Por dentro da ABIN: entrevista com o Ex-Analista e Professor Heron Duarte

Estimados e estimadas,

Faltando pouco mais de um mês para a realização da sua primeira etapa, o concurso público da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) ainda deixa muitas incógnitas para os candidatos. A própria natureza da instituição e do processo seletivo levantam uma série de questionamentos que quase ninguém consegue esclarecer com exatidão. Uma das questões mais intrigantes, por exemplo, é o pequeno número de certames já realizados: desde a criação da ABIN, em 1999, ocorreram apenas três edições (2004, 2008 e 2010).

Há também aquelas dúvidas que se referem mais à estrutura da carreira e do trabalho do servidor da Agência em si, ou seja, a vida pós-concurso. O que faz um (a) Oficial de Inteligência recém-aprovado? Ele (a) poderá trabalhar em áreas do conhecimento mais específicas? Poderá especializar-se num tema de maior afinidade profissional? E a pergunta que não quer calar: para que serve o Serviço de Inteligência afinal de contas?

Foi para sanar todos esses questionamentos que convidei um especialista para um breve bate-papo sobre o concurso e a carreira na ABIN! O professor e ex-Analista de Informações Heron Duarte aceitou meu convite e veio especialmente ajudá-los a desvendar alguns mistérios desse órgão ainda pouco conhecido, mas interessantíssimo e muito importante para vida pública do Brasil. Sem mais delongas, confiram, a seguir, a conversa completa!

 

Entrevista com o Ex-Analista de Informações e Professor Heron Duarte:

.

O Barão – Em linhas gerais, no que consiste a atividade de Inteligência e como ela está estruturada atualmente no Brasil?

Heron Duarte – A Atividade de Inteligência consiste prioritariamente em coleta de dados, transformação (interpretação) e análise. Mas esses não são dados quaisquer, não estão disponíveis nos jornais ou na imprensa, salvo raras exceções. São leituras que os servidores da ABIN, os agentes, fazem de mudanças no comportamento dos países, dos líderes, dos presidentes; comportamento econômico também; linhas como o terrorismo, o narcotráfico. Essas situações vão gerar um problema futuro, e o profissional de Inteligência tem como principal atribuição prevenir. A ideia do profissional de Inteligência não é “aconteceu o problema e ele vai lá resolver”, a ideia é que não aconteça o problema. Então, diferentemente das polícias, da polícia mais repressiva, a ABIN é mais preventiva. Cada vez que um novo fenômeno no mundo aparece, uma nova situação aparece, imediatamente o Presidente da República deverá ser alertado para que se estudem os cenários prospectivos nesse assunto e se tome uma decisão de como mitigar essa vulnerabilidade do Brasil, como reduzir os riscos de o Brasil ser, de alguma maneira, prejudicado por essas mudanças que ocorrem no mundo. Junto a isso, há também a Contrainteligência, que é a atividade de desenvolver coisas interessantes, importantes, como satélites, foguetes, armas, e também proteger o Brasil para que a Inteligência adversária não nos alcance.

.

O Barão – Desde a criação da ABIN, em 1999, foram realizados três concursos públicos para o preenchimento de seus quadros, sendo apenas um deles para o cargo de Oficial de Inteligência (2008). Por que os processos seletivos da ABIN ocorrem com menos frequência do que outros concursos?

H. D. – É verdade. Houve o concurso de 2004, que ainda era para Analista de Informação, depois 2008 e 2010. O que acontece? A ABIN tem uma carência muito grande de servidores, faltam servidores, e os poucos que ela tem hoje são bem antigos ainda, há poucos novos. Eu diria que a ABIN precisaria hoje, por alto, de mais de 1200 novos funcionários. O que eu poderia dizer só é que a demora em fazer concurso novo está diretamente ligada ao desinteresse do governo em ser fiscalizado. Porque a ABIN fiscaliza o governo (lavagem de dinheiro, crime de colarinho branco, problemas fiscais) também, além das questões internacionais. E eu não vi nos últimos governos, desde Fernando Henrique Cardoso para cá, algum governo interessado em ser fiscalizado por si próprio, policiado dentro dele próprio. Tanto é que se discute até hoje como a criptografia da ABIN não é de forma plena utilizada na Presidência da República, o que chama muito a atenção a desconfiança.

.

O Barão – O cargo de Oficial de Inteligência sempre apresenta um número de vagas bem superior em relação aos demais postos da ABIN – 160 vagas em 2008 e 220 para o novo concurso. Qual seria o motivo para a demanda desse cargo ser superior à dos outros?

H. D. – Acontece que o Oficial de Inteligência é para todas as áreas, ele é o verdadeiro agente secreto. É o Oficial de Inteligência que entra em todos os lugares, que se infiltra, que vai ser adido civil no exterior… ele é mais preparado para questões de política, de relacionamentos, enquanto o Oficial Técnico [de Inteligência] é de uma área específica. Por isso, há muito mais vagas para Oficial de Inteligência do que para o Oficial Técnico. Já o Agente de Inteligência ou o Agente Técnico [de Inteligência] são ajudantes e auxiliares dos Oficiais e, portanto, não tem muitas vagas realmente para eles também.

 

O Barão – A disciplina de Atividade de Inteligência e Legislação Correlata é a mais específica da prova para Oficial de Inteligência. No que consiste o conteúdo dessa matéria e qual é a importância da mesma para a carreira na ABIN?

