Plantão do Barão: As bancas da 1ª Fase do CACD 2018!

Futuras e futuros diplomatas,

Foi divulgada, hoje, a relação dos integrantes da Banca Examinadora das provas da Primeira Fase do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) de 2018! A informação consta na Portaria de 30 de julho de 2018, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de hoje. Vejam, a seguir, a listagem completa dos responsáveis pela elaboração e correção dos exames neste ano, e as mudanças ocorridas em relação ao CACD 2017.

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INTEGRANTES DAS BANCAS – PRIMEIRA FASE:

 

  • Língua Portuguesa

Alessandro Warley Candeas

Eloisa Nascimento Silva Pilati

Sandra Lúcia Rodrigues da Rocha

⚠ Mudanças: saída de Luís Felipe Silvério Fortuna; entrada de Alessandro Warley Candeas.

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  • História do Brasil

Marco Aurélio de Paula Pereira

Neuma Brilhante Rodrigues

⚠ Mudanças: saída de Francisco Fernando Monteoliva Doratioto; entrada dos dois novos integrantes.

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  • História Mundial

Marco Aurélio de Paula Pereira

Neuma Brilhante Rodrigues

⚠ Mudanças: saída de Arthur Alfaix Assis e Francisco Fernando Monteoliva Doratioto; entrada dos dois novos integrantes.

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  • Geografia

Everaldo Batista da Costa

Fernando Luiz Araújo Sobrinho

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  • Língua Inglesa

Alessandra Ramos de Oliveira Harden

Manuel Adalberto Carlos Montenegro Lopes da Cruz

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  • Política Internacional

Alcides Costa Vaz

Norma Breda dos Santos

⚠ Mudanças: saída dos integrantes anteriores Arthur Alfaix Assis, Francisco Fernando Monteoliva Doratioto e Kassius Diniz da Silva Pontes; entrada dos dois novos membros.

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  • Noções de Economia

Andrea Felippe Cabello

Daniel Klug Nogueira

Luciana Acioly da Silva

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  • Noções de Direito e Direito Internacional Público

Letícia Frazão Alexandre de Moraes Leme

Mamede Said Maia Filho

⚠ Mudanças: saída de George Rodrigo Bandeira Galindo; entrada de Letícia Frazão Alexandre de Moraes Leme.

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Até o ano passado, a veiculação dos nomes da banca examinadora não era uma prática regular do CACD. Havia apenas divulgações esporádicas desses dados, que, geralmente, ocorriam algum tempo depois da finalização da seleção, como foi o caso do CACD 2015. No entanto, na última edição do concurso, verificamos uma maior transparência neste aspecto a partir da disponibilização da relação dos membros de todas as fases do certame, ainda no decorrer do processo seletivo.

A relação dos nomes dos elaboradores e avaliadores das provas é uma das informações mais desejadas pelos candidatos. Isso porque, ao saber quem são os integrantes desse grupo, os “ceacedistas” podem ter uma melhor noção do que pode vir a ser cobrado nos exames, com base nas áreas de interesse e linhas de trabalho ou pesquisa de cada examinador. Portanto, esse conhecimento pode ser um bom trunfo para o incremento das leituras e dos exercícios, sobretudo nesta reta final dos estudos, pupilos.

Possivelmente, as bancas examinadoras das fases posteriores do concurso também serão reveladas pelo Instituto Rio Branco em breve. Mas não se preocupem… caso surjam novidades nesse sentido, o Barão irá mantê-los informados por aqui! 😉

Abraços e ótimos estudos, meus queridos!

Edital CACD 2018 à vista: saiu a Portaria!

Alvíssaras, caríssimos e caríssimas CACDistas!

Começamos o dia de hoje com uma notícia fantástica: a realização do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) deste ano foi confirmada, por meio da publicação da Portaria nº 447 de 11 de junho de 2018! O informativo consta no Diário Oficial da União (DOU) e dá alguns detalhes sobre as provas de cada etapa do certame e o número de vagas para o cargo de Terceiro-Secretário – a classe inicial da carreira.

Vejam o documento na íntegra:

portaria cacd 2018

Com base nessas orientações iniciais, já podemos destacar alguns pontos importantes do processo seletivo:

  • No CACD 2018, serão oferecidas 26 vagas para a classe inicial da Carreira de Diplomata – ou seja, tivemos uma redução neste aspecto, já que o último concurso ofereceu um total de 30 vagas;
  • O período entre a publicação do Edital do Concurso e a realização da prova de Primeira Fase também sofreu alteração e, dessa vez, será de 45 dias – a Portaria traz essa informação expressa, nos termos do artigo 18, § 2º, do Decreto nº 6.944/2009;
  • A Segunda Fase continuará sendo composta pelas provas discursivas de Língua Portuguesa e de Língua Inglesa, seguindo a inovação trazida pelo último concurso;
  • Na Terceira Fase, a prova de Língua Espanhola e Língua Francesa permanecerá no formato discursivo, também dando continuidade ao modelo iniciado no CACD 2017;
  • Ao que tudo indica, as provas discursivas de Geografia e de Política Internacional, na Terceira Fase, seguirão o modelo de 2017 e serão independentes – diferente do formato aplicado nos concursos de 2014, 2015 e 2016, nos quais ambas matérias compuseram uma prova única.

De modo geral, a Portaria nos permite concluir que o CACD 2018 ocorrerá nos mesmos moldes do último concurso, com poucas mudanças em sua estrutura e funcionamento. Para auxiliá-los neste momento de grande ansiedade e expectativas pela publicação do Edital, o professor e Coordenador Acadêmico Tanguy Baghdadi veio explicar todo o informativo divulgado hoje e dar algumas dicas para os estudos e a preparação a partir de agora!

Assistam:

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Participação especial neste post:

Por dentro da ABIN: entrevista com o Ex-Analista e Professor Heron Duarte

Estimados e estimadas,

Faltando pouco mais de um mês para a realização da sua primeira etapa, o concurso público da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) ainda deixa muitas incógnitas para os candidatos. A própria natureza da instituição e do processo seletivo levantam uma série de questionamentos que quase ninguém consegue esclarecer com exatidão. Uma das questões mais intrigantes, por exemplo, é o pequeno número de certames já realizados: desde a criação da ABIN, em 1999, ocorreram apenas três edições (2004, 2008 e 2010).

Há também aquelas dúvidas que se referem mais à estrutura da carreira e do trabalho do servidor da Agência em si, ou seja, a vida pós-concurso. O que faz um (a) Oficial de Inteligência recém-aprovado? Ele (a) poderá trabalhar em áreas do conhecimento mais específicas? Poderá especializar-se num tema de maior afinidade profissional? E a pergunta que não quer calar: para que serve o Serviço de Inteligência afinal de contas?

