Biblioteca Funag: livros e publicações valiosas para os estudos!

Caros estudiosos e estudiosas,

A Fundação Alexandre de Gusmão (Funag) é uma fundação pública vinculada ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), instituída pela Lei 5.717 de 1971. Seu objetivo principal consiste na realização de debates e na difusão de conhecimento sobre a política externa brasileira, temas de relações internacionais e da história da diplomacia brasileira. Atualmente, essas atividades são realizadas pelos dois órgãos principais que compõem a instituição: o Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI), fundado em 1987, e o Centro de História e Documentação Diplomática (CHDD), criado em 2002.

A biblioteca da Funag possui um riquíssimo acervo de livros e materiais diversos, que podem ser bastante proveitosos na preparação para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) e em pesquisas de modo geral. Portanto, vale a pena fazer um passeio virtual por lá de vez em quando, meus caros!

Todas as publicações podem ser adquiridas no formato digital (PDF) sem custos. Mas se vocês são daquelas pessoas que preferem estudar à moda antiga (como este velhinho que vos fala 😄), parte dos livros também são disponibilizados em versões físicas para compra. Vejam, a seguir, alguns dos conteúdos disponíveis no site.

Clássicos IPRIA coleção tem o objetivo de facilitar ao público interessado o acesso a obras consideradas fundamentais para o estudo das relações internacionais em seus aspectos histórico, conceitual e teórico. Destina-se especialmente ao meio universitário, que tem registrado, nos últimos anos, um expressivo aumento no número de cursos de graduação e pós-graduação na área de Relações Internacionais.

Cadernos de Política ExteriorPublicação semestral do IPRI, que busca retomar o trabalho iniciado nos anos 1980, com os Cadernos do IPRI, publicados entre 1988 e 1994. A nova revista, criada em 2015, tem como objetivo trazer uma contribuição ao debate sobre temas ligados às relações internacionais e à política externa brasileira.

Cadernos do CHDDRevista semestral, iniciada no segundo semestre de 2002, que publica documentos e estudos sobre a história das relações internacionais do Brasil. Números especiais, organizados em torno de um tema, são eventualmente incluídos na série, que já contemplou o tema Atlântico, escravidão e liberdade, em 2005, e as relações Brasil-Uruguai, em 2007.

 

Manuais do Candidato – CACD

A série “Manual do Candidato” da Funag é composta por livros que versam sobre os conteúdos das disciplina abordadas no CACD, produzidos por especialistas das respectivas áreas do conhecimento. Os manuais configuram uma importante referência teórica, analítica e bibliográfica e permitem aos candidatos a imersão nas matérias com o nível de profundidade e reflexão crítica que são requeridos pelo processo seletivo. É importante ressaltar que esses materiais por si só não esgotam as leituras necessárias para a adequada preparação do candidato. Todavia, eles podem ser considerados um excelente ponto de partida para os estudos e até mesmo um instrumento oportuno para a revisão dos temas do edital.

Ao todo, são dez edições dos manuais, atualizadas a partir de 2012 – a disciplina de Língua Portuguesa é a única que foge a essa regra e suas últimas publicações datam de 2001, 2009 e 2010. Até o ano passado, os manuais podiam ser encontrados no site da Funag para aquisição em versões digital e física. Atualmente, não há registros dos materiais na página da Fundação. Porém, após vasculhar meus guardados, encontrei os arquivos e consegui disponibilizá-los aqui, especialmente para vocês, pupilos! 😉

Eis a lista para download de todos os volumes:

 

Aproveitem o acesso a esses materiais para incrementar seus estudos e pesquisas, meus queridos!

Sebo nas canelas, e foco nas leituras! 🤓📖

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Manuais, Guias e Provas: materiais oficiais e gratuitos para o CACD!

Barões e Baronesas,

Os estudos para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) são vistos como um desafio por grande parte dos candidatos. Isso se deve, em certa medida, ao caráter amplamente multidisciplinar desse processo seletivo: são onze disciplinas – Direito Internacional, Direito Interno, Economia, Geografia, História do Brasil, História Mundial, Língua Espanhola, Língua Francesa, Língua Inglesa, Língua Portuguesa e Política Internacional – abordadas ao longo das três fases do certame. Por vezes, a tarefa de desenvolver uma estratégia própria de preparação, com base na experiência acadêmica individual, se torna ainda mais complicada em virtude de alguns contratempos práticos como, por exemplo, a dificuldade de se obter recursos e materiais confiáveis e de qualidade para o aprendizado das matérias.

Uma das melhores formas de contornar esse obstáculo, meus caros, é fazendo uso dos riquíssimos conteúdos que são elaborados e disponibilizados gratuitamente pelo próprio Ministério das Relações Exteriores e órgãos relacionados. São eles: os livros da série “Manual do Candidato” produzidos pela Fundação Alexandre de Gusmão (Funag), os Guias de Estudos do Instituto Rio Branco (IRBr) e as provas anteriores do concurso, formuladas pelas bancas Iades (2019) e Cebraspe/Cespe (2018 e anos anteriores). Para ajudá-los a encontrar e entender melhor tais materiais, fizemos este post especial com informações sobre cada uma dessas ferramentas de grande utilidade nos estudos. Confiram a seguir e façam bom proveito, pupilos e pupilas!

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MANUAIS DO CANDIDATO – FUNAG

A série “Manual do Candidato” da Funag é composta por livros que versam sobre o conteúdo de cada disciplina abordada no CACD e são produzidos por especialistas das respectivas áreas do conhecimento, como Bertha Becker (Geografia), Paulo Visentini (História Mundial Contemporânea), nosso mestre João Daniel Almeida (História do Brasil), entre outros. Os manuais configuram uma importante referência teórica, analítica e bibliográfica e permitem aos candidatos a imersão nas matérias com o nível de profundidade e reflexão crítica que são requeridos pelo processo seletivo. É importante ressaltar que esses materiais por si só não esgotam as leituras necessárias para a adequada preparação do candidato. Todavia, eles podem ser considerados um excelente ponto de partida para os estudos e até mesmo um instrumento oportuno para a revisão dos temas do edital.

Atualmente, há dez edições dos manuais, atualizadas a partir de 2012, disponíveis no site da Funag e todos os volumes podem ser adquiridos no formato digital (PDF) sem custos. Para aqueles que preferem os livros físicos, também são disponibilizadas essas versões para compra na página.

Curiosamente, a disciplina de Língua Portuguesa é a única que foge a essa regra. As últimas publicações dessa matéria datam de 2001, 2009 e 2010 e não há informações sobre as mesmas no site da Fundação. Porém, após vasculhar os alfarrábios online, encontramos os arquivos em PDF e conseguirmos disponibilizá-los aqui também, especialmente para vocês!

Eis a lista com os links para download de todos os volumes:

Além dessas publicações específicas para o CACD, a biblioteca digital e gratuita da Funag possui um riquíssimo acervo de textos e livros sobre temas relacionados a diplomacia pública, relações internacionais e política externa, e que podem ser bastante proveitosos na preparação para o concurso do Instituto Rio Branco. Portanto, vale a pena fazer um passeio virtual por lá de vez em quando, meus caros! 😉

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PROVAS E GABARITOS – Iades e Cebraspe/Cespe

Após absorver o conteúdo teórico das disciplinas por meio dos Manuais do Candidato e de outras leituras obrigatórias e complementares para o CACD, o melhor a se fazer é colocar todo o conhecimento adquirido em prática. Para isso, as provas das edições anteriores do concurso, disponibilizadas pelo Cebraspe/Cespe e pelo Iades são um recurso indispensável!

Analisar e responder às questões já aplicadas em um certame é a melhor maneira de conhecer as exigências e particularidades da banca organizadora e, com efeito, ficar mais familiarizado com o perfil de avaliação dos examinadores. Assim sendo, deixamos a seguir a relação dos links onde vocês podem baixar facilmente as provas e os gabaritos dos concursos anteriores. Mãos à obra!

* Aproveito para lembrar, meus caros, que vocês podem complementar os estudos para as fases do CACD, após a realização das provas anteriores, com as aulas de correção e comentários de todos os exames de 2019 por um time de professores especializados e com ampla experiência no certame. O acesso aos vídeos é gratuito e pode ser feito pelos links abaixo!

