Folia e Diplomacia: uma homenagem a grandes diplomatas do Brasil!

Minhas queridas e meus queridos,

O carnaval deste ano começa oficialmente amanhã. Como vão passar os próximos quatro dias: celebrando e refrescando a cuca ou aproveitando o tempo livre para pôr os estudos em dia?

Seja como for, uma coisa é certa: a diplomacia está sempre presente nas nossas vidas! Por isso, aproveitei a ocasião festiva para unir esses dois universos e relembrar a história de grandes diplomatas do Brasil, e também presentear vocês com uma lembrancinha carnavalesca!

Vejam a trajetória de cada uma dessas personalidades fundamentais da nossa Diplomacia nos textos a seguir… depois, baixem a máscara daqueles (as) que vocês mais admiram para incrementar sua fantasia para a folia – ou animar o ambiente de estudos!

José Maria da Silva Paranhos Junior, o Barão do Rio Branco, é o patrono da Diplomacia Brasileira. Além de diplomata, foi advogado, jornalista, professor e político, e 20 de abril, a data de seu nascimento, passou a ser utilizada para comemorar o Dia do Diplomata. Ele também foi homenageado na criação do Instituto Rio Branco (IRBr) – instituição responsável pela formação dos (as) diplomatas brasileiros (as) – em 1945.

O título de patrono da nossa diplomacia se deve ao papel desempenhado na resolução de importantes conflitos territoriais entre o Brasil e países vizinhos de forma pacífica, tais como a de Santa Catarina e do Paraná, em litígio com a Argentina, no que ficou conhecido como a Questão de Palmas em 1895, e do Amapá em disputa com a França em 1900. Entretanto, a obra pela qual ele ficou mais conhecido foi o “Tratado de Petrópolis” firmado com a Bolívia, que culminou com a incorporação do Acre ao território brasileiro em 1903.

Em 1902, Rio Branco assumiu o cargo de Ministro das Relações Exteriores, no qual permaneceu até a morte, em 1912. Nas negociações das questões fronteiriças, erigiu como bandeira das reivindicações o princípio do uti possidetis solis, e, assim, resolveu velhas disputas do Brasil com quase todos os países da América do Sul por meio de uma série de tratados importantes. Além da solução dos problemas territoriais, Rio Branco lançou as bases de uma nova política externa, adaptada às necessidades do Brasil moderno. Foi o principal responsável por colocar o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) em lugar de destaque na burocracia republicana no início do século XX. Seu prestígio era tanto que, em 1909, seu nome foi até sugerido para a sucessão presidencial do ano seguinte.

Baixe a máscara do Barão aqui!

Maria José Rebello Mendes foi a primeira mulher diplomata e a primeira funcionária pública concursada do Brasil, sendo aprovada em primeiro lugar no concurso da Secretaria de Estado do Ministério das Relações Exteriores (MRE), em 1918. Quando criança, teve a formação elementar em casa pela educadora alemã Matilthe Schröeder e, depois, ingressou no Colégio Alemão, onde se formou com fluência nas línguas alemã, inglesa, francesa e italiana. Ao tomar conhecimento do concurso para o Itamaraty, decidiu inscrever-se e passou a frequentar a Escola de Comércio para se aperfeiçoar em Datilografia, Contabilidade e Economia e estudou por conta própria as matérias de Direito. No entanto, apesar de todo esforço, seu pedido de inscrição não foi aceito pelo MRE.

Sensibilizado com a história de sua conterrânea, o jurista Rui Barbosa elaborou um parecer argumentando a inconstitucionalidade da negativa do Ministério e o então Ministro das Relações Exteriores Nilo Peçanha voltou atrás e deferiu a inscrição da candidata. Com isso, em setembro de 1918, a jovem conseguiu se classificar em primeiro lugar para o cargo que disputava e passou a compor o corpo diplomático do MRE.

Maria José assumiu as funções do serviço diplomático no Itamaraty e trabalhou normalmente, sem chamar mais atenção por ser mulher. Em 1922, casou-se com o diplomata Henrique Pinheiro de Vasconcelos. Em seguida, ele foi indicado para a representação brasileira na Alemanha e Maria José solicitou licença no MRE para acompanhá-lo. Em 1934, Maria José solicitou sua aposentadoria, pois Henrique havia sido nomeado para o cargo de conselheiro da embaixada brasileira na Bélgica. Na época, por determinações administrativas, era proibido que uma mulher diplomata assumisse um cargo na mesma representação que seu marido.

A trajetória de Maria José foi fundamental para o avanço dos direitos das mulheres na carreira de diplomata. Entre 1919 e 1938, mais dezenove mulheres ingressaram no serviço diplomático brasileiro.

Baixe a máscara da Maria José aqui!

Osvaldo Aranha foi advogado, político e diplomata, considerado um dos homens mais importantes do seu tempo. Formou-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro em 1916. Anos depois, tornou-se aliado de Getúlio Vargas e participou das articulações que resultaram na deposição de Washington Luís da Presidência da República, por meio de golpe militar, e no início da Revolução de 1930. Durante o Governo Provisório, foi Ministro da Justiça e Negócios Interiores e Ministro da Fazenda, e participou da Assembleia Nacional Constituinte na condição de membro nato por ser ministro de Estado.

Em 1934, assumiu o posto de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, onde atuou até 1937. Foi Ministro das Relações Exteriores de 1938 a 1944, período em que promoveu uma política de aproximação aos Estados Unidos, que começou com a assinatura de acordos comerciais e levou ao alinhamento brasileiro ao governo estadunidense durante a Segunda Guerra Mundial.

Em fevereiro de 1947, Aranha foi nomeado chefe da delegação brasileira na recém-criada ONU e ocupou o posto destinado ao Brasil no Conselho de Segurança da entidade. Em abril do mesmo ano, abriu e presidiu a I Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, inaugurando a tradição de o Brasil ser o primeiro país a discursar na reunião, seguida até hoje pela Organização. Também presidiu a sessão especial de 29 de novembro de 1947, na qual foi votado o Plano para partilha da Palestina, que abriu caminho para a criação do Estado de Israel e também previa a formação de um Estado Palestino. Devido a essa destacada atuação, ainda em 1947, o diplomata brasileiro foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

Nas eleições presidenciais que se seguiram ao fim do Estado Novo, teve seu nome cogitado como candidato por diversas vezes. Em junho de 1953, voltou a assumir o Ministério da Fazenda, porém, deixou o cargo logo após a morte de Vargas. Em 1957, durante o governo de Juscelino Kubitscheck, chefiou novamente a delegação brasileira na Assembleia Geral da ONU.

 Baixe a máscara do Osvaldo aqui!

A cientista e diplomata Bertha Lutz foi uma das principais responsáveis pela inclusão das temáticas de gênero na Organização das Nações Unidas (ONU). Graduou-se em Ciências Naturais na Faculdade de Ciências da Universidade de Paris (Sorbonne). Prestou concurso para o cargo de secretária do Museu Nacional, passou em primeiro lugar e foi nomeada por decreto, tornando-se a segunda mulher a ocupar um cargo público no país, em 1919.

Bertha atuou na defesa dos direitos políticos e sociais das mulheres no Brasil e no mundo, sendo o direito do voto e a emancipação da mulher seus principais objetivos. Em 1933, formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro e, nos anos seguintes, participou de diversos eventos e atividades internacionais de grande importância. Foi a única mulher a integrar a delegação do Brasil na Conferência de São Francisco, na qual foi redigida a Carta das Nações Unidas, o documento que originou a ONU em 1945. Na ocasião, procurou impulsionar a igualdade entre homens e mulheres na agenda da instituição e como princípio universal. Graças à insistência das representantes latino-americanas presentes na Conferência, lideradas por Bertha, a Carta foi um dos primeiros tratados internacionais a mencionar em seu texto a necessidade de equidade entre os gêneros.

Foi premiada com o título de Mulher das Américas em 1951 e, no ano seguinte, representou o Brasil na Comissão de Estatutos da Mulher das Nações Unidas, criada por sua iniciativa. Em 1953, foi eleita delegada do Brasil junto à Comissão Interamericana de Mulheres da União Panamericana de Repúblicas (atual Organização dos Estados Americanos). Seu último ato em prol da melhoria da condição feminina foi no I Congresso Internacional da Mulher, realizado no México, em 1975.

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Escritor e diplomata, João Guimarães Rosa foi uma das personalidades mais influentes do meio intelectual brasileiro no século XX. Graduou-se em Medicina pela Universidade de Minas Gerais, porém, exerceu a profissão somente por quatro anos, até decidir prestar o concurso para o Itamaraty em 1934, sendo aprovado em segundo lugar. Em 1937, foi promovido a Cônsul de Segunda Classe, e sua remoção para o Consulado do Brasil em Hamburgo ocorreu no ano seguinte. Nesse posto, ele e sua esposa, Aracy de Carvalho, ofereceram auxílio para que judeus pudessem escapar do regime nazista rumo ao Brasil, de 1938 a 1942, autorizando um número maior de vistos do que aqueles legalmente permitidos durante o Governo de Getúlio Vargas.

