Diplomacia, música e diversão: conheça a banda Zé Maria & Os Diplomatas!

Diplomacia, música e diversão: conheça a banda Zé Maria & Os Diplomatas!

Caríssimas e caríssimos,

Hoje é um dia de comemoração no blog O Barão! \o/

Este nosso querido espaço de ampliação do conhecimento sobre a diplomacia e as relações internacionais como um todo está completando 1 ano de existência neste 6 de março, e este velhinho que vos fala não poderia estar mais feliz e honrado por ter tido a companhia assídua de seus queridos pupilos nesse período. Esse foi o primeiro de muitos ciclos de aprendizado e atualização sobre o mundo. Prosseguiremos na jornada, sobretudo com as primorosas contribuições dos mestres, pesquisadores, diplomatas e demais profissionais especializados nos assuntos que abordamos por aqui!

Nos últimos dias, fiquei a pensar com meus botões como poderíamos celebrar uma data tão especial como esta… e foi então que me recordei de uma banda que viria muitíssimo a calhar nesta ocasião. Afinal de contas, numa comemoração de aniversário que se preze, jamais pode faltar música, não é mesmo?

O nome do conjunto em si já justifica a minha lembrança: Zé Maria & Os Diplomatas, o grupo mais baronesco ou, como costumam dizer, a primeira “diplo-band” da história da música e da diplomacia! Sim, meus caros, eles conseguiram unir esses dois universos com base em seus conhecimentos individuais e muito bom humor. Isso porque cada um dos integrantes tem ou já teve algum tipo de relação direta ou indireta com a diplomacia e as questões globais – dois deles já foram, inclusive, candidatos ao Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD)!

foto_ze_maria_foto

Fruto de uma brincadeira entre amigos, a banda é formada por Alexandre Alvarenga (vocalista), Rodrigo Armstrong (guitarra), Thiago Rocha (violão/ukulele), Bruno Eschenazi (contrabaixo) e Guilherme Meyer (bateria). Apesar de não terem alcançado o sucesso mundial (ainda!), eles já conquistaram diversos simpatizantes – e até mesmo fãs, por que não? – com suas produções originais e paródias inspiradas em fatos da política externa brasileira, da história mundial, da história do Brasil e outras matérias relacionadas.

Sem mais delongas, a seguir, vocês podem conferir algumas das espirituosas canções e letras, bem como uma prosa supimpa que tive com os integrantes Alexandre e Rodrigo, na qual eles falaram sobre como surgiu a ideia de formar a banda, a criação das músicas e até mesmo suas experiências na época de estudos para o CACD!

Com vocês, Zé Maria & Os Diplomatas! 😀

 

“Bacana!”

Pienso que José Paranhos no volverá más. Y que tenemos que aprofundar El Mercosur. / Con todos países y pueblos deste continente, fuímos nos integrar luego con los argentinos.

Bacana! Meus Caros! / Criaram o Banco do Sul. A CASA virou UNASUL.

Vou chegando ensinando e mostrando que IBAS é um fórum de concertação. / Que o G20 é monotemático não vá confundir.

E o Brasil hoje quer a reforma do FMI…

 

“Guerra do Paraguai”

Ele quis ser potencia / e tinha esperança / Contudo não contava / com tríplice aliança

Solano e seu pai / Ditavam o Paraguai / Solano e seu pai / Guerra…

Começou em 64 / populações dizimadas / E a Argentina lucrava / lucrava demais…

Na Guerra do Paraguai…

Meteram bala até nos índios / O Uruguai também quis lutar / Faliu com o pobre Mauá / e foi sangrenta demais…

A Guerra do Paraguai…

 

“Alô, Gironda!”

Eu não me esqueço da declaração / que deu direito ao homem e ao cidadão / Propriedade então ficou privada / e o povo contra opressão lutava / Alguns achavam que não era sério / a Constituição Civil do Clero / A gente é pobre, mas não é otário / Quebra de pau o Clero Refratário

Luis XVI até tentou fugir / Alguns monarcas tentaram invadir / E o bonde da Comuna de Paris / esculachou na batalha de Valmy / E a Republica foi proclamada / Até a rainha executada / E vamos juntos radicalizar / Filhos da puta mataram o Marat!