 

Primeira Fase Comentada – CACD 2019

Segunda Fase Comentada – CACD 2019

 

GUIAS DE ESTUDOS E PADRÕES DE RESPOSTAS – IRBr

A partir de 1996, o Instituto Rio Branco (IRBr), em parceria com o Cespe, passou a elaborar anualmente o Guia de Estudos do CACD, uma coletânea das questões discursivas, abordadas na Segunda e na Terceira Fase, do concurso do ano anterior e das respostas que receberam nota máxima por parte das respectivas bancas examinadoras. Esse material tem o objetivo de orientar e auxiliar os candidatos durante a preparação, oferecendo uma análise mais abrangente acerca do que é esperado deles nos exames. Além disso, conforme orientação do IRBr, os guias são conteúdos que complementam os Manuais do Candidato e, juntos, esses recursos permitem ao candidato iniciar sua preparação e identificar os conteúdos mais importantes nos seus estudos.

Em 2013, a produção oficial dos guias foi descontinuada pela administração do Instituto, porém os materiais não deixaram de ser disponibilizados aos aspirantes à Carreira de Diplomata. Por iniciativa voluntária, os candidatos aprovados e então alunos do IRBr passaram a elaborar os conteúdos anuais de forma independente. Nesse novo formato, os modelos começaram a possuir novas características: são intitulados com nomes de animais inusitados para representar o espírito da nova turma de diplomatas; apresentam também as respostas que receberam as notas mais baixas da banca e incluem dados sobre o perfil dos aprovados no último concurso. Assim, os ceacedistas conseguem ter uma visão ainda mais ampla sobre o processo seletivo como um todo e podem aprimorar seus estudos com base na análise do que podem ou não fazer nas etapas discursivas do concurso.

A seguir, deixamos os links para download de todos os Guias de Estudos do CACD.

A partir do CACD 2017, o Instituto Rio Branco disponibilizou, junto ao Cespe, padrões de resposta para as provas discursivas da segunda e da terceira fases do concurso. Os arquivos possuem orientações a respeito do conteúdo e da forma como os candidatos deveriam construir suas respostas argumentativas em cada questão, a fim de receberem a nota máxima.

 

Não deixem de acessar e conferir atentamente esses materiais preciosos no decorrer da preparação, meus queridos! 😉

Folia e Diplomacia: uma homenagem a grandes diplomatas do Brasil!

Minhas queridas e meus queridos,

O carnaval deste ano começa oficialmente amanhã. Como vão passar os próximos quatro dias: celebrando e refrescando a cuca ou aproveitando o tempo livre para pôr os estudos em dia?

Seja como for, uma coisa é certa: a diplomacia está sempre presente nas nossas vidas! Por isso, aproveitei a ocasião festiva para unir esses dois universos e relembrar a história de grandes diplomatas do Brasil, e também presentear vocês com uma lembrancinha carnavalesca!

Vejam a trajetória de cada uma dessas personalidades fundamentais da nossa Diplomacia nos textos a seguir… depois, baixem a máscara daqueles (as) que vocês mais admiram para incrementar sua fantasia para a folia – ou animar o ambiente de estudos!

José Maria da Silva Paranhos Junior, o Barão do Rio Branco, é o patrono da Diplomacia Brasileira. Além de diplomata, foi advogado, jornalista, professor e político, e 20 de abril, a data de seu nascimento, passou a ser utilizada para comemorar o Dia do Diplomata. Ele também foi homenageado na criação do Instituto Rio Branco (IRBr) – instituição responsável pela formação dos (as) diplomatas brasileiros (as) – em 1945.

O título de patrono da nossa diplomacia se deve ao papel desempenhado na resolução de importantes conflitos territoriais entre o Brasil e países vizinhos de forma pacífica, tais como a de Santa Catarina e do Paraná, em litígio com a Argentina, no que ficou conhecido como a Questão de Palmas em 1895, e do Amapá em disputa com a França em 1900. Entretanto, a obra pela qual ele ficou mais conhecido foi o “Tratado de Petrópolis” firmado com a Bolívia, que culminou com a incorporação do Acre ao território brasileiro em 1903.

Em 1902, Rio Branco assumiu o cargo de Ministro das Relações Exteriores, no qual permaneceu até a morte, em 1912. Nas negociações das questões fronteiriças, erigiu como bandeira das reivindicações o princípio do uti possidetis solis, e, assim, resolveu velhas disputas do Brasil com quase todos os países da América do Sul por meio de uma série de tratados importantes. Além da solução dos problemas territoriais, Rio Branco lançou as bases de uma nova política externa, adaptada às necessidades do Brasil moderno. Foi o principal responsável por colocar o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) em lugar de destaque na burocracia republicana no início do século XX. Seu prestígio era tanto que, em 1909, seu nome foi até sugerido para a sucessão presidencial do ano seguinte.

Baixe a máscara do Barão aqui!

Maria José Rebello Mendes foi a primeira mulher diplomata e a primeira funcionária pública concursada do Brasil, sendo aprovada em primeiro lugar no concurso da Secretaria de Estado do Ministério das Relações Exteriores (MRE), em 1918. Quando criança, teve a formação elementar em casa pela educadora alemã Matilthe Schröeder e, depois, ingressou no Colégio Alemão, onde se formou com fluência nas línguas alemã, inglesa, francesa e italiana. Ao tomar conhecimento do concurso para o Itamaraty, decidiu inscrever-se e passou a frequentar a Escola de Comércio para se aperfeiçoar em Datilografia, Contabilidade e Economia e estudou por conta própria as matérias de Direito. No entanto, apesar de todo esforço, seu pedido de inscrição não foi aceito pelo MRE.

Sensibilizado com a história de sua conterrânea, o jurista Rui Barbosa elaborou um parecer argumentando a inconstitucionalidade da negativa do Ministério e o então Ministro das Relações Exteriores Nilo Peçanha voltou atrás e deferiu a inscrição da candidata. Com isso, em setembro de 1918, a jovem conseguiu se classificar em primeiro lugar para o cargo que disputava e passou a compor o corpo diplomático do MRE.

Maria José assumiu as funções do serviço diplomático no Itamaraty e trabalhou normalmente, sem chamar mais atenção por ser mulher. Em 1922, casou-se com o diplomata Henrique Pinheiro de Vasconcelos. Em seguida, ele foi indicado para a representação brasileira na Alemanha e Maria José solicitou licença no MRE para acompanhá-lo. Em 1934, Maria José solicitou sua aposentadoria, pois Henrique havia sido nomeado para o cargo de conselheiro da embaixada brasileira na Bélgica. Na época, por determinações administrativas, era proibido que uma mulher diplomata assumisse um cargo na mesma representação que seu marido.

A trajetória de Maria José foi fundamental para o avanço dos direitos das mulheres na carreira de diplomata. Entre 1919 e 1938, mais dezenove mulheres ingressaram no serviço diplomático brasileiro.

Baixe a máscara da Maria José aqui!

Osvaldo Aranha foi advogado, político e diplomata, considerado um dos homens mais importantes do seu tempo. Formou-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro em 1916. Anos depois, tornou-se aliado de Getúlio Vargas e participou das articulações que resultaram na deposição de Washington Luís da Presidência da República, por meio de golpe militar, e no início da Revolução de 1930. Durante o Governo Provisório, foi Ministro da Justiça e Negócios Interiores e Ministro da Fazenda, e participou da Assembleia Nacional Constituinte na condição de membro nato por ser ministro de Estado.

Em 1934, assumiu o posto de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, onde atuou até 1937. Foi Ministro das Relações Exteriores de 1938 a 1944, período em que promoveu uma política de aproximação aos Estados Unidos, que começou com a assinatura de acordos comerciais e levou ao alinhamento brasileiro ao governo estadunidense durante a Segunda Guerra Mundial.