Após sua crucial atuação na Alemanha, exerceu a função de secretário de embaixada em Bogotá de 1942 a 1944, e foi chefe de gabinete do ministro João Neves da Fontoura em 1946. Em Paris, ocupou os cargos de primeiro-secretário e conselheiro de embaixada (1948-51); secretário da Delegação do Brasil à Conferência da Paz (1948); representante do Brasil na Sessão Extraordinária da Conferência da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) (1948) e delegado do Brasil à IV Sessão da Conferência Geral da Unesco (1949).

De volta ao Brasil, em 1951, Guimarães Rosa foi nomeado novamente chefe de gabinete do ministro João Neves da Fontoura. Dois anos depois, tornou-se chefe da Divisão de Orçamento e foi promovido a ministro de primeira classe. Em 1962, assumiu a chefia do Serviço de Demarcação de Fronteiras.

Baixe a máscara do Guimarães Rosa aqui!

Um dos maiores poetas e compositores em língua portuguesa, Vinicius de Moraes foi também diplomata de carreira. Concluiu o curso de Direito da Faculdade Nacional do Rio de Janeiro em 1933, porém, não exerceu a advocacia. Em 1938, recebeu uma bolsa do Conselho Britânico para estudar Literatura Inglesa no Magdalen College da Universidade de Oxford e mudou-se para Londres. Nessa cidade, também trabalhou como assistente do programa brasileiro da BBC até 1939, quando retornou ao Brasil. Em 1941, começou a estudar para o concurso do Itamaraty e também iniciou a carreira jornalística, como crítico cinematográfico no jornal A Manhã.

Após ser reprovado na primeira tentativa de ingressar na carreira diplomática, em 1942, Vinicius passou no concurso no ano seguinte. Assumiu o primeiro posto em 1946, como vice-cônsul em Los Angeles. Em 1953, foi indicado para o posto de segundo-secretário na Embaixada do Brasil em Paris e, logo depois, passou a trabalhar na delegação brasileira junto a UNESCO, também na capital francesa. Seu posto seguinte foi a Embaixada Brasileira em Montevidéu, para onde foi transferido em 1957. Retornou ao Brasil, em 1960, para servir na Secretaria de Relações Exteriores e também se dedicar aos lançamentos literários. Três anos depois, assumiu novamente um posto na delegação do Brasil na UNESCO, em Paris.

O poeta regressou ao Brasil após a instauração do regime militar, em 1964, e passou a se dedicar definitivamente à vida de cantor e a se afastar da carreira diplomática. Em dezembro de 1968, após a publicação do Ato Institucional nº 5, Vinicius fez a leitura de seu poema “Pátria minha”, como forma de protesto, durante um show em Portugal. No ano seguinte, foi exonerado do Itamaraty após uma ordem direta do Presidente Arthur Costa Silva.

Em 2010, o Congresso Nacional aprovou a promoção póstuma do diplomata ao cargo de Ministro de Primeira Classe (Embaixador) e a lei foi sancionada pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva. O chanceler à época, Celso Amorim, declarou que a homenagem representa “um reconhecimento a sua enorme contribuição à divulgação da imagem do Brasil no exterior”, e que Vinicius “foi, sem dúvida, um grande Embaixador da cultura popular brasileira”.

Baixe a máscara do Vinícius aqui!

Celso Luiz Nunes Amorim é considerado um dos maiores diplomatas brasileiros dos últimos anos, tendo ocupado o cargo de Ministro das Relações Exteriores por duas vezes. Concluiu o curso de preparação à carreira de diplomata no Instituto Rio Branco em 1964, e formou-se Mestre em Relações Internacionais na Academia Diplomática de Viena em 1967. Removido para Londres, trabalhou como cônsul-adjunto de 1968 a 1969. Nos anos seguintes, serviu na Embaixada do Brasil em Londres e realizou o Doutorado em Ciência Política e Relações Internacionais da London School of Economics and Political Science. Durante os anos 1970 e 1980, participou de diversas atividades de relevância em âmbito nacional e internacional. Ademais, foi professor de Expressão e Redação Profissional no Instituto Rio Branco e de Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade de Brasília (UnB).

Entre 1990 e 1991, Amorim atuou como Chefe do Departamento Econômico do Itamaraty, e chefiou as equipes do Brasil que negociaram o Tratado de Assunção – documento que originou o Mercosul. Em seguida, foi nomeado representante permanente do Brasil junto às organizações internacionais sediadas em Genebra, entre as quais o GATT. Em 1993, assumiu o cargo de Ministro das Relações Exteriores, que exerceu até 1995. Foi durante esse período que o Brasil explicitou sua intenção de participar ativamente de uma reforma na composição dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Chefiou a missão permanente do Brasil na ONU, em Nova Iorque, entre 1995 e 1999. Logo depois, tornou-se chefe da missão brasileira junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra. Em 2001, assumiu o posto de Embaixador em Londres, e foi um dos representantes da delegação brasileira à IV Conferência da OMC, em Doha.

Entre 2003 e 2010, o diplomata exerceu novamente o cargo de Ministro das Relações Exteriores. Nessa segunda gestão, incluiu entre os objetivos da política externa brasileira a luta contra a fome, a pobreza e o unilateralismo. Também incentivou coalizões importantes para o Brasil: o G-20 (ou G-20 comercial); o G-3 ou IBSA (Índia, Brasil e África do Sul); o G-4, reunindo Alemanha, Brasil, Índia e Japão na luta para tornar o Conselho de Segurança da ONU mais representativo; e o grupo dos BRICs – Brasil, Rússia, Índia e China.

Seu último cargo governamental foi o de Ministro da Defesa, exercido no período de agosto de 2011 até janeiro de 2015.

Baixe a máscara do Amorim aqui!

Maria Luiza Viotti ingressou no Serviço Exterior Brasileiro em 1976, atuando na área de promoção das relações comerciais brasileiras com a China e países africanos. Graduou-se em Economia pela Universidade de Brasília (UnB), e também possui pós-graduação nessa área pela mesma instituição. Sua atuação no exterior começou pela Missão do Brasil junto às Nações Unidas no período de 1985 a 1988. Posteriormente, atuou no âmbito de assuntos multilaterais e como coordenadora executiva do gabinete do Ministro das Relações Exteriores. Em 1993, foi nomeada para a Embaixada do Brasil em La Paz, Bolívia, onde dirigiu o setor econômico até 1995. No ano seguinte, tornou-se Chefe da Divisão América do Sul I no Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE), encarregada das relações com a Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile, e, em 1999, foi indicada novamente para atuar na Missão do Brasil junto à ONU até 2004. Dentre os demais cargos ocupados no MRE, estão o de Diretora-Geral do Departamento de Direitos Humanos e Assuntos Sociais (2004-06) e de Diretora-Geral do Departamento de Organizações Internacionais (2006-07).

Viotti exerceu a função de Representante Permanente do Brasil junto às Nações Unidas de 2007 a 2013, sendo a primeira mulher a chefiar a Missão em Nova York. Liderou a delegação do Brasil junto ao Conselho de Segurança em 2010 e 2011 e ocupou a presidência rotativa do Conselho de Segurança em fevereiro de 2011. Atuou como Embaixadora na Alemanha (2013-2016) e, em seguida, foi subsecretária para Ásia e Pacífico do MRE, onde teve especial responsabilidade pelo trabalho com os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

No final de 2016, o atual Secretário-Geral da ONU, António Guterres, designou Maria Luiza Viotti como sua chefe de gabinete, cargo que ela ocupa até os dias de hoje.

Baixe a máscara da Maria Luiza aqui!

Bom carnaval, ou bons estudos, meus caros! 😃

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Concurso Diplomacia: em qual etapa da preparação você está?

Caríssimos pupilos e pupilas,

É comum nos questionarmos, ao longo da nossa vida, sobre nossas decisões e, ainda, duvidar se o caminho tomado é realmente o correto… (Isso me lembra o poema “The Road Not Taken”, do meu amigo Robert Frost)

E, assim, como diz o poema, é importante pegar a estrada que nos leva pelo caminho que garantirá o sucesso – isso faz toda a diferença!

Pensando em auxiliá-los, escrevo essas simples linhas, com o objetivo de tornar o caminho para o Itamaraty mais curto, para meus barões e baronesas!

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Até eu já fui um bebê, pupilos! E o que a gente sabe dessa vida, na nossa mais tenra idade, não é mesmo?

No momento em que você decide que quer seguir a carreira diplomática, é importante, antes de tudo, conhecer muito bem o processo seletivo, o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD)! E como fazer isso?

Lendo com cuidado o edital e dando uma olhadela nas provas! É importante conhecer o terreno, antes de lançar-se à preparação!

Para isso, os iniciantes na empreitada diplomática devem ficar atentos aos arquivos existentes no site do Iades (banca do concurso em 2019 e 2020) e do Cespe (banca dos anos anteriores)!

Editais do CACD:

2010             2011             2012
2013             2014             2015
2016             2017             2018

2019             2020

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Após ficar por dentro de como a seleção acontece, pupilos, é importante passar da teoria à prática!