H. D. – A disciplina de Legislação para a Atividade de Inteligência é para todos os cargos. Ela é completa para todos os cargos, fala sobre a criação, os decretos regulamentadores e tal. Foi até estranho eles não terem colocado nessa prova o Decreto nº 7724, o Decreto nº 7845, que estávamos esperando e são bem específicos para as atividades de arquivologia e de documentação. Não obstante, o Oficial de Inteligência tem mais algumas disciplinas, principalmente de atualidades, Oriente Médio, disciplinas de faixa de fronteira e também de política de defesa nacional (ou política nacional de defesa), porque elas são mais específicas para as necessidades do Oficial [de Inteligência]. O Oficial Técnico não precisa delas. Quem vai decidir e dar um parecer sobre a implantação de uma empresa na fronteira brasileira é o Oficial de Inteligência. Ele vai opinar sobre isso. Ele vai opinar também sobre o auxílio que a ABIN pode dar nas missões militares, o auxílio de apoio nas missões militares. É por isso que essa disciplina é específica para o Oficial e já não é interessante para o Agente, nem para o Oficial Técnico… eu imagino que seja mais por essa linha.

.

O Barão – A investigação social e funcional dos candidatos, que ocorre na Segunda Fase do concurso, é um fator bastante intrigante. Como é feito esse processo investigativo na prática? Que tipos de situações (exemplos) podem levar à eliminação do candidato nesta etapa?

H. D. – É bem verdade. A investigação social é “puxada”, realmente, é bem complicada. E a ABIN informa que vai lançar mão de todas as possibilidades para verificar a vida da pessoa. Para trabalhar na ABIN é necessário ter um comportamento ético impecável: a pessoa tem que ser limpa em todos os sentidos, ela não pode estar envolvida com drogas, com “marginais”, e, principalmente, não pode chamar a atenção para si. Então, se um servidor da ABIN nunca teve problema policial, nunca teve problema com o Detran, não vive embriagado (nem pode), mas esse servidor, por exemplo, ou esse candidato, arranja encrenca com os vizinhos, briga na rua ou chama muita atenção para si como servidor da ABIN, então ele não é interessante para a ABIN. Ele pode até ter um bom comportamento, mas ele não pode se expor. O servidor da ABIN tem que ser discreto. A discrição é fundamental para esse servidor, tanto que ele não vai poder fazer as gracinhas com a família, com o cunhado, de quem trabalha melhor, onde eu trabalho… quem é da ABIN fica calado. A investigação social vai envolver não só o antigo trabalho dessa pessoa, a escola ou universidade onde ela estudou, a sua vizinhança, as suas amizades, mas ela pode ir para qualquer lugar. Eles podem ir até na igreja que essa pessoa frequenta para perguntar como é o comportamento. Pode ir no futebol do clube para saber se ele é “brigão”, se já bateu em alguém e coisa parecida. Porque a ideia é trazer pessoas que não causem danos à imagem da ABIN. Quanto mais discreto e mais correto, ético, pagamentos em dia (nada de Serasa, SPC complicado, protestos), quanto mais limpo, melhor. Pensa bem, né, uma matéria de jornal: “Servidor da ABIN está protestado”, “Servidor da ABIN é apanhado embriagado numa blitz”… isso já é ruim para qualquer órgão público, para a ABIN seria um desastre. Eu veria por esse caminho.

.

O Barão – Como é estruturado o Curso de Formação em Inteligência (Terceira Fase do concurso) e que tipo de conteúdo é apresentado aos candidatos nesta etapa?

H. D. – O Curso de Formação, vamos colocar assim, é sigiloso no seu conteúdo. Quem organiza esse curso, quem decide, é o diretor-geral da ABIN junto com o pessoal da Escola [de Inteligência]. Então, nós não temos como dizer exatamente o que acontece. Mas serão estudados aspectos como Política Internacional, Ciência Política, Relações Internacionais… será estudado também um pouquinho a respeito dos temas globais e as maiores preocupações que nós temos hoje em todas as agências de Inteligência do mundo, além de um pouquinho de educação física. Mas há disciplinas que são muito específicas. Por exemplo, o estudo do regimento interno, que é sigiloso, vai acontecer também durante esse processo. E, ainda, o candidato vai precisar escrever bastante, ter boa redação. Espera-se que, durante esse curso, o candidato possa mostrar a sua capacidade de análise e de síntese em textos e situações que lhe serão apresentadas.

.

O Barão – Após a aprovação no concurso, quais são as primeiras atividades e a rotina do Oficial de Inteligência?

H. D. – Uma vez aprovado em todas as etapas, o candidato vai começar com seu estágio probatório de três anos. Então, não se espera dele uma “atividade de 007”, né, ainda [risos]. Mas espera-se uma adequação dele às atividades. Nesses primeiros anos, eu poderia até dizer nos cinco, seis primeiros anos de atividade na ABIN – salvo raras exceções –, o que o servidor vai fazer é aprender sobre o trabalho; se encaixar; entender o funcionamento; participar de comissões e grupos de trabalho; preparar relatórios; como eu falei, fazer sínteses e análises sobre situações. Mas a gente não espera nesses cinco, seis primeiros anos que o servidor tenha uma missão mais complexa. Ele vai fazer cursos também, porque a Escola não vai dar apenas o Curso de Formação. À parte disso aí, existem diversos cursos oferecidos, que inclusive são obrigatórios, onde o servidor então vai para alguma área onde melhor ele se ajuste. Por exemplo, o pessoal de Tecnologia da Informação vai estudar um pouco mais de criptografia, barreiras, firewalls. O pessoal, por exemplo, da Economia vai entender um pouco mais sobre crimes financeiros, finanças públicas, crimes financeiros internacionais, lavagem de dinheiro. Então, eles vão sendo direcionados um pouco em relação as suas aptidões para esses cursos. Mas eu repito: não acredito que nesses primeiros cinco, seis anos eles participem de missões complexas. Muito difícil, muito difícil… não é impossível, mas é muito difícil.

.