Foi para sanar todos esses questionamentos que convidei um especialista para um breve bate-papo sobre o concurso e a carreira na ABIN! O professor e ex-Analista de Informações Heron Duarte aceitou meu convite e veio especialmente ajudá-los a desvendar alguns mistérios desse órgão ainda pouco conhecido, mas interessantíssimo e muito importante para vida pública do Brasil. Sem mais delongas, confiram, a seguir, a conversa completa!

 

Entrevista com o Ex-Analista de Informações e Professor Heron Duarte:

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O Barão – Em linhas gerais, no que consiste a atividade de Inteligência e como ela está estruturada atualmente no Brasil?

Heron Duarte – A Atividade de Inteligência consiste prioritariamente em coleta de dados, transformação (interpretação) e análise. Mas esses não são dados quaisquer, não estão disponíveis nos jornais ou na imprensa, salvo raras exceções. São leituras que os servidores da ABIN, os agentes, fazem de mudanças no comportamento dos países, dos líderes, dos presidentes; comportamento econômico também; linhas como o terrorismo, o narcotráfico. Essas situações vão gerar um problema futuro, e o profissional de Inteligência tem como principal atribuição prevenir. A ideia do profissional de Inteligência não é “aconteceu o problema e ele vai lá resolver”, a ideia é que não aconteça o problema. Então, diferentemente das polícias, da polícia mais repressiva, a ABIN é mais preventiva. Cada vez que um novo fenômeno no mundo aparece, uma nova situação aparece, imediatamente o Presidente da República deverá ser alertado para que se estudem os cenários prospectivos nesse assunto e se tome uma decisão de como mitigar essa vulnerabilidade do Brasil, como reduzir os riscos de o Brasil ser, de alguma maneira, prejudicado por essas mudanças que ocorrem no mundo. Junto a isso, há também a Contrainteligência, que é a atividade de desenvolver coisas interessantes, importantes, como satélites, foguetes, armas, e também proteger o Brasil para que a Inteligência adversária não nos alcance.

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O Barão – Desde a criação da ABIN, em 1999, foram realizados três concursos públicos para o preenchimento de seus quadros, sendo apenas um deles para o cargo de Oficial de Inteligência (2008). Por que os processos seletivos da ABIN ocorrem com menos frequência do que outros concursos?

H. D. – É verdade. Houve o concurso de 2004, que ainda era para Analista de Informação, depois 2008 e 2010. O que acontece? A ABIN tem uma carência muito grande de servidores, faltam servidores, e os poucos que ela tem hoje são bem antigos ainda, há poucos novos. Eu diria que a ABIN precisaria hoje, por alto, de mais de 1200 novos funcionários. O que eu poderia dizer só é que a demora em fazer concurso novo está diretamente ligada ao desinteresse do governo em ser fiscalizado. Porque a ABIN fiscaliza o governo (lavagem de dinheiro, crime de colarinho branco, problemas fiscais) também, além das questões internacionais. E eu não vi nos últimos governos, desde Fernando Henrique Cardoso para cá, algum governo interessado em ser fiscalizado por si próprio, policiado dentro dele próprio. Tanto é que se discute até hoje como a criptografia da ABIN não é de forma plena utilizada na Presidência da República, o que chama muito a atenção a desconfiança.

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O Barão – O cargo de Oficial de Inteligência sempre apresenta um número de vagas bem superior em relação aos demais postos da ABIN – 160 vagas em 2008 e 220 para o novo concurso. Qual seria o motivo para a demanda desse cargo ser superior à dos outros?

H. D. – Acontece que o Oficial de Inteligência é para todas as áreas, ele é o verdadeiro agente secreto. É o Oficial de Inteligência que entra em todos os lugares, que se infiltra, que vai ser adido civil no exterior… ele é mais preparado para questões de política, de relacionamentos, enquanto o Oficial Técnico [de Inteligência] é de uma área específica. Por isso, há muito mais vagas para Oficial de Inteligência do que para o Oficial Técnico. Já o Agente de Inteligência ou o Agente Técnico [de Inteligência] são ajudantes e auxiliares dos Oficiais e, portanto, não tem muitas vagas realmente para eles também.

 

O Barão – A disciplina de Atividade de Inteligência e Legislação Correlata é a mais específica da prova para Oficial de Inteligência. No que consiste o conteúdo dessa matéria e qual é a importância da mesma para a carreira na ABIN?

H. D. – A disciplina de Legislação para a Atividade de Inteligência é para todos os cargos. Ela é completa para todos os cargos, fala sobre a criação, os decretos regulamentadores e tal. Foi até estranho eles não terem colocado nessa prova o Decreto nº 7724, o Decreto nº 7845, que estávamos esperando e são bem específicos para as atividades de arquivologia e de documentação. Não obstante, o Oficial de Inteligência tem mais algumas disciplinas, principalmente de atualidades, Oriente Médio, disciplinas de faixa de fronteira e também de política de defesa nacional (ou política nacional de defesa), porque elas são mais específicas para as necessidades do Oficial [de Inteligência]. O Oficial Técnico não precisa delas. Quem vai decidir e dar um parecer sobre a implantação de uma empresa na fronteira brasileira é o Oficial de Inteligência. Ele vai opinar sobre isso. Ele vai opinar também sobre o auxílio que a ABIN pode dar nas missões militares, o auxílio de apoio nas missões militares. É por isso que essa disciplina é específica para o Oficial e já não é interessante para o Agente, nem para o Oficial Técnico… eu imagino que seja mais por essa linha.

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O Barão – A investigação social e funcional dos candidatos, que ocorre na Segunda Fase do concurso, é um fator bastante intrigante. Como é feito esse processo investigativo na prática? Que tipos de situações (exemplos) podem levar à eliminação do candidato nesta etapa?

H. D. – É bem verdade. A investigação social é “puxada”, realmente, é bem complicada. E a ABIN informa que vai lançar mão de todas as possibilidades para verificar a vida da pessoa. Para trabalhar na ABIN é necessário ter um comportamento ético impecável: a pessoa tem que ser limpa em todos os sentidos, ela não pode estar envolvida com drogas, com “marginais”, e, principalmente, não pode chamar a atenção para si. Então, se um servidor da ABIN nunca teve problema policial, nunca teve problema com o Detran, não vive embriagado (nem pode), mas esse servidor, por exemplo, ou esse candidato, arranja encrenca com os vizinhos, briga na rua ou chama muita atenção para si como servidor da ABIN, então ele não é interessante para a ABIN. Ele pode até ter um bom comportamento, mas ele não pode se expor. O servidor da ABIN tem que ser discreto. A discrição é fundamental para esse servidor, tanto que ele não vai poder fazer as gracinhas com a família, com o cunhado, de quem trabalha melhor, onde eu trabalho… quem é da ABIN fica calado. A investigação social vai envolver não só o antigo trabalho dessa pessoa, a escola ou universidade onde ela estudou, a sua vizinhança, as suas amizades, mas ela pode ir para qualquer lugar. Eles podem ir até na igreja que essa pessoa frequenta para perguntar como é o comportamento. Pode ir no futebol do clube para saber se ele é “brigão”, se já bateu em alguém e coisa parecida. Porque a ideia é trazer pessoas que não causem danos à imagem da ABIN. Quanto mais discreto e mais correto, ético, pagamentos em dia (nada de Serasa, SPC complicado, protestos), quanto mais limpo, melhor. Pensa bem, né, uma matéria de jornal: “Servidor da ABIN está protestado”, “Servidor da ABIN é apanhado embriagado numa blitz”… isso já é ruim para qualquer órgão público, para a ABIN seria um desastre. Eu veria por esse caminho.