Alguns pensam em iniciar a leitura das bibliografias sozinhos, organizar o tempo e iniciar a preparação de uma forma mais solitária. Tenho que assumir, meus caros, admiro quem tem a disciplina e o foco necessários para administrar o tempo e manter a procrastinação longe – esses corajosos merecem, certamente, uma ode!

O Barão que vos fala indica procurar ajuda especializada! É importante, nesse momento, deixar as preocupações relativas a organização e seleção de livros com profissionais com experiência na preparação para o CACD. Você receberá grades de estudo de cada disciplina e planejamento de estudos de acordo com o que necessita nessa fase primordial, tendo somente que focar na leitura das bibliografias indicadas – essas também selecionadas meticulosamente para a fase inicial da sua preparação.

Conhecer a “jurisprudência” das bancas do CACD, fichar leituras e familiarizar-se com os temas mais recorrentes na prova também são indicados no início da sua jornada de estudos.

É realmente importante dar os primeiros passos de forma sólida!

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Para os pupilos que já iniciaram a familiarização com a bibliografia relacionada à Primeira Fase, que tal incrementar os estudos adicionando disciplinas importantes para a próxima fase?

É uma boa hora para incluir disciplinas como Redação – Língua Portuguesa, uma das bases da Segunda Fase; e aulas de Língua Francesa e Língua Espanhola, cobradas na terceira etapa do CACD.

Muitos barões e baronesas já têm conhecimento de Francês e de Espanhol, mas isso não é suficiente para ter uma boa pontuação na prova dessas disciplinas – é importante conhecer como a banca interpreta o uso de cada uma delas, e como esses dois idiomas são cobrados na última fase do certame.

O mesmo para Redação – Língua Portuguesa! Não basta conhecer a fundo a última flor do Lácio, apresentar ritmo e estilo na prosa, ou conhecer toda a obra machadiana… É necessário compreender como o léxico deve ser utilizado para a dissertação e a interpretação ceacedianas!

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Após passar pelas bibliografias e já estar iniciado nas disciplinas da Primeira Fase, é hora de praticar! Afinal de contas, meus caros, a prática leva à perfeição!

O pupilo e a pupila já mais experientes devem treinar por meio de exercícios no formato da Primeira Fase do CACD, e já se aventurar na realização dos exercícios da Segunda e da Terceira Fases.

É mister o aprofundamento nos moldes de cada uma das fases, já que diferentes elementos são enfatizados em cada uma delas. Para esse momento da preparação, há que se fazer muitas questões de 40, 60 e 90 linhas, e exercícios de Redação – Língua Inglesa!

Então, vamos praticar!

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Para as pupilas e pupilos que já passaram pelos estágios anteriores, a hora é de focar em preparação voltada para as suas necessidades pessoais!

Sim, chega uma hora da preparação em que você já está sabendo a matéria com segurança, mas ainda há lacunas a serem preenchidas. Por que não adotar uma estratégia mais específica, conversar diretamente com professores que possam te auxiliar naquele ponto ou em outro que ficaram pendentes?

E não descuidem, meu caro e minha cara, dos idiomas! Aprimorem seu Inglês, Espanhol e Francês por meio de leituras mais avançadas e pratiquem por meio dos exercícios, pratiquem sempre!

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Em todas as fases, meus caros, tenham certeza de duas coisas: vocês são capazes, e poderão sempre contar com esse amigo que vos fala, e é seu torcedor número 1!

Mãos à obra e ótimos estudos! 😉

 

 

VEJAM TAMBÉM:

Manuais, Guias e Provas: materiais oficiais e gratuitos para o CACD!

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CACD 2020 – Panorama completo do concurso e dicas de estudos

Futuras e futuros diplomatas,

Tivemos, hoje, a notícia que aguardávamos com grande expectativa: foi publicado o Edital do CACD 2020 – o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata deste ano!

Na Portaria divulgada no dia 14 de maio, já pudemos observar orientações importantes sobre a estrutura e o funcionamento da seleção. O edital recém-publicado, por sua vez, traz informações detalhadas do certame, que merecem bastante atenção dos candidatos e candidatas. Assim sendo, neste post, vocês podem obter um panorama especial das informações do concurso, com uma explicação detalhada sobre as características das provas deste ano.

Leiam atentamente e aproveitem o conteúdo para organizar seus planos de estudos nesta reta final!

 

 

* Importante:

O candidato que optar por concorrer às vagas reservadas às pessoas negras poderá optar, também, no período de inscrição, por meio de link específico disponível no endereço eletrônico www.iades.com.br, por concorrer à bolsa-prêmio da edição subsequente do Programa de Ação Armativa do Instituto Rio Branco (PAA/IRBr).

 

 

Tempo para realização das provas:

– Primeira Fase: dois períodos: o primeiro, iniciando-se às 9 horas e 30 minutos, com duração de 3 horas; e o segundo, iniciando-se às 15 horas, com duração de 3 horas.

– Segunda Fase: início às 14 horas, com duração de 5 horas, nos dois dias.

– Terceira Fase: dois períodos em cada dia: o primeiro, iniciando-se às 9 horas, com duração de 4 horas; e o segundo, iniciando-se às 15 horas, com duração de 4 horas.

 

 

 

 

 

Primeira Fase: prova objetiva, constituída de questões do tipo “C ou E” (certo ou errado).

 

Segunda Fase: provas compostas por questões discursivas.

 

Terceira Fase: provas compostas por questões discursivas.

 

Todas as informações e atualizações sobre o CACD 2020 estão disponíveis no site do IADES – instituição organizadora do concurso.

 

Para auxiliá-los no entendimento de todos os detalhes do certame, nosso time de professores especializados realizou uma live especial de análise do edital por disciplina, para dar orientações sobre o conteúdo programático e dicas especiais para os estudos nesta reta final da preparação. Assistam e aproveitem! 👇

 

Agora, é sebo nas canelas e força total na preparação, minhas queridas e meus queridos! Ótimos estudos! 💚

 

DICAS EXTRAS DO BARÃO

Aproveitem os cursos CACD Primeira Fase Comentada 2019 e CACD Segunda Fase Comentada 2019 – 100% online e gratuitos – de correção e comentários de todas as provas de 2019 por um time de professores especializados no concurso. Inscrevam-se e comecem já a se preparar para o CACD 2020.

Confiram o post Manuais, Guias e Provas: materiais oficiais e gratuitos para o CACD, e saibam como utilizar os conteúdos livres e complementares nos estudos para o concurso!

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O Guia da Esperança Equilibrista – Novo guia de estudos para o CACD!

Caríssimas e caríssimos aspirantes a diplomata,

Acaba de ser divulgado o Guia da Esperança Equilibrista, a versão 2020 do Guia de Estudos para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), elaborado pelos aprovados na última edição do certame, em 2019.

O download do material em PDF pode ser feito no site criado pelos alunos do Instituto Rio Branco (IRBr) para disponibilização dos guias aos atuais candidatos à seleção do Itamaraty.

 

O que são os Guias de Estudos?

Para aqueles que ainda não conhecem esse material, o Barão explica:

A partir de 1996, o Instituto Rio Branco (IRBr), em parceria com o Cespe, passou a elaborar anualmente o Guia de Estudos do CACD, uma coletânea das questões discursivas, abordadas na Segunda e na Terceira Fase, do concurso do ano anterior e das respostas que receberam nota máxima por parte das respectivas bancas examinadoras. Esse material tem o objetivo de orientar e auxiliar os candidatos durante a preparação, oferecendo uma análise mais abrangente acerca do que é esperado deles nos exames. Além disso, conforme orientação do IRBr, os guias são conteúdos que complementam os Manuais do Candidato e, juntos, esses recursos permitem ao candidato iniciar sua preparação e identificar os conteúdos mais importantes nos seus estudos.

Em 2013, a produção oficial dos guias foi descontinuada pela administração do Instituto, porém os materiais não deixaram de ser disponibilizados aos aspirantes à Carreira de Diplomata. Por iniciativa voluntária, os candidatos aprovados e então alunos do IRBr passaram a elaborar os conteúdos anuais de forma independente. Nesse novo formato, os modelos começaram a possuir novas características: são intitulados com nomes de animais inusitados para representar o espírito da nova turma de diplomatas; apresentam também as respostas que receberam as notas mais baixas da banca e incluem dados sobre o perfil dos aprovados no último concurso. Assim, os ceacedistas conseguem ter uma visão ainda mais ampla sobre o processo seletivo como um todo e podem aprimorar seus estudos com base na análise do que podem ou não fazer nas etapas discursivas do concurso.

A seguir, deixo os links para download de todos os Guias de Estudos do CACD. Não deixem de acessar e conferir atentamente esse material precioso no decorrer da preparação, meus queridos!

A partir do CACD 2017, o Instituto Rio Branco disponibilizou, junto ao Cespe, padrões de resposta para as provas discursivas da segunda e da terceira fases do concurso. Os arquivos possuem orientações a respeito do conteúdo e da forma como os candidatos deveriam construir suas respostas argumentativas em cada questão, a fim de receberem a nota máxima.

 

 

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Manuais, Guias e Provas: materiais oficiais e gratuitos para o CACD!