O Barão – Que conselho (s) você daria para aqueles que desejam seguir uma carreira sólida e bem-sucedida na ABIN?

H. D. – Eu acredito que aqueles que desejam realmente seguir essa carreira precisam, principalmente, fazer uma autoanálise: é isso que eu quero? O concurseiro, aquele que “atira para todo lado”, que tenta TJ [Tribunal de Justiça], TRF [Tribunal Regional Federal], TSE [Tribunal Superior Eleitoral], Polícia Federal, Polícia Civil, PM [Polícia Militar]… existem aquelas pessoas que querem um emprego do governo. Querem trabalhar para o governo, porque estão pleiteando uma estabilidade, uma remuneração razoável, algumas aposentadorias melhores, né… alguns até acham que não vão trabalhar muito. Se for esse perfil, não entre para esse concurso. Quem vai entrar para a ABIN é aquela pessoa que tem missão. É aquela pessoa que fala assim: “eu quero ajudar a defender o meu país. Eu quero ajudar o meu Brasil a ser diferente. Então, eu não quero louros, não quero serpentina, nem purpurina”. Quem quer trabalhar na ABIN quer contribuir sabendo que muito pouco vai receber de aplausos. É uma pessoa que tem uma missão: a missão de servir ao seu país. O servidor da ABIN vai encontrar coisas fantásticas e não vai sair no jornal. Ele não vai ganhar medalha. Ele pode solucionar um crime complicadíssimo e não vai ser divulgado na imprensa que o servidor Fulano salvou a vida do Presidente da República de um ato terrorista, de um ato criminoso. Quem vai trabalhar na ABIN não vai sair na fotografia, como a gente diz. Por isso, é uma missão. Tem um bom salário? Sim, tem um bom salário. O trabalho é legal? É legal. Mas ele vai trabalhar, vai cumprir expediente, e ele pode ser requisitado a qualquer momento. Tem que ter disponibilidade. “Não, mas hoje é sábado / é domingo / é minha folga”, pode ser chamado, sim, para participar de algum trabalho que seja necessário. Então, essa pessoa que vai se preparar para a ABIN já tem que começar a reduzir a sua exposição pública. Não sair por aí informando para todo mundo: “estou fazendo o concurso da ABIN, estou estudando”, porque, se ele mudar de vida e começar a trabalhar em breve, metade dos amigos dele vão imediatamente descobrir que ele está na ABIN, e ninguém deve saber. Temos que diminuir ao máximo a quantidade de pessoas que sabem que um servidor Fulano trabalha na ABIN. Ele deve também reduzir as redes sociais, evitar temas polêmicos nas redes sociais. Também, eu falo isso muito, meninas e rapazes evitarem a exposição do corpo demais nas redes sociais, roupas extremamente exageradas, foto com bebida, com garrafa de uísque na mão, foto na balada… vai ter que tirar tudo isso e reduzir isso aí bastante. Então, o servidor da ABIN vai reduzir a sua balada, a sua cervejinha. Ele vai ser um missionário. Um missionário para o bem da sociedade e do Estado.

.

Participação especial neste post:

Concurso ABIN 2018 – Panorama completo do edital!

Minhas caras e meus caros,

A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) enfim emitiu o edital do tão aguardado concurso para o preenchimento dos seus quadros! Como já havíamos observado, as vagas ofertadas são para os cargos de Oficial de Inteligência (qualquer curso de nível superior), Oficial Técnico de Inteligência (cursos específicos de nível superior) e Agente de Inteligência (nível médio).

Ontem, 02 de janeiro, a instituição havia divulgado, por meio do Diário Oficial da União, cinco instruções normativas que regulamentam as etapas mais avançadas do certame, quais sejam: a investigação social, a prova de capacidade física, a avaliação médica, o curso de formação e a avaliação psicológica. O edital, por sua vez, além dessas orientações, traz as informações completas a respeito de todo o processo seletivo e, claro, das provas teóricas da Primeira Fase.

Neste post, reunimos todas as orientações sobre a seleção para o posto de Oficial de Inteligência para que vocês tenham um panorama claro e completo do edital e possam realinhar os estudos nesta reta final da preparação. Olho vivo nas informações, pupilos! 😉

.

INFORMAÇÕES INICIAIS:

infos-gerais

incricoes

Página para as inscrições: http://www.cespe.unb.br/concursos/ABIN_17/

* ATUALIZAÇÃO: conforme o Edital nº 3, publicado em 26/01/18, o término das inscrições foi prorrogado para o dia 31/01/18, às 18h (horário oficial de Brasília).

.

CALENDÁRIO DAS PROVAS:

datas-provas

As provas da primeira e da segunda etapas serão aplicadas em todas as 26 capitais estaduais e no Distrito Federal; a terceira etapa ocorrerá somente em Brasília – DF.

.

CALENDÁRIO DOS RECURSOS:

recursos

* É possível que a organização emita editais específicos com essas informações. Acompanhem as atualizações na página do concurso.

 

COMPOSIÇÃO DAS PROVAS/ETAPAS:

conteudo-1-etapa

conteudo-2-etapa

conteudo-3-etapa

.

Todas as informações e atualizações sobre o concurso ABIN 2018 podem ser consultadas na página da instituição organizadora do concurso, o Cespe/UnB.

.

Para ajudá-los a entender melhor o processo seletivo, o grande mestre Tanguy Baghdadi fez um vídeo supimpa com orientações sobre o Edital e dicas para os estudos. Assistam a seguir!