Em fevereiro de 1947, Aranha foi nomeado chefe da delegação brasileira na recém-criada ONU e ocupou o posto destinado ao Brasil no Conselho de Segurança da entidade. Em abril do mesmo ano, abriu e presidiu a I Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, inaugurando a tradição de o Brasil ser o primeiro país a discursar na reunião, seguida até hoje pela Organização. Também presidiu a sessão especial de 29 de novembro de 1947, na qual foi votado o Plano para partilha da Palestina, que abriu caminho para a criação do Estado de Israel e também previa a formação de um Estado Palestino. Devido a essa destacada atuação, ainda em 1947, o diplomata brasileiro foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

Nas eleições presidenciais que se seguiram ao fim do Estado Novo, teve seu nome cogitado como candidato por diversas vezes. Em junho de 1953, voltou a assumir o Ministério da Fazenda, porém, deixou o cargo logo após a morte de Vargas. Em 1957, durante o governo de Juscelino Kubitscheck, chefiou novamente a delegação brasileira na Assembleia Geral da ONU.

 Baixe a máscara do Osvaldo aqui!

A cientista e diplomata Bertha Lutz foi uma das principais responsáveis pela inclusão das temáticas de gênero na Organização das Nações Unidas (ONU). Graduou-se em Ciências Naturais na Faculdade de Ciências da Universidade de Paris (Sorbonne). Prestou concurso para o cargo de secretária do Museu Nacional, passou em primeiro lugar e foi nomeada por decreto, tornando-se a segunda mulher a ocupar um cargo público no país, em 1919.

Bertha atuou na defesa dos direitos políticos e sociais das mulheres no Brasil e no mundo, sendo o direito do voto e a emancipação da mulher seus principais objetivos. Em 1933, formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro e, nos anos seguintes, participou de diversos eventos e atividades internacionais de grande importância. Foi a única mulher a integrar a delegação do Brasil na Conferência de São Francisco, na qual foi redigida a Carta das Nações Unidas, o documento que originou a ONU em 1945. Na ocasião, procurou impulsionar a igualdade entre homens e mulheres na agenda da instituição e como princípio universal. Graças à insistência das representantes latino-americanas presentes na Conferência, lideradas por Bertha, a Carta foi um dos primeiros tratados internacionais a mencionar em seu texto a necessidade de equidade entre os gêneros.

Foi premiada com o título de Mulher das Américas em 1951 e, no ano seguinte, representou o Brasil na Comissão de Estatutos da Mulher das Nações Unidas, criada por sua iniciativa. Em 1953, foi eleita delegada do Brasil junto à Comissão Interamericana de Mulheres da União Panamericana de Repúblicas (atual Organização dos Estados Americanos). Seu último ato em prol da melhoria da condição feminina foi no I Congresso Internacional da Mulher, realizado no México, em 1975.

Baixe a máscara da Bertha aqui!

Escritor e diplomata, João Guimarães Rosa foi uma das personalidades mais influentes do meio intelectual brasileiro no século XX. Graduou-se em Medicina pela Universidade de Minas Gerais, porém, exerceu a profissão somente por quatro anos, até decidir prestar o concurso para o Itamaraty em 1934, sendo aprovado em segundo lugar. Em 1937, foi promovido a Cônsul de Segunda Classe, e sua remoção para o Consulado do Brasil em Hamburgo ocorreu no ano seguinte. Nesse posto, ele e sua esposa, Aracy de Carvalho, ofereceram auxílio para que judeus pudessem escapar do regime nazista rumo ao Brasil, de 1938 a 1942, autorizando um número maior de vistos do que aqueles legalmente permitidos durante o Governo de Getúlio Vargas.

Após sua crucial atuação na Alemanha, exerceu a função de secretário de embaixada em Bogotá de 1942 a 1944, e foi chefe de gabinete do ministro João Neves da Fontoura em 1946. Em Paris, ocupou os cargos de primeiro-secretário e conselheiro de embaixada (1948-51); secretário da Delegação do Brasil à Conferência da Paz (1948); representante do Brasil na Sessão Extraordinária da Conferência da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) (1948) e delegado do Brasil à IV Sessão da Conferência Geral da Unesco (1949).

De volta ao Brasil, em 1951, Guimarães Rosa foi nomeado novamente chefe de gabinete do ministro João Neves da Fontoura. Dois anos depois, tornou-se chefe da Divisão de Orçamento e foi promovido a ministro de primeira classe. Em 1962, assumiu a chefia do Serviço de Demarcação de Fronteiras.

Baixe a máscara do Guimarães Rosa aqui!

Um dos maiores poetas e compositores em língua portuguesa, Vinicius de Moraes foi também diplomata de carreira. Concluiu o curso de Direito da Faculdade Nacional do Rio de Janeiro em 1933, porém, não exerceu a advocacia. Em 1938, recebeu uma bolsa do Conselho Britânico para estudar Literatura Inglesa no Magdalen College da Universidade de Oxford e mudou-se para Londres. Nessa cidade, também trabalhou como assistente do programa brasileiro da BBC até 1939, quando retornou ao Brasil. Em 1941, começou a estudar para o concurso do Itamaraty e também iniciou a carreira jornalística, como crítico cinematográfico no jornal A Manhã.

Após ser reprovado na primeira tentativa de ingressar na carreira diplomática, em 1942, Vinicius passou no concurso no ano seguinte. Assumiu o primeiro posto em 1946, como vice-cônsul em Los Angeles. Em 1953, foi indicado para o posto de segundo-secretário na Embaixada do Brasil em Paris e, logo depois, passou a trabalhar na delegação brasileira junto a UNESCO, também na capital francesa. Seu posto seguinte foi a Embaixada Brasileira em Montevidéu, para onde foi transferido em 1957. Retornou ao Brasil, em 1960, para servir na Secretaria de Relações Exteriores e também se dedicar aos lançamentos literários. Três anos depois, assumiu novamente um posto na delegação do Brasil na UNESCO, em Paris.

O poeta regressou ao Brasil após a instauração do regime militar, em 1964, e passou a se dedicar definitivamente à vida de cantor e a se afastar da carreira diplomática. Em dezembro de 1968, após a publicação do Ato Institucional nº 5, Vinicius fez a leitura de seu poema “Pátria minha”, como forma de protesto, durante um show em Portugal. No ano seguinte, foi exonerado do Itamaraty após uma ordem direta do Presidente Arthur Costa Silva.

Em 2010, o Congresso Nacional aprovou a promoção póstuma do diplomata ao cargo de Ministro de Primeira Classe (Embaixador) e a lei foi sancionada pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva. O chanceler à época, Celso Amorim, declarou que a homenagem representa “um reconhecimento a sua enorme contribuição à divulgação da imagem do Brasil no exterior”, e que Vinicius “foi, sem dúvida, um grande Embaixador da cultura popular brasileira”.

Baixe a máscara do Vinícius aqui!

Celso Luiz Nunes Amorim é considerado um dos maiores diplomatas brasileiros dos últimos anos, tendo ocupado o cargo de Ministro das Relações Exteriores por duas vezes. Concluiu o curso de preparação à carreira de diplomata no Instituto Rio Branco em 1964, e formou-se Mestre em Relações Internacionais na Academia Diplomática de Viena em 1967. Removido para Londres, trabalhou como cônsul-adjunto de 1968 a 1969. Nos anos seguintes, serviu na Embaixada do Brasil em Londres e realizou o Doutorado em Ciência Política e Relações Internacionais da London School of Economics and Political Science. Durante os anos 1970 e 1980, participou de diversas atividades de relevância em âmbito nacional e internacional. Ademais, foi professor de Expressão e Redação Profissional no Instituto Rio Branco e de Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade de Brasília (UnB).

Entre 1990 e 1991, Amorim atuou como Chefe do Departamento Econômico do Itamaraty, e chefiou as equipes do Brasil que negociaram o Tratado de Assunção – documento que originou o Mercosul. Em seguida, foi nomeado representante permanente do Brasil junto às organizações internacionais sediadas em Genebra, entre as quais o GATT. Em 1993, assumiu o cargo de Ministro das Relações Exteriores, que exerceu até 1995. Foi durante esse período que o Brasil explicitou sua intenção de participar ativamente de uma reforma na composição dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Chefiou a missão permanente do Brasil na ONU, em Nova Iorque, entre 1995 e 1999. Logo depois, tornou-se chefe da missão brasileira junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra. Em 2001, assumiu o posto de Embaixador em Londres, e foi um dos representantes da delegação brasileira à IV Conferência da OMC, em Doha.