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Leituras essenciais para o CACD | Indicações e comentários dos professores

Estimadas e estimados aspirantes a diplomata,

Uma das perguntas mais comuns entre aquelas e aqueles que se lançam à jornada de preparação para o Concurso de Admissão à Carreira Diplomata (CACD) é: “quais livros e conteúdos devo ler para construir e consolidar meus estudos em cada disciplina do certame?”

Certamente, todos vocês já se questionaram sobre isso em algum momento da vida “ceacediana”, não é mesmo?

Para início de conversa, meus caros, faço questão de frisar que essa é uma dúvida absolutamente normal e compreensível, até mesmo para os estudantes que já estão se preparando há algum tempo. Afinal de contas, uma das principais marcas do CACD é a sua multidisciplinaridade, isto é, a junção de conhecimentos de várias disciplinas – das quais algumas se diferem bastante de outras. Há, portanto, uma grande atmosfera de livros, artigos, periódicos, entre outros materiais, na qual os CACDistas têm de sobrevoar e desbravar na busca dos conhecimentos necessários em cada matéria.

No intuito de dar-lhes um empurrãozinho para decolar e aprumar esse voo, recorri, mais uma vez, ao nosso time de professores especializados no concurso para trazer a vocês as orientações de leituras essenciais em todas as disciplinas! A compilação segue abaixo, pupilos, com as indicações bibliográficas e os comentários dos mestres e mestras, para que vocês tenham o melhor aproveitamento no aprendizado dos conteúdos.

Confiram e façam ótimo proveito! 🙂

 

 

Direito Internacional – Professor Guilherme Bystronski

O livro que recomendo, em particular para os alunos iniciantes, chama-se Direito Internacional Público e Privado (https://bit.ly/2WSS5JG). É do Paulo Henrique Portela, que já foi diplomata. É a obra no Brasil que mais se aproxima das exigências da minha disciplina no contexto do CACD. Ao invés de ficar mencionando posições pessoais, ele se preocupa em verificar quais posições são majoritárias, e traz questões de concursos para mostrar como temas de DIP são cobrados aqui no Brasil.

Indico outro livro para ser lido, em particular para os alunos que desejam aprofundar sues estudos para a 3a Fase do CACD – o International Law do Malcolm Shaw. A edição mais recente em inglês é a oitava (https://amzn.to/2A1dhE4), mas há versão em português publicada pela Martins Fontes (https://bit.ly/2Tu2FEO). Essa tradução foi feita em cima da sexta edição dessa obra, mas não está tão desatualizada assim. E para aqueles que têm dificuldade com termos jurídicos, especialmente em inglês, essa versão é a recomendada.

Gosto de sempre mencionar essa obra porque ela proporciona ao candidato uma visão do DIP muito mais alinhada com a prática dos órgãos internacionais que participam junto com os Estados na criação e aplicação do Direito Internacional do que aquela proporcionada por livros aqui no Brasil. Como a prova de DIP de 3a Fase exige do candidato maior profundidade nas discussões, conhecer, por exemplo, o posicionamento de tribunais internacionais e de tribunais de outros países sobre os temas mais relevantes nessa disciplina faz toda a diferença na hora de elaboração da resposta.

Abraços,

Guilherme

 

Direito Interno – Professor Ricardo Macau

No CACD, a preparação em Direito Interno pode ser resumida na seguinte frase “menos é mais”!

Isso porque o concurso preza por objetividade e precisão na aplicação dos conceitos e raciocínios jurídicos relacionados aos temas do edital. O ideal é realizar leituras de obras especializadas para concursos públicos, que deixam o “juridiquês” de lado e que tratam dos assuntos com clareza e preocupação em alertar os candidatos sobre as “pegadinhas” e pontos de maior incidência em provas.

Duas obras são recomendadas em Direito Interno: “Direito Constitucional Descomplicado” e “Direito Administrativo Descomplicado”, ambas de autoria de Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo.

Agora, vem o mais importante… procure estudar por edições recentes desses livros. Evite ler o conteúdo por meio de edições muito antigas, porque a banca certamente pode cobrar temas que sofreram alterações nos últimos anos (seja mudanças legislativas, seja novos entendimentos jurisprudenciais).

E, por último, é preciso lembrar sempre que “livro de concurso não é romance”… Isso significa que não é necessário estudar todos os capítulos para entender a matéria cobrada no CACD. É imprescindível estudar essas duas obras indicadas em consonância com o último edital do concurso, o que permitirá identificar de modo “cirúrgico” e orientado quais capítulos de cada uma das duas obras referidas precisam efetivamente ser estudados.

É isso! Bons estudos e sucesso no concurso a todos!

 

 

Professora Vivian Almeida

O início dos estudos sobre Economia demanda algumas etapas para ser efetivo. Num primeiro momento, o reconhecimento sobre o que é Economia, qual objeto de estudo e instrumentos de análise que a teoria utiliza para propor soluções para questões econômicas e sociais. Assim, nossos estudos iniciam com manuais clássicos e amplamente utilizados, como os manuais introdutórios do Mankiw e do Krugman. Tipicamente, iniciamos os cursos de Economia com a análise Microeconômica. Nessa parte, apresentamos o processo de toma de decisão e os efeitos na vida de consumidores e produtores. Nessa parte, os livros de Microeconomia do Pindyck e do Varian são mais utilizados. Direcionando os estudos para a Macroeconomia e, portanto, para o entendimento de variáveis agregadas, podemos listar como leituras essenciais o Manual de Macroeconomia de Olivier Blanchard, bem como o Manual de Macro da USP.
E, com o arcabouço teórico desenvolvido nas aulas de Micro e de Macro, podemos avançar para Economia Brasileira em que os livros Ordem do Progresso e Economia Brasileira Contemporânea são leituras obrigatórias para êxito nos estudos.

Fontes:

  1. Mankiw, N. Gregory. Introdução à economia. Cengage Learning, 2009.
  2. Krugman, Paul, and Robin Wells. Introdução à economia. Vol. 3. Elsevier Brasil, 2016.
  3. Varian, Hal R. Microeconomia-princípios básicos. Elsevier Brasil, 2006.
  4. Pindyck, Robert S., Daniel L. Rubinfeld, and Esther Rabasco. Microeconomia. Pearson Italia, 2013.
  5. Blanchard, Olivier, et al. Macroéconomie. Vol. 3. Pearson Education, 2001.
  6. Lopes, Luiz Martins, and Marco Antonio Sandoval de Vasconcellos. “Manual de macroeconomia: nível básico e nível intermediário.” (2008).
  7. Abreu, Marcelo de Paiva. “A ordem do progresso: dois séculos de política econômica no Brasil.” São Paulo: Campus (2014).
  8. Giambiagi, Fabio, and André Arruda Villela. Economia brasileira contemporânea. Elsevier Brasil, 2005.

 

 

Professor João Felipe Ribeiro

O nome do livro é A natureza do espaço, do Milton Santos. Geografia não tem um livro-base; não há um livro de Geografia que dê conta do programa ou da maior parte do programa. O programa tem 7 itens e, na verdade, esse livro “A natureza do espaço” é bom porque serve de embasamento. Ele trabalha com os conceitos fundamentais da Geografia, e acaba sendo importante – pensando no concurso como um todo, tanto no TPS [Primeira Fase], quanto na prova discursiva [Segunda Fase] – porque ele traz o CACDista, o candidato, para o ambiente geográfico, para o universo geográfico, para a linguagem geográfica. Então, ele trabalha os conceitos; o Milton Santos faz um trabalho muito denso em cima dos conceitos fundamentais (de espaço, lugar, território, região, paisagem). E, por mais que seja uma leitura difícil, ela é muito importante para solidificar, para dar uma base melhor para o que o candidato vai ter que fazer na preparação no restante do programa. Depois, ele vai ter que procurar outras leituras, para população, urbanização, geografia agrária, geografia política. Esse [A natureza do espaço] é um livro de embasamento. Ele também não dá conta do programa, mas, na verdade, ele é um alicerce para as outras leituras que o candidato tem que fazer.

 

 

História do Brasil – Professor Marcus Dezemone

Escolher um único livro para indicar como essencial à preparação para o CACD é uma tarefa muito difícil. Por essa razão, peço licença para trapacear, com a melhor das intenções, indicando uma coletânea composta por cinco volumes, em linguagem acessível e ao mesmo tempo atualizada com a historiografia recente.

A obra em questão é História do Brasil Nação, dirigida por Lília Moritz Schwarcz, com o ambicioso objetivo de contemplar o longo recorte temporal iniciado em 1808, que se entende até 2010.