 

Participação especial neste post:

O que esperar do concurso ABIN? – Língua Espanhola

Caros aspirantes ao Serviço Brasileiro de Inteligência,

A Língua Espanhola é uma disciplina que não aparece com muita frequência nas provas de concursos públicos. Normalmente, as seleções que abarcam essa disciplina são aquelas realizadas para os cargos de carreiras internacionais, como é o caso do certame para Oficial de Inteligência da ABIN. Vamos, então, analisar como o conteúdo de Espanhol costuma ser requerido nesta seleção para que vocês possam se preparar desde já para o novo exame, cujo edital está prestes a ser pulicado!

Como vimos no post anterior, pupilos, a Língua Espanhola foi a segunda opção de idioma para escolha dos candidatos ao realizar a prova objetiva, na Primeira Fase. Esse é um dos pontos positivos do concurso, pois permite que os postulantes se dediquem aos estudos de apenas uma língua estrangeira, sem que haja sobrecarga de conteúdo para aprendizado e revisão durante a preparação.

Os aspectos da prova de Espanhol na última edição do processo seletivo foram basicamente os mesmos dos que verificamos anteriormente em Língua Inglesa. As questões integraram a parte de “Conhecimentos Específicos” do exame objetivo geral e consistiram de vinte e cinco itens a serem julgados como certos ou errados, no modelo usual da banca Cespe. Além disso, também foram somente dois os objetivos de avaliação definidos pelo edital para essa matéria:

1 Compreensão de texto escrito em língua espanhola e

2 Itens gramaticais relevantes para a compreensão dos conteúdos semânticos.

Por outro lado, o exame de Língua Espanhola teve uma configuração distinta e contou com apenas um texto, com extensão de 53 linhas – diferente de Inglês, cuja prova possuiu três textos mais sucintos. O arquivo completo da prova pode ser acessado nesta página do Cespe/UnB.

Para finalizar a nossa análise, a seguir, temos um panorama para lá de interessante do estimado mestre Juan Martín a respeito da abordagem da Língua Espanhola neste certame. Assistam e entendam melhor por que o idioma é – e muito provavelmente continuará sendo – selecionado para compor a avaliação dos futuros Oficiais de Inteligência do Brasil! 🙂

.

Participação especial neste post:

avatar_juan

Juan Manuel Martín – Bacharel em Direito pela Universidad Nacional de Córdoba (UNC) e professor de Língua Espanhola nos cursos preparatórios de Carreiras Internacionais do Damásio Educacional / Clio.

 

 

 

VEJA TAMBÉM:

O que esperar do concurso ABIN? – Atualidades

O que esperar do concurso ABIN? – Geografia Contemporânea

O que esperar do concurso ABIN? – Língua Portuguesa

O que esperar do concurso ABIN? – Direito Constitucional

O que esperar do concurso ABIN? – Língua Inglesa

.

O que esperar do concurso ABIN? – Língua Inglesa

Estimados pupilos e pupilas,

No pleito para o cargo de Oficial de Inteligência da ABIN, cuja única edição ocorreu em 2008, os candidatos puderam optar entre dois idiomas – Inglês ou Espanhol – para realizar a prova objetiva da Primeira Fase. Ainda não se sabe ao certo se esse formato será mantido ou se ambas disciplinas serão obrigatórias no próximo concurso. Em todo caso, vamos analisar, juntos, os aspectos de cada uma delas para vocês já irem tomando conhecimento do que pode aparecer no exame vindouro. Comecemos, então, pela Língua Inglesa, meus caros!

Quando requerido em concursos públicos, o conteúdo de Inglês costuma figurar em questões simples e, geralmente, relacionadas a interpretação de textos e análises gramaticais. No contexto do concurso da ABIN, a disciplina não fugiu a essa regra. No edital de 2008, o programa foi bastante sucinto e, em certa medida, um tanto quanto genérico ao relacionar somente dois tópicos como objetos de avaliação, quais sejam:

1) compreensão de textos em língua inglesa;

2) itens gramaticais relevantes para a compreensão dos conteúdos semânticos.

Em termos de estrutura, a disciplina constituiu a parte de “conhecimentos específicos” da prova e contou com vinte e cinco itens para julgamento como certo ou errado, a partir de textos extraídos de periódicos internacionais de ampla circulação. É bastante provável que esse modelo seja mantido no novo certame. Portanto, a leitura regular de reportagens e artigos em Inglês é uma tarefa que pode ser colocada em prática desde já.

Um elemento fundamental que diferencia essa prova de Língua Inglesa dos exames de outros processos seletivos são os aspectos de avaliação característicos da banca examinadora, o Cespe/UnB. Por isso, convidamos o prezado mestre Rodrigo Armstrong para explicar em detalhes como essa dinâmica ocorre na prática, e orientá-los quanto ao que pode ser feito para que esses desafios sejam devidamente superados. Confiram a seguir, caríssimos! 🙂

 

Participação especial neste post:

avatar_armstrong-pqn

 

Rodrigo Armstrong – Graduado em Relações Internacionais pela Tufts University (Estados Unidos) e Mestre em Economia Política Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professor de Língua Inglesa na área de Carreiras Internacionais do Damásio Educacional – Clio.

 

 

VEJA TAMBÉM:

O que esperar do concurso ABIN? – Atualidades

O que esperar do concurso ABIN? – Geografia Contemporânea

O que esperar do concurso ABIN? – Língua Portuguesa

O que esperar do concurso ABIN? – Direito Constitucional

.

O que esperar do concurso ABIN? – Direito Constitucional

Prezadas e prezados,

O Direito Constitucional é uma das disciplinas que está presente em quase todos os editais dos mais variados concursos públicos pelo Brasil. São poucos os certames que não cobram algum conteúdo desse âmbito jurídico, e este é um fato bastante oportuno para os candidatos que realizam as provas dessa matéria. Os exames produzidos pelas bancas a cada edição dos processos seletivos compõem um vastíssimo universo de questões e temas, que pode – e deve! – ser bastante explorado e utilizado como um reforço à preparação.

