzidos pela Fundação Alexandre de Gusmão (Funag), os Guias de Estudos do Instituto Rio Branco (IRBr) e as provas anteriores do concurso, formuladas pelas bancas Iades (2019) e Cebraspe/Cespe (2018 e anos anteriores). Para ajudá-los a encontrar e entender melhor tais materiais, fizemos este post especial com informações sobre cada uma dessas ferramentas de grande utilidade nos estudos. Confiram a seguir e façam bom proveito, pupilos e pupilas!

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MANUAIS DO CANDIDATO – FUNAG

A série “Manual do Candidato” da Funag é composta por livros que versam sobre o conteúdo de cada disciplina abordada no CACD e são produzidos por especialistas das respectivas áreas do conhecimento, como Bertha Becker (Geografia), Paulo Visentini (História Mundial Contemporânea), nosso mestre João Daniel Almeida (História do Brasil), entre outros. Os manuais configuram uma importante referência teórica, analítica e bibliográfica e permitem aos candidatos a imersão nas matérias com o nível de profundidade e reflexão crítica que são requeridos pelo processo seletivo. É importante ressaltar que esses materiais por si só não esgotam as leituras necessárias para a adequada preparação do candidato. Todavia, eles podem ser considerados um excelente ponto de partida para os estudos e até mesmo um instrumento oportuno para a revisão dos temas do edital.

Atualmente, há dez edições dos manuais, atualizadas a partir de 2012, disponíveis no site da Funag e todos os volumes podem ser adquiridos no formato digital (PDF) sem custos. Para aqueles que preferem os livros físicos, também são disponibilizadas essas versões para compra na página.

Curiosamente, a disciplina de Língua Portuguesa é a única que foge a essa regra. As últimas publicações dessa matéria datam de 2001, 2009 e 2010 e não há informações sobre as mesmas no site da Fundação. Porém, após vasculhar os alfarrábios online, encontramos os arquivos em PDF e conseguirmos disponibilizá-los aqui também, especialmente para vocês!

Eis a lista com os links para download de todos os volumes:

Além dessas publicações específicas para o CACD, a biblioteca digital e gratuita da Funag possui um riquíssimo acervo de textos e livros sobre temas relacionados a diplomacia pública, relações internacionais e política externa, e que podem ser bastante proveitosos na preparação para o concurso do Instituto Rio Branco. Portanto, vale a pena fazer um passeio virtual por lá de vez em quando, meus caros! 😉

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PROVAS E GABARITOS – Iades e Cebraspe/Cespe

Após absorver o conteúdo teórico das disciplinas por meio dos Manuais do Candidato e de outras leituras obrigatórias e complementares para o CACD, o melhor a se fazer é colocar todo o conhecimento adquirido em prática. Para isso, as provas das edições anteriores do concurso, disponibilizadas pelo Cebraspe/Cespe e pelo Iades são um recurso indispensável!

Analisar e responder às questões já aplicadas em um certame é a melhor maneira de conhecer as exigências e particularidades da banca organizadora e, com efeito, ficar mais familiarizado com o perfil de avaliação dos examinadores. Assim sendo, deixamos a seguir a relação dos links onde vocês podem baixar facilmente as provas e os gabaritos dos concursos anteriores. Mãos à obra!

* Aproveito para lembrar, meus caros, que vocês podem complementar os estudos para as fases do CACD, após a realização das provas anteriores, com as aulas de correção e comentários de todos os exames de 2019 por um time de professores especializados e com ampla experiência no certame. O acesso aos vídeos é gratuito e pode ser feito pelos links abaixo!

 

Primeira Fase Comentada – CACD 2019

Segunda Fase Comentada – CACD 2019

 

GUIAS DE ESTUDOS E PADRÕES DE RESPOSTAS – IRBr

A partir de 1996, o Instituto Rio Branco (IRBr), em parceria com o Cespe, passou a elaborar anualmente o Guia de Estudos do CACD, uma coletânea das questões discursivas, abordadas na Segunda e na Terceira Fase, do concurso do ano anterior e das respostas que receberam nota máxima por parte das respectivas bancas examinadoras. Esse material tem o objetivo de orientar e auxiliar os candidatos durante a preparação, oferecendo uma análise mais abrangente acerca do que é esperado deles nos exames. Além disso, conforme orientação do IRBr, os guias são conteúdos que complementam os Manuais do Candidato e, juntos, esses recursos permitem ao candidato iniciar sua preparação e identificar os conteúdos mais importantes nos seus estudos.

Em 2013, a produção oficial dos guias foi descontinuada pela administração do Instituto, porém os materiais não deixaram de ser disponibilizados aos aspirantes à Carreira de Diplomata. Por iniciativa voluntária, os candidatos aprovados e então alunos do IRBr passaram a elaborar os conteúdos anuais de forma independente. Nesse novo formato, os modelos começaram a possuir novas características: são intitulados com nomes de animais inusitados para representar o espírito da nova turma de diplomatas; apresentam também as respostas que receberam as notas mais baixas da banca e incluem dados sobre o perfil dos aprovados no último concurso. Assim, os ceacedistas conseguem ter uma visão ainda mais ampla sobre o processo seletivo como um todo e podem aprimorar seus estudos com base na análise do que podem ou não fazer nas etapas discursivas do concurso.

A seguir, deixamos os links para download de todos os Guias de Estudos do CACD.

A partir do CACD 2017, o Instituto Rio Branco disponibilizou, junto ao Cespe, padrões de resposta para as provas discursivas da segunda e da terceira fases do concurso. Os arquivos possuem orientações a respeito do conteúdo e da forma como os candidatos deveriam construir suas respostas argumentativas em cada questão, a fim de receberem a nota máxima.

 

Não deixem de acessar e conferir atentamente esses materiais preciosos no decorrer da preparação, meus queridos! 😉

Folia e Diplomacia: uma homenagem a grandes diplomatas do Brasil!

Minhas queridas e meus queridos,

O carnaval deste ano começa oficialmente amanhã. Como vão passar os próximos quatro dias: celebrando e refrescando a cuca ou aproveitando o tempo livre para pôr os estudos em dia?

Seja como for, uma coisa é certa: a diplomacia está sempre presente nas nossas vidas! Por isso, aproveitei a ocasião festiva para unir esses dois universos e relembrar a história de grandes diplomatas do Brasil, e também presentear vocês com uma lembrancinha carnavalesca!

