Baronesa do Mês #1: Maria Luiza Viotti

Baronesa do Mês #1: Maria Luiza Viotti

Olá, pupilas e pupilos!

Nosso blog acabou de estrear e já tenho muitas novidades para vocês! Sabemos que muitos foram os nomes que marcaram a trajetória do nosso país e realizaram grandes feitos no âmbito das Relações Internacionais. Seja firmando tratados territoriais, acordos de comércio ou parcerias estratégicas, alguns agentes dessa área se destacaram ao desempenhar suas funções com grande êxito em situações decisivas, obtendo expressivos ganhos materiais e simbólicos para a nação.

Tendo em vista a importância histórica desses atores, apresentamos a nossa primeira coluna mensal: o Barão do Mês. Este será um espaço dedicado à apresentação dos nomes que tiveram papel fundamental na construção das relações do Brasil com os demais países e da imagem que temos hoje perante todo o sistema internacional. Sendo assim, a cada mês, você conhecerá um pouco mais sobre a vida e a carreira de um importante personagem da história das nossas relações exteriores.

Para começar em grande estilo e iniciar as celebrações do Dia Internacional da Mulher, inauguramos a coluna com uma grande baronesa: Maria Luiza Ribeiro Viotti, a atual chefe de gabinete do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

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Diplomata de carreira, Maria Luiza Viotti entrou para o Serviço Exterior Brasileiro em 1976, depois de ingressar no Instituto Rio Branco – academia diplomática brasileira –, atuando na área de promoção comercial da instituição, onde contribuiu para a expansão das relações comerciais brasileiras com a China e países Africanos. Posteriormente, ela realizou os cursos de graduação em Economia, em 1979, e de pós-graduação nessa mesma área em 1981, ambos pela Universidade de Brasília.

Viotti iniciou sua atuação no exterior por meio da Missão do Brasil junto às Nações Unidas no período de 1985 a 1988. Ao retornar ao Brasil, ela trabalhou no âmbito de assuntos multilaterais e atuou como coordenadora executiva do gabinete do ministro das Relações Exteriores. Em 1993, a diplomata foi nomeada para a Embaixada do Brasil em La Paz, Bolívia, onde dirigiu o setor econômico até 1995. No ano seguinte, tornou-se Chefe da Divisão América do Sul I no Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE), ficando encarregada das relações com a Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile, e, em 1999, foi indicada novamente para atuar na Missão do Brasil junto à ONU até 2004.

Dentre os demais cargos ocupados pela diplomata no MRE, estão o de Diretora-Geral do Departamento de Direitos Humanos e Assuntos Sociais (2004-06) e de Diretora-Geral do Departamento de Organizações Internacionais (2006-07). Em seguida, Viotti tornou-se Representante Permanente do Brasil junto às Nações Unidas de 2007 a 2013, sendo a primeira mulher a chefiar a Missão e levando para Nova York a experiência de trinta anos de Itamaraty. Lá, ela também liderou a delegação do Brasil junto ao Conselho de Segurança em 2010 e 2011 e ocupou a presidência rotativa do Conselho de Segurança em fevereiro de 2011.

Recentemente, Maria Luiza atuou como embaixadora na Alemanha, no período de 2013 a 2016. Seu último cargo antes de se tornar chefe de gabinete na ONU foi o de subsecretária para Ásia e Pacífico do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, onde teve especial responsabilidade pelo trabalho com os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

O atual secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou no final do ano passado que Maria Luiza Viotti comporia o alto escalão de seu gabinete, a partir de 1º de janeiro de 2017, já começando a cumprir a promessa de campanha de promover a paridade entre homens e mulheres na organização. Além da embaixadora brasileira, Guterres também indicou mais duas mulheres para assumir posições de comando em sua equipe: a ministra do Meio Ambiente da Nigéria, Amina J. Mohammed, que será a nova vice-secretária-geral; e a sul-coreana Kyung-wha Kang, que será assessora especial para assuntos políticos. A escolha foi feita pela sólida experiência que as três possuem em assuntos globais, desenvolvimento, diplomacia, direitos humanos e ação humanitária.

Quando questionada sobre o crescimento da representação feminina em postos de destaque, Maria Luiza Viotti pontua: “Estamos, sem dúvida, avançando, mas ainda num nível bastante aquém do que seria desejável. […] O secretário-geral tem insistido muito que é necessário fazer mais para que se possa alcançar a paridade de gênero no secretariado, sobretudo nos mais altos níveis.”

Que essa baronesa tenha muito sucesso em sua nova importante jornada e inspire futuras diplomatas e demais profissionais a trilharem a carreira dos seus sonhos!
Fontes:
Nações Unidas (un.org/sg/en)
Agência Brasil (agenciabrasil.ebc.com.br)

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Comentário ( 1 )
  1. Amanda
    9 de março de 2017 at 09:27
    Reply

    Artigo muito bom! Adorei, barão!

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