No último pleito para o cargo de Oficial de Inteligência da ABIN, a disciplina de Direito Constitucional compôs a parte de “Conhecimentos específicos” da prova objetiva, na Primeira Fase, e seu conteúdo programático consistiu nos seguintes pontos:

1 Princípios fundamentais da CF 88 [Constituição Federal de 1988].

2 Direitos e garantias fundamentais, nacionalidade, cidadania e direitos políticos.

3 Organização do Estado: União e Administração Pública.

4 Poder Executivo.

5 O controle externo e os sistemas de controle interno.

6 Defesa do Estado e das instituições democráticas: estado de defesa, estado de sítio, Forças Armadas e segurança pública.

7 Ordem social: ciência e tecnologia; meio ambiente; e índios.

Nesse contexto, há de se ter uma atenção especial em relação à abordagem dos temas pela banca organizadora, o Cespe/UnB. Existem tópicos comuns a todas as provas, diferindo apenas quanto à forma como são cobrados nas questões. Por isso, além da realização de exames anteriores desta seleção, é importante também buscar e conhecer as demais avaliações elaboradas pelos examinadores da instituição.

Para ajudá-los a compreender melhor o que está por vir no iminente concurso da ABIN, o grande mestre Ricardo Macau traz dicas primorosas sobre os aspectos específicos do conteúdo de Direito Constitucional e a melhor forma de se preparar para a prova dessa disciplina. Assistam com atenção e aproveitem todas as explicações, meus caros!

 

Participação especial neste post:

avatar_macau

 

Ricardo Victalino (Macau) – Doutor em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo (USP) e professor de Direito Interno e de Direito Internacional Público na área de Carreiras Internacionais do Damásio Educacional – Clio.

 

 

VEJA TAMBÉM:

O que esperar do concurso ABIN? – Atualidades

O que esperar do concurso ABIN? – Geografia Contemporânea

O que esperar do concurso ABIN? – Língua Portuguesa

.

O que esperar do concurso ABIN? – Língua Portuguesa

Barões e Baronesas,

No certame para o cargo de Oficial de Inteligência da ABIN, a disciplina de Língua Portuguesa é a única que aparece nos dois tipos de provas aplicadas na Primeira Fase – objetiva e discursiva (redação). Portanto, meus caros, este bigodudo que vos fala recomenda fortemente uma atenção especial nesta matéria durante a preparação para o próximo concurso! Vejamos, a seguir, como isso pode ser feito.

O formato e a configuração das questões são os primeiros aspectos com os quais os candidatos precisaram estar familiarizados. No último processo seletivo, realizado em 2008, a matéria integrou a parte de “Conhecimentos Gerais” da prova objetiva e possuiu vinte e cinco itens para julgamento como “certo” ou “errado”. Já em termos de conteúdo, o edital requereu conhecimento sobre os seguintes tópicos:

1 Compreensão e interpretação de textos.

2 Tipologia textual.

3 Ortografia oficial.

4 Acentuação gráfica.

5 Emprego das classes de palavras.

6 Emprego do sinal indicativo de crase.

7 Sintaxe da oração e do período.

8 Pontuação.

9 Concordância nominal e verbal.

10 Regência nominal e verbal.

11 Significação das palavras.

O exame discursivo, por sua vez, consistiu de uma redação argumentativa-dissertativa, com extensão máxima de trinta linhas e valor de dez pontos. Essa prova teve o objetivo de avaliar os postulantes no que se refere ao conhecimento do tema, à capacidade de expressão na modalidade escrita e ao uso das normas do registro formal culto da Língua Portuguesa.

Para deixá-los ainda mais afinados com as demandas desse concurso, dois excelentes mestres da Língua Portuguesa trouxeram orientações e dicas de estudos valiosas para cada prova da disciplina. Vejam, abaixo, o vídeo da querida professora Isabel Vega falando sobre as características gerais das questões e os temas que costumam ser mais cobrados pelos examinadores no exame objetivo. Em seguida, confiram o bate-papo supimpa que tive com o professor Ádamo Escobar a respeito da prova de Redação e as principais dúvidas que os candidatos possuem sobre ela!

 

Dicas para a prova objetiva – Prof. Isabel Vega:

https://www.youtube.com/watch?v=dozNIHTm77M&feature=youtu.be

 

Entrevista sobre a prova de Redação (ABIN) – Prof. Ádamo Escobar:

 

O Barão – A prova de redação da ABIN é diferente das redações de outros concursos? Quais seriam as principais particularidades do exame?

Ádamo Escobar – Inicialmente, precisamos considerar cumprindo-se nossa expectativa, o CESPE/CEBRASPE será a banca organizadora, e o status de prova diferenciada será mantido. Além do óbvio domínio da nossa língua, é preciso dar atenção especial à Dissertação e suas especificidades: mais do que bom conhecimento gramatical, o candidato deve redigir um texto claro, objetivo, coerente e diferenciado, valorizando o assunto proposto e demonstrando desenvoltura no uso das atualidades que envolvem o tema.

Um olhar superficial talvez não demonstre nada tão desafiador – pois outras provas também cobram os mesmos conteúdos. Contudo, se lembrarmos que no último concurso para a ABIN (2008) mais de 30% dos candidatos foram eliminados por não alcançarem a nota mínima em redação – 60% da nota -, perceberemos que um olhar mais profundo se faz necessário para atingirmos o objetivo: excelência em redação.

 

O Barão – De que forma o conteúdo de Língua Portuguesa é cobrado na redação? O que a banca espera do candidato nesta prova?