Vejam a trajetória de cada uma dessas personalidades fundamentais da nossa Diplomacia nos textos a seguir… depois, baixem a máscara daqueles (as) que vocês mais admiram para incrementar sua fantasia para a folia – ou animar o ambiente de estudos!

José Maria da Silva Paranhos Junior, o Barão do Rio Branco, é o patrono da Diplomacia Brasileira. Além de diplomata, foi advogado, jornalista, professor e político, e 20 de abril, a data de seu nascimento, passou a ser utilizada para comemorar o Dia do Diplomata. Ele também foi homenageado na criação do Instituto Rio Branco (IRBr) – instituição responsável pela formação dos (as) diplomatas brasileiros (as) – em 1945.

O título de patrono da nossa diplomacia se deve ao papel desempenhado na resolução de importantes conflitos territoriais entre o Brasil e países vizinhos de forma pacífica, tais como a de Santa Catarina e do Paraná, em litígio com a Argentina, no que ficou conhecido como a Questão de Palmas em 1895, e do Amapá em disputa com a França em 1900. Entretanto, a obra pela qual ele ficou mais conhecido foi o “Tratado de Petrópolis” firmado com a Bolívia, que culminou com a incorporação do Acre ao território brasileiro em 1903.

Em 1902, Rio Branco assumiu o cargo de Ministro das Relações Exteriores, no qual permaneceu até a morte, em 1912. Nas negociações das questões fronteiriças, erigiu como bandeira das reivindicações o princípio do uti possidetis solis, e, assim, resolveu velhas disputas do Brasil com quase todos os países da América do Sul por meio de uma série de tratados importantes. Além da solução dos problemas territoriais, Rio Branco lançou as bases de uma nova política externa, adaptada às necessidades do Brasil moderno. Foi o principal responsável por colocar o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) em lugar de destaque na burocracia republicana no início do século XX. Seu prestígio era tanto que, em 1909, seu nome foi até sugerido para a sucessão presidencial do ano seguinte.

Baixe a máscara do Barão aqui!

Maria José Rebello Mendes foi a primeira mulher diplomata e a primeira funcionária pública concursada do Brasil, sendo aprovada em primeiro lugar no concurso da Secretaria de Estado do Ministério das Relações Exteriores (MRE), em 1918. Quando criança, teve a formação elementar em casa pela educadora alemã Matilthe Schröeder e, depois, ingressou no Colégio Alemão, onde se formou com fluência nas línguas alemã, inglesa, francesa e italiana. Ao tomar conhecimento do concurso para o Itamaraty, decidiu inscrever-se e passou a frequentar a Escola de Comércio para se aperfeiçoar em Datilografia, Contabilidade e Economia e estudou por conta própria as matérias de Direito. No entanto, apesar de todo esforço, seu pedido de inscrição não foi aceito pelo MRE.

Sensibilizado com a história de sua conterrânea, o jurista Rui Barbosa elaborou um parecer argumentando a inconstitucionalidade da negativa do Ministério e o então Ministro das Relações Exteriores Nilo Peçanha voltou atrás e deferiu a inscrição da candidata. Com isso, em setembro de 1918, a jovem conseguiu se classificar em primeiro lugar para o cargo que disputava e passou a compor o corpo diplomático do MRE.

Maria José assumiu as funções do serviço diplomático no Itamaraty e trabalhou normalmente, sem chamar mais atenção por ser mulher. Em 1922, casou-se com o diplomata Henrique Pinheiro de Vasconcelos. Em seguida, ele foi indicado para a representação brasileira na Alemanha e Maria José solicitou licença no MRE para acompanhá-lo. Em 1934, Maria José solicitou sua aposentadoria, pois Henrique havia sido nomeado para o cargo de conselheiro da embaixada brasileira na Bélgica. Na época, por determinações administrativas, era proibido que uma mulher diplomata assumisse um cargo na mesma representação que seu marido.

A trajetória de Maria José foi fundamental para o avanço dos direitos das mulheres na carreira de diplomata. Entre 1919 e 1938, mais dezenove mulheres ingressaram no serviço diplomático brasileiro.

Baixe a máscara da Maria José aqui!

Osvaldo Aranha foi advogado, político e diplomata, considerado um dos homens mais importantes do seu tempo. Formou-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro em 1916. Anos depois, tornou-se aliado de Getúlio Vargas e participou das articulações que resultaram na deposição de Washington Luís da Presidência da República, por meio de golpe militar, e no início da Revolução de 1930. Durante o Governo Provisório, foi Ministro da Justiça e Negócios Interiores e Ministro da Fazenda, e participou da Assembleia Nacional Constituinte na condição de membro nato por ser ministro de Estado.

Em 1934, assumiu o posto de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, onde atuou até 1937. Foi Ministro das Relações Exteriores de 1938 a 1944, período em que promoveu uma política de aproximação aos Estados Unidos, que começou com a assinatura de acordos comerciais e levou ao alinhamento brasileiro ao governo estadunidense durante a Segunda Guerra Mundial.

Em fevereiro de 1947, Aranha foi nomeado chefe da delegação brasileira na recém-criada ONU e ocupou o posto destinado ao Brasil no Conselho de Segurança da entidade. Em abril do mesmo ano, abriu e presidiu a I Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, inaugurando a tradição de o Brasil ser o primeiro país a discursar na reunião, seguida até hoje pela Organização. Também presidiu a sessão especial de 29 de novembro de 1947, na qual foi votado o Plano para partilha da Palestina, que abriu caminho para a criação do Estado de Israel e também previa a formação de um Estado Palestino. Devido a essa destacada atuação, ainda em 1947, o diplomata brasileiro foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

Nas eleições presidenciais que se seguiram ao fim do Estado Novo, teve seu nome cogitado como candidato por diversas vezes. Em junho de 1953, voltou a assumir o Ministério da Fazenda, porém, deixou o cargo logo após a morte de Vargas. Em 1957, durante o governo de Juscelino Kubitscheck, chefiou novamente a delegação brasileira na Assembleia Geral da ONU.

 Baixe a máscara do Osvaldo aqui!

A cientista e diplomata Bertha Lutz foi uma das principais responsáveis pela inclusão das temáticas de gênero na Organização das Nações Unidas (ONU). Graduou-se em Ciências Naturais na Faculdade de Ciências da Universidade de Paris (Sorbonne). Prestou concurso para o cargo de secretária do Museu Nacional, passou em primeiro lugar e foi nomeada por decreto, tornando-se a segunda mulher a ocupar um cargo público no país, em 1919.