Para vencer o desafio da extensa temporalidade, cada livro se concentra num período específico, com organização de um especialista reconhecido, responsável por escrever a introdução ao volume. O primeiro livro trata da Crise Colonial e da Independência, da transferência da sede do Império Português aos anos finais do Primeiro Reinado, sendo organizado pelo embaixador Alberto da Costa e Silva. No segundo volume, o historiador José Murilo de Carvalho, membro da Academia Brasileira de Letras, reuniu acadêmicos para apresentarem o cenário da Construção Nacional, do conturbado Período das Regências até o fim do Segundo Reinado, com o fim da escravidão e a proclamação da república. A Primeira República, de 1889 a 1930, é o período em tela no terceiro volume, sob organização da própria Lilia que dirige a coletânea. Os dois últimos livros abordam recortes muito amplos, não tanto pela cronologia, mas pela complexidade: da Revolução de 1930 ao Golpe de 1964, com a coordenação de Angela de Castro Gomes, e da crise dos anos 1960 até 2010, sob os auspícios de Daniel Aarão Reis Filho. Ambos discutem as transformações aceleradas pelas quais o país passou, com urbanização e industrialização, autoritarismo e democracia.

A estrutura de cada livro é a mesma, sempre com 5 artigos, dedicados à população e sociedade, política interna, política externa, economia e cultura. Os artigos sobre polícia, economia e política externa são leituras obrigatórias, tendo sido utilizados como textos de questões objetivas e discursivas desde a publicação da primeira edição em 2011.

Por tudo isso, a coletânea História do Brasil Nação é obra indispensável aos que estão iniciando seus estudos, revisando sua preparação ou buscando aprofundamento para as provas do CACD, auxiliando inclusive em outras disciplinas, como História Mundial, Economia e Política Internacional. É investimento necessário e altamente recomendável a todos que pretendem conciliar rigor acadêmico com clareza para o estudo da história nacional.

 

História Mundial – Professor Daniel Araújo

Um dos livros fundamentais para a preparação ao CACD é o História das Relações Internacionais Contemporâneas, organizado pelo professor José Flávio Sombra Saraiva. Nessa obra, quatro autores fazem análises panorâmicas sobre diversos assuntos que estão sempre presentes nos TPS, que vão desde o Congresso de Viena até os tempos atuais. Alguns capítulos apresentam conteúdo bastante denso, como o “Apogeu e colapso do sistema internacional europeu (1871-1918)”, escrito por Wolfgang Dopcke, que desperta interesse sobre um assunto que muito é cobrado nos TPS. Sem dúvidas, é uma das obras de referência para a preparação do candidato nos assuntos relacionados a História Mundial.

 

 

Professor Paulo Velasco

Em Política Internacional, diferentemente de outras disciplinas para o CACD, não existe um manual de referência. Isso em função, sobretudo, do perfil da prova, que foca muito em temas contemporâneos da realidade internacional e deixa obsoleto, em pouco tempo, qualquer livro candidato a manual. Apesar dessa característica singular, é possível apontar dois livros fundamentais na preparação para a prova de Política Internacional: o super conhecido História da política exterior do Brasil, de Amado Cervo e Clodoaldo Bueno, e Relações Internacionais do Brasil: temas e agendas, de Antonio Carlos Lessa e Henrique Alternai de Oliveira.

O primeiro dá uma base importante no conhecimento da evolução histórica e conceitual da política externa brasileira e o segundo (dividido em dois volumes) traz análises fundamentais das relações bilaterais do país e da sua atuação em distintos espaços e agendas multilaterais, embora já esteja defasado por não sofrer nenhuma revisão ou atualização há muitos anos. Para compensar essa rápida obsolescência dos livros de Política Internacional, recomenda-se fortemente a leitura de periódicos especializados, sobretudo aqueles que contam com a contribuição de diplomatas brasileiros e permitem um acompanhamento dos permanentes ajustes e novidades ocorridos na esfera internacional e na atuação diplomática do Brasil, com destaque para a Cadernos de Política Exterior, publicação do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais da Fundação Alexandre de Gusmão (IPRI – FUNAG).

 

 

Professora Isabel Vega

Olá, meninas e meninos!

Não consegui escolher um livro só e ficar em dois já foi difícil.

Indico o Vários escritos, do Antonio Candido, e Leituras brasileiras, de Mariza Veloso e Angélica Madeira. Os dois tratam de Literatura brasileira, mas com enfoques diferenciados.

O primeiro prioriza autores, como Machado de Assis, Drummond e Guimarães Rosa, entre outros. Com o estilo claro e envolvente de Candido, os ensaios são lidos de modo bem prazeroso, acrescentando muitas informações acerca dos estilos pessoais, de época e das obras.

O segundo traz, como eixo transversal, o tema da identidade brasileira, abordando as obras de pensadores que contribuíram muitíssimo para essa discussão, como Mário de Andrade, Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda.

As duas leituras são importantíssimas e interessantíssimas para o CACD.

 

 

Professor Rodrigo Armstrong

Seguem duas recomendações quanto a livros para a prova de inglês.

O primeiro é Elements of Style (https://amzn.to/3g9HjpP), o livro mais usado no que concerne a recomendações sobre como escrever bem em inglês. Está entre os dez livros mais lidos nas universidades americanas, junto a obras de autores como Adam Smith, Platão e Darwin. É essencial para uma escrita concisa e objetiva.

O outro livro é The Sense of Style (https://amzn.to/2zWsMxa), uma abordagem moderna da boa escrita em inglês, por Steven Pinker, renomado professor de linguística e psicologia da Harvard e do MIT. Ele desenvolve e atualiza as ideais contidas no The Elements of Style.

 

 

Professor Juan Martín

Olá futura e futuro “cacdista”, ¿cómo estás? Deseo que muy bien.

Hoje vim para te trazer uma dica que considero muito importante na sua preparação para o estudo da língua espanhola para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata. Estou me referindo duas produções linguísticas que ajudarão você no seu objetivo de aprovação.

A primeira é a obra “Gramática didáctica del español”, de Leonardo Gómez Torrego. O livro resolve dúvidas gramaticais com explicações claras e vários exemplos e soluções (que estão no final). É muito fácil de usar, pois está organizado sob a forma de arquivos e índice temático que vai apresentando o conteúdo indispensável da gramática espanhola. Temas como os determinativos (possessivos, demonstrativos), pronomes, verbos, advérbios, preposições, conjunções, ortografia, acentuação e pontuação, dentre outros tópicos apresentados que integram a morfologia e sintaxe, elementos fundamentais que são cobrados na prova do CACD.

 

 

Por outro lado, um outro livro que considero irá ajudar você no entendimento das interferências entre o espanhol e português, á a tese doutoral da autora Gisela Massana Roselló“La adquisición de la competencia traductora portugués – español: un estudio en torno a los falsos amigos” (editorial “UAB – Universidad Autónoma de Barcelona) o qual, embora seja uma tese doutoral,  especificamente no seu capítulo 3, apresenta uma interessantíssima classificação dos “falsos amigos”, mas num formato onde se pode apreciar as principais distorções entra ambas as línguas: falsos amigos ortográficos, morfológicos, sintáticos, semânticos, pragmáticos, culturais, dentre outros.

Espero haberte ayudado con estos consejos útiles y que te sirvan en tu preparación.

Atentamente,

Prof. Juan Manuel Martín

 

 

Professor Frédéric Estève

A prova de Língua Francesa no CACD consiste em dois exercícios: 1 de resumo em Francês de um texto em Francês, de registro jornalístico e sobre um tema atual geralmente referente à França; 1 de versão em Francês de um texto em Português. O nível exigido para realizar tais provas é bem alto e necessita um domínio amplo do vocabulário, gramática, conjugação e morfossintaxe francesa. Para alcançar tal nível e aumentar seu vocabulário, são necessárias leituras regulares de jornais de língua francesa, assim como o estudo ou revisão profundos das regras e estruturas da língua.

Para tal efeito, existe um livro de referência « Grammaire Progressive du Français – Perfectionnement », editora CLE (capa marrom), que abrange desde o nível intermediário até o nível além do avançado, permitindo assim conhecer ou revisar toda a gramática e estrutura da língua exigida na prova. Para quem inicia na língua, existe na mesma coleção a versão « débutant ». A leitura deste livro, organizado de forma progressiva e por tema e assunto específico, vai providenciar uma melhor compreensão do texto em francês, assim como fornecerá as estruturas necessárias para elaborar o resumo e entender os paralelos e diferenças entre as línguas portuguesa e francesa, para poder construir sua versão.

Ao mesmo tempo, as leituras regulares de jornais de língua francesa continuam fundamentais para ampliar seu vocabulário. Bon examen de Français!

 

 

VEJA TAMBÉM:

Concurso Diplomacia: em qual etapa da preparação você está?

Edital CACD 2020 à vista: saiu a Portaria!

Alvíssaras, caríssimos e caríssimas CACDistas!

Começamos o dia de hoje com uma notícia fantástica: a realização do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) deste ano foi confirmada, por meio da publicação da Portaria nº 178, de 13 de maio de 2020! O informativo consta no Diário Oficial da União (DOU) e dá alguns detalhes sobre as provas de cada etapa do certame e o número de vagas para o cargo de Terceiro-Secretário – a classe inicial da carreira.