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O Barão – Como é estruturado o Curso de Formação em Inteligência (Terceira Fase do concurso) e que tipo de conteúdo é apresentado aos candidatos nesta etapa?

H. D. – O Curso de Formação, vamos colocar assim, é sigiloso no seu conteúdo. Quem organiza esse curso, quem decide, é o diretor-geral da ABIN junto com o pessoal da Escola [de Inteligência]. Então, nós não temos como dizer exatamente o que acontece. Mas serão estudados aspectos como Política Internacional, Ciência Política, Relações Internacionais… será estudado também um pouquinho a respeito dos temas globais e as maiores preocupações que nós temos hoje em todas as agências de Inteligência do mundo, além de um pouquinho de educação física. Mas há disciplinas que são muito específicas. Por exemplo, o estudo do regimento interno, que é sigiloso, vai acontecer também durante esse processo. E, ainda, o candidato vai precisar escrever bastante, ter boa redação. Espera-se que, durante esse curso, o candidato possa mostrar a sua capacidade de análise e de síntese em textos e situações que lhe serão apresentadas.

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O Barão – Após a aprovação no concurso, quais são as primeiras atividades e a rotina do Oficial de Inteligência?

H. D. – Uma vez aprovado em todas as etapas, o candidato vai começar com seu estágio probatório de três anos. Então, não se espera dele uma “atividade de 007”, né, ainda [risos]. Mas espera-se uma adequação dele às atividades. Nesses primeiros anos, eu poderia até dizer nos cinco, seis primeiros anos de atividade na ABIN – salvo raras exceções –, o que o servidor vai fazer é aprender sobre o trabalho; se encaixar; entender o funcionamento; participar de comissões e grupos de trabalho; preparar relatórios; como eu falei, fazer sínteses e análises sobre situações. Mas a gente não espera nesses cinco, seis primeiros anos que o servidor tenha uma missão mais complexa. Ele vai fazer cursos também, porque a Escola não vai dar apenas o Curso de Formação. À parte disso aí, existem diversos cursos oferecidos, que inclusive são obrigatórios, onde o servidor então vai para alguma área onde melhor ele se ajuste. Por exemplo, o pessoal de Tecnologia da Informação vai estudar um pouco mais de criptografia, barreiras, firewalls. O pessoal, por exemplo, da Economia vai entender um pouco mais sobre crimes financeiros, finanças públicas, crimes financeiros internacionais, lavagem de dinheiro. Então, eles vão sendo direcionados um pouco em relação as suas aptidões para esses cursos. Mas eu repito: não acredito que nesses primeiros cinco, seis anos eles participem de missões complexas. Muito difícil, muito difícil… não é impossível, mas é muito difícil.

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O Barão – Que conselho (s) você daria para aqueles que desejam seguir uma carreira sólida e bem-sucedida na ABIN?

H. D. – Eu acredito que aqueles que desejam realmente seguir essa carreira precisam, principalmente, fazer uma autoanálise: é isso que eu quero? O concurseiro, aquele que “atira para todo lado”, que tenta TJ [Tribunal de Justiça], TRF [Tribunal Regional Federal], TSE [Tribunal Superior Eleitoral], Polícia Federal, Polícia Civil, PM [Polícia Militar]… existem aquelas pessoas que querem um emprego do governo. Querem trabalhar para o governo, porque estão pleiteando uma estabilidade, uma remuneração razoável, algumas aposentadorias melhores, né… alguns até acham que não vão trabalhar muito. Se for esse perfil, não entre para esse concurso. Quem vai entrar para a ABIN é aquela pessoa que tem missão. É aquela pessoa que fala assim: “eu quero ajudar a defender o meu país. Eu quero ajudar o meu Brasil a ser diferente. Então, eu não quero louros, não quero serpentina, nem purpurina”. Quem quer trabalhar na ABIN quer contribuir sabendo que muito pouco vai receber de aplausos. É uma pessoa que tem uma missão: a missão de servir ao seu país. O servidor da ABIN vai encontrar coisas fantásticas e não vai sair no jornal. Ele não vai ganhar medalha. Ele pode solucionar um crime complicadíssimo e não vai ser divulgado na imprensa que o servidor Fulano salvou a vida do Presidente da República de um ato terrorista, de um ato criminoso. Quem vai trabalhar na ABIN não vai sair na fotografia, como a gente diz. Por isso, é uma missão. Tem um bom salário? Sim, tem um bom salário. O trabalho é legal? É legal. Mas ele vai trabalhar, vai cumprir expediente, e ele pode ser requisitado a qualquer momento. Tem que ter disponibilidade. “Não, mas hoje é sábado / é domingo / é minha folga”, pode ser chamado, sim, para participar de algum trabalho que seja necessário. Então, essa pessoa que vai se preparar para a ABIN já tem que começar a reduzir a sua exposição pública. Não sair por aí informando para todo mundo: “estou fazendo o concurso da ABIN, estou estudando”, porque, se ele mudar de vida e começar a trabalhar em breve, metade dos amigos dele vão imediatamente descobrir que ele está na ABIN, e ninguém deve saber. Temos que diminuir ao máximo a quantidade de pessoas que sabem que um servidor Fulano trabalha na ABIN. Ele deve também reduzir as redes sociais, evitar temas polêmicos nas redes sociais. Também, eu falo isso muito, meninas e rapazes evitarem a exposição do corpo demais nas redes sociais, roupas extremamente exageradas, foto com bebida, com garrafa de uísque na mão, foto na balada… vai ter que tirar tudo isso e reduzir isso aí bastante. Então, o servidor da ABIN vai reduzir a sua balada, a sua cervejinha. Ele vai ser um missionário. Um missionário para o bem da sociedade e do Estado.

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Participação especial neste post:

Plantão do Barão: As bancas da 2ª e 3ª Fases do CACD 2018!