Bertha atuou na defesa dos direitos políticos e sociais das mulheres no Brasil e no mundo, sendo o direito do voto e a emancipação da mulher seus principais objetivos. Em 1933, formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro e, nos anos seguintes, participou de diversos eventos e atividades internacionais de grande importância. Foi a única mulher a integrar a delegação do Brasil na Conferência de São Francisco, na qual foi redigida a Carta das Nações Unidas, o documento que originou a ONU em 1945. Na ocasião, procurou impulsionar a igualdade entre homens e mulheres na agenda da instituição e como princípio universal. Graças à insistência das representantes latino-americanas presentes na Conferência, lideradas por Bertha, a Carta foi um dos primeiros tratados internacionais a mencionar em seu texto a necessidade de equidade entre os gêneros.

Foi premiada com o título de Mulher das Américas em 1951 e, no ano seguinte, representou o Brasil na Comissão de Estatutos da Mulher das Nações Unidas, criada por sua iniciativa. Em 1953, foi eleita delegada do Brasil junto à Comissão Interamericana de Mulheres da União Panamericana de Repúblicas (atual Organização dos Estados Americanos). Seu último ato em prol da melhoria da condição feminina foi no I Congresso Internacional da Mulher, realizado no México, em 1975.

Baixe a máscara da Bertha aqui!

Escritor e diplomata, João Guimarães Rosa foi uma das personalidades mais influentes do meio intelectual brasileiro no século XX. Graduou-se em Medicina pela Universidade de Minas Gerais, porém, exerceu a profissão somente por quatro anos, até decidir prestar o concurso para o Itamaraty em 1934, sendo aprovado em segundo lugar. Em 1937, foi promovido a Cônsul de Segunda Classe, e sua remoção para o Consulado do Brasil em Hamburgo ocorreu no ano seguinte. Nesse posto, ele e sua esposa, Aracy de Carvalho, ofereceram auxílio para que judeus pudessem escapar do regime nazista rumo ao Brasil, de 1938 a 1942, autorizando um número maior de vistos do que aqueles legalmente permitidos durante o Governo de Getúlio Vargas.

Após sua crucial atuação na Alemanha, exerceu a função de secretário de embaixada em Bogotá de 1942 a 1944, e foi chefe de gabinete do ministro João Neves da Fontoura em 1946. Em Paris, ocupou os cargos de primeiro-secretário e conselheiro de embaixada (1948-51); secretário da Delegação do Brasil à Conferência da Paz (1948); representante do Brasil na Sessão Extraordinária da Conferência da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) (1948) e delegado do Brasil à IV Sessão da Conferência Geral da Unesco (1949).

De volta ao Brasil, em 1951, Guimarães Rosa foi nomeado novamente chefe de gabinete do ministro João Neves da Fontoura. Dois anos depois, tornou-se chefe da Divisão de Orçamento e foi promovido a ministro de primeira classe. Em 1962, assumiu a chefia do Serviço de Demarcação de Fronteiras.

Baixe a máscara do Guimarães Rosa aqui!

Um dos maiores poetas e compositores em língua portuguesa, Vinicius de Moraes foi também diplomata de carreira. Concluiu o curso de Direito da Faculdade Nacional do Rio de Janeiro em 1933, porém, não exerceu a advocacia. Em 1938, recebeu uma bolsa do Conselho Britânico para estudar Literatura Inglesa no Magdalen College da Universidade de Oxford e mudou-se para Londres. Nessa cidade, também trabalhou como assistente do programa brasileiro da BBC até 1939, quando retornou ao Brasil. Em 1941, começou a estudar para o concurso do Itamaraty e também iniciou a carreira jornalística, como crítico cinematográfico no jornal A Manhã.

Após ser reprovado na primeira tentativa de ingressar na carreira diplomática, em 1942, Vinicius passou no concurso no ano seguinte. Assumiu o primeiro posto em 1946, como vice-cônsul em Los Angeles. Em 1953, foi indicado para o posto de segundo-secretário na Embaixada do Brasil em Paris e, logo depois, passou a trabalhar na delegação brasileira junto a UNESCO, também na capital francesa. Seu posto seguinte foi a Embaixada Brasileira em Montevidéu, para onde foi transferido em 1957. Retornou ao Brasil, em 1960, para servir na Secretaria de Relações Exteriores e também se dedicar aos lançamentos literários. Três anos depois, assumiu novamente um posto na delegação do Brasil na UNESCO, em Paris.

O poeta regressou ao Brasil após a instauração do regime militar, em 1964, e passou a se dedicar definitivamente à vida de cantor e a se afastar da carreira diplomática. Em dezembro de 1968, após a publicação do Ato Institucional nº 5, Vinicius fez a leitura de seu poema “Pátria minha”, como forma de protesto, durante um show em Portugal. No ano seguinte, foi exonerado do Itamaraty após uma ordem direta do Presidente Arthur Costa Silva.

Em 2010, o Congresso Nacional aprovou a promoção póstuma do diplomata ao cargo de Ministro de Primeira Classe (Embaixador) e a lei foi sancionada pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva. O chanceler à época, Celso Amorim, declarou que a homenagem representa “um reconhecimento a sua enorme contribuição à divulgação da imagem do Brasil no exterior”, e que Vinicius “foi, sem dúvida, um grande Embaixador da cultura popular brasileira”.

Baixe a máscara do Vinícius aqui!

Celso Luiz Nunes Amorim é considerado um dos maiores diplomatas brasileiros dos últimos anos, tendo ocupado o cargo de Ministro das Relações Exteriores por duas vezes. Concluiu o curso de preparação à carreira de diplomata no Instituto Rio Branco em 1964, e formou-se Mestre em Relações Internacionais na Academia Diplomática de Viena em 1967. Removido para Londres, trabalhou como cônsul-adjunto de 1968 a 1969. Nos anos seguintes, serviu na Embaixada do Brasil em Londres e realizou o Doutorado em Ciência Política e Relações Internacionais da London School of Economics and Political Science. Durante os anos 1970 e 1980, participou de diversas atividades de relevância em âmbito nacional e internacional. Ademais, foi professor de Expressão e Redação Profissional no Instituto Rio Branco e de Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade de Brasília (UnB).