Alo Gironda, eu vou te pegar! / E vou cantando meu laia laia / Sou jacobino, eu sou montanha / toco terror mesmo em qualquer lugar / Sua cabeça eu vou guilhotinar / e vamos juntos: “Allons enfants!” / Sou jacobino de coração / eu sou da massa, eu sou do povão!

 

“Protocolo de Kyoto”

Seja amigo do ambiente / não seja um cara escroto / Assine e ratifique / o protocolo de Kyoto. / As cachorras já assinaram / o Tigrão perdeu o sono / Quando viu o fumacê / do dióxidos de carbono / Extraindo, produzindo / fabricando bem gostoso / Uma camada poluente / de oxido nitroso.

Oto, Oto, é o protocolo de Kyoto! / Oto, Oto, é o protocolo de Kyoto!

E Dona Brunt relatou / que os recursos são escassos / E se ligou no movimento / de um mundo sustentável / E o Brasil que não da mole / nem tira onda de tal / Mostrou nosso aggiornamento / firme na credencial / As ONGs vieram ao Rio / alguns chefes depois / Hoje é RIO+20 / problemas de 92….

Oto, Oto, é o protocolo de Kyoto! / Oto, Oto, é o protocolo de Kyoto!

E lá rolou um quebra-pau / entre os pontos de vista / Os Conservadores esculacharam / com os Preservacionistas / Até a Rússia já assinou / assinou no Japão / Enquanto os americanos / tão pagando de alemão / 2012 caducou / eu vou morrer de rir / Com esse tal tratado / que assinaram em Paris…

Oto, Oto, é o protocolo de Kyoto! / Oto, Oto, é o protocolo de Kyoto!

 

A playlist com essas e outras músicas da banda pode ser acessada bem aqui.

 

BATE-PAPO COM OS INTEGRANTES:

 

A primeira grande curiosidade sobre a banda é: onde vocês se conheceram e como surgiu a ideia de formação do conjunto?

Alexandre – Eu, Rodrigo (Armstrong), Thiago e Bruno nos conhecemos no Clio lá por volta de 2008 e 2009, logo após a crise financeira internacional que abalou as economias globais para ser mais preciso. Eu e o Armstrong éramos alunos, o Thiago professor e o Bruno trabalhava como designer. Toda sexta-feira, professores, alunos e funcionários faziam um happy hour num sebo/bar chamado Alfarabi (não sei se escreve assim), evento promovido sobretudo pelo grande mestre João Daniel. Num desses, acabei cantando o funk do Protocolo de Quito e conheci o Armstrong. Ele falou que tocava guitarra e que a gente podia fazer uma banda sobre os temas estudados. Falei que sim, mas tudo meio que na brincadeira. Outro “point” do Clio era o sexto andar, que tinha uma máquina de café. Algumas pessoas ficavam ali batendo papo e descansando um pouco. O Bruno trabalhava numa sala ao lado e sempre aparecia no corredor pra tomar um chimarrão. Numa dessas, descobrimos que ele era um baluarte da música. Não demorou muito e começamos a frequentar um pouco a sala dele. As vezes ele levava o violão e a gente brincava de fazer umas paródias. O Thiago se juntou e a brincadeira foi crescendo. O Valdinar (vigia do BAQO [Bloco Avançado de Questões Objetivas]) era sambista e também dava corda. O Guilherme chegou bem depois, em 2016. O Maradona (Luiz Henrique) foi nosso primeiro batera, tocou no primeiro “show” num churrasco no prédio do Fabrício (nosso empresário), mas quando decidimos começar a ensaiar quase dez anos depois, ele não tinha disponibilidade. O Fabrício então sugeriu o Guilherme (amigo de adolescência), que tava muito a fim de tocar. Fizemos um ensaio, ele detonou e não saiu mais da banda. O menino é craque.

 

Por que escolheram o nome “Zé Maria e os Diplomatas”?