A. E. – O pleno domínio da língua fica claro já no edital: grafia/acentuação, morfossintaxe e propriedade vocabular aparecem com destaque. É preciso ter em mente, no entanto, que a redação não é um desfile de competências gramaticais isoladas. Os conhecimentos linguísticos precisam estar a serviço da redação, da coerência, do bom texto. Assim, a banca espera que o domínio pleno não resulte em texto difícil, jurídico, complicado, mas sim um texto claro, de leitura fácil.

 

O Barão – Quais assuntos você considera mais passíveis de serem escolhidos como tema da próxima prova? Por quê?

A. E. – Questões que consigam cobrar conteúdos atuais e temas de interesse da ABIN têm a nossa aposta: terrorismo, refugiados, energia, espionagem em tempos de alta tecnologia, espionagem econômica e industrial, segurança e defesa do Estado e meio ambiente. É bom levar em conta o último tema cobrado (Segredo de Estado e Cidadania) e os aspectos obrigatórios que toda prova CESPE vem cobrando. Eles demonstram que a banca tem um conceito bem amplo de “atualidades”.

 

O Barão – Qual é a melhor maneira de estudar e se preparar para uma prova de redação como essa?

A. E. – Assistir a todas as aulas do curso e fazer as atividades é o básico. Cada atividade corrigida deve ser revista, numa espécie de PDCA, a fim de se evitar a repetição de erros. O bom aluno de redação comete novos erros, ousa mais a cada texto, tentando aplicar as novas técnicas aprendidas ao longo do curso. Outra ação obrigatória é a leitura e estudo do edital. Friso a palavra “estudo”. Não basta ler apenas, para “cumprir tabela”. Leia, interprete, tenha total consciência de como a prova é estruturada, o que são os aspectos obrigatórios, como eles devem aparecer dentro do texto, etc. Ademais, leitura intensiva sobre atualidades é importante para que nenhum tema seja surpresa para o candidato, além de contribuir para uma argumentação realmente diferenciada.

 

O Barão – Com base na sua experiência como professor dessa disciplina, quais são os erros mais comuns cometidos pelos candidatos na redação? O que eles podem fazer para evitá-los?

A. E. – Certamente, o mais temido dos erros é a “fuga ao tema”. Seja a fuga total ou o tangenciamento, o candidato não pode se permitir cometer tal falha. Todo o esforço despendido posteriormente será em vão se seu texto não cumpre o tema proposto.

Outras falhas – menores, mas também prejudiciais – são a ausência de pontos de vista claro e, consequentemente, a expositividade em textos argumentativos. A melhor dica para evitar a maior parte desses erros é: faça o planejamento textual completo.

Outras dicas úteis são: ler e reler o edital para identificar previamente o tipo textual que será cobrado, interpretar o tema com calma, fazer bom uso das atualidades e dos exemplos, cuidar da apresentação do texto e de sua legibilidade e, por último e bem importante, cuidar da coesão. Períodos longos prejudicam muito a correção.

 

O Barão – Por fim, qual é o segredo para uma redação nota dez na ABIN?

A. E. – Aprender a fazer uma redação diferenciada aos olhos do corretor. Aprender como é feita a correção da redação. Resumindo, aprender a pensar como o corretor. Que tipo de texto ele gosta? Se ele deseja uma leitura fluida, rápida e objetiva, que erros devo evitar para que não surjam barreiras? Nosso curso ensina a reconhecer essas armadilhas e, principalmente, ensina a como ser diferente.

 

Participações especiais neste post:

Isabel Vega – Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Leciona a disciplina de Língua Portuguesa no Colégio Pedro II e nos cursos preparatórios de Carreiras Públicas e Internacionais do Damásio Educacional / Clio.

Ádamo Escobar – Possui graduação em Letras – Português/Literatura pelo Centro Universitário da Cidade (2004). Leciona a disciplina de Língua Portuguesa no Colégio e Vestibular de _A_Z e nos cursos preparatórios de Carreiras Internacionais do Damásio Educacional / Clio.

 

 

VEJA TAMBÉM:

O que esperar do concurso ABIN? – Atualidades

O que esperar do concurso ABIN? – Geografia Contemporânea

.

O que esperar do concurso ABIN? – Geografia Contemporânea

Digníssimos e Digníssimas,

Dando continuidade à série especial sobre o concurso para Oficial de Inteligência da ABIN, hoje vamos falar de uma das disciplinas que compõem a parte de “Conhecimentos Específicos” da prova objetiva da Primeira Fase!

Geografia Contemporânea é uma matéria que possui um caráter bastante interdisciplinar, pois engloba temas que se relacionam diretamente com outras áreas do conhecimento, tais como História, Economia, Política Internacional, entre outras. No entanto, no contexto dos concursos públicos, os assuntos geográficos também apresentam aspectos específicos importantes e que merecem atenção especial nos estudos. Espaço e território, por exemplo, são elementos característicos da Geografia e, comumente, são aplicados a conceitos amplos – como globalização, migrações etc. – para distinguir o conteúdo dessa disciplina de outras.

