O Mundo em 3 Minutos: Venezuela: panorama atual da crise

Estimados estudiosos e estudiosas,

Como sabemos, o cenário político, econômico e social da nossa vizinha Venezuela passa por um momento bastante complicado. A grande crise que envolve esses três setores perdura há alguns anos e pode-se dizer que foi iniciada entre 2012 e 2013, após a morte do então presidente e líder da Revolução Bolivariana Hugo Chávez, quando Nicolás Maduro assumiu a presidência. Nesse mesmo período, a economia do país entrava numa situação difícil, com um significativo aumento da inflação e escassez de produtos básicos no mercado interno.

Como resultado, a partir de 2014, houve uma forte reação da população – tanto de opositores como de apoiadores do governo – por meio de protestos nas ruas, iniciando uma convulsão social no país. Desde então, a crise se acirrou no âmbito político e as manifestações chegaram ao ápice em 2017, com fortes enfrentamentos entre as forças de segurança, os opositores e os simpatizantes do governo, e registros de cidadãos mortos nos confrontos. Tal conjuntura chamou a atenção da comunidade internacional, e organismos como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) expressaram preocupação com a situação no país.

No último dia 10 de janeiro, Maduro tomou posse para seu segundo mandato como presidente da Venezuela, porém sua legitimidade não foi reconhecida pela oposição e por parte da comunidade internacional, com destaque para o chamado Grupo de Lima – composto por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia. Tal contestação vem ocorrendo desde maio de 2018, quando ocorreram as eleições presidenciais, marcadas por diversas controvérsias em seu processo.

Neste novo episódio de O Mundo em 3 Minutos, convidamos o mestre de Política Internacional Paulo Velasco para explicar melhor as causas e as consequências de todo esse contexto complexo no qual a Venezuela está inserida. Confiram no vídeo abaixo!

 

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O Mundo em 3 Minutos #18: Renúncia presidencial no Peru

Prezadas e prezados,

Nesta semana, um acontecimento expressivo agitou os noticiários na América do Sul e demais partes do mundo: o então presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski (conhecido também pela sigla PPK) renunciou ao cargo, poucas horas antes da votação do processo de seu impeachment pelo Congresso do país. O chefe de Estado, que derrotou a ex-candidata Keiko Fujimori nas urnas e tomou posse em julho de 2016, já vinha enfrentando denúncias de corrupção em sua atuação política desde o ano passado. Contudo, sua situação tornou-se ainda mais problemática no último dia 20, quando o partido de oposição Força Popular, presidido por Keiko, divulgou vídeos nos quais o irmão dela, Kenji Fujimori, e alguns congressistas ligados a ele oferecem obras públicas a Moisés Mamani (parlamentar keikista) em troca do voto contra o afastamento de Kuczynski da presidência.

Em sua defesa, PPK alegou que as imagens dos vídeos foram editadas e causaram “uma grave distorção do processo político”. No pronunciamento gravado e transmitido pela televisão estatal peruana, a autoridade afirmou que sempre desempenhou sua função honestamente apesar de a oposição tentar retratá-lo como corrupto. Ademais, ele informou que o país terá uma transição de poder ordeira e constitucional. O nome apontado para substitui-lo até o fim do mandato (julho de 2021) é o do atual vice-presidente, Martín Vizcarra, que também atua como embaixador no Canadá.

A drástica mudança na presidência peruana ocorre a menos de um mês para a realização da próxima Cúpula das Américas – reunião periódica de chefes de Estado e de Governo dos países membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) – na cidade de Lima, capital do Peru. Esta será a oitava edição do evento, que ocorre desde 1994 e tem por objetivo “discutir aspectos políticos compartilhados, afirmar valores comuns e comprometer-se com ações concertadas nos níveis nacional e regional para enfrentar os desafios presentes e futuros que os países das Américas enfrentam”. O encontro deste ano não diferirá dos anteriores em suas finalidades, todavia, há uma expectativa particular para as participações dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e de Cuba, Raúl Castro.

Nesta nova edição de O Mundo em 3 Minutos, o mestre de Política Internacional Tanguy Baghdadi vem explicar, com mais detalhes, os fatores envolvidos na renúncia do presidente Kuczynski e os possíveis reflexos desse episódio não apenas no cenário político peruano, mas também na região sul-americana como um todo. Assistam à breve exposição a seguir!