Alexandre – Não lembro exatamente quando surgiu, mas lembro que alguém sugeriu antes o nome “The White Rivers” e fiquei com isso na cabeça. Num desses brainstorms da vida, surgiu “Zé Maria e os Diplomatas”. Sempre lembravam do Barão pelo título de nobreza ou pelo sobrenome Paranhos, mas nunca pelo primeiro nome. Achamos que Zé Maria representava muito bem o aspecto popular do Barão, afinal seu nome era a junção de dois dos nomes mais populares do Brasil. O “& os Diplomatas” veio naturalmente. Não sei exatamente quando, mas sei que a aceitação foi universal. Todo mundo gostou e o nome pegou na hora. Acho que outra grande influência foram os trabalhos do Bruno e do André Bandeira, que faziam a arte das publicidades do Clio. Eles desenhavam vários personagens, faziam animações com o Barão e destacavam bastante a figura dele. Acho que isso foi criando uma atmosfera divertida em torno do Barão e daí não tinha como não escolher um nome que homenageasse nosso patrono. A própria história do Barão também o elevou ao status de rockstar. Ele ganhou na loteria, gastou tudo em farra na Europa, voltou, virou chanceler, morreu no carnaval, e ainda virou moeda! Ele tinha que estar na banda.

Rodrigo – Foi uma coisa meio que natural e na piada. É uma referência ao Barão do Rio Branco – o José Maria da Silva Paranhos Júnior. E, como a gente era uma espécie de “Mamonas Assassinas de nerd”, colou.

 

Qual é a relação de vocês com a diplomacia e as relações exteriores em geral?

Alexandre – Como banda, considero o Zé Maria um ator internacional de grande relevância para o sistema e para a balança de poder mundial. Somos a primeira banda de regionalismo aberto do mundo, promovemos a paz e o desenvolvimento e, se precisar, tocamos o terror jacobino! Levantamos também várias bandeiras políticas, como a sobrevivência de Tuvalu, a adesão ao protocolo de Quito, a construção do trecho Panamá-Colômbia da pan-americana e a importância histórica do Acre. Individualmente, sou formado em RI, fiz mestrado em economia política internacional (EPI) e hoje faço doutorado em RI na UERJ. O Armstrong morou muito tempo nos EUA, fez faculdade por lá e trabalhou em organização internacional. Também fez mestrado em EPI, trabalhou com RI na prefeitura do Rio e hoje é professor do Clio. O Thiagão dispensa comentários. Professor de geografia, um geopolítico nato! O Bruno é designer do Clio. Sabe aqueles cartões-postais que te perguntavam “Que tal tomar um café em Istambul?”. Pois é, ele quem aliciava os jovens, rs. Além disso, quando o assunto é música nacional e internacional, ele é o cara! Sabe muito. Quem realmente não tem muito a ver com RI é o Guilherme (nosso baterista cardiologista). No entanto, deve-se registrar que a área da saúde é uma das mais dinâmicas na cooperação entre países e na economia internacional. Mas até aí, é melhor ele entender mais de batidas e pulsações mesmo.

Rodrigo – Eu e o Alexandre somos formados em relações internacionais na graduação e fizemos mestrado em economia política internacional. Como nós dois estávamos naquela fase da vida do CACDista em que tudo acaba girando em torno do concurso, a banda foi uma válvula de escape que surgiu naturalmente. E, até hoje, trabalhamos em temas relacionados à diplomacia e às relações exteriores.

 

Algum dos integrantes se tornou diplomata ou exerceu/exerce alguma atividade ligada à diplomacia?

Alexandre – Trabalhei na área de Relações Internacionais e Protocolo nas Olimpíadas do Rio e depois em uma pesquisa acadêmica na Fiocruz sobre Diplomacia em Saúde. O Rodrigo trabalhou na prefeitura do Rio na área de RI e é professor do Clio. O Thiago segue preparando novos diplomatas e o Bruno ainda trabalha no Clio, agora também Damásio. O Guilherme continua salvando vidas nos hospitais, rs. Por ironia do destino ninguém se tornou diplomata, mas temos algumas composições que foram feitas por amigos que hoje são (diplomatas) ou que trabalham na área de RI. Provavelmente, se alguém tivesse passado, não teria banda, ou, se não existisse a banda, alguém teria passado. Deus quis assim… Salve o absolutismo divino!