Em relação ao concurso da ABIN, o último edital (2008) abarcou em seu conteúdo programático os seguintes temas:

1 Geografia do Brasil

1.1 A integração do Brasil no processo de internacionalização da economia.

1.2 A divisão inter-regional do trabalho e da produção.

1.3 O processo de industrialização e suas repercussões na organização do espaço.

1.4 A rede brasileira de transportes e sua evolução.

1.5 A estrutura urbana brasileira e as grandes metrópoles.

1.6 A dinâmica das fronteiras agrícolas e sua expansão para o Centro-Oeste e para a Amazônia.

1.7 A Evolução da estrutura fundiária e os problemas demográficos no campo.

1.8 Os movimentos migratórios internos.

1.9 A distribuição dos efetivos demográficos no território nacional.

1.10 A estrutura etária da população brasileira e a evolução de seu crescimento.

1.11 Integração entre indústria, estrutura urbana, rede de transportes e setor agrícola no Brasil.

1.12 Recursos naturais: aproveitamento, desperdício e políticas de conservação de recursos naturais.

1.13 O Brasil e a questão cultural.

2 Geografia mundial

2.1 Globalização e fragmentação em relação à nova ordem mundial.

2.2 O estágio atual do capitalismo e a divisão internacional do trabalho.

2.3 Processo de desenvolvimento/subdesenvolvimento.

2.4 Caracterização geral dos sistemas político-econômicos contemporâneos e suas áreas de influência e disputa.

2.5 O papel das grandes organizações político-econômicas internacionais.

2.6 A formação dos grandes blocos econômicos.

2.7 A ação do Estado na economia e políticas contemporâneas.

2.8 As consequências da transformação do espaço socialista.

2.9 Os conflitos geopolíticos recentes.

2.10 Movimentos migratórios internacionais e crescimento demográfico.

2.11 A questão ecológica em nível mundial.

2.12 Cultura e espaço: conflitos étnicos/religiosos/linguísticos atuais. A questão das nacionalidades.

Mas, afinal de contas, como esses tópicos são cobrados na prática? Quais tipos de análises as questões podem requerer dos candidatos? Para sanar essas dúvidas inquietantes, o querido mestre João Felipe Ribeiro, especialista em Geografia para concursos, traz os esclarecimentos necessários para vocês tirarem essa disciplina de letra no próximo exame da ABIN! 😉

Confiram as primorosas explicações do professor:

 

Participação especial neste post:

avatar_joaofelipeJoão Felipe Ribeiro – Licenciado em Geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professor dessa disciplina na preparação para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) e nos demais cursos de Carreiras Públicas e Internacionais do Damásio Educacional / Clio.

 

 

VEJA TAMBÉM:

O que esperar do concurso ABIN? – Atualidades

.

O que esperar do concurso ABIN? – Atualidades

Caríssimos e caríssimas,

O próximo concurso para o cargo de Oficial de Inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) está mais próximo do que nunca! Como já vimos aqui no blog, a instituição recebeu autorização do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP) para realizar o processo seletivo, que deve ocorrer entre o final de 2017 e início de 2018. Ontem, dia 19, a Assessoria de Imprensa da Abin informou que o processo de organização do certame continua em andamento, incluindo a etapa de definição da banca organizadora. Assim, podemos esperar notícias sobre a definição dessa informação nos próximos dias, bem como a subsequente publicação do edital.

Os estudos para esse concurso, então, já podem e devem ser intensificados desde já, pupilos e pupilas! Para ajudá-los nisso, iniciamos, hoje, uma série de posts especiais sobre as provas para o cargo de Oficial de Inteligência, com orientações e dicas preciosas de mestres mais-que-especializados, tendo como base o último certame para esse posto da ABIN.

 

O que esperar da disciplina de Atualidades?

Atualidades é uma das disciplinas que compõem a parte de “Conhecimentos Gerais” da prova objetiva, aplicada na Primeira Fase do concurso. Os temas dessa matéria cobrados pelo edital de 2008 foram: domínio de tópicos atuais e relevantes de diversas áreas, tais como segurança e defesa do Estado, espionagem econômica e industrial, terrorismo, política, energia, tecnologia, meio ambiente e relações internacionais, e suas vinculações históricas.

Diante dessas informações, é normal surgirem dúvidas quanto à abordagem do concurso. Qual a importância desse conteúdo para a prova? O que esperar das questões? Como seria a melhor forma de estudar para essa matéria? Assim, damos início à série analisando os aspectos dessa disciplina com as explicações de ouro do prezado mestre Tanguy Baghdadi. No vídeo a seguir, o professor responde a essas indagações e mostra o caminho das pedras para aqueles que almejam iniciar uma carreira no Sistema Brasileiro de Inteligência. Assistam e aproveitem as orientações, meus caros!

 

Participação especial neste post:

ABIN: conheça mais sobre a carreira em 10 passos

[Atualizado em 17/07/2017]

 

Caríssimas pupilas e caríssimos pupilos,

No mundo das Carreiras Internacionais, uma das profissões que mais se destaca é o de oficial de inteligência da ABIN. Mas vocês sabem, meus caros, o que faz a Agência Brasileira de Inteligência, o que fazem seus Agentes de Inteligência, e como é sua seleção?

Preparem seus bigodes que vamos descobrir mais um pouco sobre essa fascinante carreira, em dez passos!

 

002

 

  1. A Agência

A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), foi criada em 1999, como um órgão da Presidência da República. É o órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) e o único organismo que tem como objetivo planejar e executar atividades de inteligência de Estado.

Sua principal responsabilidade é fornecer ao presidente da República e a seus ministros informações e análises estratégicas, necessárias à tomada de decisões característica do Poder Executivo. A agência deve identificar oportunidades e ameaças relacionadas a temas como:

  • Proteção das fronteiras nacionais;
  • Contraespionagem;
  • Terrorismo;
  • Proliferação de armas de destruição de massa;
  • Políticas estabelecidas com outros países ou regiões;
  • Segurança das informações e das comunicações;
  • Defesa do meio ambiente;
  • Proteção de conhecimentos sensíveis produzidos por entes públicos ou privados;
  • Propriedade intelectual e transferência de tecnologia.

As carreiras de Inteligência da ABIN contam com quatro cargos:

1

 

De acordo com o sítio da agência,


“Após ingressar na ABIN, a lotação do servidor é feita com base em critérios que levam em conta a colocação no concurso público, as competências técnicas, as habilidades profissionais e as aptidões pessoais, de modo a privilegiar o atendimento das necessidades da instituição e a valorização do profissional”.

