Brasil na Copa e nos estudos #3: relações com a França

Brasil na Copa e nos estudos #3: relações com a França

Minhas caras e meus caros,

O Barão já está pensando no Brasil na semi-final da Copa 2018 (#BarãoOtimista🤞), e um dos nossos possíveis adversários nesta etapa é a França. Então, vamos já analisar como esses dois países se relacionam para além da disputa futebolística!

A aproximação diplomática das nações começou em 1825, quando a França reconheceu a Independência do Brasil. Desde então, o Estado francês se tornou referência para a formação cultural, intelectual e institucional brasileira. Em 1926, a relação bilateral foi consolidada pela assinatura do Tratado de Amizade, Navegação e Comércio.

A seguir, vocês podem conferir as principais questões do diálogo franco-brasileiro nos anos mais recentes.

  • Além dos laços históricos, os dois países também compartilham extensa fronteira terrestre, situada entre o Amapá e o Departamento francês da Guiana – havendo potencial para maior integração da Guiana Francesa com a região Norte do Brasil.
  • A importância crescente das relações entre os dois países foi reconhecida quando os Presidentes Lula e Chirac firmaram Parceria Estratégica (2006), com ampla agenda de intercâmbio e cooperação. O Plano de Ação da Parceria Estratégica franco-brasileira (2008) centrou-se sobre eixos como diálogo político e governança internacional; relações econômicas e comerciais; cooperação nas áreas de defesa, espaço, energia nuclear, desenvolvimento sustentável; domínios da educação, línguas, ciência e tecnologia; temas migratórios e transfronteiriços; e atuação conjunta em terceiros países, em particular na África.

A Presidenta Dilma Rousseff realizou visita de Estado à França (2012) e o Presidente François Hollande realizou visita de Estado ao Brasil, ocasião em que foi lançado o Foro Econômico Brasil-França (2013).

  • A Parceria Estratégica com a França ultrapassa os setores propriamente estratégicos e de defesa; teve, contudo, nestas áreas – que envolvem tecnologias sensíveis e sujeitas a controles mais rígidos – a expressão mais firme da determinação dos dois países de construir associação de natureza especial. As iniciativas implementadas no setor de defesa, com dois grandes programas em submarinos e helicópteros, e o desenvolvimento da cooperação nos setores espacial e de supercomputadores, tornaram-se emblemáticas do alto nível de entendimento.
  • A cooperação nos campos da ciência, tecnologia e inovação é outra vertente importante das relações bilaterais. Um dos parques tecnológicos mais avançados do mundo, a França conta com capacidades autônomas em todos os setores-chave da economia. Trata-se do terceiro país que mais acolhe bolsistas do Ciência sem Fronteiras, oferecendo cerca de 5 mil vagas a estudantes e pesquisadores brasileiros.
  • A França apoia a ampliação do Conselho de Segurança da ONU em ambas as categorias de membros, incluindo um assento permanente para o Brasil. O país é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e também ocupa a quinta posição entre as maiores economias do mundo. Trata-se de importante parceiro do Brasil em questões de paz e segurança, desarmamento e não-proliferação, direitos humanos, comércio, finanças, desenvolvimento sustentável e mudança do clima. O diálogo bilateral sobre essas questões beneficia-se de visão compartilhada sobre o reforço do multilateralismo e do direito internacional.
  • A França e o Brasil apresentam visão convergente quanto à importância do Estado não apenas para o desenvolvimento econômico, mas também para a promoção da igualdade social. Em matéria de governança econômica internacional, a França revela-se importante aliado brasileiro ao reconhecer tanto a necessidade de maior participação das potências emergentes quanto a importância de medidas de estímulo ao crescimento e ao emprego para enfrentar as crises. Nessa linha, o Governo francês foi um dos principais proponentes da substituição do G-8 pelo G-20 como principal foro de articulação econômica e financeira, a partir de 2008.
  • A França é um dos principais parceiros comerciais brasileiros. Em 2012, a corrente de comércio bilateral superou US$ 10 bilhões. O país foi o 13º principal cliente do Brasil e o 10º principal fornecedor. A crescente presença de empresas francesas no território brasileiro ajuda a explicar a intensidade das trocas comerciais entre os dois países. São quase 500 delas instaladas no Brasil, dentre as quais 38 do CAC 40 (índice que congrega as 40 maiores empresas abertas cotadas na Bolsa de Paris). Em 2012, a França foi o 5º maior investidor estrangeiro no Brasil, com cerca de US$2,2 bilhões. O estoque de investimentos franceses no país supera US$ 20 bilhões, abrangendo setores como o comércio varejista, eletricidade, telecomunicações, automóveis, alimentos, metalurgia e tecnologia da informação.

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Fonte: Ministério das Relações Exteriores

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