 

A maior parte das músicas da banda são paródias com temáticas de política externa, história mundial, história do Brasil e afins. Como se deu o processo criativo das letras? Todos os integrantes participaram das composições?

Alexandre – O processo foi muito diversificado e muita gente participou. Como disse, o Zé Maria é uma banda de regionalismo aberto (com certeza a primeira do mundo). A primeira composição foi o Protocolo de Quioto. Surgiu na escada Clio. A galera tava conversando, começou um beatbox e saiu. A parti daí, fiquei empolgado e comecei a criar mais. Algumas sobre as matérias estudadas em um determinado dia, outras a pedido da galera. Daí saíram o bolero do Milton Santos, Bacana (sobre a integração sul-americana e em homenagem só nosso querido mestre Paulo Afonso Velasco) e o Reggae da Ditadura. Nessa época também herdei um violão de uma amiga, aprendi a tocar três acordes e comecei a criar coisas em casa. Depois mostrava pro Bruno, pro Thiago e pro Rodrigo. Nessa época o Rodrigo morava num ap bem espaçoso em Copa e fazíamos vários encontros para tocar. Foi um período bem criativo. Alguns amigos do Clio compareciam para descontrair, davam pitacos e tudo fluía. Na época, o Maradona era nosso batera e também participou de algumas criações, como Garota Soviética e Rock da Guerra do Paraguai. Basicamente a gente criava uma letra ou fazia uma paródia do nada e  dava um jeito de tocar. Teve também um fim de semana em Brasília. Eu e o Thiago saímos para tomar um chopp com o pessoal do Clio de lá e fizemos “sucesso” com as músicas. Nesse fim de semana também fizemos algumas composições, como Alô Gironda, sobre a Revolução Francesa, e Fudeu Geral, sobre a crise da dívida externa brasileira. Também tivemos composições de amigos que hoje são diplomatas. O Tainã Novaes (futuro ministro das relações exteriores) fez uma paródia sensacional sobre proliferação nuclear usando a música de axé “Bomba”. O André Saboya (meu menino de ouro e futuro representante do Brasil na ONU) teve a ideia e escreveu boa parte da letra do Pagode Russo. A maioria das músicas são paródias, pois é mais fácil criar em cima de algo já feito, mas algumas são 100% originais, como Garota Soviética, o Protocolo de Quioto, Reggae da Ditadura e Alô Gironda.

 

Para que tipo de público vocês costumam se apresentar? A banda ainda faz shows com frequência?

Alexandre – Para qualquer um, não somos seletivos. Se tiver público, tá valendo! Na verdade eu sou meio tímido, quanto menor o público, melhor, rs. Mas falando sério, tocamos para amigos que geralmente fizeram o CACD e outros agregados. Fizemos só um show, há uns dois anos. Tivemos algumas experiências anteriores de tocar na casa do Armstrong e uma vez num churrasco no prédio do Fabrício (nosso empresário/advogado), mas não passou disso. Sempre mantivemos um tom de brincadeira e por isso não ensaiávamos. Começamos a ensaiar há uns três anos e daí surgiu a ideia de fazer nosso único show da vida. Fui num estúdio em Botafogo em 2016. Alguns amigos foram, alguns diplomatas. Tinha umas trinta pessoas e a galera sabia cantar os “sucessos”. Foi emocionante! Nesse dia tinha show do Gil e do Caetano no Circo, mas foi cancelado. Provavelmente porque todo mundo foi ver o Zé Maria.

 

Existem casos de professores de cursos preparatórios (geralmente pré-vestibulares ou pré-Enem) que produzem paródias sobre as matérias que lecionam para auxiliar seus alunos no aprendizado. Vocês tiveram alguma intenção nesse sentido em relação ao CACD (Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata)? Em todo caso, acreditam que as músicas podem auxiliar os candidatos de alguma forma na preparação para o certame?