 

  1. O que faz o Oficial de Inteligência?

O Oficial de Inteligência deve estar apto a desempenhar diferentes funções, relacionadas a atividades de planejamento e de execução das ações de inteligência. Algumas delas podem ser conferidas abaixo:

  • Produção de conhecimentos de inteligência;
  • Ações de salvaguarda de assuntos sensíveis;
  • Atividades de pesquisa e desenvolvimento científico ou tecnológico direcionadas à obtenção e à análise de dados e à segurança da informação; e
  • Desenvolvimento de recursos humanos para a atividade de inteligência; e
  • Desenvolver e operar máquinas, veículos, aparelhos, dispositivos, instrumentos, equipamentos e sistemas necessários à atividade de inteligência.

 

  1. Onde os oficiais executam suas funções?

Os Oficiais de Inteligência podem trabalhar tanto dentro das fronteiras nacionais quanto ser designados para prestar serviço no exterior, de acordo com as necessidades do Poder Executivo.

 

2350590098_5851602512_b

 

  1. Por que o carcará é um dos símbolos da ABIN?

De acordo com a Agência: “o gavião carcará é a ave brasileira conhecida por seu destemor, agudeza de visão, longo raio de ação e controle do território. É altiva e forte, assim como a ABIN”.

 

  1. A banca

A banca da última seleção foi o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (CESPE). De acordo com o CESPE, a correção das provas seguiu o nosso já conhecido padrão. A diferença é que os itens valem 1,00 ponto cada, então, as notas são calculadas da seguinte maneira:

  • 1,00 ponto, caso a resposta do candidato esteja em concordância com o gabarito definitivo da prova;
  • – 1,00 ponto, caso a resposta do candidato esteja em discordância com o gabarito definitivo da prova;
  • 0,00 ponto, caso não haja marcação ou haja marcação dupla (C e E).

A prova discursiva é avaliada, por sua vez, segundo critérios comuns a uma prova dissertativa: nota zero para redações em que haja fuga ao tema; deve haver domínio da modalidade escrita em aspectos como pontuação, morfossintaxe e propriedade vocabular; a apresentação e a estrutura textuais e o desenvolvimento do tema compõem a nota.

 

  1. As vagas

No último concurso, foram disponibilizadas 160 vagas, não havendo reserva de vaga para candidatos portadores de deficiência, em virtude da incompatibilidade desta condição com as atribuições do cargo de oficial de inteligência.

 

  1. A remuneração

De acordo com valores de 2015, a remuneração inicial é de R$ 15.003,80, mas o provimento é variável, de acordo com a progressão na carreira, e pode chegar a R$ 21.300,28.

 concurso-abin-2016

 

  1. As fases da prova

A prova para Oficial de Inteligência, em 2008, foi composta por três fases. As informações abaixo foram retiradas do edital lançado para a seleção em sua última realização.

 

  • Na primeira fase, foram realizadas as seguintes provas:

2
A prova discursiva vale 10,00 pontos e consiste de uma redação argumentativa-dissertativa sobre tema da atualidade. Essa prova objetiva avaliar o conteúdo – conhecimento do tema, a capacidade de expressão na modalidade escrita e o uso das normas do registro formal culto da Língua Portuguesa.

 

  • A segunda fase consistiu de:

abin-segunda-fase-jpeg

 

  • A terceira e última fase foi composta por:

abin-terceira-fase-jpeg

 

9. O conteúdo cobrado 

O conteúdo cobrado no último exame se dividiu em Conhecimentos Gerais e Conhecimentos Específicos:

5

 

  1. Quais são as perspectivas para um próximo concurso?

Em janeiro de 2017, foi enviado pedido ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP) para realização de concurso para a ABIN, especificamente para a vaga de oficial de inteligência.

No dia 17 de julho deste ano, foi publicada a Portaria nº 227 do MP no Diário Oficial da União, autorizando a abertura do processo seletivo para o preenchimento de 300 vagas na ABIN – 220 para o cargo de Oficial de Inteligência, 60 para o de Oficial Técnico de Inteligência e 20 para Agente de Inteligência. A expectativa é que a instituição lance o edital em até seis meses a partir da data de publicação desse informativo.

 

 

FONTES:

MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, DESENVOLVIMENTO E GESTÃO. Disponível em <http://www.planejamento.gov.br/>. Acesso em 17 jul. 2017.

AGÊNCIA BRASILEIRA DE INTELIGÊNCIA. Disponível em <http://www.abin.gov.br/>. Acesso em 11 mar. 2017.

CENTRO DE SELEÇÃO E DE PROMOÇÃO DE EVENTOS (CESPE). Concurso Público para Provimento de Vagas nos Cargos de Oficial De Inteligência e de Agente de Inteligência Edital N.º 1 – Abin, De 12 de Agosto de 2008. Disponível em: <http://www.cespe.unb.br/concursos/abin2008/arquivos/ED_1_2008_ABIN_ABT.PDF>. Acesso em 11 mar. 2017.

LEI Nº 11.776, DE  17 DE SETEMBRO DE 2008.Dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreiras e Cargos da Agência Brasileira de Inteligência – ABIN, cria as Carreiras de Oficial de Inteligência, Oficial Técnico de Inteligência, Agente de Inteligência e Agente Técnico de Inteligência e dá outras providências; e revoga dispositivos das Leis nos 9.651, de 27 de maio de 1998, 11.233, de 22 de dezembro de 2005, e 11.292, de 26 de abril de 2006, e as Leis nos 10.862, de 20 de abril de 2004, e 11.362, de 19 de outubro de 2006.