Vejam o documento na íntegra:

 

 

Com base nessas orientações iniciais, já podemos destacar alguns pontos importantes do processo seletivo:

  • No CACD 2020, serão oferecidas 25 vagas para a classe inicial da Carreira de Diplomata – ou seja, tivemos um aumento neste número, já que o último concurso ofereceu um total de 20 vagas;
  • O período entre a publicação do Edital do Concurso e a realização da prova de Primeira Fase não sofreu alteração, e continuará sendo de dois meses – a Portaria traz essa informação expressa, nos termos do artigo 41, § 2º, do decreto nº 9.739/2019;
  • A Primeira Fase consistirá de prova objetiva, de caráter eliminatório, constituída de questões de: Língua Portuguesa; História do Brasil; História Mundial; Geografia; Língua Inglesa; Política Internacional; Economia; e Direito (possivelmente Direito e Direito Internacional Público).
  • A Segunda Fase sofreu mudanças e voltará a ser composta apenas pelas provas discursivas de Língua Portuguesa e de Língua Inglesa, sendo de caráter eliminatório e classificatório;
  • A Terceira Fase volta a existir no concurso, sendo de caráter eliminatório e classificatório e composta pelas provas escritas de: História do Brasil; Política Internacional; Geografia; Economia; Direito (possivelmente Direito e Direito Internacional Público); Língua Espanhola e Língua Francesa;
  • Ao que tudo indica, a prova de Língua Espanhola e Língua Francesa permanecerá com o modelo de questões discursivas dos últimos concursos;

 

De modo geral, a Portaria nos permite concluir que o CACD 2020 ocorrerá nos mesmos moldes do último concurso, com poucas mudanças em sua estrutura e funcionamento.

Agora, é aguardar pela publicação do nosso tão esperado edital e colocar força total nos estudos, meus caros! No ano passado, o documento foi publicado 19 dias após a emissão da portaria. Então, é possível que esse período seja mantido neste ano. Fiquemos de olho nas notícias dos próximos dias!

 

✨ DICA DO BARÃO ✨

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Sabatina do Barão | Direito Internacional – Gabarito comentado #1

Queridos pupilos e queridas pupilas,

Aqui está o gabarito comentado da nossa primeira sabatina de Direito Internacional!

No vídeo a seguir, vocês podem conferir as explicações e comentários do nosso estimado metre Guilherme Bystronski sobre a questão objetiva da disciplina abaixo. Assistam e tomem nota! 🙂

 

QUESTÃO:

A respeito das fontes formais do direito internacional público, que são as consideradas aptas a produzir novas normas internacionais, julgue (certo ou errado) os itens a seguir.

I. O Estatuto da Corte Internacional de Justiça define explicitamente quais são as fontes formais e quais são os meios auxiliares que a CIJ pode empregar nas suas decisões, sendo proscrito a esse tribunal recorrer a outras fontes que não as previstas nesse Estatuto.
II. O costume internacional, formado por práticas reiteradas consideradas como sendo obrigatórias, obriga necessariamente a maioria dos Estados que compõem a sociedade internacional, não sendo admitido que seja regional ou local.
III. A Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, de 1969, permite enquanto regra a possibilidade de um Estado retirar-se unilateralmente de um tratado mesmo sem previsão expressa em seu texto nesse sentido, mas disciplina que essa retirada somente produzirá efeitos jurídicos 12 meses após ser anunciada.
IV. O jus cogens, formado por normas imperativas que somente podem ser modificadas por novas normas imperativas de DI geral, prevalecerá sobre as disposições da Carta da ONU caso algum dia haja conflito entre elas.

 

Comentários do professor Guilherme Bystronski:

 

 

GABARITO: EEEC

 

Continuem treinando com orientações do professor, no modelo da prova objetiva de Direito Internacional no CACD! 

 

Colaboração especial neste post:

Por onde começar? – Língua Portuguesa no CACD

Queridos pupilos e queridas pupilas,

Acredito que a primeira dúvida que ocorra àqueles (as) que optam por uma carreira pública e se lançam à preparação para o respectivo processo seletivo seja: por onde começar (ou recomeçar) os estudos? Digo isso porque ao dar uma olhadela nos editais dos concursos já podemos perceber a extensão e a certa complexidade dos conteúdos programáticos requeridos. Geralmente, cada matéria é composta por diversos temas, subtemas, dados, estatísticas… isso sem falar dos livros, artigos, textos que precisam ser lidos e fichados para que o (a) candidato (a) obtenha a base teórica necessária sobre os assuntos cobrados nas provas.

Pensando nessa dificuldade comum aos concursandos, convoquei novamente os excelentes professores que nos acompanham para reeditarmos a série “Por onde começar?”, destinada não apenas aos pupilos e pupilas que estão dando os primeiros passos na preparação, mas também aos que já estão há algum tempo na caminhada rumo a carreira internacional dos sonhos! Afinal, orientações e dicas de quem entende do assunto nunca é demais, não é mesmo? 😉

Em cada vídeo, teremos um (a) professor (a) explicando o caminho das pedras e a melhor forma de organizar os estudos para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD). Para estrearmos com o pé direito, nesta primeira edição, nossa queridíssima mestra Isabel Vega veio falar sobre o melhor caminho a se tomar nos estudos de Língua Portuguesa.

O conteúdo programático de Português é um dos mais sucintos do edital do concurso e, talvez por isso, um tanto quanto amplo e genérico em relação aos tópicos de estudo. Os temas se dividem em apenas duas partes, com alguns assuntos especificados em cada uma delas: 1) Língua Portuguesa (modalidade culta usada contemporaneamente no Brasil) e 2) leitura e produção de textos. Vocês podem baixar o programa esquematizado da disciplina neste link: Língua Portuguesa PDF

Tradicionalmente, a Língua Portuguesa apresenta um peso considerável no certame como um todo. Em termos estruturais, o exame objetivo da Primeira Fase é composto por dez questões de interpretação de textos, combinando gramática e literatura. Já a prova discursiva da Segunda Fase consiste em uma redação de 65 a 70 linhas e duas questões de interpretação de 15 a 20 linhas (cada). Assim sendo, é necessário que os candidatos estabeleçam um plano de estudos que seja capaz de atender às necessidades específicas de ambos momentos do processo seletivo.

Assistam ao vídeo abaixo, e aproveitem ao máximo todas as coordenadas, meus caros!

 

Participação especial neste post:

Plantão do Barão: As bancas da 1ª Fase do CACD 2019 | Comentários dos professores

[Atualizado em 25/09/19]

 

Futuras e futuros diplomatas,

Foi divulgada a relação dos integrantes da Banca Examinadora das provas da Primeira Fase do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) de 2019! A informação consta na Portaria de 26 de agosto de 2019, publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A relação de nomes dos componentes da banca examinadora das provas é uma das informações mais desejadas pelos candidatos. Isso porque, ao saber quem são os integrantes desse grupo, os “ceacedistas” podem ter uma melhor noção do que pode vir a ser cobrado nos exames, com base nas áreas de interesse e linhas de trabalho ou pesquisa de cada examinador. Esse conhecimento, portanto, pode ser um bom trunfo para o incremento das leituras e dos exercícios, sobretudo nesta reta final dos estudos. Assim sendo, nossos professores haviam preparado comentários sobre a composição da banca de cada disciplina para dar-lhes uma forcinha nisso.

Contudo, no dia 3 de setembro, o Instituto Rio Branco (IRBr) divulgou uma nova Portaria sobre a banca da Primeira Fase, com mudanças em todas as disciplinas. Dentre os nomes divulgados anteriormente, foi mantido apenas um examinador em cada matéria. 

Vejam, a seguir, a listagem completa dos responsáveis pela elaboração (em destaque) e correção dos exames neste ano, e os comentários dos mestres sobre suas áreas de atuação e seus temas de interesse – considerando a primeira Portaria sobre a banca (26 de agosto).

 

Língua Portuguesa
  • Alessandro Warley Candeas
  • Simone Silveira de Alcantara – nome retirado
  • Stefania Caetano Martins de Rezende Zandomênico – nome retirado

Comentários da professora Isabel Vega:

Como já esperávamos, em Português, nada de novo no CACD 2019. Assim como, no edital, todos os conteúdos programáticos foram mantidos, apenas houve, na banca deste ano, troca entre nomes da 1ª e da 2ª fase do concurso de 2018. Podemos, então, inferir que o IADES vai cuidar apenas da logística (impressão, aplicação e fiscalização das provas), enquanto o Embaixador Alessandro Warley Candeas representará o Itamaraty, garantindo a lisura e a tradição do certame e das ideias, e as professoras Simone Silveira de Alcantara e Stefania Caetano Martins de Rezende Zandomênico (ambas saídas da banca da 2ª fase de 2018, ambas com graduação na UnB, onde também foram professoras substitutas) avaliarão os conceitos linguísticos e gramaticais, com uma “pegada” mais moderna, propondo certo equilíbrio. Vale ressaltar que a área de pesquisa da primeira professora é Literatura, com autores e temas atuais, como Arnaldo Antunes, cinema e MPB. A área da segunda é Linguística, com foco no estudo do Português Brasileiro, principalmente, da concordância verbal. Acredito, entretanto, que, na disputa entre tradição e modernidade das regras gramaticais, vencerá aquela, como em 2018, já que o contratante do concurso é o Instituto Rio Branco.