Queridas e queridos CACDistas,

No último dia 31 de julho, o Instituto Rio Branco (IRBr) divulgou os nomes dos integrantes da banca da prova de Primeira Fase do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata – CACD 2018, confirmando a ideia de que, desde o ano passado, o órgão tem buscado conferir maior transparência ao certame. Hoje, portanto, é a vez de verificarmos quem fará parte das bancas das provas discursivas: há pouco, foi publicada a Portaria de 3 de setembro de 2018 com a relação completa dos formuladores e examinadores da Segunda e da Terceira Fases da seleção.

A seguir, vocês podem conferir a lista dos professores responsáveis pelos exames, bem como as alterações realizadas em relação ao concurso anterior.

 

SEGUNDA FASE:

 

  • Língua Portuguesa

Eugenia Barthelmess

Alessandro Warley Candeas

Eduardo Pereira e Ferreira

Marco Túlio Scarpelli Cabral

Alzira Neves Sandoval

Simone Silveira de Alcântara

Stefania Caetano Martins de Rezende Zandomênico

⚠ Mudanças: saída de Luís Felipe Silvério Fortuna, Michel Arslanian Neto, Regina Maria Furquim Freire da Silva, Roberto Doring Pinho da Silva e Sandra Lúcia Rodrigues da Rocha; entrada de Eugenia Barthelmess, Eduardo Pereira e Ferreira, Marco Túlio Scarpelli Cabral, Alzira Neves Sandoval, Simone Silveira de Alcântara e Stefania Caetano Martins de Rezende Zandomênico.

 

  • Língua Inglesa

Affonso José Santos

Avram Stanley Blum

Thiago Blanch Pires

⚠ Mudanças: saída de Alessandra Ramos de Oliveira Harden, Jorio Dauster Magalhães e Silva e Ofal Ribeiro Fialho; entrada dos três atuais integrantes.

 

TERCEIRA FASE:

 

  • História do Brasil

Marco Aurélio de Paula Pereira

Neuma Brilhante Rodrigues

Norma Breda dos Santos

⚠ Mudanças: saída de Antônio José Barbosa e Francisco Fernando Monteoliva Doratioto; entrada de Marco Aurélio de Paula Pereira.

 

  • Geografia

Everaldo Batista da Costa

Fernando Luiz Araújo Sobrinho

⚠ Mudanças: saída de Nelba Azevedo Penna e Waleska Valença Manyari.

 

  • Política Internacional

Alcides Costa Vaz

Ary Norton de Murat Quintella

Norma Breda dos Santos

⚠ Mudanças: saída de Benoni Belli, Francisco Fernando Monteoliva Doratioto, Gisela Maria Figueiredo Padovan e Pio Penna Filho; entrada dos três atuais integrantes.

 

  • Noções de Economia

Daniel Klug Nogueira

Hélio Silva Filho

Renato Coelho Baumann das Neves

⚠ Mudanças: saída de José Carlos de Oliveira e Luciana Acioly da Silva; entrada de Hélio Silva Filho.

 

  • Noções de Direito e Direito Internacional Público

Diogo Palau Flores dos Santos

João Ernesto Christófolo

Jorge Luiz Fontoura Nogueira

Letícia Frazão Alexandre de Moraes Leme

⚠ Mudanças: saída de George Rodrigo Bandeira Galindo, Mamede Said Maia Filho e Marcos Mauricio Toba; entrada de Diogo Palau Flores dos Santos, João Ernesto Christófolo e Letícia Frazão Alexandre de Moraes Leme.

 

  • Língua Espanhola

Dulce Maria Cassilha Andrigueto

Maria Luisa Ortíz Alvarez

⚠ Mudanças: saída de Maria Del Mar Paramos Cebey e Pedro Delgado Hernandez; entrada das duas atuais integrantes.

 

  • Língua Francesa

Alice Maria de Araújo Ferreira

Sophie Céline Guerin Mateus

⚠ Mudanças: saída de Germana Henriques Pereira de Sousa, Jerome Christian Aurelien Bertheau e Sabine Gorovitz; entrada das duas atuais integrantes.

 

Como já vimos, essas informações são bastante úteis para que os candidatos possam ter uma ideia melhor do que pode aparecer nas questões ou dos perfis de avaliação dos examinadores, com base nas áreas de interesse e linhas de trabalho ou pesquisa de cada avaliador. Sendo assim, aproveitem esse conhecimento para incrementar as leituras e a realização dos exercícios nesta reta final dos estudos, meus caros. Porém, não deixem que esses novos dados virem uma preocupação exacerbada nesse momento; sigam em frente com sua preparação e confiem no conhecimento já adquirido até aqui!

Bons estudos e excelentes provas, pupilos e pupilas! 🙂

Concurso ABIN 2018 – Panorama completo do edital!

Minhas caras e meus caros,

A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) enfim emitiu o edital do tão aguardado concurso para o preenchimento dos seus quadros! Como já havíamos observado, as vagas ofertadas são para os cargos de Oficial de Inteligência (qualquer curso de nível superior), Oficial Técnico de Inteligência (cursos específicos de nível superior) e Agente de Inteligência (nível médio).

Ontem, 02 de janeiro, a instituição havia divulgado, por meio do Diário Oficial da União, cinco instruções normativas que regulamentam as etapas mais avançadas do certame, quais sejam: a investigação social, a prova de capacidade física, a avaliação médica, o curso de formação e a avaliação psicológica. O edital, por sua vez, além dessas orientações, traz as informações completas a respeito de todo o processo seletivo e, claro, das provas teóricas da Primeira Fase.

Neste post, reunimos todas as orientações sobre a seleção para o posto de Oficial de Inteligência para que vocês tenham um panorama claro e completo do edital e possam realinhar os estudos nesta reta final da preparação. Olho vivo nas informações, pupilos! 😉

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INFORMAÇÕES INICIAIS:

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Página para as inscrições: http://www.cespe.unb.br/concursos/ABIN_17/

* ATUALIZAÇÃO: conforme o Edital nº 3, publicado em 26/01/18, o término das inscrições foi prorrogado para o dia 31/01/18, às 18h (horário oficial de Brasília).

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CALENDÁRIO DAS PROVAS:

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As provas da primeira e da segunda etapas serão aplicadas em todas as 26 capitais estaduais e no Distrito Federal; a terceira etapa ocorrerá somente em Brasília – DF.

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CALENDÁRIO DOS RECURSOS:

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* É possível que a organização emita editais específicos com essas informações. Acompanhem as atualizações na página do concurso.

 

COMPOSIÇÃO DAS PROVAS/ETAPAS:

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Todas as informações e atualizações sobre o concurso ABIN 2018 podem ser consultadas na página da instituição organizadora do concurso, o Cespe/UnB.

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Para ajudá-los a entender melhor o processo seletivo, o grande mestre Tanguy Baghdadi fez um vídeo supimpa com orientações sobre o Edital e dicas para os estudos. Assistam a seguir!

