9 verdades e 1 mentira do Barão: Língua Portuguesa

9 verdades e 1 mentira do Barão: Língua Portuguesa

Minhas caras e meus caros,

 

Uma outra disciplina que é essencial para os concursos públicos é a Língua Portuguesa. Geralmente, o conteúdo abordado nas provas se concentra na parte de Gramática, porém algumas seleções costumam trabalhar também as temáticas de Literatura Brasileira, como é o caso do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD). Por sinal, essa é uma das minhas matérias preferidas, em grande medida por mostrar como a nossa cultura é rica, plural e merece muito ser valorizada.

E, certamente, não poderíamos deixar esse belo conteúdo de fora da nossa brincadeira, não é mesmo? Fiz o convite para nossa queridíssima mestra Isabel Vega e ela nos presenteou com uma lista preciosa de informações sobre a vida e a obra de um dos maiores nomes da nossa Literatura: Machado de Assis! Portanto, pupilos e pupilas, aproveitem para incrementar seus conhecimentos sobre esse grande autor e, depois, me digam onde está a mentira machadiana! 🙂

 

9 verdades e 1 mentira de Língua Portuguesa – Literatura:

  1. Sílvio Romero, em crítica de 1897, citou, como elogio ao autor, o fato de Machado de Assis ser um genuíno representante da sub-raça brasileira cruzada.
  1. O apelido carinhoso de Machado de Assis, usado por D. Carolina, esposa do autor, em inúmeras cartas apaixonadas, era Machadinho.
  1. Os pais de Machado de Assis foram Francisco José de Assis, mulato, pintor de paredes, e a açoriana Maria Leopoldina Machado de Assis, lavadeira, que morreu quando o autor era ainda muito pequeno.
  1. O primeiro texto literário publicado por Machado de Assis foi um soneto, no jornal Periódico dos Pobres.
  1. Com a finalidade de assistir de graça a todas as peças teatrais da cidade do Rio de Janeiro, Machado de Assis exerceu o cargo não remunerado de censor teatral.
  1. Os romances mais famosos de Machado de Assis têm seus títulos associados a seus respectivos protagonistas, a saber, os nomes Brás Cubas e Quincas Borba, e o apelido de Bentinho, “Dom Casmurro”.
  1. O patrono escolhido por Machado de Assis para sua cadeira na Academia Brasileira de Letras foi José de Alencar, a quem muito estimava e admirava como romancista.
  1. Há suposições, entre estudiosos e biógrafos de Machado de Assis, quanto a ele ser o pai biológico de Mário de Alencar, filho de José de Alencar, o que justificaria a defesa constante e veemente daquele em relação ao talento duvidoso de Mário.
  1. O último livro publicado por Machado de Assis, em 1908, ano de sua morte, é o diário de Marcondes Aires, que assinava M.A, como Machado. No Memorial, há inúmeras referências a fatos ocorridos na vida do autor.
  1. O autor de Memórias de um sargento de milícias, Manuel Antônio de Almeida, além de chefe, foi grande incentivador e protetor de Machado de Assis, quando este era ainda aprendiz de tipógrafo.

 

Gabarito em breve!

 

[Atualização em 05 de maio: a mentira é o número 6.]

 

 

Participação especial neste post:

Imagem do Professor

Isabel Vega

Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professora de Língua Portuguesa no Colégio Pedro II e na área de Carreiras Internacionais do Damásio Educacional – Clio.

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