Entre 1990 e 1991, Amorim atuou como Chefe do Departamento Econômico do Itamaraty, e chefiou as equipes do Brasil que negociaram o Tratado de Assunção – documento que originou o Mercosul. Em seguida, foi nomeado representante permanente do Brasil junto às organizações internacionais sediadas em Genebra, entre as quais o GATT. Em 1993, assumiu o cargo de Ministro das Relações Exteriores, que exerceu até 1995. Foi durante esse período que o Brasil explicitou sua intenção de participar ativamente de uma reforma na composição dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Chefiou a missão permanente do Brasil na ONU, em Nova Iorque, entre 1995 e 1999. Logo depois, tornou-se chefe da missão brasileira junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra. Em 2001, assumiu o posto de Embaixador em Londres, e foi um dos representantes da delegação brasileira à IV Conferência da OMC, em Doha.

Entre 2003 e 2010, o diplomata exerceu novamente o cargo de Ministro das Relações Exteriores. Nessa segunda gestão, incluiu entre os objetivos da política externa brasileira a luta contra a fome, a pobreza e o unilateralismo. Também incentivou coalizões importantes para o Brasil: o G-20 (ou G-20 comercial); o G-3 ou IBSA (Índia, Brasil e África do Sul); o G-4, reunindo Alemanha, Brasil, Índia e Japão na luta para tornar o Conselho de Segurança da ONU mais representativo; e o grupo dos BRICs – Brasil, Rússia, Índia e China.

Seu último cargo governamental foi o de Ministro da Defesa, exercido no período de agosto de 2011 até janeiro de 2015.

Baixe a máscara do Amorim aqui!

Maria Luiza Viotti ingressou no Serviço Exterior Brasileiro em 1976, atuando na área de promoção das relações comerciais brasileiras com a China e países africanos. Graduou-se em Economia pela Universidade de Brasília (UnB), e também possui pós-graduação nessa área pela mesma instituição. Sua atuação no exterior começou pela Missão do Brasil junto às Nações Unidas no período de 1985 a 1988. Posteriormente, atuou no âmbito de assuntos multilaterais e como coordenadora executiva do gabinete do Ministro das Relações Exteriores. Em 1993, foi nomeada para a Embaixada do Brasil em La Paz, Bolívia, onde dirigiu o setor econômico até 1995. No ano seguinte, tornou-se Chefe da Divisão América do Sul I no Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE), encarregada das relações com a Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile, e, em 1999, foi indicada novamente para atuar na Missão do Brasil junto à ONU até 2004. Dentre os demais cargos ocupados no MRE, estão o de Diretora-Geral do Departamento de Direitos Humanos e Assuntos Sociais (2004-06) e de Diretora-Geral do Departamento de Organizações Internacionais (2006-07).

Viotti exerceu a função de Representante Permanente do Brasil junto às Nações Unidas de 2007 a 2013, sendo a primeira mulher a chefiar a Missão em Nova York. Liderou a delegação do Brasil junto ao Conselho de Segurança em 2010 e 2011 e ocupou a presidência rotativa do Conselho de Segurança em fevereiro de 2011. Atuou como Embaixadora na Alemanha (2013-2016) e, em seguida, foi subsecretária para Ásia e Pacífico do MRE, onde teve especial responsabilidade pelo trabalho com os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

No final de 2016, o atual Secretário-Geral da ONU, António Guterres, designou Maria Luiza Viotti como sua chefe de gabinete, cargo que ela ocupa até os dias de hoje.

Baixe a máscara da Maria Luiza aqui!

Bom carnaval, ou bons estudos, meus caros! 😃

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Concurso Diplomacia: em qual etapa da preparação você está?

Caríssimos pupilos e pupilas,

É comum nos questionarmos, ao longo da nossa vida, sobre nossas decisões e, ainda, duvidar se o caminho tomado é realmente o correto… (Isso me lembra o poema “The Road Not Taken”, do meu amigo Robert Frost)

E, assim, como diz o poema, é importante pegar a estrada que nos leva pelo caminho que garantirá o sucesso – isso faz toda a diferença!

Pensando em auxiliá-los, escrevo essas simples linhas, com o objetivo de tornar o caminho para o Itamaraty mais curto, para meus barões e baronesas!

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Até eu já fui um bebê, pupilos! E o que a gente sabe dessa vida, na nossa mais tenra idade, não é mesmo?

No momento em que você decide que quer seguir a carreira diplomática, é importante, antes de tudo, conhecer muito bem o processo seletivo, o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD)! E como fazer isso?

Lendo com cuidado o edital e dando uma olhadela nas provas! É importante conhecer o terreno, antes de lançar-se à preparação!

Para isso, os iniciantes na empreitada diplomática devem ficar atentos aos arquivos existentes no site do Iades (banca do concurso em 2019 e 2020) e do Cespe (banca dos anos anteriores)!

Editais do CACD:

2010             2011             2012
2013             2014             2015
2016             2017             2018

2019             2020

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Após ficar por dentro de como a seleção acontece, pupilos, é importante passar da teoria à prática!

Alguns pensam em iniciar a leitura das bibliografias sozinhos, organizar o tempo e iniciar a preparação de uma forma mais solitária. Tenho que assumir, meus caros, admiro quem tem a disciplina e o foco necessários para administrar o tempo e manter a procrastinação longe – esses corajosos merecem, certamente, uma ode!

O Barão que vos fala indica procurar ajuda especializada! É importante, nesse momento, deixar as preocupações relativas a organização e seleção de livros com profissionais com experiência na preparação para o CACD. Você receberá grades de estudo de cada disciplina e planejamento de estudos de acordo com o que necessita nessa fase primordial, tendo somente que focar na leitura das bibliografias indicadas – essas também selecionadas meticulosamente para a fase inicial da sua preparação.

Conhecer a “jurisprudência” das bancas do CACD, fichar leituras e familiarizar-se com os temas mais recorrentes na prova também são indicados no início da sua jornada de estudos.

É realmente importante dar os primeiros passos de forma sólida!

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Para os pupilos que já iniciaram a familiarização com a bibliografia relacionada à Primeira Fase, que tal incrementar os estudos adicionando disciplinas importantes para a próxima fase?

É uma boa hora para incluir disciplinas como Redação – Língua Portuguesa, uma das bases da Segunda Fase; e aulas de Língua Francesa e Língua Espanhola, cobradas na terceira etapa do CACD.

