“Exteriores – Mulheres Brasileiras na Diplomacia”: uma reflexão necessária e inspiradora

“Exteriores – Mulheres Brasileiras na Diplomacia”: uma reflexão necessária e inspiradora

Estimadas e estimados,

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, venho compartilhar com vocês um conteúdo de extrema importância sobre a presença das mulheres na diplomacia nacional, no passado e nos dias atuais. Trata-se do documentário “Exteriores – Mulheres Brasileiras na Diplomacia”, cujo lançamento ocorreu em dezembro de 2018 e, desde então, vinha sendo exibido em sessões pontuais em algumas cidades do país. Hoje, a página oficial do filme no Facebook informou que o conteúdo completo já se encontra disponível para visualização na internet.

O documentário é um projeto do Grupo de Mulheres Diplomatas, coletivo criado em 2013 e que hoje reúne mais de um terço das diplomatas brasileiras. A produção é da Argonautas, a direção de arte é de Marcia Roth, a edição e finalização é de Marisa Rabelo, o roteiro é de Ana Beatriz Nogueira e a direção é de Ivana Diniz. Como destacaram as produtoras, “o projeto é histórico não apenas pelo ineditismo da fissura na caixa preta, mas também pelo conteúdo que virá a público”.

A seguir, vocês podem conferir o texto de apresentação do documentário, com detalhes sobre sua origem e composição, bem como os links de acesso ao filme completo.

 

O projeto celebra o centenário de ingresso na carreira diplomática de Maria José de Castro Rebello Mendes, a primeira diplomata brasileira e a primeira mulher a prestar concurso público no país. A parte histórica do documentário se beneficiou da pesquisa de Guilherme Friaça, publicada em agosto de 2018 pela FUNAG: ‘Mulheres Diplomatas no Itamaraty, 1918-2011 – Uma Análise de Trajetórias, Vitórias e Desafios’. Guilherme Friaça resgata a história das primeiras diplomatas, apresentando trajetórias até então invisibilizadas numa instituição onde o cânone costuma ser exclusivamente masculino. O livro inspirou e deu substrato ao projeto.

A outra inspiração foi o documentário sobre as diplomatas francesas, “Par Une Porte Entreouverte”, produzido pelo Quai D’Orsay em 2017. Ele acendeu nas integrantes do Grupo de Mulheres Diplomatas o desejo de também apresentar ao público a nossa trajetória e os nossos desafios.

No documentário, resgatamos algumas histórias esquecidas. Além de Maria José de Castro Rebello Mendes, a primeira diplomata, falamos de Odette de Carvalho Souza, a primeira embaixadora brasileira e a primeira embaixadora de carreira do mundo, e de Maria Sandra Cordeiro de Mello, a primeira aluna do Instituto Rio Branco. Também resgatamos a história de Mônica de Menezes Campos, a primeira diplomata negra, falecida precocemente em 1985 de um aneurisma cerebral. Aprovada em 1978, à época Mônica foi celebrada como símbolo e arauto de alegados “avanços” no Itamaraty – mas, depois, foi totalmente esquecida. Entrevistamos a irmã, Márcia de Menezes Campos.

As demais entrevistadas para o documentário são as embaixadoras Vitória Cleaver, Thereza Quintella, Edileuza Fontenelle, Maria Nazareth Farani, Ana Maria Sampaio, Eugenia Barthelmess, Irene Vida Gala e Gisela Padovan; as conselheiras Marise Nogueira e Viviane Balbino; as secretárias Amena Yassine e Laura Delamonica.

 

Vídeo com legendas em português: https://vimeo.com/303550770

Vídeo com legendas em inglês: https://vimeo.com/315184082

 

Que este excelente trabalho possa ampliar as reflexões e ações para a equidade de gênero na carreira, e que sirva também de inspiração para todas as pupilas que sonham atuar no Serviço Diplomático Brasileiro!  🌎🚺

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