 

História do Brasil
  • Antonio José Barbosa de Oliveira – nome retirado
  • Bruno Miranda Zétola
  • Luiz César de Sá Júnior – nome retirado

Comentários do professor Marcus Dezemone:

Em 2019, a banca examinadora de História do Brasil para a prova objetiva do CACD foi completamente alterada em relação à edição de 2018. Ano passado, a banca foi composta por dois professores dos quadros da UNB – Marco Aurélio de Paula Pereira e Neuma Brilhante Rodrigues -, ambos com formação e atuação em História, respectivamente, História Moderna e História do Brasil Monárquico. Eles cedem seus lugares a três novos integrantes: Antonio José Barbosa de Oliveira (UFRJ – Biblioteconomia), Bruno Miranda Zétola (MRE) e Luiz César de Sá Júnior (UNB – História). É importante registrar que todos possuem formação superior em História, da graduação ao doutorado. Além disso, tanto Antonio José Barbosa de Oliveira quanto Luiz César de Sá Júnior integram a banca examinadora de História Mundial na prova desse ano.

Antonio José Barbosa de Oliveira, apesar de professor do curso de Biblioteconomia, possui formação em História em diferentes instituições no Rio de Janeiro. Sua trajetória de pesquisa se concentrou em temas como Informação, Memória, História e Formação no Ensino Superior, orientando ainda diversos trabalhos em nível de graduação, mestrado e doutorado nessas linhas. Tudo isso sugere a possibilidade de exploração do ponto 11, inserido no edital de 2019, a saber, “Os impactos tecnológicos e digitais nas transformações políticas e sociais do Brasil no século XXI”, que exigirá cautela e cuidado da banca com a abordagem escolhida devido à sensibilidade política associada ao item.

A novidade em relação a 2018 é a presença de um diplomata de carreira na elaboração das questões objetivas. Tendo ingressado no Instituto Rio Branco em 2006, Bruno Miranda Zétola passou por um processo seletivo num modelo muito próximo ao da prova atual. Ele certamente é o membro da banca que mais familiaridade possuí com as especificidades do CACD, além do conhecimento do debate sobre política externa brasileira em razão da preparação para o concurso, do curso de formação no IRBr e de sua trajetória no Ministério. Sua formação acadêmica em História pela UFPR, da graduação ao doutorado, se concentrou no estudo das relações diplomáticas na Idade Média – temática ausente do edital -, perpassando aspectos da hierarquia eclesiástica e da Igreja. Chamou atenção um trabalho de sua autoria sobre o Padre Antonio Vieira. O autor de “Os sermões”, que viveu durante a União Ibérica e assistiu a ocupação holandesa do Nordeste no século XVII, poderia inspirar questões muito interessantes.

Por fim, Luiz César de Sá Júnior é professor da UNB, na área de Teoria e Metodologia da História, possuindo sólida trajetória de pesquisa que sugere maior engajamento com a Época Moderna e a América Portuguesa em temáticas como a atuação de elites letradas. Sua formação e interesses profissionais reforçam as possibilidades de exploração do item 1.2 no edital, sobre As dimensões econômicas e sociais da América Portuguesa, introduzido em 2019.

As novidades pontuais e as permanências majoritárias nos conteúdos do edital, a alteração na composição da banca examinadora, sua ampliação de dois para três membros, e o perfil dos novos integrantes corroboram as indicações que forneci ao longo dos cursos ministrados em 2019, atentas às mudanças ocorridas no MRE e seus eventuais impactos na prova objetiva de História do Brasil.

 

História Mundial
  • Antonio José Barbosa de Oliveira – nome retirado
  • Fábio Moreira Farias
  • Luiz César de Sá Júnior – nome retirado

Comentários do professor Daniel Araújo:

Camaradas, futuros diplomatas, qualquer análise sobre a banca sem estar presente na elaboração da prova é muito subjetiva. Por exemplo, eu tenho um livro sobre a Ditadura Civil-Militar brasileira mas li um livro ótimo que fala da Guerra da Crimeia, ressaltando os fatores religiosos em detrimento daqueles geopolíticos para a sua eclosão. Ou seja, se eu estivesse na banca iria sugerir uma questão sobre um assunto (Guerra da Crimeia) totalmente fora da minha área de pesquisa. Dessa forma, não se “prendam” aos assuntos estudados pelos membros da banca pois estes são apenas uma “pista” sobre o que os mesmos podem abordar na prova de domingo.

Antonio José Barbosa de Oliveira:

* Historiador formado pela UFRJ, passou pela UERJ e UNIRIO para fazer especializações, atuando em cargos diretivos na federal do Rio de Janeiro.

* Sua produção acadêmica está muito ligada a História e Memória de Instituições sendo a sua tese de doutorado sobre Identidade Institucional, enquanto a dissertação de mestrado sobre a construção da cidade universitária do Rio de Janeiro

* Acredito que será o responsável pelas questões sobre a República no Brasil e também sobre o Brasil Pombalino, período por ele estudado em sua graduação

Fábio Moreira Farias:

* Fábio é um administrador de empresas formado pela FGV em São Paulo e aluno da faculdade de História da Universidade de Brasília. É diplomata, concluindo o mestrado no IRBR em 2005. Desde então atua na área de economia, relações internacionais e relações públicas.

* Como está em contato com a a academia, Fabio Moreira tem o potencial de trazer uma nova e diversa historiografia para o concurso. As questões mais relacionadas a História da Diplomacia Brasileira e História Mundial provavelmente possuirão da sua visão de mundo. Acredito que, devido às suas credenciais, Fábio Moreira atuará na interface entre a prova do concurso e as novas diretrizes do IRBR

Luiz César de Sá Júnior:

* Luiz César de Sa Júnior é historiador formado pela Universidade de Juiz de Fora, realizando seu mestrado na mesma instituição de ensino. Na UFRJ fez seu doutorado em História Social, passando um período na  École des hautes études en sciences sociales.

* Hoje professor da UNB, Luiz César tem uma vasta produção acadêmica voltada para a prática letrada durante a idade moderna, mais especificamente nos primórdios do período colonial brasileiro.

* Certamente as questões de Brasil Colonial, que sempre tiveram destaque no concurso, deverão ganhar peso com a presença de Luiz César na banca. Seu último artigo pública foi “A autoridade entre os antigos” na Revista de História da Unisinos, volume 23.

 

Geografia
  • Adriano Botelho 
  • Fernando Luiz Araújo Sobrinho – nome retirado
  • Juscelino Eudâmidas Bezerra – nome retirado

Comentários do professor João Felipe Ribeiro:

A banca de geografia teve a manutenção de professor da UNB Fernando Luiz Sobrinho. Além de estudos de urbanização, ele tem o turismo como importante área de estudo.

Um dos 2 novos membros da banca é o também professor da UNB, Juscelino Eudâmidas Bezerra.

Em teoria, sua presença aumenta a probabilidade de questões sobre a produção agropecuária brasileira, sua área de estudo. Imaginamos que essa ou essas questões terão menos ênfase nos impactos socioambientais do agronegócio, como ocorreu em 2017 e 2018.

O outro membro novo da banca é Adriano Botelho, diplomata, mestre e doutor em geografia. Seu mestrado e doutorado foram em temas que se tornaram tradicionais na geografia nas últimas décadas: impactos espaciais do pós-fordismo e segregação espacial.

Na nossa análise, essa banca não indica uma mudança radical na geografia do CACD, apesar de imaginarmos que esse ano teremos provas com abordagens distintas das de 2017 e 2018, notadamente quanto à valorização de conflitos sociais no território brasileiro e impactos ambientais.

 

Língua Inglesa
  • João Augusto Costa Vargas
  • Ofal Ribeiro Fialho – nome retirado
  • Raquel Lourenço Corrêa – nome retirado
  • Thiago Blanch Pires – nome retirado

Comentários da professora Manoela Assayag:

A banca de 2019 é, em certa medida, uma velha conhecida: três de seus membros, todos acadêmicos, foram parte da banca de segunda fase em anos anteriores (2016-2018), com a bem-vinda inclusão do diplomata e mestre em História das Relações Internacionais João Augusto Costa Vargas. O que posso prever é uma banca rigorosa, no esquema habitual da 1a fase deste concurso: vocabulário criterioso, interpretações em temáticas variadas e textos de fontes respeitadas. Minha aposta aponta para artigos e trechos de obras sobre carreira e história diplomática, política internacional (olho em vocabulário de Guerra Fria e de redistribuição do poder) e história mundial (o 75o aniversário do Dia D e os 100 anos do Tratado de Versalhes podem não passar em branco). Também não me parece absurdo imaginar um ou mais textos de ficção ou falando sobre produção de ficção — cabendo aos candidatos recordar que celebramos em 2019 os bicentenários de Herman Melville (lembrado na segunda fase de 2018) e do poeta Walt Whitman. Em suma, não acho que haja motivo para se assustar.

 

Política Internacional
  • Alcides Costa Vaz – nome retirado
  • Antonio Jorge Ramalho da Rocha – nome retirado
  • Christian Philip Klein – nome retirado
  • Luiz Eduardo Fonseca de Carvalho Gonçalves

Comentários do professor Paulo Velasco:

A Banca de Política Internacional de 1a fase do CACD 2019 traz dois nomes muito conhecidos e tradicionalmente presentes no concurso, que são os professores Alcides Costa Vaz e o professor Antonio Jorge Ramalho da Rocha, ambos da Universidade de Brasília, e outro nome bem menos conhecido que é o professor Christian Philip Klein, da Universidade Católica de Brasília.