 

Participação especial neste post:

O que esperar do concurso ABIN? – Geografia Contemporânea

Digníssimos e Digníssimas,

Dando continuidade à série especial sobre o concurso para Oficial de Inteligência da ABIN, hoje vamos falar de uma das disciplinas que compõem a parte de “Conhecimentos Específicos” da prova objetiva da Primeira Fase!

Geografia Contemporânea é uma matéria que possui um caráter bastante interdisciplinar, pois engloba temas que se relacionam diretamente com outras áreas do conhecimento, tais como História, Economia, Política Internacional, entre outras. No entanto, no contexto dos concursos públicos, os assuntos geográficos também apresentam aspectos específicos importantes e que merecem atenção especial nos estudos. Espaço e território, por exemplo, são elementos característicos da Geografia e, comumente, são aplicados a conceitos amplos – como globalização, migrações etc. – para distinguir o conteúdo dessa disciplina de outras.

Em relação ao concurso da ABIN, o último edital (2008) abarcou em seu conteúdo programático os seguintes temas:

1 Geografia do Brasil

1.1 A integração do Brasil no processo de internacionalização da economia.

1.2 A divisão inter-regional do trabalho e da produção.

1.3 O processo de industrialização e suas repercussões na organização do espaço.

1.4 A rede brasileira de transportes e sua evolução.

1.5 A estrutura urbana brasileira e as grandes metrópoles.

1.6 A dinâmica das fronteiras agrícolas e sua expansão para o Centro-Oeste e para a Amazônia.

1.7 A Evolução da estrutura fundiária e os problemas demográficos no campo.

1.8 Os movimentos migratórios internos.

1.9 A distribuição dos efetivos demográficos no território nacional.

1.10 A estrutura etária da população brasileira e a evolução de seu crescimento.

1.11 Integração entre indústria, estrutura urbana, rede de transportes e setor agrícola no Brasil.

1.12 Recursos naturais: aproveitamento, desperdício e políticas de conservação de recursos naturais.

1.13 O Brasil e a questão cultural.

2 Geografia mundial

2.1 Globalização e fragmentação em relação à nova ordem mundial.

2.2 O estágio atual do capitalismo e a divisão internacional do trabalho.

2.3 Processo de desenvolvimento/subdesenvolvimento.

2.4 Caracterização geral dos sistemas político-econômicos contemporâneos e suas áreas de influência e disputa.

2.5 O papel das grandes organizações político-econômicas internacionais.

2.6 A formação dos grandes blocos econômicos.

2.7 A ação do Estado na economia e políticas contemporâneas.

2.8 As consequências da transformação do espaço socialista.

2.9 Os conflitos geopolíticos recentes.

2.10 Movimentos migratórios internacionais e crescimento demográfico.

2.11 A questão ecológica em nível mundial.

2.12 Cultura e espaço: conflitos étnicos/religiosos/linguísticos atuais. A questão das nacionalidades.

Mas, afinal de contas, como esses tópicos são cobrados na prática? Quais tipos de análises as questões podem requerer dos candidatos? Para sanar essas dúvidas inquietantes, o querido mestre João Felipe Ribeiro, especialista em Geografia para concursos, traz os esclarecimentos necessários para vocês tirarem essa disciplina de letra no próximo exame da ABIN! 😉

Confiram as primorosas explicações do professor:

 

Participação especial neste post:

avatar_joaofelipeJoão Felipe Ribeiro – Licenciado em Geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professor dessa disciplina na preparação para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) e nos demais cursos de Carreiras Públicas e Internacionais do Damásio Educacional / Clio.

 

 

VEJA TAMBÉM:

O que esperar do concurso ABIN? – Atualidades

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O que esperar do concurso ABIN? – Atualidades

Caríssimos e caríssimas,

O próximo concurso para o cargo de Oficial de Inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) está mais próximo do que nunca! Como já vimos aqui no blog, a instituição recebeu autorização do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP) para realizar o processo seletivo, que deve ocorrer entre o final de 2017 e início de 2018. Ontem, dia 19, a Assessoria de Imprensa da Abin informou que o processo de organização do certame continua em andamento, incluindo a etapa de definição da banca organizadora. Assim, podemos esperar notícias sobre a definição dessa informação nos próximos dias, bem como a subsequente publicação do edital.

Os estudos para esse concurso, então, já podem e devem ser intensificados desde já, pupilos e pupilas! Para ajudá-los nisso, iniciamos, hoje, uma série de posts especiais sobre as provas para o cargo de Oficial de Inteligência, com orientações e dicas preciosas de mestres mais-que-especializados, tendo como base o último certame para esse posto da ABIN.

 

O que esperar da disciplina de Atualidades?

Atualidades é uma das disciplinas que compõem a parte de “Conhecimentos Gerais” da prova objetiva, aplicada na Primeira Fase do concurso. Os temas dessa matéria cobrados pelo edital de 2008 foram: domínio de tópicos atuais e relevantes de diversas áreas, tais como segurança e defesa do Estado, espionagem econômica e industrial, terrorismo, política, energia, tecnologia, meio ambiente e relações internacionais, e suas vinculações históricas.

Diante dessas informações, é normal surgirem dúvidas quanto à abordagem do concurso. Qual a importância desse conteúdo para a prova? O que esperar das questões? Como seria a melhor forma de estudar para essa matéria? Assim, damos início à série analisando os aspectos dessa disciplina com as explicações de ouro do prezado mestre Tanguy Baghdadi. No vídeo a seguir, o professor responde a essas indagações e mostra o caminho das pedras para aqueles que almejam iniciar uma carreira no Sistema Brasileiro de Inteligência. Assistam e aproveitem as orientações, meus caros!

 

Participação especial neste post:

Plantão do Barão: As bancas do CACD 2017!

Caros pupilos e caras pupilas,

Uma das informações mais desejadas nas edições do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) é a relação de nomes dos componentes da banca examinadora das provas. Isso porque, ao saber quem são os integrantes desse grupo, os candidatos podem ter uma melhor noção do que pode vir a ser cobrado nos exames dos anos posteriores, com base nas áreas de interesse e linhas de trabalho ou pesquisa de cada examinador. Convenhamos que esse é um trunfo e tanto para o incremento das leituras e dos exercícios do plano de estudos!