Entre 2003 e 2010, o diplomata exerceu novamente o cargo de Ministro das Relações Exteriores. Nessa segunda gestão, incluiu entre os objetivos da política externa brasileira a luta contra a fome, a pobreza e o unilateralismo. Também incentivou coalizões importantes para o Brasil: o G-20 (ou G-20 comercial); o G-3 ou IBSA (Índia, Brasil e África do Sul); o G-4, reunindo Alemanha, Brasil, Índia e Japão na luta para tornar o Conselho de Segurança da ONU mais representativo; e o grupo dos BRICs – Brasil, Rússia, Índia e China.

Seu último cargo governamental foi o de Ministro da Defesa, exercido no período de agosto de 2011 até janeiro de 2015.

Baixe a máscara do Amorim aqui!

Maria Luiza Viotti ingressou no Serviço Exterior Brasileiro em 1976, atuando na área de promoção das relações comerciais brasileiras com a China e países africanos. Graduou-se em Economia pela Universidade de Brasília (UnB), e também possui pós-graduação nessa área pela mesma instituição. Sua atuação no exterior começou pela Missão do Brasil junto às Nações Unidas no período de 1985 a 1988. Posteriormente, atuou no âmbito de assuntos multilaterais e como coordenadora executiva do gabinete do Ministro das Relações Exteriores. Em 1993, foi nomeada para a Embaixada do Brasil em La Paz, Bolívia, onde dirigiu o setor econômico até 1995. No ano seguinte, tornou-se Chefe da Divisão América do Sul I no Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE), encarregada das relações com a Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile, e, em 1999, foi indicada novamente para atuar na Missão do Brasil junto à ONU até 2004. Dentre os demais cargos ocupados no MRE, estão o de Diretora-Geral do Departamento de Direitos Humanos e Assuntos Sociais (2004-06) e de Diretora-Geral do Departamento de Organizações Internacionais (2006-07).

Viotti exerceu a função de Representante Permanente do Brasil junto às Nações Unidas de 2007 a 2013, sendo a primeira mulher a chefiar a Missão em Nova York. Liderou a delegação do Brasil junto ao Conselho de Segurança em 2010 e 2011 e ocupou a presidência rotativa do Conselho de Segurança em fevereiro de 2011. Atuou como Embaixadora na Alemanha (2013-2016) e, em seguida, foi subsecretária para Ásia e Pacífico do MRE, onde teve especial responsabilidade pelo trabalho com os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

No final de 2016, o atual Secretário-Geral da ONU, António Guterres, designou Maria Luiza Viotti como sua chefe de gabinete, cargo que ela ocupa até os dias de hoje.

Baixe a máscara da Maria Luiza aqui!

Bom carnaval, ou bons estudos, meus caros! 😃

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Concurso Diplomacia: em qual etapa da preparação você está?

Caríssimos pupilos e pupilas,

É comum nos questionarmos, ao longo da nossa vida, sobre nossas decisões e, ainda, duvidar se o caminho tomado é realmente o correto… (Isso me lembra o poema “The Road Not Taken”, do meu amigo Robert Frost)

E, assim, como diz o poema, é importante pegar a estrada que nos leva pelo caminho que garantirá o sucesso – isso faz toda a diferença!

Pensando em auxiliá-los, escrevo essas simples linhas, com o objetivo de tornar o caminho para o Itamaraty mais curto, para meus barões e baronesas!

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Até eu já fui um bebê, pupilos! E o que a gente sabe dessa vida, na nossa mais tenra idade, não é mesmo?

No momento em que você decide que quer seguir a carreira diplomática, é importante, antes de tudo, conhecer muito bem o processo seletivo, o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD)! E como fazer isso?

Lendo com cuidado o edital e dando uma olhadela nas provas! É importante conhecer o terreno, antes de lançar-se à preparação!

Para isso, os iniciantes na empreitada diplomática devem ficar atentos aos arquivos existentes no site do Iades (banca do concurso em 2019 e 2020) e do Cespe (banca dos anos anteriores)!

Editais do CACD:

2010             2011             2012
2013             2014             2015
2016             2017             2018

2019             2020

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Após ficar por dentro de como a seleção acontece, pupilos, é importante passar da teoria à prática!

Alguns pensam em iniciar a leitura das bibliografias sozinhos, organizar o tempo e iniciar a preparação de uma forma mais solitária. Tenho que assumir, meus caros, admiro quem tem a disciplina e o foco necessários para administrar o tempo e manter a procrastinação longe – esses corajosos merecem, certamente, uma ode!

O Barão que vos fala indica procurar ajuda especializada! É importante, nesse momento, deixar as preocupações relativas a organização e seleção de livros com profissionais com experiência na preparação para o CACD. Você receberá grades de estudo de cada disciplina e planejamento de estudos de acordo com o que necessita nessa fase primordial, tendo somente que focar na leitura das bibliografias indicadas – essas também selecionadas meticulosamente para a fase inicial da sua preparação.

Conhecer a “jurisprudência” das bancas do CACD, fichar leituras e familiarizar-se com os temas mais recorrentes na prova também são indicados no início da sua jornada de estudos.

É realmente importante dar os primeiros passos de forma sólida!

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Para os pupilos que já iniciaram a familiarização com a bibliografia relacionada à Primeira Fase, que tal incrementar os estudos adicionando disciplinas importantes para a próxima fase?

É uma boa hora para incluir disciplinas como Redação – Língua Portuguesa, uma das bases da Segunda Fase; e aulas de Língua Francesa e Língua Espanhola, cobradas na terceira etapa do CACD.

Muitos barões e baronesas já têm conhecimento de Francês e de Espanhol, mas isso não é suficiente para ter uma boa pontuação na prova dessas disciplinas – é importante conhecer como a banca interpreta o uso de cada uma delas, e como esses dois idiomas são cobrados na última fase do certame.

O mesmo para Redação – Língua Portuguesa! Não basta conhecer a fundo a última flor do Lácio, apresentar ritmo e estilo na prosa, ou conhecer toda a obra machadiana… É necessário compreender como o léxico deve ser utilizado para a dissertação e a interpretação ceacedianas!

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Após passar pelas bibliografias e já estar iniciado nas disciplinas da Primeira Fase, é hora de praticar! Afinal de contas, meus caros, a prática leva à perfeição!

O pupilo e a pupila já mais experientes devem treinar por meio de exercícios no formato da Primeira Fase do CACD, e já se aventurar na realização dos exercícios da Segunda e da Terceira Fases.

É mister o aprofundamento nos moldes de cada uma das fases, já que diferentes elementos são enfatizados em cada uma delas. Para esse momento da preparação, há que se fazer muitas questões de 40, 60 e 90 linhas, e exercícios de Redação – Língua Inglesa!

Então, vamos praticar!

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Para as pupilas e pupilos que já passaram pelos estágios anteriores, a hora é de focar em preparação voltada para as suas necessidades pessoais!

Sim, chega uma hora da preparação em que você já está sabendo a matéria com segurança, mas ainda há lacunas a serem preenchidas. Por que não adotar uma estratégia mais específica, conversar diretamente com professores que possam te auxiliar naquele ponto ou em outro que ficaram pendentes?

E não descuidem, meu caro e minha cara, dos idiomas! Aprimorem seu Inglês, Espanhol e Francês por meio de leituras mais avançadas e pratiquem por meio dos exercícios, pratiquem sempre!

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Em todas as fases, meus caros, tenham certeza de duas coisas: vocês são capazes, e poderão sempre contar com esse amigo que vos fala, e é seu torcedor número 1!

Mãos à obra e ótimos estudos! 😉

 

 

VEJAM TAMBÉM:

Manuais, Guias e Provas: materiais oficiais e gratuitos para o CACD!

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Bolsa-Prêmio de Vocação para Diplomacia – o que é e como funciona?

Digníssimas e digníssimos,

Em 2002, o Instituto Rio Branco (IRBr) deu início ao Programa de Ação Afirmativa (PAA) – Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com participação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e da Fundação Cultural Palmares (FCP). O Programa tem a finalidade de ampliar as condições de ingresso de pessoas negras na Carreira Diplomática, e consiste na concessão de bolsas para o custeio de estudos preparatórios para o Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD), realizado anualmente pelo IRBr.

O PAA é realizado conforme a disponibilidade orçamentário-financeira dos parceiros do programa. Desde a sua criação, foram realizadas sete edições do processo seletivo para a concessão das bolsas. Nos anos de 2009 a 2013 e 2015, o valor total da bolsa-prêmio, concedido a cada candidato selecionado, foi de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais).