Alexandre – A intenção era fazer músicas sobre as matérias tanto para diversão quanto para fins didáticos, mas não era nada feito sob pressão, nem direcionado aos alunos de forma planejada. A ideia era se divertir com os temas, extravasar um pouco a pressão e toda a informação que recebíamos. Mas você começa a acreditar no poder desse recurso quando alguns amigos saem de uma prova de terceira fase dizendo que caiu uma questão sobre determinado assunto e eles lembraram de uma música. A música não vai te dar uma resposta de 50 linhas, mas pode te lembrar de informações cruciais. Impossível não ficar orgulhoso e inspirado com isso. Sobre a utilização desses recursos no processo de aprendizagem em geral, acredito que a música, a poesia, a dança, o humor e outras manifestações artísticas e culturais podem tanto auxiliar quanto ser o meio ou o canal principal de receber e passar informação. Acho que aprender com prazer é a melhor forma de aprender, por mais clichê que isso possa parecer. Temos mais facilidade em aprender os conteúdos e temas que mais gostamos ou os que achamos mais interssantes, mas muitas vezes a forma pela qual se aprende pode compensar um conteúdo não tão interessante ou prazeroso. Daí vem o poder da música e de outras manifestações artísticas no processo de aprendizagem. Coincidentemente, assisti a uma aula inaugural semana passada na Fiocruz onde o palestrante chamava a atenção para novas forma e canais de comunicação para difundir conhecimento de forma rápida, ampla e simples, diferentes dos artigos e papers, que muitas vezes são lidos e debatidos por um número restrito de pessoas. Não teve como não lembrar do Zé Maria.

Rodrigo – Nunca foi nossa intenção, mas várias pessoas já relataram pra gente que acertaram essa ou aquela questão porque na hora se lembraram de alguma letra nossa. Hoje, depois de quase 8 anos de “não banda” rs, a gente fala em gravar isso tudo tanto para termos de memória quanto para divulgar e deixar as pessoas usarem pra se divertir e estudar.

 

A propósito, algum dos integrantes já realizou ou pensou em realizar o concurso para diplomata? Como foi essa experiência?

Alexandre – Eu tentei algumas vezes, mas não passei nem da primeira fase. Mas como diria Darcy: “meus fracassos são minhas vitórias”. Apesar dos resultados, esse período de estudos e preparação foi um abridor de cerveja na minha vida. Desde que cheguei ao Rio em 2008 (sou de Vitória-ES), fiz grandes amigos, desenvolvi trabalhos interessantes, fiz mestrado, estou no doutorado e faço parte de uma banda. Não posso reclamar, a experiência continua sendo incrível. O Armstrong chegou às fases finais do CACD várias vezes, mas o destino quis que ele continuasse guitarrista do Zé Maria. A diplomacia chora, mas os rock’n roll agradece.

Rodrigo – Eu e o Alex fizemos o CACD algumas vezes. Eu bati na trave. Foi uma ótima experiência, apesar de eu não ter me tornado diplomata. No meu caso, o período em que foquei no concurso, entre 2011 e 2013, infelizmente coincidiu com um período também complicado na minha vida pessoal, o que acho que me atrapalhou bastante. Depois disso, fui focar em outros projetos – como o trabalho na prefeitura do Rio. Hoje, pessoalmente, não penso mais no concurso porque estou feliz com os projetos que estou tocando.

 

Vocês pretendem dar continuidade às atividades da banda, e até mesmo torná-la mais profissional? Ou veem o projeto apenas como hobby e diversão entre amigos?

Alexandre – Gostaríamos de sair em turnê mundial contra a Guerra na Síria, a favor da reunificação das Coreias e em apoio à Tuvalu. Também gostaríamos de tocar no próximo Rock’n Rio, de desenvolver um enredo de escola de samba sobre o Barão e um dia ganhar um Grammy, mas acho que não vai rolar. Difícil pensar em grandes projetos quando todos os integrantes estão envolvidos em outras atividades profissionais cotidianas de ganha pão. Mas vamos continuar fazendo o que sempre fizemos: vamos nos reunir, criar, tocar e nos divertir. Independente do sucesso, da fama e do dinheiro (que não conquistamos), o importante é manter a diversão e a amizade.

Rodrigo – O projeto com certeza é um hobby, mas queremos voltar a ensaiar e gravar nossas músicas, e talvez fazer um show ou outro pros amigos. Se algo sair daí, ótimo. Senão, está lindo também.

.

Related Posts
Deixe um comentário
What is the capital of Egypt ?