Geralmente, a divulgação desses dados costuma ocorrer algum tempo depois da finalização do processo seletivo vigente, como foi o caso do CACD 2015, quando o Instituto Rio Branco (IRBr) publicou uma Portaria (26 de outubro de 2015) informando a composição da banca da Terceira Fase. No entanto, a veiculação dos nomes da banca examinadora não é uma prática regular do CACD, até mesmo se a informação for solicitada por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). A propósito, no início deste ano, resolvi dar uma de abelhudo e requisitei ao IRBr a relação dos examinadores das três fases do Concurso de 2016, porém a informação não me foi concedida. Confiram a resposta na íntegra:

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Obs.: o nome do solicitante foi ocultado na imagem para preservamos a identidade secreta do nosso querido Barão. 😛

 

Há poucos dias, porém, o órgão informou a composição da banca da Terceira Fase de 2016 (exceto Língua Inglesa), em resposta a um pedido feito pela equipe do Clipping CACD no sistema da LAI. Além disso, nessa mesma divulgação, o Diretor-Geral do IRBr – autor da resposta – comunicou que os nomes dos examinadores do CACD 2017 seriam revelados antes mesmo da finalização do processo seletivo.

E não é que isso ocorreu mesmo, meus caros?! Foi publicada, hoje, no Diário Oficial da União (DOU) a Portaria de 2 de outubro de 2017, informando a relação completa dos integrantes das bancas de todas as fases do concurso deste ano. Um acontecimento inédito na história da seleção para a Carreira de Diplomata! Vejam, abaixo, a listagem completa dos responsáveis pela elaboração e correção das provas.

 

INTEGRANTES DAS BANCAS DO CACD 2017:

 

PRIMEIRA FASE

  • Língua Portuguesa

Eloisa Nascimento Silva Pilati

Luís Felipe Silvério Fortuna

Sandra Lúcia Rodrigues da Rocha

  • História do Brasil

Francisco Fernando Monteoliva Doratioto

  • História Mundial

Arthur Alfaix Assis

Francisco Fernando Monteoliva Doratioto

  • Geografia

Everaldo Batista da Costa

Fernando Luiz Araújo Sobrinho

  • Língua Inglesa

Alessandra Ramos de Oliveira Harden

Manuel Adalberto Carlos Montenegro Lopes da Cruz

  • Política Internacional

Arthur Alfaix Assis

Francisco Fernando Monteoliva Doratioto

Kassius Diniz da Silva Pontes

  • Noções de Economia

Andrea Felippe Cabello

Daniel Klug Nogueira

Luciana Acioly da Silva

  • Noções de Direito e Direito Internacional Público

George Rodrigo Bandeira Galindo

Mamede Said Maia Filho

 

SEGUNDA FASE

  • Língua Portuguesa

Alessandro Warley Candeas

Luís Felipe Silvério Fortuna

Michel Arslanian Neto

Regina Maria Furquim Freire da Silva

Roberto Doring Pinho da Silva

Sandra Lúcia Rodrigues da Rocha

  • Língua Inglesa

Alessandra Ramos de Oliveira Harden

Jorio Dauster Magalhães e Silva

Ofal Ribeiro Fialho

 

TERCEIRA FASE

  • História do Brasil

Antônio José Barbosa

Francisco Fernando Monteoliva Doratioto

Neuma Brilhante Rodrigues

Norma Breda dos Santos

  • Geografia

Everaldo Batista da Costa

Fernando Luiz Araújo Sobrinho

Nelba Azevedo Penna

Waleska Valença Manyari

  • Política Internacional

Benoni Belli

Francisco Fernando Monteoliva Doratioto

Gisela Maria Figueiredo Padovan

Pio Penna Filho

  • Noções de Economia

Daniel Klug Nogueira

José Carlos de Oliveira

Luciana Acioly da Silva

Renato Coelho Baumann das Neves

  • Noções de Direito e Direito Internacional Público

George Rodrigo Bandeira Galindo

Jorge Luiz Fontoura Nogueira

Mamede Said Maia Filho

Marcos Mauricio Toba

  • Língua Espanhola

Maria Del Mar Paramos Cebey

Pedro Delgado Hernandez

  • Língua Francesa

Germana Henriques Pereira de Sousa

Jerome Christian Aurelien Bertheau

Sabine Gorovitz

 

Como vimos acima, essas informações são bastante interessantes para se ter uma ideia do que pode aparecer nas questões ou dos perfis de avaliação dos examinadores. Por outro lado, neste momento de vésperas dos exames de Terceira Fase, uma notícia dessas pode ser motivo de preocupação para os candidatos mais ansiosos. Para ajudá-los a evitar essa tensão desnecessária, o queridíssimo mestre Tanguy Baghdadi trouxe algumas dicas de como vocês podem usar essa novidade de forma favorável e positiva, especialmente nas revisões e estudos finais para as provas do próximo fim de semana. Assistam ao vídeo abaixo e aproveitem, meus queridos futuros diplomatas! 😉

 

Participação especial neste post:

Barão do Mês: Milton Santos

Atualizado em 02/10/18

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Pupilos e pupilas,

Há dezessete anos, o mês de junho ficou marcado pela perda de um brasileiro ilustre, que deixou um enorme legado em nosso país, e também fora dele, para uma disciplina bem conhecida de vocês. Nosso querido Milton Santos foi um pesquisador necessário e brilhante para a Geografia e, por isso, ele é o grande homenageado do mês aqui no blog!

“A contribuição do Milton é gigantesca. É até difícil mensurar… ele realmente transcende. Não temos nenhum geógrafo que a gente possa comparar em vastidão de obra e importância”, ressalta o nosso mestre dos estudos geográficos, João Felipe Ribeiro. “Lembrando que o Milton rompeu várias barreiras. Primeiro, a barreira acadêmica: principalmente na sua volta do exterior, ele teve um reconhecimento que transcende a academia e, efetivamente, como intelectual, conseguiu passar parte de suas ideias para um público maior, que é uma coisa que a gente sempre reclama da Academia. No que se refere a Geografia: a obra e os conceitos dele, como o do meio técnico-científico-informacional e a importância que ele dá ao território, acabam sendo usados em várias outras áreas de estudos que não só a Geografia”, completa o professor.

Conheçam mais sobre a vida e a carreira admiráveis desse geógrafo que orgulha o Brasil até os dias de hoje! 🙂

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Milton Almeida dos Santos nasceu em 3 de maio de 1926 na cidade baiana de Brotas de Macaúbas, região da Chapada Diamantina. Sua mãe, Adalgisa Umbelina de Almeida Santos, era professora e filha de professores enquanto seu pai, Francisco Irineu dos Santos, foi professor primário e, quando criança, Milton recebeu educação formal em casa, com os próprios pais, até o primário. Com dez anos de idade, tornou-se aluno interno do renomado colégio Instituto Baiano de Ensino, na capital do estado, onde residiu por dez anos. Já no ginásio, se interessou pela disciplina de Geografia Humana, ministrada pelo professor Oswaldo Imbassay, que marcou a memória do jovem estudante, e, aos quinze anos, começou a ensinar os colegas mais novos.