No edital do Programa lançado em 2016, ocorreram algumas mudanças em seu funcionamento. No novo modelo, a inscrição no PAA foi condicionada à inscrição no CACD, e a concessão das bolsas passou a ser feita apenas aos candidatos que, tendo apresentado desempenho satisfatório nas primeiras etapas do concurso, não obtiveram média de notas necessária à aprovação final. Houve também alteração no valor da bolsa-prêmio para a R$ 30.000,00 (trinta mil reais).

EDITAL 2020

Na data de hoje, 06 de novembro, foi publicado o edital que estabelece as regras para a realização do PAA – Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia em 2020, e convoca candidatos para o procedimento complementar à autodeclaração dos candidatos negros. Um dos critérios para concorrer a bolsa é ter se inscrito no CACD 2019, conforme o Edital nº 1, de 5 de julho de 2019, para concorrer às vagas reservadas às pessoas negras.

Nesta edição, serão concedidas até 28 bolsas-prêmio no valor total de R$ 30.000,00 (trinta mil reais), cujo pagamento será feito pelo CNPq. A classificação para fins de concessão da bolsa será conforme o desempenho dos candidatos no CACD 2019, em ordem decrescente na nota final na Primeira Fase.

Requisitos para a participação no PAA 2020:

  • ser brasileiro nato;
  • estar em dia com as obrigações eleitorais;
  • estar em dia com as obrigações do serviço militar, para os candidatos do sexo masculino;
  • ter concluído curso de graduação de nível superior ou estar habilitado a concluir curso dessa natureza até a data de convocação dos candidatos selecionados;
  • ter completado a idade mínima de 18 anos até a data de convocação dos candidatos selecionados;
  • possuir currículo cadastrado e atualizado na Plataforma Lattes;
  • ter se inscrito no CACD 2019 para concorrer às vagas reservadas às pessoas negras;
  • ter sido aprovado na Primeira Fase do CACD 2019 e convocado para a Segunda Fase do certame, conforme o Edital de 5 de julho de 2019;
  • ter sua autodeclaração como pessoa negra confirmada, por comissão de heteroidentificação, em procedimento complementar à autodeclaração dos candidatos negros; e
  • não ter recebido mais do que quatro bolsas-prêmio.

Os candidatos que já foram beneficiários da bolsa-prêmio também podem pleitear a concessão de nova bolsa no PAA 2020. Para isso, além dos requisitos acima, devem ser observadas as seguintes condições:

  • a primeira renovação da bolsa-prêmio é condicionada à aprovação na Primeira Fase do CACD 2019;
  • a segunda renovação da bolsa-prêmio é condicionada à obtenção das notas mínimas de aprovação de 60,00 pontos, na prova de língua portuguesa, e de 50,00 pontos, na prova de língua inglesa, ambas da Segunda Fase do CACD 2019; e
  • a terceira renovação da bolsa-prêmio é condicionada à aprovação na Segunda Fase do CACD 2019.

O edital com todas as regras do PAA 2020 pode ser acessado no site do Diário Oficial da União, disponível em: https://www.in.gov.br/web/dou/-/edital-de-5-de-novembro-de-2020bolsa-premio-de-vocacao-para-a-diplomacia-286807280

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Os editais, comunicados e demais informações referentes ao PAA de anos anteriores podem ser consultados no site oficial do Instituto Rio Branco: http://www.institutoriobranco.itamaraty.gov.br/editais.

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Para finalizar, meus caros, listamos abaixo algumas das dúvidas mais comuns sobre o PAA e as devidas respostas, com base nas informações do site do Instituto Rio Branco. Confiram e fiquem por dentro de todos os detalhes!

O Programa de Ação Afirmativa oferece bolsa-prêmio também para pessoas de baixa renda, indígenas e seus descendentes ou com deficiência?

Atualmente, o Programa prevê a concessão de bolsas-prêmios exclusivamente a pessoas negras. Pessoas com deficiência podem fazer uso dos benefícios da Lei nº 7.853/1989 e do Decreto nº 3.298/1999.

Qual é a idade mínima para participar do PAA?

Para beneficiar-se do Programa, o candidato deverá haver completado a idade mínima de 18 anos até a data da publicação do resultado final do processo seletivo.

Se um candidato que possui trabalho fixo for selecionado no Programa de Ação Afirmativa, ele terá de parar de trabalhar?

Não. A concessão de bolsa-prêmio não exige que o candidato interrompa seu vínculo empregatício.

Alunos de pós-graduação com bolsa de estudos podem se candidatar à bolsa-prêmio do Programa de Ação Afirmativa?

Podem. Não há restrições em relação a pós-graduandos que recebem bolsas de outras instituições.

É possível participar mais de uma vez do Programa? Qual o limite de participações?

O nível de exigência do CACD exige muita dedicação e estudos, e é possível que o candidato não seja aprovado na primeira tentativa. Assim, a fim de que o candidato possa se preparar por mais de uma temporada, o Programa prevê a concessão de novas bolsas a uma mesma pessoa de acordo com os seguintes critérios:

– a primeira renovação da bolsa-prêmio é condicionada à aprovação na Primeira Fase (prova objetiva) do CACD;

– a segunda renovação da bolsa-prêmio é condicionada à aprovação e classificação na Primeira Fase (prova objetiva) e à convocação para a Segunda Fase (provas escritas) do CACD;

– a terceira renovação da bolsa-prêmio é condicionada à aprovação e classificação na Primeira Fase (prova objetiva), na Segunda Fase (provas escritas) e na Terceira Fase (provas escritas) do CACD.

Fonte:

Instituto Rio Branco – http://www.institutoriobranco.itamaraty.gov.br/perguntas-frequentes

CACD 2020 – Panorama completo do concurso e dicas de estudos

Futuras e futuros diplomatas,

Tivemos, hoje, a notícia que aguardávamos com grande expectativa: foi publicado o Edital do CACD 2020 – o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata deste ano!

Na Portaria divulgada no dia 14 de maio, já pudemos observar orientações importantes sobre a estrutura e o funcionamento da seleção. O edital recém-publicado, por sua vez, traz informações detalhadas do certame, que merecem bastante atenção dos candidatos e candidatas. Assim sendo, neste post, vocês podem obter um panorama especial das informações do concurso, com uma explicação detalhada sobre as características das provas deste ano.

Leiam atentamente e aproveitem o conteúdo para organizar seus planos de estudos nesta reta final!

 

 

* Importante:

O candidato que optar por concorrer às vagas reservadas às pessoas negras poderá optar, também, no período de inscrição, por meio de link específico disponível no endereço eletrônico www.iades.com.br, por concorrer à bolsa-prêmio da edição subsequente do Programa de Ação Armativa do Instituto Rio Branco (PAA/IRBr).

 

 

Tempo para realização das provas:

– Primeira Fase: dois períodos: o primeiro, iniciando-se às 9 horas e 30 minutos, com duração de 3 horas; e o segundo, iniciando-se às 15 horas, com duração de 3 horas.

– Segunda Fase: início às 14 horas, com duração de 5 horas, nos dois dias.

– Terceira Fase: dois períodos em cada dia: o primeiro, iniciando-se às 9 horas, com duração de 4 horas; e o segundo, iniciando-se às 15 horas, com duração de 4 horas.

 

 

 

 

 

Primeira Fase: prova objetiva, constituída de questões do tipo “C ou E” (certo ou errado).

 

Segunda Fase: provas compostas por questões discursivas.

 

Terceira Fase: provas compostas por questões discursivas.

 

Todas as informações e atualizações sobre o CACD 2020 estão disponíveis no site do IADES – instituição organizadora do concurso.

 

Para auxiliá-los no entendimento de todos os detalhes do certame, nosso time de professores especializados realizou uma live especial de análise do edital por disciplina, para dar orientações sobre o conteúdo programático e dicas especiais para os estudos nesta reta final da preparação. Assistam e aproveitem! 👇

 

Agora, é sebo nas canelas e força total na preparação, minhas queridas e meus queridos! Ótimos estudos! 💚

 

DICAS EXTRAS DO BARÃO

Aproveitem os cursos CACD Primeira Fase Comentada 2019 e CACD Segunda Fase Comentada 2019 – 100% online e gratuitos – de correção e comentários de todas as provas de 2019 por um time de professores especializados no concurso. Inscrevam-se e comecem já a se preparar para o CACD 2020.