Muitos barões e baronesas já têm conhecimento de Francês e de Espanhol, mas isso não é suficiente para ter uma boa pontuação na prova dessas disciplinas – é importante conhecer como a banca interpreta o uso de cada uma delas, e como esses dois idiomas são cobrados na última fase do certame.

O mesmo para Redação – Língua Portuguesa! Não basta conhecer a fundo a última flor do Lácio, apresentar ritmo e estilo na prosa, ou conhecer toda a obra machadiana… É necessário compreender como o léxico deve ser utilizado para a dissertação e a interpretação ceacedianas!

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Após passar pelas bibliografias e já estar iniciado nas disciplinas da Primeira Fase, é hora de praticar! Afinal de contas, meus caros, a prática leva à perfeição!

O pupilo e a pupila já mais experientes devem treinar por meio de exercícios no formato da Primeira Fase do CACD, e já se aventurar na realização dos exercícios da Segunda e da Terceira Fases.

É mister o aprofundamento nos moldes de cada uma das fases, já que diferentes elementos são enfatizados em cada uma delas. Para esse momento da preparação, há que se fazer muitas questões de 40, 60 e 90 linhas, e exercícios de Redação – Língua Inglesa!

Então, vamos praticar!

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Para as pupilas e pupilos que já passaram pelos estágios anteriores, a hora é de focar em preparação voltada para as suas necessidades pessoais!

Sim, chega uma hora da preparação em que você já está sabendo a matéria com segurança, mas ainda há lacunas a serem preenchidas. Por que não adotar uma estratégia mais específica, conversar diretamente com professores que possam te auxiliar naquele ponto ou em outro que ficaram pendentes?

E não descuidem, meu caro e minha cara, dos idiomas! Aprimorem seu Inglês, Espanhol e Francês por meio de leituras mais avançadas e pratiquem por meio dos exercícios, pratiquem sempre!

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Em todas as fases, meus caros, tenham certeza de duas coisas: vocês são capazes, e poderão sempre contar com esse amigo que vos fala, e é seu torcedor número 1!

Mãos à obra e ótimos estudos! 😉

 

 

VEJAM TAMBÉM:

Manuais, Guias e Provas: materiais oficiais e gratuitos para o CACD!

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CACD 2020 – Panorama completo do concurso e dicas de estudos

Futuras e futuros diplomatas,

Tivemos, hoje, a notícia que aguardávamos com grande expectativa: foi publicado o Edital do CACD 2020 – o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata deste ano!

Na Portaria divulgada no dia 14 de maio, já pudemos observar orientações importantes sobre a estrutura e o funcionamento da seleção. O edital recém-publicado, por sua vez, traz informações detalhadas do certame, que merecem bastante atenção dos candidatos e candidatas. Assim sendo, neste post, vocês podem obter um panorama especial das informações do concurso, com uma explicação detalhada sobre as características das provas deste ano.

Leiam atentamente e aproveitem o conteúdo para organizar seus planos de estudos nesta reta final!

 

 

* Importante:

O candidato que optar por concorrer às vagas reservadas às pessoas negras poderá optar, também, no período de inscrição, por meio de link específico disponível no endereço eletrônico www.iades.com.br, por concorrer à bolsa-prêmio da edição subsequente do Programa de Ação Armativa do Instituto Rio Branco (PAA/IRBr).

 

 

Tempo para realização das provas:

– Primeira Fase: dois períodos: o primeiro, iniciando-se às 9 horas e 30 minutos, com duração de 3 horas; e o segundo, iniciando-se às 15 horas, com duração de 3 horas.

– Segunda Fase: início às 14 horas, com duração de 5 horas, nos dois dias.

– Terceira Fase: dois períodos em cada dia: o primeiro, iniciando-se às 9 horas, com duração de 4 horas; e o segundo, iniciando-se às 15 horas, com duração de 4 horas.

 

 

 

 

 

Primeira Fase: prova objetiva, constituída de questões do tipo “C ou E” (certo ou errado).

 

Segunda Fase: provas compostas por questões discursivas.

 

Terceira Fase: provas compostas por questões discursivas.

 

Todas as informações e atualizações sobre o CACD 2020 estão disponíveis no site do IADES – instituição organizadora do concurso.

 

Para auxiliá-los no entendimento de todos os detalhes do certame, nosso time de professores especializados realizou uma live especial de análise do edital por disciplina, para dar orientações sobre o conteúdo programático e dicas especiais para os estudos nesta reta final da preparação. Assistam e aproveitem! 👇

 

Agora, é sebo nas canelas e força total na preparação, minhas queridas e meus queridos! Ótimos estudos! 💚

 

DICAS EXTRAS DO BARÃO

Aproveitem os cursos CACD Primeira Fase Comentada 2019 e CACD Segunda Fase Comentada 2019 – 100% online e gratuitos – de correção e comentários de todas as provas de 2019 por um time de professores especializados no concurso. Inscrevam-se e comecem já a se preparar para o CACD 2020.

Confiram o post Manuais, Guias e Provas: materiais oficiais e gratuitos para o CACD, e saibam como utilizar os conteúdos livres e complementares nos estudos para o concurso!

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Edital CACD 2020 à vista: saiu a Portaria!

Alvíssaras, caríssimos e caríssimas CACDistas!

Começamos o dia de hoje com uma notícia fantástica: a realização do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) deste ano foi confirmada, por meio da publicação da Portaria nº 178, de 13 de maio de 2020! O informativo consta no Diário Oficial da União (DOU) e dá alguns detalhes sobre as provas de cada etapa do certame e o número de vagas para o cargo de Terceiro-Secretário – a classe inicial da carreira.