O professor Alcides Costa Vaz, que também esteve na banca de 1a fase em 2018, concentra suas pesquisas em temas ligados ao regionalismo, especialmente sul-americano, com trabalhos muito conhecidos sobre Mercosul, como o clássico Cooperação, Integração e Processo Negociador: a Construção do Mercosul, publicado em 2002. Nos últimos tempos, o professor tem privilegiado questões relacionadas a segurança e defesa no entorno estratégico regional do Brasil, com destaque para a cooperação em defesa no seio da Unasul.

O professor Antonio Jorge Ramalho da Rocha é um dos principais nomes da academia de Relações Internacionais brasileira nos estudos sobre segurança internacional e defesa, tendo analisado recentemente desafios sul-americanos como o processo de paz na Colômbia e a crise na Venezuela. Vale lembrar que o professor foi escolhido como diretor da Escola de Defesa Sul-americana da Unasul.

O professor Christian Philip Klein fez tese de doutorado em Relações Internacionais sobre empresas de cosméticos amazônicos, mobilizando questões como sustentabilidade e mercado verde. O restante de sua produção acadêmica gira mais em outras áreas como linguística e educação, por vezes adentrando em questões ligadas à cultura nas Relações Internacionais.

Luiz Eduardo Fonseca de Carvalho Gonçalves é diplomata de carreira, e tem dois trabalhos publicados pela Funag que dão um pouco a dimensão do que ele pesquisou ao longo da carreira. Ele tem um livro sobre a Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), “As Relações Brasil-CEPAL”, e um livro mais recente sobre o Egito da Primavera Árabe, de 2011 a 2015, “Egito – Revolução e Contrarrevolução (2011-2015)”. Vale lembrar que ele serviu como diplomata na embaixada do Brasil no Cairo, o que o levou a ter dados e informações que alimentaram esse livro. Por não ser acadêmico, ele não tem pesquisas de maior fôlego ou alcance, mas isso já dá uma dimensão do que ele pode gostar, eventualmente, para incluir na prova.

 

Economia
  • Andrea Felippe Cabello – nome retirado
  • Daniel Klug Nogueira – nome retirado
  • Fabiano Burkhardt

Informações sobre o examinador:

Fabiano Burkhardt é Bacharel em Comunicação Social – Jornalismo (2000), mestre (2006) e doutor em Sociologia (2012) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Diplomata de carreira desde 2008, serviu nas embaixadas do Brasil em Jacarta (2010-2012), Buenos Aires (2012-2016) e Nova Delhi (2016-2018). No Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, na condição de funcionário da Divisão de Negociações de Serviços, participou, em 2018, das negociações dos capítulos de serviços e investimentos dos acordos de livre comércio entre Brasil e Chile; Mercosul e União Europeia; Mercosul e Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA); e Mercosul e Canadá. Desde janeiro de 2019, é assessor do ministro de estado das Relações Exteriores e professor assistente do Instituto Rio Branco (IRBr). Tem experiência nas áreas de Sociologia do Trabalho, Sociologia das Desigualdades, Comércio Internacional, Economia do Desenvolvimento, Jornalismo e Relações Internacionais.

Informações coletadas do Lattes em 25/09/2019.

 

Direito Interno e Direito Internacional Público
  • Leonardo de Camargo Subtil – nome retirado
  • Gustavo Oliveira de Lima Pereira – nome retirado
  • Mamede Said Maia Filho – nome retirado
  • Valéria Mendes Costa Paranhos

Comentários do professor Guilherme Bystronski (Direito Internacional):

Dentre os quatro integrantes da banca de Direito, três são da área de Direito Internacional: Leonardo de Camargo Subtil, Gustavo Oliveira de Lima Pereira e Valéria Mendes Costa Paranhos.

O primeiro, Leonardo de Camargo Subtil, tem formação em Direito do Mar fundamentalmente e trabalhou no Tribunal Internacional de Direito do Mar, na solução de controvérsias. No Lattes dele, há informações relativas a formação em matéria de Meio Ambiente. Então, em relação a esse examinador, acredito que ele tenha como preferências pessoais (e pode cobrar na prova) temas relacionados a Direito do Mar e Direito Internacional do Meio Ambiente.

O Gustavo Oliveira de Lima Pereira possui formação no contexto de Direitos Humanos. Então, pode cair alguma coisa sobre Direito Internacional de Direitos Humanos, Direito Internacional Humanitário, refúgio e asilo. Essa é a formação acadêmica dele.

A última examinadora, Valéria Mendes Costa Paranhos, é diplomata (primeira-secretária) e o último posto que ela desempenhou foi em matéria de Comércio Internacional. Então, há uma boa chance de cair na prova desse ano alguma coisa sobre Direito Internacional do Comércio.

Comentários do professor Ricardo Macau (Direito Interno):

A partir da análise da produção acadêmica dos membros da banca de Direito do CACD 2019, é possível deduzir que um dos quatro examinadores deverá atuar na elaboração das questões de Direito Interno:

Mamede Said Maia Filho – já integrava a banca em 2018, o que indica que não devemos ter mudanças significativas no perfil das questões elaboradas por ele – mesmo considerando que o edital de 2019 trouxe novos temas e ampliou o conteúdo de Direito Administrativo. A produção acadêmica deste examinador concentra-se em temas de Direito Constitucional. Logo, acredito que devemos esperar, da parte dele, uma prova carregada em temas clássicos de Direito Constitucional, em especial Federação brasileira, Poder Executivo, processo legislativo e controle de constitucionalidade.

É isso! Força aos CACDistas e vamos pra cima!

Beijos e abraços (a quem de direito), Macau.

 

Possivelmente, as bancas examinadoras da Segunda Fase do concurso também serão reveladas pelo Instituto Rio Branco em breve. Mas não se preocupem… caso surjam novidades nesse sentido, o Barão continuará mantendo-lhes informados por aqui! 😉

Abraços e ótimos estudos, meus queridos!

CACD 2019 – Panorama completo do concurso e dicas de estudos

Caríssimos futuros e futuras diplomatas,

Hoje, tivemos a grande notícia que esperávamos: foi publicado o Edital do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) 2019!

Na Portaria divulgada no último dia 19 de junho, já pudemos observar orientações importantes sobre a estrutura e o funcionamento da seleção. O edital recém-publicado, por sua vez, traz informações detalhadas do certame, que merecem bastante atenção dos candidatos e candidatas. Assim sendo, neste post, vocês podem obter um panorama especial das informações do concurso, com uma explicação detalhada sobre as características das provas deste ano.

Leiam atentamente e aproveitem o conteúdo para organizar seus planos de estudos nesta reta final!

 

1. INFORMAÇÕES INICIAIS:

* O candidato que optar por concorrer às vagas reservadas às pessoas negras poderá optar, também, no período de inscrição, por meio de link específico disponível no endereço eletrônico www.iades.com.br, por concorrer à bolsa-prêmio da edição subsequente do Programa de Ação Armativa do Instituto Rio Branco (PAA/IRBr).

 

2. DATAS DAS PROVAS:

 

Tempo para realização das provas:

– Primeira Fase: dois períodos: o primeiro, iniciando-se às 9 horas e 30 minutos, com duração de 3 horas; e o segundo, iniciando-se às 15 horas, com duração de 3 horas.

– Segunda Fase: início às 14 horas, com duração de 5 horas, nos dias 12 e 13; dois períodos nos dias 18, 19 e 20: o primeiro, iniciando-se às 9 horas, com duração de 4 horas; e o segundo, iniciando-se às 15 horas, com duração de 4 horas.

 

3. DATAS DOS GABARITOS, RECURSOS E RESULTADOS:

 

4. COMPOSIÇÃO DAS PROVAS:

Primeira Fase: prova objetiva, constituída de questões do tipo “C ou E” (certo ou errado).

 

Segunda Fase: provas compostas por questões discursivas.

 

5. MUDANÇAS NO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DAS DISCIPLINAS:

O conteúdo de cada disciplina cobrado nas provas está especificado na última parte do edital (anexo III). Para dar-lhes uma mãozinha neste momento em que cada minuto de estudos é precioso, nosso time de mestres especializados preparou uma compilação das mudanças realizadas no conteúdo programático por disciplina. Vocês podem conferir e baixar o material em PDF no link abaixo:

 

Todas as informações e atualizações sobre o CACD 2019 estão disponíveis no site do IADES – instituição organizadora do concurso.

 

Para auxiliá-los no entendimento de todos os detalhes do certame, os professores Paulo Velasco e Manoela Assayag realizaram o Radar dos Concursos – CACD 2019, para explicar todo o Edital e dar dicas especiais para os estudos nesta reta final da preparação. Assistam e aproveitem! 👇

 

Agora, é sebo nas canelas e força total na preparação, minhas queridas e meus queridos! Ótimos estudos! 💙