Confiram o post Manuais, Guias e Provas: materiais oficiais e gratuitos para o CACD, e saibam como utilizar os conteúdos livres e complementares nos estudos para o concurso!

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O Guia da Esperança Equilibrista – Novo guia de estudos para o CACD!

Caríssimas e caríssimos aspirantes a diplomata,

Acaba de ser divulgado o Guia da Esperança Equilibrista, a versão 2020 do Guia de Estudos para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), elaborado pelos aprovados na última edição do certame, em 2019.

O download do material em PDF pode ser feito no site criado pelos alunos do Instituto Rio Branco (IRBr) para disponibilização dos guias aos atuais candidatos à seleção do Itamaraty.

 

O que são os Guias de Estudos?

Para aqueles que ainda não conhecem esse material, o Barão explica:

A partir de 1996, o Instituto Rio Branco (IRBr), em parceria com o Cespe, passou a elaborar anualmente o Guia de Estudos do CACD, uma coletânea das questões discursivas, abordadas na Segunda e na Terceira Fase, do concurso do ano anterior e das respostas que receberam nota máxima por parte das respectivas bancas examinadoras. Esse material tem o objetivo de orientar e auxiliar os candidatos durante a preparação, oferecendo uma análise mais abrangente acerca do que é esperado deles nos exames. Além disso, conforme orientação do IRBr, os guias são conteúdos que complementam os Manuais do Candidato e, juntos, esses recursos permitem ao candidato iniciar sua preparação e identificar os conteúdos mais importantes nos seus estudos.

Em 2013, a produção oficial dos guias foi descontinuada pela administração do Instituto, porém os materiais não deixaram de ser disponibilizados aos aspirantes à Carreira de Diplomata. Por iniciativa voluntária, os candidatos aprovados e então alunos do IRBr passaram a elaborar os conteúdos anuais de forma independente. Nesse novo formato, os modelos começaram a possuir novas características: são intitulados com nomes de animais inusitados para representar o espírito da nova turma de diplomatas; apresentam também as respostas que receberam as notas mais baixas da banca e incluem dados sobre o perfil dos aprovados no último concurso. Assim, os ceacedistas conseguem ter uma visão ainda mais ampla sobre o processo seletivo como um todo e podem aprimorar seus estudos com base na análise do que podem ou não fazer nas etapas discursivas do concurso.

A seguir, deixo os links para download de todos os Guias de Estudos do CACD. Não deixem de acessar e conferir atentamente esse material precioso no decorrer da preparação, meus queridos!

A partir do CACD 2017, o Instituto Rio Branco disponibilizou, junto ao Cespe, padrões de resposta para as provas discursivas da segunda e da terceira fases do concurso. Os arquivos possuem orientações a respeito do conteúdo e da forma como os candidatos deveriam construir suas respostas argumentativas em cada questão, a fim de receberem a nota máxima.

 

 

VEJA TAMBÉM:

Manuais, Guias e Provas: materiais oficiais e gratuitos para o CACD!

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Leituras essenciais para o CACD | Indicações e comentários dos professores

Estimadas e estimados aspirantes a diplomata,

Uma das perguntas mais comuns entre aquelas e aqueles que se lançam à jornada de preparação para o Concurso de Admissão à Carreira Diplomata (CACD) é: “quais livros e conteúdos devo ler para construir e consolidar meus estudos em cada disciplina do certame?”

Certamente, todos vocês já se questionaram sobre isso em algum momento da vida “ceacediana”, não é mesmo?

Para início de conversa, meus caros, faço questão de frisar que essa é uma dúvida absolutamente normal e compreensível, até mesmo para os estudantes que já estão se preparando há algum tempo. Afinal de contas, uma das principais marcas do CACD é a sua multidisciplinaridade, isto é, a junção de conhecimentos de várias disciplinas – das quais algumas se diferem bastante de outras. Há, portanto, uma grande atmosfera de livros, artigos, periódicos, entre outros materiais, na qual os CACDistas têm de sobrevoar e desbravar na busca dos conhecimentos necessários em cada matéria.

No intuito de dar-lhes um empurrãozinho para decolar e aprumar esse voo, recorri, mais uma vez, ao nosso time de professores especializados no concurso para trazer a vocês as orientações de leituras essenciais em todas as disciplinas! A compilação segue abaixo, pupilos, com as indicações bibliográficas e os comentários dos mestres e mestras, para que vocês tenham o melhor aproveitamento no aprendizado dos conteúdos.

Confiram e façam ótimo proveito! 🙂

 

 

Direito Internacional – Professor Guilherme Bystronski

O livro que recomendo, em particular para os alunos iniciantes, chama-se Direito Internacional Público e Privado (https://bit.ly/2WSS5JG). É do Paulo Henrique Portela, que já foi diplomata. É a obra no Brasil que mais se aproxima das exigências da minha disciplina no contexto do CACD. Ao invés de ficar mencionando posições pessoais, ele se preocupa em verificar quais posições são majoritárias, e traz questões de concursos para mostrar como temas de DIP são cobrados aqui no Brasil.

Indico outro livro para ser lido, em particular para os alunos que desejam aprofundar sues estudos para a 3a Fase do CACD – o International Law do Malcolm Shaw. A edição mais recente em inglês é a oitava (https://amzn.to/2A1dhE4), mas há versão em português publicada pela Martins Fontes (https://bit.ly/2Tu2FEO). Essa tradução foi feita em cima da sexta edição dessa obra, mas não está tão desatualizada assim. E para aqueles que têm dificuldade com termos jurídicos, especialmente em inglês, essa versão é a recomendada.

Gosto de sempre mencionar essa obra porque ela proporciona ao candidato uma visão do DIP muito mais alinhada com a prática dos órgãos internacionais que participam junto com os Estados na criação e aplicação do Direito Internacional do que aquela proporcionada por livros aqui no Brasil. Como a prova de DIP de 3a Fase exige do candidato maior profundidade nas discussões, conhecer, por exemplo, o posicionamento de tribunais internacionais e de tribunais de outros países sobre os temas mais relevantes nessa disciplina faz toda a diferença na hora de elaboração da resposta.

Abraços,

Guilherme

 

Direito Interno – Professor Ricardo Macau

No CACD, a preparação em Direito Interno pode ser resumida na seguinte frase “menos é mais”!

Isso porque o concurso preza por objetividade e precisão na aplicação dos conceitos e raciocínios jurídicos relacionados aos temas do edital. O ideal é realizar leituras de obras especializadas para concursos públicos, que deixam o “juridiquês” de lado e que tratam dos assuntos com clareza e preocupação em alertar os candidatos sobre as “pegadinhas” e pontos de maior incidência em provas.

Duas obras são recomendadas em Direito Interno: “Direito Constitucional Descomplicado” e “Direito Administrativo Descomplicado”, ambas de autoria de Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo.

Agora, vem o mais importante… procure estudar por edições recentes desses livros. Evite ler o conteúdo por meio de edições muito antigas, porque a banca certamente pode cobrar temas que sofreram alterações nos últimos anos (seja mudanças legislativas, seja novos entendimentos jurisprudenciais).

E, por último, é preciso lembrar sempre que “livro de concurso não é romance”… Isso significa que não é necessário estudar todos os capítulos para entender a matéria cobrada no CACD. É imprescindível estudar essas duas obras indicadas em consonância com o último edital do concurso, o que permitirá identificar de modo “cirúrgico” e orientado quais capítulos de cada uma das duas obras referidas precisam efetivamente ser estudados.

É isso! Bons estudos e sucesso no concurso a todos!

 

 

Professora Vivian Almeida

O início dos estudos sobre Economia demanda algumas etapas para ser efetivo. Num primeiro momento, o reconhecimento sobre o que é Economia, qual objeto de estudo e instrumentos de análise que a teoria utiliza para propor soluções para questões econômicas e sociais. Assim, nossos estudos iniciam com manuais clássicos e amplamente utilizados, como os manuais introdutórios do Mankiw e do Krugman. Tipicamente, iniciamos os cursos de Economia com a análise Microeconômica. Nessa parte, apresentamos o processo de toma de decisão e os efeitos na vida de consumidores e produtores. Nessa parte, os livros de Microeconomia do Pindyck e do Varian são mais utilizados. Direcionando os estudos para a Macroeconomia e, portanto, para o entendimento de variáveis agregadas, podemos listar como leituras essenciais o Manual de Macroeconomia de Olivier Blanchard, bem como o Manual de Macro da USP.
E, com o arcabouço teórico desenvolvido nas aulas de Micro e de Macro, podemos avançar para Economia Brasileira em que os livros Ordem do Progresso e Economia Brasileira Contemporânea são leituras obrigatórias para êxito nos estudos.