Vejam o documento na íntegra:

 

 

Com base nessas orientações iniciais, já podemos destacar alguns pontos importantes do processo seletivo:

  • No CACD 2020, serão oferecidas 25 vagas para a classe inicial da Carreira de Diplomata – ou seja, tivemos um aumento neste número, já que o último concurso ofereceu um total de 20 vagas;
  • O período entre a publicação do Edital do Concurso e a realização da prova de Primeira Fase não sofreu alteração, e continuará sendo de dois meses – a Portaria traz essa informação expressa, nos termos do artigo 41, § 2º, do decreto nº 9.739/2019;
  • A Primeira Fase consistirá de prova objetiva, de caráter eliminatório, constituída de questões de: Língua Portuguesa; História do Brasil; História Mundial; Geografia; Língua Inglesa; Política Internacional; Economia; e Direito (possivelmente Direito e Direito Internacional Público).
  • A Segunda Fase sofreu mudanças e voltará a ser composta apenas pelas provas discursivas de Língua Portuguesa e de Língua Inglesa, sendo de caráter eliminatório e classificatório;
  • A Terceira Fase volta a existir no concurso, sendo de caráter eliminatório e classificatório e composta pelas provas escritas de: História do Brasil; Política Internacional; Geografia; Economia; Direito (possivelmente Direito e Direito Internacional Público); Língua Espanhola e Língua Francesa;
  • Ao que tudo indica, a prova de Língua Espanhola e Língua Francesa permanecerá com o modelo de questões discursivas dos últimos concursos;

 

De modo geral, a Portaria nos permite concluir que o CACD 2020 ocorrerá nos mesmos moldes do último concurso, com poucas mudanças em sua estrutura e funcionamento.

Agora, é aguardar pela publicação do nosso tão esperado edital e colocar força total nos estudos, meus caros! No ano passado, o documento foi publicado 19 dias após a emissão da portaria. Então, é possível que esse período seja mantido neste ano. Fiquemos de olho nas notícias dos próximos dias!

 

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CACD 2019 – Panorama completo do concurso e dicas de estudos

Caríssimos futuros e futuras diplomatas,

Hoje, tivemos a grande notícia que esperávamos: foi publicado o Edital do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) 2019!

Na Portaria divulgada no último dia 19 de junho, já pudemos observar orientações importantes sobre a estrutura e o funcionamento da seleção. O edital recém-publicado, por sua vez, traz informações detalhadas do certame, que merecem bastante atenção dos candidatos e candidatas. Assim sendo, neste post, vocês podem obter um panorama especial das informações do concurso, com uma explicação detalhada sobre as características das provas deste ano.

Leiam atentamente e aproveitem o conteúdo para organizar seus planos de estudos nesta reta final!

 

1. INFORMAÇÕES INICIAIS:

* O candidato que optar por concorrer às vagas reservadas às pessoas negras poderá optar, também, no período de inscrição, por meio de link específico disponível no endereço eletrônico www.iades.com.br, por concorrer à bolsa-prêmio da edição subsequente do Programa de Ação Armativa do Instituto Rio Branco (PAA/IRBr).

 

2. DATAS DAS PROVAS:

 

Tempo para realização das provas:

– Primeira Fase: dois períodos: o primeiro, iniciando-se às 9 horas e 30 minutos, com duração de 3 horas; e o segundo, iniciando-se às 15 horas, com duração de 3 horas.

– Segunda Fase: início às 14 horas, com duração de 5 horas, nos dias 12 e 13; dois períodos nos dias 18, 19 e 20: o primeiro, iniciando-se às 9 horas, com duração de 4 horas; e o segundo, iniciando-se às 15 horas, com duração de 4 horas.

 

3. DATAS DOS GABARITOS, RECURSOS E RESULTADOS:

 

4. COMPOSIÇÃO DAS PROVAS:

Primeira Fase: prova objetiva, constituída de questões do tipo “C ou E” (certo ou errado).

 

Segunda Fase: provas compostas por questões discursivas.

 

5. MUDANÇAS NO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DAS DISCIPLINAS:

O conteúdo de cada disciplina cobrado nas provas está especificado na última parte do edital (anexo III). Para dar-lhes uma mãozinha neste momento em que cada minuto de estudos é precioso, nosso time de mestres especializados preparou uma compilação das mudanças realizadas no conteúdo programático por disciplina. Vocês podem conferir e baixar o material em PDF no link abaixo:

 

Todas as informações e atualizações sobre o CACD 2019 estão disponíveis no site do IADES – instituição organizadora do concurso.

 

Para auxiliá-los no entendimento de todos os detalhes do certame, os professores Paulo Velasco e Manoela Assayag realizaram o Radar dos Concursos – CACD 2019, para explicar todo o Edital e dar dicas especiais para os estudos nesta reta final da preparação. Assistam e aproveitem! 👇

 

Agora, é sebo nas canelas e força total na preparação, minhas queridas e meus queridos! Ótimos estudos! 💙

 

CACD 2019 | Análise da mudança da banca e seu impacto em Geografia

Pelo professor João Felipe Ribeiro*

 

Ainda não dá para ter a dimensão dos impactos da mudança da banca CESPE para IADES na prova de geografia, mas é possível traçar algumas estratégias de preparação mesmo antes de termos o edital com informações mais detalhadas do que tende a ocorrer.

Para decidir o que fazer nas próximas semanas, é importante avaliar qual é o nível de preparação do candidato nessa estrada complicada que é o CACD e analisar o histórico da prova de geografia no concurso.

Candidatos que estão com pouco tempo de preparação podem continuar utilizando o programa do concurso, até que o edital defina se também vai haver mudança programática. Um ajuste imediato que pode ser feito por quem está nessa situação é privilegiar leituras e questões de abordagem mais técnicas, de cunho mais descritivo e menos social. Esses candidatos podem olhar as questões das provas de 2008, 2009, 2010 e 2011 como referência para o que pode ocorrer esse ano.

programa que vem sendo utilizado nos últimos anos foi lançado em 2008. Ele é bem completo e os seus 7 itens contemplam parte expressiva dos estudos de geografia no campo político, humano, sócio econômico e ambiental.

As provas do Cespe são tradicionalmente difíceis, com um grau de profundidade expressivo. Nos últimos 5 anos, notadamente nos 3 últimos, a  prova passou a privilegiar abordagens sociais, privilegiando conflitos por uso do território e impactos sócio ambientais, o que não ocorria nas provas de 8, 10 anos atrás. É provável que essa abordagem recente deixe de ocorrer, por isso a sugestão para olhar provas mais antigas, que eram menos críticas.

Os candidatos que estão “há mais tempo na estrada” devem esperar uma prova em que parte do conhecimento mais profundo adquirido nesses anos não deve ser tão útil na prova objetiva. Se isso realmente ocorrer eles perdem uma vantagem adquirida, mas devem considerar que eles possuem menos lacunas de conhecimento geográfico, o que não deve ser desconsiderado.

O que fazer então nesse período ainda sem informações mais detalhadas?

Eu apostaria numa “horizontalização” do estudo, notadamente de geografia do Brasil.