5637032381_5a7b91dd70_oEntre 1942 e 1943, Milton Santos realizou o curso pré-jurídico e, em 1948, formou-se como Bacharel em Direito pela renomada Faculdade de Direito de Salvador. Posteriormente, começou a lecionar Geografia Humana para o ginásio no colégio municipal de Ilhéus (BA). Nessa época, Milton também trabalhou como jornalista e redator no jornal “A Tarde”, onde escreveu 116 artigos versando sobre a zona do cacau, a cidade do Salvador, Europa e África e Cuba e outros temas locais e globais até 1964.

A geógrafa Marie-Hélène Tiercelin e o professor Jacques Levy explicam o desenvolvimento da carreira de Milton Santos destacando três grandes momentos. O primeiro foi o que eles definiram como “um pesquisador implicado na realidade local”, no período de 1948 a 1964. Durante esses anos, Milton exerceu cargos públicos e iniciou sua carreira acadêmica como professor de Geografia Humana na Universidade Católica de Salvador. Em 1958, formou-se doutor em Geografia pela Universidade de Estrasburgo, França, com a tese “O Centro da Cidade de Salvador”, sob orientação do professor Jean Tricart. Ao retornar ao Brasil, Santos tornou-se professor catedrático de Geografia Humana na Universidade Federal da Bahia, onde fundou o Laboratório de Geociências. Também foi diretor da Imprensa Oficial da Bahia (1959-1961), representante da Casa Civil do presidente Jânio Quadros na Bahia, em 1961, e presidente da Fundação Comissão de Planejamento Econômico do Estado da Bahia (1962-1964).

Conforme destacou a professora Maria Auxiliadora da Silva, a década de 60 pode ser considerada como a época áurea de Geografia na Bahia, pois o Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais, fundado por Milton em 1959, representou uma proposta acadêmica renovadora. Nele, a ciência geográfica era tratada não apenas como técnica, mas como reflexão. A implantação de uma nova filosofia de trabalho em Geografia, até então inexistente no Brasil, abre espaços para a geração de pesquisas, capazes de movimentar outras mentes e acionar novas ideias. Essas atividades foram fortemente estimuladas por Milton, que transmitia, além de ensinamentos, motivações e autoconfiança, através do pensamento autônomo, crítico e criativo, sobretudo em relação a questões socioeconômicas.

Em 1964, logo após a implantação do regime militar no Brasil, Milton foi preso e enviado para um Batalhão do Exército em Salvador, onde parte de sua equipe do laboratório e seus amigos o visitavam diariamente. Posteriormente, após sofrer um princípio de derrame, ele foi solto e, após negociar sua saída do país, seguiu para o exílio na França para lecionar na Universidade de Toulouse-Le Mirail (atual Universidade Toulouse – Jean Jaurès). Assim, o professor iniciou sua carreira internacional, que ficou conhecida como a fase de “um pesquisador viajante” (1964-1977).

Na França, Milton foi professor convidado nas universidades de Toulouse, Bordeaux e Paris-Sorbonne, e no Instituto de Estudos do Desenvolvimento Econômico e Social (IEDES). Entre 1971 e 1977, o geógrafo exerceu uma carreira itinerante, começando pelo Canadá (Universidade de Toronto). Depois, foi para os Estados Unidos como pesquisador convidado do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), trabalhando com o linguista e filósofo Noam Chomsky. Passou ainda pela Venezuela, onde foi diretor de pesquisa e planejamento de urbanização da Organização das Nações Unidas. Datam desta época as pesquisas do geógrafo acerca dos processos de urbanização das cidades do então chamado “terceiro mundo” (países subdesenvolvidos). Como desenvolvimento deste seu interesse, posteriormente, realizou trabalhos de pesquisa sobre pobreza urbana na América Latina em Lima (Peru), onde também lecionou na Faculdade de Economia da Universidade Central. Na Tanzânia, penúltimo destino antes do retorno ao Brasil, Milton organizou o curso de pós-graduação em Geografia da Universidade Dar-es-Salaam, e lá residiu por dois anos. De volta aos EUA, terminou o longo período de exílio lecionando na Universidade de Columbia, em Nova Iorque.

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Seu retorno ao Brasil, em 1977, marcou o início da terceira etapa de sua carreira, como “um pesquisador engajado”, conhecido e admirado mundialmente e já com várias obras publicadas. Durante os treze anos que esteve fora do país, Milton estruturou a base do pensamento que analisa o efeito social provocado pelo desenvolvimento urbano político e econômico. O impacto das publicações em português dos livros do geógrafo, que até então só haviam sido editados em outros idiomas, foi enorme. Suas ideias foram responsáveis pela renovação de boa parte dos conceitos e temas debatidos na geografia brasileira. “Ele é uma referência importante na geografia crítica. Tem um livro fundamental chamado ‘Por uma Geografia Nova’, em que ele faz uma crítica contundente a uma corrente de pensamento geográfico (a ‘nova geografia’), que é a Geografia quantitativa, e prega um engajamento social e político da produção geográfica”, salienta nosso mestre João Felipe.

O geógrafo se tornou Consultor de Planejamento do Estado de São Paulo e, depois, lecionou como professor visitante na Universidade Federal do Rio de Janeiro entre 1979 e 1983, quando então foi contratado como professor titular da Universidade de São Paulo (USP), onde lecionou até se aposentar. Ademais, os convites do exterior continuaram: foi professor visitante da Universidade de Stanford, na Cátedra de Joaquim Nabuco, entre 1997 e 1998; diretor de Estudos em Ciências Sociais, na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais – Paris em 1998; consultor das Nações Unidas, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização dos Estados Americanos (OEA) e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco); consultor junto aos governos da Argélia e Guiné Bissau e consultor junto ao Senado Federal da Venezuela para questões metropolitanas. Além das universidades francesas, americanas e latino-americanas, da África e da Ásia, Milton Santos colaborou ainda com a Complutense de Madrid, de Barcelona e de Lisboa.

Milton seguiu lecionando e orientando mestres e doutores no Brasil, ao mesmo tempo em que continuou publicando livros, o que o alçou a uma das mais extensas e densas bibliografias brasileiras, sem dúvidas a maior entre geógrafos latino-americanos. Deixou como legado mais de 40 títulos publicados em diversos idiomas e mais de 300 artigos e pequenas publicações. Em relação a sua produção bibliográfica, o professor João Felipe destaca: “na Geografia especificamente, a obra do Milton é muito vasta porque ele tem preocupações em campos muito variados. Eu destacaria a questão urbana, na qual ele tem uma série de livros, como o ‘Manual da Geografia Urbana’ e ‘Urbanização Brasileira’, que são referência fora do Brasil inclusive. É um geógrafo do ‘terceiro mundo’ contando como a urbanização se dá por aqui. Então, a produção dele é muito grande nessa área de urbanização, que é um assunto fundamental para a Geografia”. O docente também ressalta o importante tratamento que Milton Santos deu ao conhecimento teórico em seus textos: “ele tem uma preocupação epistemológica muito grande e estuda os conceitos fundamentais da Geografia com grande cuidado. Conceitos como território, espaço, paisagem, lugar, tudo isso é motivo da produção dele”.