Fontes:

  1. Mankiw, N. Gregory. Introdução à economia. Cengage Learning, 2009.
  2. Krugman, Paul, and Robin Wells. Introdução à economia. Vol. 3. Elsevier Brasil, 2016.
  3. Varian, Hal R. Microeconomia-princípios básicos. Elsevier Brasil, 2006.
  4. Pindyck, Robert S., Daniel L. Rubinfeld, and Esther Rabasco. Microeconomia. Pearson Italia, 2013.
  5. Blanchard, Olivier, et al. Macroéconomie. Vol. 3. Pearson Education, 2001.
  6. Lopes, Luiz Martins, and Marco Antonio Sandoval de Vasconcellos. “Manual de macroeconomia: nível básico e nível intermediário.” (2008).
  7. Abreu, Marcelo de Paiva. “A ordem do progresso: dois séculos de política econômica no Brasil.” São Paulo: Campus (2014).
  8. Giambiagi, Fabio, and André Arruda Villela. Economia brasileira contemporânea. Elsevier Brasil, 2005.

 

 

Professor João Felipe Ribeiro

O nome do livro é A natureza do espaço, do Milton Santos. Geografia não tem um livro-base; não há um livro de Geografia que dê conta do programa ou da maior parte do programa. O programa tem 7 itens e, na verdade, esse livro “A natureza do espaço” é bom porque serve de embasamento. Ele trabalha com os conceitos fundamentais da Geografia, e acaba sendo importante – pensando no concurso como um todo, tanto no TPS [Primeira Fase], quanto na prova discursiva [Segunda Fase] – porque ele traz o CACDista, o candidato, para o ambiente geográfico, para o universo geográfico, para a linguagem geográfica. Então, ele trabalha os conceitos; o Milton Santos faz um trabalho muito denso em cima dos conceitos fundamentais (de espaço, lugar, território, região, paisagem). E, por mais que seja uma leitura difícil, ela é muito importante para solidificar, para dar uma base melhor para o que o candidato vai ter que fazer na preparação no restante do programa. Depois, ele vai ter que procurar outras leituras, para população, urbanização, geografia agrária, geografia política. Esse [A natureza do espaço] é um livro de embasamento. Ele também não dá conta do programa, mas, na verdade, ele é um alicerce para as outras leituras que o candidato tem que fazer.

 

 

História do Brasil – Professor Marcus Dezemone

Escolher um único livro para indicar como essencial à preparação para o CACD é uma tarefa muito difícil. Por essa razão, peço licença para trapacear, com a melhor das intenções, indicando uma coletânea composta por cinco volumes, em linguagem acessível e ao mesmo tempo atualizada com a historiografia recente.

A obra em questão é História do Brasil Nação, dirigida por Lília Moritz Schwarcz, com o ambicioso objetivo de contemplar o longo recorte temporal iniciado em 1808, que se entende até 2010.

Para vencer o desafio da extensa temporalidade, cada livro se concentra num período específico, com organização de um especialista reconhecido, responsável por escrever a introdução ao volume. O primeiro livro trata da Crise Colonial e da Independência, da transferência da sede do Império Português aos anos finais do Primeiro Reinado, sendo organizado pelo embaixador Alberto da Costa e Silva. No segundo volume, o historiador José Murilo de Carvalho, membro da Academia Brasileira de Letras, reuniu acadêmicos para apresentarem o cenário da Construção Nacional, do conturbado Período das Regências até o fim do Segundo Reinado, com o fim da escravidão e a proclamação da república. A Primeira República, de 1889 a 1930, é o período em tela no terceiro volume, sob organização da própria Lilia que dirige a coletânea. Os dois últimos livros abordam recortes muito amplos, não tanto pela cronologia, mas pela complexidade: da Revolução de 1930 ao Golpe de 1964, com a coordenação de Angela de Castro Gomes, e da crise dos anos 1960 até 2010, sob os auspícios de Daniel Aarão Reis Filho. Ambos discutem as transformações aceleradas pelas quais o país passou, com urbanização e industrialização, autoritarismo e democracia.

A estrutura de cada livro é a mesma, sempre com 5 artigos, dedicados à população e sociedade, política interna, política externa, economia e cultura. Os artigos sobre polícia, economia e política externa são leituras obrigatórias, tendo sido utilizados como textos de questões objetivas e discursivas desde a publicação da primeira edição em 2011.

Por tudo isso, a coletânea História do Brasil Nação é obra indispensável aos que estão iniciando seus estudos, revisando sua preparação ou buscando aprofundamento para as provas do CACD, auxiliando inclusive em outras disciplinas, como História Mundial, Economia e Política Internacional. É investimento necessário e altamente recomendável a todos que pretendem conciliar rigor acadêmico com clareza para o estudo da história nacional.

 

História Mundial – Professor Daniel Araújo

Um dos livros fundamentais para a preparação ao CACD é o História das Relações Internacionais Contemporâneas, organizado pelo professor José Flávio Sombra Saraiva. Nessa obra, quatro autores fazem análises panorâmicas sobre diversos assuntos que estão sempre presentes nos TPS, que vão desde o Congresso de Viena até os tempos atuais. Alguns capítulos apresentam conteúdo bastante denso, como o “Apogeu e colapso do sistema internacional europeu (1871-1918)”, escrito por Wolfgang Dopcke, que desperta interesse sobre um assunto que muito é cobrado nos TPS. Sem dúvidas, é uma das obras de referência para a preparação do candidato nos assuntos relacionados a História Mundial.

 

 

Professor Paulo Velasco

Em Política Internacional, diferentemente de outras disciplinas para o CACD, não existe um manual de referência. Isso em função, sobretudo, do perfil da prova, que foca muito em temas contemporâneos da realidade internacional e deixa obsoleto, em pouco tempo, qualquer livro candidato a manual. Apesar dessa característica singular, é possível apontar dois livros fundamentais na preparação para a prova de Política Internacional: o super conhecido História da política exterior do Brasil, de Amado Cervo e Clodoaldo Bueno, e Relações Internacionais do Brasil: temas e agendas, de Antonio Carlos Lessa e Henrique Alternai de Oliveira.

O primeiro dá uma base importante no conhecimento da evolução histórica e conceitual da política externa brasileira e o segundo (dividido em dois volumes) traz análises fundamentais das relações bilaterais do país e da sua atuação em distintos espaços e agendas multilaterais, embora já esteja defasado por não sofrer nenhuma revisão ou atualização há muitos anos. Para compensar essa rápida obsolescência dos livros de Política Internacional, recomenda-se fortemente a leitura de periódicos especializados, sobretudo aqueles que contam com a contribuição de diplomatas brasileiros e permitem um acompanhamento dos permanentes ajustes e novidades ocorridos na esfera internacional e na atuação diplomática do Brasil, com destaque para a Cadernos de Política Exterior, publicação do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais da Fundação Alexandre de Gusmão (IPRI – FUNAG).

 

 

Professora Isabel Vega

Olá, meninas e meninos!

Não consegui escolher um livro só e ficar em dois já foi difícil.

Indico o Vários escritos, do Antonio Candido, e Leituras brasileiras, de Mariza Veloso e Angélica Madeira. Os dois tratam de Literatura brasileira, mas com enfoques diferenciados.

O primeiro prioriza autores, como Machado de Assis, Drummond e Guimarães Rosa, entre outros. Com o estilo claro e envolvente de Candido, os ensaios são lidos de modo bem prazeroso, acrescentando muitas informações acerca dos estilos pessoais, de época e das obras.

O segundo traz, como eixo transversal, o tema da identidade brasileira, abordando as obras de pensadores que contribuíram muitíssimo para essa discussão, como Mário de Andrade, Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda.

As duas leituras são importantíssimas e interessantíssimas para o CACD.