Vou pegar como referência candidatos que fizeram o nosso curso Diplomacia 360°. Esse é um curso de 40 aulas de quase 2 horas. Ele é muito completo e abrange o programa vigente que, como disse, é muito amplo. Esses candidatos já estão em nível de preparação alto e com grau de profundidade elevado. Qual o risco? Uma guinada para uma prova muito decoreba valorizando excessivamente detalhes.

Se isso acontecer, eu imagino que seja com ênfase na geografia do Brasil, que nas provas antigas era amplamente dominante no CACD. Uma revisão privilegiando detalhes do quadro natural, humano e econômico das regiões brasileiras é uma boa estratégia de proteção.

Outra aposta que os candidatos podem fazer é sobre geopolítica brasileira buscando alguma leitura de  geopolítica  tradicional. Eu sugiro a obra do Golbery do Couto e Silva denominada Geopolítica do Brasil.

No mais, é tentar não perder tempo abalado com as incertezas e não acreditar em fórmulas mágicas. O fundamental é ter uma autoavaliação e minorar os riscos tapando lacunas de conhecimento, até então não muito relevantes no CACD e que agora podem ser decisivos.

Se precisarem da gente nessa preparação, estamos prontos para tentar ajudar com nossa experiência que pode ser útil em momento de grande instabilidade.

 

* Texto especial do professor:

CACD 2019 | Mudou a banca: E AGORA?

Minhas caras e meus caros,

O universo CACDista está em polvorosa desde a última madrugada, quando o Diário Oficial da União (D.O.U.) publicou o Extrato de Dispensa de Licitação indicando a mudança de banca organizadora e examinadora do tradicional Concurso de Acesso à Carreira Diplomática. Sem ceder ao pânico de primeiro momento, viemos aqui esclarecer o que se pode ou não esperar desta transição de uma prova elaborada pelo (amado e odiado) Cespe/UnB para uma prova do Instituto Americano de Desenvolvimento (IADES).

Reprodução DOU

Para começar, a nuvem de boatos sobre os motivos para essa mudança é volumosa. Alguns argumentam que a atual gestão do Ministério das Relações Exteriores busca uma prova mais alinhada com suas diretrizes; outros sugerem que as críticas constantes ao Cespe há muito justificavam recorrer a uma alternativa. De certo, certo mesmo, temos apenas a informação (disponível no Extrato de Dispensa de Licitação) de que o atual certame custará R$936.000,00 aos bolsos da União – o anterior, para efeito de comparação, custou R$1.830.057,00. Apesar de o concurso deste ano prever menos vagas (e, portanto, menor demanda de correção a partir da primeira fase, o que já reduziria custos), o ‘enxugamento’ de gastos se encaixa na retórica predominante da administração de Jair Bolsonaro. Se confiarmos no padrão histórico de lisura do concurso, a hipótese de substituição de banca seria, então, econômica.

A isenção do concurso público é em si outro pressuposto posto em xeque nas primeiras reações à entrada do IADES na organização do exame. Mesmo que a portaria publicada em 17 de junho indique que a seleção ocorrerá em duas fases, uma objetiva e outra discursiva, ambas na modalidade escrita, alguns veem com maus olhos a pouca experiência prévia da nova banca na realização de concursos nacionais de tal complexidade. É verdade também que o Cespe foi bem-sucedido em estabelecer uma ‘cultura’ em torno de seus certames – cultura tal que permitia aos professores prever com alguma segurança o que os alunos enfrentariam tanto em formato quanto em conteúdo.

Gera alguma preocupação ver uma banca ‘nova’, cuja tradição é organizar concursos locais e regionais, responsável pelo CACD? Sem dúvida alguma. Vale lembrar, porém, que o Cespe, sendo grande como é, também trouxe dificuldades aos candidatos nos últimos anos – quem lidou com salas de aulas inadequadas, falta de luz, cronogramas trocados e gabaritos absurdos que o diga! É ainda cedo, portanto, para presumir que a mudança de banca organizadora necessariamente ampliará os riscos de irregularidades em qualquer etapa. O misto de esperança e ceticismo, sabemos, é um dos sentimentos mais caros ao CACDista raiz.

Passemos então ao ponto mais importante: afinal, o que muda nas provas? Ainda é difícil saber. Comecemos pelo que temos de oficial. A portaria do dia 17 estabeleceu que a primeira fase do concurso (informalmente conhecida como ‘TPS’) continuará a ter caráter eliminatório e a ser constituída por questões objetivas de língua portuguesa, língua inglesa, história do Brasil, história mundial, política internacional, geografia, economia e direito/direito internacional público. A referência a questões objetivas pode significar, na prática (e de acordo com provas anteriores do IADES), uma opção exclusiva por questões de múltipla escolha ou questões no estilo C/E, mas também abranger um misto entre elas – como o próprio Cespe fazia no início desta década. Já sobre a segunda fase, agora englobando todas as provas discursivas, sabemos apenas que permanecem as provas escritas eliminatórias e classificatórias de língua portuguesa, língua inglesa, história do Brasil, geografia, política internacional, economia, direito/direito internacional público e língua francesa/língua espanhola. Não há mais informações sobre quantidade de exercícios, conteúdo programático ou mesmo nível de cobrança.

Com tanta incerteza, e sendo o concurso deste ano mais ‘compacto’ (por ter apenas em duas fases), gerou-se especulação em torno da redução do número de questões. As recentes mudanças de ventos no Ministério, por sua vez, preocupam por potencialmente exigirem uma adaptação em tempo recorde a novas exigências e a novos conhecimentos. A essas dúvidas iniciais, juntou-se a impressão de que o IADES não foi ainda exposto à realização de um exame com o grau de complexidade e exigência do CACD. É um risco? Sempre é. Mas não dá para ceder ao medo, porque não há precedentes ou informações sobre novas mudanças. O mais produtivo a fazer, portanto, é retomar o foco e se preparar, com a orientação dos professores, utilizando provas anteriores da instituição para outras carreiras públicas.

Nessa qualidade, merece destaque a atuação do IADES na organização do último concurso para analista de Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), agência com atuação ‘irmã’ à do MRE. A seleção cobrou provas objetivas e discursivas de língua portuguesa e língua inglesa que podem trazer dicas sobre o que virá adiante – no caso do inglês, as diferentes carreiras exigiram textos dissertativos simples. Também fica a dica valiosa de investigar as questões de outras disciplinas presentes no CACD, ao menos para entender como as questões têm sido formuladas. Deixar-se levar pelo pânico e pela especulação é uma péssima estratégia: tentem ver que mudanças também podem ser um copo cheio e uma oportunidade para explorar melhor suas capacidades.