Além da grande produção sobre urbanização, o professor João Felipe destaca outro tema que Milton Santos priorizou: “mais para o final da sua vida, ele acabou escrevendo muito sobre globalização. Porque o Milton, nessa sua ‘gana’ de analisar epistemologicamente a Geografia, valorizava muito o papel das técnicas – a técnica como mediadora de algo fundamental para a Geografia que é a relação sociedade-natureza. No final dos anos 90, momento em que a globalização entrava no Brasil como uma panaceia, com questionamento muito baixo ou até mesmo quase nenhum, ele escreve um livro chamado ‘Por uma outra globalização’, que também tem um impacto muito grande pra gente”.

Por fim, nosso mestre resume: “a produção dele é vasta demais, de assuntos muito variados, mas de assuntos fundamentais. Acho que essa é a grande questão. O Milton gostava de assuntos fundamentais e eu destacaria pelo menos esse tripé: os conceitos fundamentais da Geografia, da análise territorial e espacial dos fatos; os estudos de urbana, onde ele tem um destaque absurdo, e, mais recentemente, os estudos de globalização, da maneira como ele enxergava esse fenômeno e achava possível uma outra globalização e, de certa maneira, o próprio papel das técnicas na produção do espaço geográfico”.

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No decorrer de sua brilhante carreira, Milton Santos recebeu dezenas de títulos e homenagens no mundo inteiro. São vinte títulos de Doutor Honoris Causa, sendo doze conferidos por universidades brasileiras e oito estrangeiras, além do título de Professor Emérito da USP, recebido em 1997. Dentre as diversas premiações recebidas, merece destaque o Prêmio Internacional de Geografia Vautrin Lud, em 1994, uma espécie de Prêmio Nobel da Geografia. Essa foi a primeira vez que o prêmio era concedido a um geógrafo que não era francês nem norte-americano.

Em 1996, para os seus 70 anos, amigos se reuniram para prestar-lhe uma homenagem, no Seminário Internacional, em São Paulo, denominado “O mundo do Cidadão. Um cidadão do mundo”. Nessa ocasião, foi lançado o livro com o mesmo nome, com depoimentos de 67 intelectuais e amigos de todas as partes do mundo, acolhidos na ocasião pela USP. Abaixo, vocês podem conferir um vídeo desse belo encontro.

Milton faleceu aos 75 anos, em 24 de junho de 2001. Seu sepultamento ocorreu no cemitério da Paz, em São Paulo. Cinco anos depois, foi lançado o documentário “Encontro com Milton Santos: O Mundo Global Visto de Cá”, dirigido por Silvio Tendler. O filme apresenta, por meio de entrevistas com o geógrafo, alguns dos seus principais conceitos.

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Grande importância em provas e concursos

Em decorrência da importância singular de seu trabalho para os estudos da Geografia brasileira e mundial, Milton Santos é um autor abordado de forma constante em grades curriculares e exames das mais variadas instituições, com grande destaque para as provas do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD). “Os textos e as ideias do Milton aparecem muito no concurso dada a dimensão monumental da produção dele. Isso não é uma característica só do CACD. Isso acontece, na verdade, em concursos no Brasil desde provas de vestibular e de Ensino Médio – abordando, obviamente, de maneira mais superficial, mas trabalhando com os conceitos do Milton, que são muito importantes – até concursos para professor. Isso é, realmente, espalhado”, salienta o mestre João Felipe.

Para finalizar, o professor faz uma excelente análise da relação entre os temas de Geografia cobrados pelo CACD e a produção teórica de Milton Santos:

“No caso específico do CACD, o que nós temos é um programa de Geografia de sete itens e, indiretamente, todos estão ligados à obra do Milton, porque ele trabalhou de maneira epistemológica e trata de todos esses temas. De maneira direta: o item 1 fala da história do desenvolvimento da Geografia e ele é um personagem icônico nesse processo, muito importante numa escola de pensamento geográfico (a Geografia crítica). É um autor importantíssimo para a análise de conceitos. Já aconteceu de o concurso cobrar a maneira como Milton Santos vê o conceito de espaço, de paisagem e por aí vai. Então, o item 1 é diretamente ligado à obra dele. O item 2 é um pouco menos. Os itens 3 e 4 tratam de Geografia Econômica e Agrária e ele tem uma produção enorme nessa área, principalmente na parte de globalização, de indústria e até mesmo ao valorizar aquele estudo das técnicas, na questão do campo – ele fala muito sobre a ‘artificialização’. O item 5 é Geografia Urbana e, nesse tema, ele é a referência do sul global. E o item 6 do programa, que é Geografia Política, trata das relações entre o Estado e o território, sobre a qual ele também tem uma produção grande. É até difícil mensurar a relevância dos seus textos. Óbvio, Milton Santos não é um autor fácil de ser lido. Ele tem uma linguagem toda própria. Mas, independente da questão do concurso, o que não pode se questionar é a monumentalidade da sua obra”.

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Fontes:

miltonsantos.com.br

museuafrobrasil.org.br

ub.edu/geocrit/sn/sn-124f.htm

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Participação especial neste post:

Edital CACD 2017 à vista: saiu a Portaria!

Caríssimos e caríssimas CACDistas,

É com muita animação e ansiedade que venho lhes dar essa notícia fabulosa! Foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União a Portaria nº 444 de 7 de junho de 2017, que confirma a realização do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) neste ano e dá alguns detalhes sobre as provas e o número de vagas para o cargo de Terceiro-Secretário – a classe inicial da carreira.

Confiram o informativo completo:

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Com base nessas informações preliminares, já podemos identificar três alterações importantes em relação às edições anteriores do certame:

  1. A prova discursiva de Língua Inglesa, que antes fazia parte da Terceira Fase, passará a compor a segunda etapa do concurso junto à Língua Portuguesa;
  2. Para as disciplinas de Língua Espanhola e de Língua Francesa, na Terceira Fase, as provas serão escritas, e não mais no formato objetivo anterior;
  3. As questões discursivas de Geografia e de Política Internacional podem vir em provas distintas na terceira fase, diferente das últimas três edições do concurso (2014, 2015 e 2016), nas quais ambas matérias compuseram uma prova única.

“Mas, e agora? O que fazer diante dessas mudanças?!”, vocês devem estar se fazendo essas perguntas… pois não fiquem nervosos, meus pupilos e pupilas! Para ajudá-los nesse momento de grande ansiedade e dúvidas, nosso mestre Tanguy Baghdadi veio explicar, tintim por tintim, tudo sobre a Portaria e os próximos passos que vocês podem dar a partir de agora! 😉

Assistam ao vídeo:

 

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