 

 

Professor Rodrigo Armstrong

Seguem duas recomendações quanto a livros para a prova de inglês.

O primeiro é Elements of Style (https://amzn.to/3g9HjpP), o livro mais usado no que concerne a recomendações sobre como escrever bem em inglês. Está entre os dez livros mais lidos nas universidades americanas, junto a obras de autores como Adam Smith, Platão e Darwin. É essencial para uma escrita concisa e objetiva.

O outro livro é The Sense of Style (https://amzn.to/2zWsMxa), uma abordagem moderna da boa escrita em inglês, por Steven Pinker, renomado professor de linguística e psicologia da Harvard e do MIT. Ele desenvolve e atualiza as ideais contidas no The Elements of Style.

 

 

Professor Juan Martín

Olá futura e futuro “cacdista”, ¿cómo estás? Deseo que muy bien.

Hoje vim para te trazer uma dica que considero muito importante na sua preparação para o estudo da língua espanhola para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata. Estou me referindo duas produções linguísticas que ajudarão você no seu objetivo de aprovação.

A primeira é a obra “Gramática didáctica del español”, de Leonardo Gómez Torrego. O livro resolve dúvidas gramaticais com explicações claras e vários exemplos e soluções (que estão no final). É muito fácil de usar, pois está organizado sob a forma de arquivos e índice temático que vai apresentando o conteúdo indispensável da gramática espanhola. Temas como os determinativos (possessivos, demonstrativos), pronomes, verbos, advérbios, preposições, conjunções, ortografia, acentuação e pontuação, dentre outros tópicos apresentados que integram a morfologia e sintaxe, elementos fundamentais que são cobrados na prova do CACD.

 

 

Por outro lado, um outro livro que considero irá ajudar você no entendimento das interferências entre o espanhol e português, á a tese doutoral da autora Gisela Massana Roselló“La adquisición de la competencia traductora portugués – español: un estudio en torno a los falsos amigos” (editorial “UAB – Universidad Autónoma de Barcelona) o qual, embora seja uma tese doutoral,  especificamente no seu capítulo 3, apresenta uma interessantíssima classificação dos “falsos amigos”, mas num formato onde se pode apreciar as principais distorções entra ambas as línguas: falsos amigos ortográficos, morfológicos, sintáticos, semânticos, pragmáticos, culturais, dentre outros.

Espero haberte ayudado con estos consejos útiles y que te sirvan en tu preparación.

Atentamente,

Prof. Juan Manuel Martín

 

 

Professor Frédéric Estève

A prova de Língua Francesa no CACD consiste em dois exercícios: 1 de resumo em Francês de um texto em Francês, de registro jornalístico e sobre um tema atual geralmente referente à França; 1 de versão em Francês de um texto em Português. O nível exigido para realizar tais provas é bem alto e necessita um domínio amplo do vocabulário, gramática, conjugação e morfossintaxe francesa. Para alcançar tal nível e aumentar seu vocabulário, são necessárias leituras regulares de jornais de língua francesa, assim como o estudo ou revisão profundos das regras e estruturas da língua.

Para tal efeito, existe um livro de referência « Grammaire Progressive du Français – Perfectionnement », editora CLE (capa marrom), que abrange desde o nível intermediário até o nível além do avançado, permitindo assim conhecer ou revisar toda a gramática e estrutura da língua exigida na prova. Para quem inicia na língua, existe na mesma coleção a versão « débutant ». A leitura deste livro, organizado de forma progressiva e por tema e assunto específico, vai providenciar uma melhor compreensão do texto em francês, assim como fornecerá as estruturas necessárias para elaborar o resumo e entender os paralelos e diferenças entre as línguas portuguesa e francesa, para poder construir sua versão.

Ao mesmo tempo, as leituras regulares de jornais de língua francesa continuam fundamentais para ampliar seu vocabulário. Bon examen de Français!

 

 

VEJA TAMBÉM:

Concurso Diplomacia: em qual etapa da preparação você está?

Edital CACD 2020 à vista: saiu a Portaria!

Alvíssaras, caríssimos e caríssimas CACDistas!

Começamos o dia de hoje com uma notícia fantástica: a realização do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) deste ano foi confirmada, por meio da publicação da Portaria nº 178, de 13 de maio de 2020! O informativo consta no Diário Oficial da União (DOU) e dá alguns detalhes sobre as provas de cada etapa do certame e o número de vagas para o cargo de Terceiro-Secretário – a classe inicial da carreira.

Vejam o documento na íntegra:

 

 

Com base nessas orientações iniciais, já podemos destacar alguns pontos importantes do processo seletivo:

  • No CACD 2020, serão oferecidas 25 vagas para a classe inicial da Carreira de Diplomata – ou seja, tivemos um aumento neste número, já que o último concurso ofereceu um total de 20 vagas;
  • O período entre a publicação do Edital do Concurso e a realização da prova de Primeira Fase não sofreu alteração, e continuará sendo de dois meses – a Portaria traz essa informação expressa, nos termos do artigo 41, § 2º, do decreto nº 9.739/2019;
  • A Primeira Fase consistirá de prova objetiva, de caráter eliminatório, constituída de questões de: Língua Portuguesa; História do Brasil; História Mundial; Geografia; Língua Inglesa; Política Internacional; Economia; e Direito (possivelmente Direito e Direito Internacional Público).
  • A Segunda Fase sofreu mudanças e voltará a ser composta apenas pelas provas discursivas de Língua Portuguesa e de Língua Inglesa, sendo de caráter eliminatório e classificatório;
  • A Terceira Fase volta a existir no concurso, sendo de caráter eliminatório e classificatório e composta pelas provas escritas de: História do Brasil; Política Internacional; Geografia; Economia; Direito (possivelmente Direito e Direito Internacional Público); Língua Espanhola e Língua Francesa;
  • Ao que tudo indica, a prova de Língua Espanhola e Língua Francesa permanecerá com o modelo de questões discursivas dos últimos concursos;

 

De modo geral, a Portaria nos permite concluir que o CACD 2020 ocorrerá nos mesmos moldes do último concurso, com poucas mudanças em sua estrutura e funcionamento.

Agora, é aguardar pela publicação do nosso tão esperado edital e colocar força total nos estudos, meus caros! No ano passado, o documento foi publicado 19 dias após a emissão da portaria. Então, é possível que esse período seja mantido neste ano. Fiquemos de olho nas notícias dos próximos dias!

 

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Sabatina do Barão | História Mundial – Gabarito comentado #1

Estimadas e estimados aspirantes a diplomata,

Chegou a vez da nossa sabatina de História Mundial!

Quais são os itens certos e/ou errados na questão abaixo sobre o período da Guerra Fria?

QUESTÃO:

Sobre a Guerra Fria, julgue as sentenças em C (certa) ou E (errada):

I. Na Guerra Fria Clássica, a definição da bipolaridade ocorreu com a criação de instituições como a OTAN e o Pacto de Varsóvia, o Plano Marshall e a Comecon, e a Aliança para o Progresso e o Comintern, em fins dos anos 1940 e começo da década de 1950.
II. Sob Stalin, com a doutrina do “socialismo num só país”, o bloco socialista conteve seu ímpeto expansionista, construindo as bases da chamada “coexistência pacífica”.
III. Kissinger foi o principal responsável pela “vietnamização” da guerra no sudeste asiático, promovendo a retirada das tropas dos EUA, o que abriu caminho para a unificação do país sob o socialismo na década de 1970.
IV. Na Nova Guerra Fria, Reagan soube muito bem tirar propósito da fragilidade soviética, visto que o regime comunista se mostrou incapaz de promover quaisquer reformas na política e na economia.

 

Comentários do professor

No vídeo abaixo, vocês podem conferir as respostas e os comentários do caríssimo mestre Marcus Dezemone sobre cada item da questão. Confiram e aproveitem todas as explanações!

 

GABARITO: EECE

 

Continuem treinando com orientações do professor, no modelo da prova objetiva de História Mundial no CACD! 

 

Colaboração especial neste post:

Marcus Dezemone – Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atualmente, é professor adjunto de História do Brasil República da UFF, professor adjunto de História do Brasil da UERJ, e professor de História nos cursos da área de Diplomacia e Carreiras Internacionais do Clio – Damásio.