Enquanto o edital não sai (e deve sair muito em breve!), o Barão e os professores de nossa equipe já estão diagnosticando as dicas e tendências dos concursos realizados pelo IADES. Tendo as informações finais sobre as provas, já teremos todas as condições para ajudar, como sempre, os candidatos precisando de um ‘empurrão’ nesta reta rumo ao concurso.

 

Texto especial dos professores:

 

Manoela Assayag – Professora de Língua Inglesa nos cursos da área de Diplomacia do Clio – Damásio. Doutora em Relações Internacionais e Ciência Política e Mestre em Estudos Internacionais e Ciência Política pelo Institut de Hautes Études Internationales et du Développement (IHEID) em Genebra.

 

Rodrigo Armstrong – Professor de Língua Inglesa nos cursos da área de Diplomacia do Clio – Damásio. Graduado em Relações Internacionais pela Tufts University (Estados Unidos) e Mestre em Economia Política Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Edital CACD 2019 à vista: saiu a Portaria!

Alvíssaras, caríssimos e caríssimas CACDistas!

Começamos o dia de hoje com uma notícia fantástica: a realização do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) deste ano foi confirmada, por meio da publicação da Portaria nº 598, de 17 de junho de 2019! O informativo consta no Diário Oficial da União (DOU) e dá alguns detalhes sobre as provas de cada etapa do certame e o número de vagas para o cargo de Terceiro-Secretário – a classe inicial da carreira.

Vejam o documento na íntegra:

 

Com base nessas orientações iniciais, já podemos destacar alguns pontos importantes do processo seletivo:

  • No CACD 2019, serão oferecidas 20 vagas para a classe inicial da Carreira de Diplomata – ou seja, tivemos uma redução neste aspecto, já que o último concurso ofereceu um total de 26 vagas;
  • O período entre a publicação do Edital do Concurso e a realização da prova de Primeira Fase também sofreu alteração e, dessa vez, será de dois meses – a Portaria traz essa informação expressa, nos termos do artigo 41, § 2º, do decreto nº 9.739/2019;
  • As provas discursivas da Segunda e da Terceira Fases foram unidas em uma etapa única. Sendo assim, a haverá apenas a Segunda Fase, abarcando as provas escritas de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Direito e Direito Internacional Público, Economia, Geografia, História do Brasil, Política Internacional, Língua Espanhola e Língua Francesa. Portanto, não haverá Terceira Fase.
  • Ao que tudo indica, a prova de Língua Espanhola e Língua Francesa permanecerá com o modelo de questões discursivas do último concurso;

De modo geral, a Portaria nos permite concluir que o CACD 2019 ocorrerá nos mesmos moldes do último concurso, tendo como novidades apenas as mudanças listadas acima.

Agora, é aguardar pela publicação do nosso tão esperado edital e colocar força total nos estudos, meus caros! No ano passado, o documento foi publicado 15 dias após a emissão da portaria. Então, é possível que esse período seja mantido neste ano. Fiquemos de olho nas notícias dos próximos dias!

 

✨ DICA DO BARÃO ✨

Aproveite o curso CACD 1ª Fase Comentada – 2014 até 2018 – 100% ONLINE E GRATUITO – de correção e comentários de todas as provas objetivas, de 2014 a 2018, por um time de professores especializados no concurso. Inscrevam-se e comecem já a se preparar para o CACD 2019!

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O Internacional em Debate #12: As mulheres na Diplomacia e nas Relações Internacionais

Caras e caros aprendizes,

A ampliação da presença das mulheres nos espaços de poder e decisão e a implementação de medidas que favoreçam a participação feminina na vida pública são fatores amplamente recomendados como um importante aspecto do exercício da cidadania por instituições mundiais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA). A criação da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) e o fortalecimento da Comissão Interamericana de Mulheres (CIM) são bons exemplos da preocupação dessas organizações com os temas relacionados à defesa e à promoção dos direitos das mulheres.

Como já vimos aqui no blog, o documentário “Exteriores – Mulheres Brasileiras na Diplomacia”, de Ivana Diniz, celebra o centenário do ingresso de Maria José de Castro Rebello Mendes no Itamaraty, em 1918. Ela foi a primeira diplomata brasileira e também a primeira funcionária pública concursada do país. Ao longo desses cem anos, avanços significativos foram obtidos, mas ainda de forma mais lenta do que se poderia imaginar um século atrás.

No último dia 17 de abril, tivemos a imensa honra e prazer de receber a Embaixadora Thereza Quintella e a Professora Manoela Assayag para um debate sobre o tema “As mulheres na Diplomacia e nas Relações Internacionais”. Essa foi uma discussão muito especial e uma excelente oportunidade para ampliarmos as perspectivas acerca desse assunto, que se torna cada vez mais importante no Brasil e no mundo de hoje.

A seguir, vocês podem assistir o vídeo completo do evento, e conferir algumas indicações de leitura para quem desejar se aprofundar no tema!

 

Sobre as convidadas:

Thereza Quintella – Ingressou na carreira diplomática em 1961. Foi promovida a Ministra de Primeira Classe em 1987, sendo a primeira aluna do Instituto Rio Branco (IRBr) a alcançar o topo da carreira. Nesse mesmo ano, tornou-se também a primeira diretora do Instituto. Além de Embaixadora do Brasil em Viena e em Moscou, foi presidente da FUNAG e cônsul-geral do Brasil em Los Angeles. Possui graduação em Letras Neolatinas pela Universidade Santa Úrsula e graduação em Diplomacia pelo IRBr. Sua trajetória diplomática contribuiu para a promoção da igualdade de gênero no Itamaraty.

Manoela Assayag – É Doutora em Relações Internacionais e Ciência Política e Mestre em Estudos Internacionais e Ciência Política pelo Institut de Hautes Études Internationales et du Développement (IHEID), Genebra, Suíça. Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Atua como professora de Língua Inglesa nos cursos da área de Diplomacia e Carreiras Internacionais do Damásio – Clio. Seus principais objetos de estudo são governança global, desenvolvimento sustentável, saúde global e meio ambiente.

 

📚 Dicas de leitura sobre o tema:

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