O Mundo em 3 Minutos #13: Cúpula do BRICS 2017

O Mundo em 3 Minutos #13: Cúpula do BRICS 2017

Baronesas e Barões,

No início deste mês (dias 3, 4 e 5), aconteceu a IX Cúpula do BRICS na cidade de Xiamen, província de Fujian, sob a presidência da China. Com o tema “BRICS: Stronger partnership for a brigther future”, o evento inaugurou oficialmente a segunda década da cooperação entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Dentre as prioridades definidas previamente para as discussões da ocasião estavam assuntos como: a coordenação de uma segurança sustentável, comum, compreensiva e cooperativa; o fortalecimento de uma política macroeconômica coordenada, reformas estruturais e a fomentação de uma economia mundial aberta; trabalhar em direção a aumentar os laços entre os países BRICS; alavancar a reforma da governança econômica global; e outras.

A coordenação diplomática entre os países iniciou-se de maneira informal e regular, em 2006, com reuniões anuais de Chanceleres à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU). Essa interação exitosa levou à decisão de que o diálogo deveria ser continuado no nível de Chefes de Estado e de Governo, por meio de reuniões anuais. A partir da I Cúpula, realizada na cidade russa de Ecaterimburgo, em 2009, o diálogo entre os Membros do BRICs – que se transformou em BRICS com o ingresso da África do Sul, em 2011 – foi ganhando profundidade e abrangência. Mais do que uma sigla que identificava países ascendentes na ordem econômica internacional, o BRICS se tornou uma nova e promissora entidade político-diplomática, bastante distinta do conceito original formulado para o mercado financeiro.

Nos dez anos desde a sua criação, o BRICS continuou a consolidar suas bases e expandir para mais áreas. É agora um processo de vários níveis liderado pela Cúpula, apoiado por reuniões dos assessores nacionais de segurança, ministros dos Negócios Estrangeiros e outras reuniões ministeriais, e enriquecido com uma cooperação pragmática em dezenas de áreas como economia, comércio, finanças, negócios, agricultura, educação, saúde, ciência e tecnologia, cultura, think tanks e cidades de amizade. Mecanismos de cooperação como o Novo Banco de Desenvolvimento, Arranjo de Reserva Contingente, Conselho Empresarial e Conselho de Think Tank foram estabelecidos. A cooperação pragmática passou a ter maior profundidade para produzir resultados mais frutíferos e exerceu influência importante em todo o mundo.

Até o momento, as Cúpulas do BRICS, que contaram com a presença integral dos líderes, foram as seguintes:

  • I Cúpula: Ecaterimburgo, 16 de junho de 2009
  • II Cúpula: Brasília, 15 de abril de 2010
  • III Cúpula: Sanya, 14 de abril de 2011
  • IV Cúpula: Nova Delhi, 28-29 de março de 2012
  • V Cúpula: Durban, 27 de março de 2013
  • VI Cúpula: Fortaleza/Brasília, 15-16 de julho de 2014
  • VII Cúpula: Ufá, 8-9 de julho de 2015
  • VIII Cúpula: Goa, 15-16 de outubro de 2016

Assim como em todos os encontros oficiais do grupo, a Cúpula deste ano resultou em um comunicado conjunto, a Declaração de Xiamen, no qual os líderes dos cinco países estabeleceram suas atuais diretrizes de cooperação e ratificaram seus compromissos intra e extra bloco. O documento versa sobre quatro grandes temáticas pertinentes à conjuntura atual do arranjo de países: Cooperação econômica prática do BRICS; Governança Econômica Global; Paz e Segurança Internacionais e Intercâmbios interpessoais.

A seguir, temos uma edição novinha em folha de “O Mundo em 3 Minutos”, onde o prezado mestre de Política Internacional, Paulo Velasco, faz um excelente panorama sobre os principais assuntos tratados durante a nona reunião dos chefes de Estado do BRICS, bem como explica a importância desse evento para o cenário mundial como um todo. Assistam e fiquem a par desse conteúdo importante, meus caros!

 

Fontes:

itamaraty.gov.br

brics2017.org

 

Participação especial neste post:

Imagem do Professor

Paulo Afonso Velasco

Doutor em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ) e professor de Política Internacional na área de Carreiras Internacionais do Damásio Educacional – Clio.

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