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O Mundo em 3 Minutos #6: Possíveis cenários para o Brasil segundo o Direito Constitucional

Caríssimos e caríssimas,

Sem dúvidas, as notícias que marcaram esta semana no Brasil foram acerca do envolvimento do atual Presidente da República, Michel Temer, em um escândalo de corrupção relacionado a empresários da companhia brasileira JBS, uma das maiores indústrias alimentícias do mundo. A informação veiculada pelos principais noticiários do país foi que o chefe de Estado teve conhecimento e consentiu um acordo para impedir que investigados pela Polícia Federal, na Operação Lava Jato, fizessem declarações que pudessem prejudicar o governo. O fato deixou a população atônita e causou fortes reações por parte de políticos opositores da gestão Temer. Uma delas foi o pedido de impeachment protocolado por deputados federais poucas horas após as reportagens sobre o assunto serem publicadas.

O presidente negou sua participação e conivência no caso por meio de nota e pronunciamento oficiais. Nesse último, ele ainda informou que não renunciará do cargo devido às acusações. Entretanto, caso seu envolvimento no escândalo seja comprovado, Temer poderá ser retirado da presidência por diferentes meios e, posteriormente, será iniciado um processo para a definição de eleições de um novo presidente e vice-presidente. Com efeito, todos esses acontecimentos e possibilidades contribuíram para uma atmosfera de incertezas e crise no contexto político do país.

No vídeo abaixo, nosso estimado mestre Ricardo Victalino (Macau) compartilha um pouco dos seus conhecimentos conosco e explica, com base nas normas do Direito Constitucional, as situações que podem ocorrer se as acusações contra o Presidente Michel Temer forem confirmadas. Aproveitem para esclarecer suas dúvidas sobre o tema, meus caros!

 

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O Mundo em 3 Minutos #5: A situação da Venezuela hoje

Minhas caras e meus caros,

Como bem sabemos, o cenário político, econômico e social da nossa vizinha Venezuela passa por um momento bastante complicado. A grande crise que envolve esses três setores perdura há alguns anos e pode-se dizer que foi iniciada entre 2012 e 2013, após a morte do então presidente e líder da Revolução Bolivariana Hugo Chávez, quando Nicolás Maduro assumiu a presidência. Nesse mesmo período, a economia do país entrava numa situação difícil, com um significativo aumento da inflação e escassez de produtos básicos no mercado interno. Como resultado, no começo de 2014, houve uma forte reação da população – tanto de opositores como de apoiadores do governo – por meio de protestos nas ruas, iniciando uma convulsão social no país. Na ocasião, os manifestantes contrários à gestão de Maduro alegavam impotência do governo para resolver a crise econômica e o aumento da criminalidade.

Desde então, houve um acirramento da crise no âmbito político e as manifestações voltaram a se intensificar agora, em 2017, com fortes enfrentamentos entre as forças de segurança, os opositores e os simpatizantes do governo, e registros de cidadãos mortos nos confrontos mais recentes. Tal conjuntura chamou a atenção da comunidade internacional e alguns organismos se posicionaram diante da situação. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e o Escritório de Direitos Humanos da organização emitiram comunicados, expressando preocupação com os acontecimentos e solicitando que as partes envolvidas busquem meios para reduzir os conflitos. Países latino-americanos, como Argentina, Brasil, Chile, México, Paraguai, Uruguai, entre outros, também se pronunciaram, condenando a violência desencadeada nos protestos.

Outro posicionamento significativo foi da Organização dos Estados Americanos (OEA), que aprovou, no último dia 26, a realização de uma reunião de chanceleres para decidir se a Venezuela seria suspensa do bloco – por considerar que o governo de Maduro violou a Carta Democrática Interamericana. No entanto, Caracas se antecipou e anunciou sua saída do órgão logo em seguida, justificando que a decisão foi tomada para garantir a soberania do país e evitar intervenção estrangeira em seus assuntos internos.

Neste novo episódio de O Mundo em 3 Minutos, convidamos o mestre de Política Internacional Paulo Velasco para explicar melhor as causas e as consequências de todo esse contexto complexo no qual a Venezuela está inserida. Confiram a fala do professor no vídeo abaixo!

 

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